quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ESTARIA CHEGANDO A HORA?


RECOMENDAÇÃO PEDE O FIM DO NEPOTISMO EM JOSÉ DA PENHA-RN



O Ministério público recomendou ao prefeito do município de José da Penha/RN, Abel Kayo Fontes de Oliveira, que num prazo de 10 dias, exonere todos os cargos comissionados, que possuam algum grau de parentesco com gestores do município. O que configura a prática de nepotismo.

Com a recomendação, devem ser exonerados a mãe e o tio do Prefeito, que ocupam, respectivamente, a Gerência Administrativa de Saúde e a Administração de Transportes da Vila Major Felipe; a Orientadora Pedagógica do município, que é tia do Vice Prefeito e o sobrinho da Secretária Municipal de Educação, Coordenador Pedagógico do município.

O documento é assinado pelo Promotor de Justiça da Comarca de Luís Gomes, Ricardo José da Costa Lima, e leva em consideração informações prestadas pelo “Grupo Amigos de José da Penha/RN”.

Em 10 dias, a Prefeitura deve encaminhar à Promotoria ofício com a cópia das portarias de exoneração, sob pena de ser acionada judicialmente.



Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Rio Grande do Norte - MPRN



NOTA DO BLOG: ALÉM DA DEMISSÃO, É PRECISO FIZCALIZAR O QUE FARÃO COM A SOBRA DOS SALÁRIOS QUE DEIXARÃO DE SER PAGOS. A NÃO SER QUE SEJAM SUBSTITUIDOS. FISCALIZAÇÃO É A PALAVRA-CHAVE. CONFERINDO MENSALMENTE A FOLHA DE PAGAMENTO E  COMPARANDO COM OS RECURSOS CERTAMENTE SABEREMOS SE HÁ OU NÃO LARANJAS PARA QUE, COM O JEITINHO BRASILEIRO, CONTINUEM RECEBENDO DO MESMO JEITO. CABE AO POVO, AS ENTIDADES, AO PRÓPRIO MINISTÉRIO PÚBLICO, A  IMPRENSA E A OPOSIÇÃO VERIFICAREM INCESSANTEMENTE TAIS COMPORTAMENTOS. PARA OS QUE DEIXARÃO OS CARGOS, RECOMENDA-SE OS LIVROS E A DEDICAÇÃO A UMA PROFISSAO.

OPORTUNIDADE DE INDEPENDÊNCIA


Ministro da Justiça anuncia 2.800 vagas para PF e PRF nas fronteiras

Governo anunciou R$ 37 milhões para proteção de fronteiras de 11 estados.
José Eduardo Cardozo disse não saber quando serão lançados os editais.


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (8) que a presidente Dilma Rousseff autorizou a contratação de 1.500 homens da Polícia Rodoviária Federal e 1.300 da Polícia Federal. Ele não detalhou, porém, quando os editais dos concursos serão lançados. Segundo o ministro, os servidores que ingressarem a partir de agora na PF e na PRF serão lotados nas fronteiras. O anúncio foi feito durante a assinatura de pacto com 11 estados para fortalecer a proteção das fronteiras brasileiras. O governo pretende investir R$ 37 milhões para reforçar o policiamento dessas regiões.Segundo Cardozo, o reforço do policiamento nas fronteiras só começará a partir do próximo ano devido ao período de treinamento. “Pretendemos melhorar as condições daqueles que trabalham na fronteira. Isso não é uma promessa, é uma decisão”, disse. Os estados participantes do Plano Estratégico de Fronteiras são Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Para conseguirem verba do governo, esses estados precisarão apresentar projetos, que serão avaliados pelo Ministério da Justiça segundo “critérios bastante objetivos”, conforme afirmou Cardozo. “Não será em momento algum a remessa de recursos feita de maneira aleatória. Tudo exigirá um plano com objetivos muito bem postos que serão acompanhados pelo Ministério da Justiça ao longo da execução”. O pacto faz parte da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron) e envolve os ministérios da Justiça e da Defesa, sob coordenação do vice-presidente da República, Michel Temer. O Plano Estratégico de Fronteiras tem como objetivo reduzir os índices de criminalidade e enfrentar o crime organizado. Segundo informou o Ministério da Justiça, os crimes mais comuns nas regiões de fronteira são tráfico de drogas, de armas e de pessoas, além de contrabando.
Polícia Federal

A Polícia Federal aguardava autorização para 1.352 vagas em cargos de nível médio e superior. São 328 vagas para agente administrativo (nível médio), 116 vagas para papiloscopista, 396 para agente de polícia, 362 para escrivão (os três cargos exigem nível superior em qualquer área) e 150 para delegado (nível superior em direito). Os cargos de nível superior em qualquer área exigem ainda carteira de habilitação no mínimo na categoria B. Os salários são de R$ 3,2 mil para agente administrativo, R$ 7,5 mil para papiloscopista, agente de polícia e escrivão e de R$ 13,3 mil para delegado. 

Polícia Rodoviária Federal

A diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Maria Alice Nascimento Souza, havia apresentado à Casa Civil da Presidência projeto para ter mais 4,5 mil policiais até 2014. A proposta é ter acréscimo de 1,5 mil nos próximos 3 anos. Em junho, a presidente Dilma Rousseff autorizou a nomeação de 200 policiais rodoviários federais como quantitativo extra do concurso de 2008 (número de vagas criadas além do adicional de 50% dos postos oferecidos na seleção).


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

EIS O FRUTO DA OPOSIÇÃO BRASILEIRA


PM que acusou Orlando é preso por segurança do Palácio do Buriti


O policial militar João Dias, pivô das falsas acusações que levaram à renúncia do ministro Orlando Silva, invadiu nesta tarde de quarta-feira (7) a Secretaria de Governo de Brasília, comandada por Paulo Tadeu.  


O policial militar, segundo testemunhas, agrediu duas funcionárias do secretário Paulo Tadeu. Uma delas é conhecida por Paulinha e a outra chama-se Niedja.

João Dias carregava um pacote de dinheiro vivo que também, segundo testemunhas, ele teria jogado em cima da mesa. João Dias pretendia ser recebido por Paulo Tadeu, mas acabou preso pela segurança interna do Palácio do Buriti.

NOTA DO BLOG: OS SITES, JORNALECOS E REVISTAS COMPROMETIDAS COM AS CANALHICES NÃO VÃO DÁ NENHUMA ÊNFASE AO EPISÓDIO E, CLARO, SE CHEGAR A NOTICIAR. TODA IMPRENSA TEM LADO. É POR ISSO QUE NÃO SOMOS HIPÓCRITAS: NÓS TEMOS LADO. ESTAMOS DO LADO CERTO. VALEU, ORLANDO! SUCESSO SEMPRE!

EIS QUE SURGE UM DOIDO. SERÁ? TOMARA!

Prefeito do Sertão climatiza todas as salas de aulas da cidade e Zona Rural do município.


O prefeito afirmou que além da climatização, os alunos receberam novas  e confortáveis carteiras. os alunos ganharam fardamentos e as escolas novos móveis e equipamentos




A prefeitura de Poço José de Moura, no sertão da Paraíba, investiu os recursos destinados a educação e cumpriu, pelo menos essa vez, a sua obrigação institucional. As escolas municipais foram todas reformadas, ganharam novos equipamentos. Os banheiros todos modernos e estruturados foram cuidadosamente preparados para melhor receber a comunidade escolar. A secretária  de educação Núbia Naiete destacou ainda a importância da implantação do programa de refrigeração das salas de aula, inclusive as da zona rural daquele município. “É um conforto que incentiva os alunos a frequentar a escola. Com a temperatura chegando próximo aos 40 graus, professores e alunos podem contar com um clima bastante agradável durante as aulas”. Disse Núbia.


NOTA DO BLOG: SE É UM APENAS UM SURTO DE VERÃO NÓS NÃO SABEMOS. MAS CERTAMENTE QUEM É DO LADO DO BEM E NÃO ROUBA O DINHEIRO DO POVO, SENTE-SE MUITO FELIZ EM LER NOTÍCIAS COMO ESSA. POR JUSTIÇA, FAZEMOS QUESTÃO DE ENFATIZAR O NOME DO PREFEITO DESSA CIDADE PARAIBANA. O NOME DESTE "DOIDO" É MANOEL ALVES NETO (ELE É DO DEM -NEM TUDO ESTÁ PERDIDO) O NOME DA SECRETÁRIA É NÚBIA NAIETE. VERDADEIRAMENTE, ESSES CIDADÃOS, ADMINISTRANDO ESSA FORTUNA DE DINHEIRO PARA INVESTIR SOMENTE NA EDUCAÇÃO, AO TOMAR TAIS MEDIDAS, ESTÃO LOUCOS, PIRADOS E HETEROGÊNEOS. OS PARABÉNS DO BLOG E DE TODOS OS LEITORES COMPROMISSADOS COM A HONESTIDADE PLENA. O PREFEITO E A SECRETÁRIA NÃO ESTÃO SENDO CONSIDERADOS DESMORALIZADOS. ANTES PELO CONTRÁRIO. EIS AS FOTOS:










PROPAGANDA


Lula, de barba, e Dilma estimulam filiação ao PT em programa de TV



O PT leva ao ar amanhã um programa nacional de TV, no horário destinado a partidos políticos, conclamando as pessoas a se filiarem à legenda. Lula e a presidente Dilma Rousseff são as estrelas da peça publicitária, que mostra ainda o presidente do partido, Rui Falcão, e os cinco governadores petistas. O ex-presidente gravou as falas em sua casa, em São Bernardo do Campo. Quando participou do programa, ele já se tratava do câncer na laringe. Já tinha recebido a primeira sessão de quimioterapia, mas ainda não tinha raspado o cabelo e a barba. A voz do petista, no entanto, está ligeiramente rouca. O programa começa mostrando imagens de metrópoles como Nova York, Paris e cenas de protestos em Wall Street e também no Egito. Diz que no mundo todo as pessoas estão se mobilizando "para construir um novo mundo". E que, no Brasil, elas se mobilizaram para fazer "a maior revolução social do planeta". Em várias partes do texto o locutor repete as palavras "mobilizar" e "mobilização". E diz que tudo só foi possível "porque um líder que veio do povo soube criar um partido capaz de mobilizar a extraordinária força do brasileiro". Lula e Dilma alternam falas. Ele conta que sempre diz "à juventude" que não adianta falar que todo político não presta "porque o político perfeito talvez esteja dentro de você. Faça da política a sua arma para mudar o seu país." Ela afirma que o governo está se "mobilizando" para uma série de realizações. O programa toca na corrupção de forma lateral, ao perguntar "que partido mais estimulou a investigação de denúncias, combatendo o mal feito, doa a quem doer?" Faz alusão também à doença do ex-presidente. "É como se Lula tivesse nascido para mobilizar o Brasil. Essa grande nação em que nos transformamos e que agora está mobilizada para dizer: força Lula." O programa termina com o slogan: "Filie-se ao PT. E continue mobilizando o Brasil."

VEJA A REPORTAGEM DA "FOLHA"


CONFORME ANUNCIAMOS, A ESTRATÉGIA DA OPOSIÇÃO ERA CHEGAR PERTO DA PRESIDENTA DILMA. LEIAM A MATÉRIA DA FOLHA DE SÃO PAULO E VEJAM QUE ELES NÃO SE CONFORMAM:


Com Pimentel, denúncias chegam à 'cota de Dilma'



As acusações contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, são as primeiras a atingir diretamente um ministro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff. Diferentemente de Antonio Palocci, que, a despeito da proximidade que adquiriu com Dilma na campanha e nos meses iniciais do governo, era de início um homem de Lula, Pimentel é um dos poucos amigos que Dilma tem em Brasília.
Os dois militaram juntos na Colina e depois na VAR, duas organizações que atuaram na resistência à ditadura militar e depois optaram pela luta armada. Ambos foram presos e foram levados juntos ao banco dos réus pela Justiça Militar em 1972. Continuaram amigos ao longo da vida e Pimentel foi chamado para ser um dos coordenadores da campanha presidencial. Ali Dilma bancou pela primeira vez o auxiliar e amigo: ainda no início da campanha, Pimentel se indispôs com o grupo de São Paulo do PT e muitos apostaram que deixaria a coordenação. Dilma o manteve e, depois de um período fora dos holofotes, ele reassumiu suas atribuições e as manteve até a eleição. Logo depois de eleita Dilma assegurou ao ministro que ele estaria no primeiro escalão, antes ainda de definir em que pasta. E, ao longo deste primeiro ano, não foram poucos os sinais de deferência: Pimentel foi um dos primeiros a lançar um programa de impacto, marca da nova gestão, o Brasil Maior, de competitividade. Além disso, tem sido costumeiramente ouvido em questões relacionadas à economia e à política. É chamado ao gabinete presidencial com frequência maior que alguns ministros do Palácio do Planalto. Por fim, foram poucas as comitivas de viagens internacionais de Dilma das quais o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior não fez parte. Portanto, não será uma decisão trivial para Dilma abrir mão de um de seus ministros mais próximos. É por isso que oposição e partidos aliados que já foram vítimas do "dominó de ministros" na Esplanada assistem com especial atenção à crise envolvendo os ganhos da consultoria de Pimentel e as relações de seus clientes com a Prefeitura de Belo Horizonte, que ele ocupou --reveladas inicialmente pelo jornal "O Globo". Já há aliados prontos para vocalizar descontentamento caso se confirme o prognóstico de que Dilma será menos disposta a aplicar em Pimentel as lições da "faxina" que varreu para fora do governo sete ministros no primeiro ano de mandato.

BOA NOTÍCIA


Governo federal vai investir R$ 4 bilhões no combate ao crack



A presidente Dilma Rousseff e os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça) anunciaram nesta quarta-feira um conjunto de ações integradas do governo federal para o combate ao crack. Com investimento de R$ 4 bilhões da União e articulação com Estados e municípios, o plano tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar ações de prevenção. Com o slogan "Crack, é possível vencer", as ações do governo foram estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. O primeiro inclui ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários.Uma das novidades do plano é a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde). Até 2014, o Ministério da Saúde prevê o repasse de recursos para a criação de 2.462 leitos, que serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. O valor pago pela diária de internação também crescerá para R$ 200. No eixo "autoridade", o objetivo é a integração das áreas de inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, além do aumento no policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas --até com a instalação de câmeras. Também serão intensificadas as ações de combate ao tráfico nas regiões de fronteira. Para isso, o governo pretende contratar mais 2.000 policiais para a PF e PRF. Outra medida na área policial é a exigência de padronização, por parte dos Estados, nas estatísticas criminais enviadas ao governo federalJá para o eixo "prevenção" foram pensadas ações em escolas, bairros e campanhas de comunicação. Somente no Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola, a proposta é capacitar 210 mil professores e 3.300 policiais para a prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas.Outra medida é facilitar o acesso ao serviço VivaVoz, de orientação sobre drogas pelo telefone. O número passará do atual 0800-510-0015 para um de três dígitos, o 132.

NOTA DO BLOG: PARA FUNCIONAR BEM NO INTERIOR DO BRASIL NO QUE TANGE AS CIDADES DE PEQUENO PORTE, O GOVERNO FEDERAL TEM QUE EXCLUIR AS PREFEITURAS DE QUALQUER CONVÊNIO SOBRE ESSE PLANO DE COMBATE AO CRACK. O MOTIVO É O DE SEMPRE: FALTA DE FISCALIZAÇÃO, DESVIOS E PECULATO (COM A DEVIDA EXCEÇÃO), ALÉM DA INEFICIÊNCIA DO PROGRAMA EM SI. TODOS OS BRASILEIROS SABEM QUE A MAIORIA DOS PREFEITOS DO INTERIOR DO BRASIL TEM SE ESPECIALIZADO EM SER EXATAMENTE UM PARÔNIMO DO PROGRAMA: "CRAQUES". VOCÊS, CAROS LEITORES, ACHAM QUE NOSSOS PREFEITOS SÃO CRAQUES EM QUÊ? SUA CONSCIÊNCIA JÁ RESPONDEU

A ATUAL VOZ DO NORDESTE


Eduardo Campos: ‘Este não pode ser só mais um ciclo de desenvolvimento’

'Até os conservadores entendem que o fim da inflação foi importante para o desenvolvimento do Nordeste, mas o que fez a diferença foi a colocar o dedo na ferida da exclusão', diz Campos. Foto: Renato Araújo, ABr
Na última década, a região Nordeste emplacou avanços notórios nas áreas econômica e social. Com a instalação de novas indústrias, obras de integração e infraestrutura logística e um mercado consumidor ascendente, os nove estados nordestinos passaram a crescer, juntos, num ritmo superior à média nacional.
Um caminho sem volta?
Ainda não se sabe.
Em sua participação no seminário “O Nordeste do Século XXI – Desenvolvimento com Igualdade Social”, da série Diálogos Capitais promovida por CartaCapital, em Salvador, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), manifestou sua preocupação com a possibilidade de o País desperdiçar a oportunidade de corrigir, desta vez, as mazelas históricas da região – o Nordeste ainda baixos índices de desenvolvimento, como escolaridade e participação na riqueza nacional. “Este não é o primeiro ciclo (de crescimento). Ao longo dos últimos cem anos, tivemos outros crescimentos acelerados do Nordeste, que coincidem com os momentos de maior expansão econômica”, lembrou o governador, citando como exemplos a bonança dos anos 1950, com Juscelino Kubitschek, e os anos 1970, e os investimentos dos militares. “Houve crescimento econômico, mas não qualidade no desenvolvimento. Na Bahia, por exemplo, vieram os investimentos econômicos, mas ficaram desafios sociais, semelhados aos de Pernambuco e outros lugares.” A situação começou a mudar após a reabertura política, assinalou o governador, quando voltou-se a se discutir a desigualdade no Nordeste como uma questão nacional. O atual ciclo de desenvolvimento tem como características o aumento da empregabilidade e do poder de compra, graças à elevação do salário mínimo, o alcance de programas sociais e de transferência de renda, a expansão do crédito e do crédito para a agricultura. Campos lembra, no entanto, que para que o Nordeste atinja um índice de PIB per capta semelhante ao restante do País seriam necessários 50 anos com taxas de crescimento anuais 1% acima do PIB nacional, como acontece hoje. Outra situação que ilustra a concentração de renda nas regiões mais ricas é que o Nordeste possui hoje apenas duas montadoras de automóveis (6% do total), num período em que o setor automotivo representa 25% do PIB industrial. Para que os estados nordestinos avancem, Campos defende que um ciclo de expansão econômica que se sustente com base na redução das desigualdades regionais e entre as pessoas. “Até os conservadores entendem o que a gente aprendeu ouvindo a Tânia Bacelar (professora da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em Planejamento Global, que estava presente ao evento): não bastou a gente por fim à inflação do Brasil, entrar nos trilhos e crescer. Foi muito importante, sim. Mas o que fez a região crescer foi que botamos o dedo numa velha ferida, a ferida da exclusão. E as pessoas que viviam em situação de pobreza se tornaram consumidores”. Entre os entraves que impediram o avanço em experiências anteriores, Campos cita a época em que o Nordeste “achava que ia resolver seus problemas com guerra fiscal”. “Enquanto isso, a Europa fazia uma união de países, de nações, um bloco econômico, hoje em sua mais grave crise, mas que poderia ter acontecido antes se não fosse o sonho do euro. E a gente achando que Pernambuco tinha que brigar com a Bahia, a Bahia, com o Ceará, o Ceará com o Rio Grande do Norte”, disse. Projetos de integração, representados, por exemplo, pelo papel do Banco do Nordeste, conseguiram desfazer parte deste nó. Segundo ele, hoje os governadores nordestinos têm projetos em comum. Sobre o papel da região no cenário nacional, Campos afirmou que, se não for feito um recorte das especificidades regionais para atrair e sustentar os investimentos na região, a concentração vai se eternizar.

E EXISTE ISTO NO RN?


Pedido de impeachment de Micarla depende de decisão judicial

Eventual bloqueio de contas da Prefeitura, determinado pela Justiça, será o elemento final para embasar pedido de afastamento, explicou vereador


O grupo de vereadores que tencionam impeachment da prefeita Micarla de Sousa se reuniu nesta terça-feira (6) e decidiu esperar por eventual bloqueio de contas da Prefeitura do Natal para ingressar com pedido de afastamento da prefeita. Na semana passada, a promotora de Defesa da Educação, Zenilde Alves, ajuizara Ação Civil Pública (ACP) na Vara da Infância em razão de a prefeita Micarla de Sousa (PV) e o secretário municipal de Planejamento, Antonio Lunna, terem descumprido Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa o pagamento de quase R$ 50 milhões de recursos constitucionais da educação, e os quais não foram aplicados na área. O processo sofreu um atraso em razão de ter sido redistribuído a uma das Varas da Fazenda Pública – ainda não foi definida qual. Na ACP, a promotora pede bloqueio do valor que deveria se aplicado na educação. Caso tal bloqueio ocorra, pedido de impeachment, garantem os vereadores, será protocolado na presidência da Câmara Municipal de Natal. “O bloqueio será o subsídio final que nos faltará. A prova de que a improbidade administrativa está configurada. Entraremos com o pedido de impeachment, e daí começa outra luta, articular onze votos em nosso favor”, comentou o vereador Luís Carlos (PMDB), ligado à defesa da Educação na Casa. O regimento da Câmara Municipal não permite ao vereador que protocolou o pedido de impeachment participar da votação, que é secreta. Na intenção de não perder um voto, o grupo – formado por Fernando Lucena (PT), Sargento Regina (PDT), Júlia Arruda (PSB), Raniere Barbosa (PRB) e George Câmara (PC do B) – trabalha com hipótese de fazer um eleitor protocolar o pedido de afastamento da prefeita. “E isso não será problema, considerando que muitos eleitores já nos procuraram para pedir impeachment da prefeita”, acrescentou Luís Carlos. A reportagem tentou contatar a Procuradoria Geral do Município para comentar o caso, mas as ligações não foram atendidas; nem retornadas. Na semana passada, o vereador Enildo Alves protestou com veemência contra as intenções do grupo de vereadores. Segundo Alves, que é líder da prefeita na Câmara dos Vereadores, estão querendo tirar a chefe de Executivo “no tapetão”, algo, argumentou ele, ilegítimo no Estado de direito.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A PIADA DO DIA


Agripino é reconduzido e DEM fala em candidato próprio em 2014



Em uma convenção discreta, o DEM confirmou nesta terça-feira o senador José Agripino (RN) na presidência da legenda. No evento, líderes falaram em candidatura própria à Presidência em 2014. Um dos nomes colocados como possível presidenciável é do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO). Ao discursar aos correligionários, ele abordou temas nacionais, como escola em tempo integral, sinalizando sua disposição de participar da disputa e cobrou que o partido marque posição. "Vou lembrar frase do Ronaldo Caiado [deputado] que disse 'que é melhor ser cabeça de cachorro do que ser rabo de leão'. Temos que nos preparar para ter candidato à Presidência da República em 2014". Agripino, que fica no comando do partido até 2014, reconhece que há uma pressão da base para que o partido tenha candidato ao Planalto, mas adota um discurso cauteloso. Segundo ele, a ideia não está consolidada. "É normal almejar candidato", minimizou após ter declarado na convecção que "se deus quiser, teremos candidato".

Agripino Maia (na ponta da mesa) cumprimenta correligionários na reunião em que foi eleito presidente do DEM
Agripino Maia (na ponta da mesa) cumprimenta correligionários na reunião em que foi eleito presidente do DEM

Questionado se o PSDB lançar o senador Aécio Neves (MG) para concorrer ao Planalto, mudaria o cenário, o presidente do DEM disse que a prioridade é a estratégia interna. "Ninguém lançou candidato". E completou: "O diálogo mais próximo, sim, com PSDB, compulsório, não!". O partido descarta aliança com PSD, do prefeito Gilberto Kassab e responsável por um enxurrada de desfiliações da legenda, e PT. Agripino disse que há um forte trabalho da legenda para crescer nas eleições municipais. Para Agripino as eleições municipais vão reerguer o partido. "Não podemos nos curvar. Temos que resistir e sobreviver em nome dos nossos ideais. Em 2012, vamos sair melhores. Vamos voltar melhor do que antes do ataque que sofremos". A escolha do senador para a presidência era uma das condições impostas pelo Kassab para permanecer na sigla, mas não foi suficiente para mantê-lo no partido. O prefeito deixou o DEM e fundou o PSD. Também não faltaram críticas ao governo Dilma Rousseff pela queda de seis ministros envolvidos em denúncias de irregularidades, pelo tamanho da máquina pública, com o primeiro escalão com 37 integrantes, além da baixa execução de programas, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

NOTA DO BLOG: ACREDITEM NO QUE FALAMOS: ESSE PARTIDO, DOS DEMOS, JAMAIS TERÁ AUTORIDADE MORAL PARA LANÇAR CANDIDATO PRÓPRIO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. ELE É UM PARTIDO QUE REPRESENTA AS OLIGARQUIAS DO PASSADO, OS REMANESCENTES DA DITADURA E OS MAIS RETRÓGRADOS POLÍTICOS BRASILEIROS. ESSE PARTIDO É O TÍPICO CONGLOMERADO DE PESSOAS QUE QUEREM SEMPRE ESTÁ EM SEGUNDO PLANO DESDE QUE ESTEJAM COM CERTO PODER. SEMPRE ESTIVERAM NA ABA DO AMIGO DE SANGUE, O PSDB, E JAMAIS SE SEPARARÃO PORQUE ELES SÃO UM SÓ PARTIDO. O FATO DE ADIANTAREM QUE PODERÃO TER CANDIDATO PRÓPRIO NADA MAIS É DO QUE UMA FORMA DE GANHAR ESPAÇO COM O IRMÃO TUCANO, UMA VEZ QUE O GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS (PSB-PE) PASSA A SER ENAMORADO APAIXONADAMENTE PELOS BICOS-GRANDES. COMO SEMPRE INDICARAM NA CHAPA OPOSICIONISTA O CANDIDATO A VICE-PRESIDENTE, ESSA É UMA ÓTIMA MANEIRA QUE ELES TÊM PARA MOSTRAR QUEM SÃO: PRESSIONAR PELO BOLO LATERAL. 

CADA UM NESSA VIDA MOSTRA O QUE TEM E O QUE É

RATIFICADO


Comissão do Senado aprova indicação de Rosa Weber para o STF



Após mais de cinco horas de sabatina, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta terça-feira (6), com 19 votos favoráveis e 3 contrários, a indicação de Rosa Maria Weber Candiota da Rosa para o cargo de ministra do STF (Supremo Tribunal Federal). O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) pediu urgência para a votação da matéria pelo plenário do Senado. Em meio à sabatina, a atual ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) se declarou impedida de expressar opinião sobre ações em julgamento no STF. A atitude da indicada para o cargo de ministra da Suprema Corte foi criticada pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Aloysio Nunes (PSDB-SP). "Lamento o fato de não poder saber como o sabatinado vai encarar questões delicadas e que serão definidas pela Corte que vai integrar", afirmou Aloysio Nunes (PSDB-SP). Rosa justificou essa recusa com base na Loma (Lei Orgânica da Magistratura), que a impediria de adiantar posição sobre processos que terá de julgar. Assim, se concordasse em responder a essas indagações, estaria ferindo a lei. O único compromisso público firmado foi o de guardar a Constituição caso chegue ao Supremo. Taques reagiu ao silêncio da indicada sobre temas afetos ao Supremo defendendo mudanças na Loma. Mas não se furtou de questioná-la, por exemplo, sobre atos de corrupção envolvendo membros do Poder Judiciário.
Sérgio Lima/Folhapress
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado sabatina Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, indicada para o cargo de ministra do STF
CCJ do Senado sabatina Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, indicada para o cargo de ministra do STF

Escolhida pela presidente Dilma Rousseff, ela será a terceira mulher da história a se tornar ministra do STF. Rosa ocupará a vaga deixada por Ellen Gracie, que decidiu se aposentar em agosto deste ano. Juíza trabalhista de carreira, ela é hoje ministra do TST, apontada para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rosa sempre atuou na área trabalhista e será a primeira vez que ela atuará com outros temas. A posse do novo integrante do STF está sendo aguardada com ansiedade para a conclusão de votações importantes no tribunal, como a que estabelece a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012.
Com Agência Senado

NOTA DO BLOG: COM ESSA INDICAÇÃO, A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF CONSOLIDA UMA MARCA DESTACÁVEL NESSE PRIMEIRO ANO: O FEMINISMO. ALÉM DE VÁRIAS MINISTRAS DA SUA COTA PESSOAL NO PODER ADMINISTRATIVO, DE TER SUGERIDO PARA O NOME DO FUTURO AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DE AMARANTE O DE UMA MULHER, HOJE ELA CONSEGUE VER SUA INDICADA REFERENDADA PELO SENADO COMO A MAIS NOVA MINISTRA DO STF. TODOS SOMOS IGUAIS E ESSA ÊNFASE NO FEMINISMO AJUDA A DIMINUIR AS DISTÂNCIAS DE GÊNERO NO QUE TANGE AS CORTES NO PAÍS, ALÉM DA PRÓPRIA POLÍTICA BRASILEIRA. A TRAJETÓRIA DA MAIS NOVA MINISTRA ROSA É CONDIZENTE COM A IMPORTÂNCIA DO CARGO. BOA SORTE.

TOMARA QUE DÊ CERTO


Senado aprova texto-base do projeto que reforma Código Florestal


Por 59 votos contra 7, o Senado aprovou nesta terça-feira o texto-base do projeto que reforma o Código Florestal. Os senadores, no entanto, ainda precisam analisar mais de 40 emendas que foram apresentadas e que pedem mudanças no texto. Há um acordo de líderes para que as propostas sejam votadas ainda na noite de hoje. O PSOL foi o único a recomendar a rejeição do texto.Um dos relatores do projeto, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse que mais da metade dessas emendas estão prejudicadas e serão derrubadas porque tratam da proposta aprovada pela Câmara, que já passou por modificações em três comissões do Senado. Os senadores devem discutir pelo menos duas mudanças significativas que foram negociadas com o governo antes da votação. A principal divergência é quanto a manutenção de parte dos manguezais como áreas de proteção permanente. Nesse bioma, ocorre a produção de camarão. A bancada do Nordeste, que tem apoio dos ruralistas, defende que os mangues não sejam considerados áreas de preservação, o que livraria a produção de regras rígidas. Uma emenda deve permitir que autorizações seja concedidas quando houver interesse social. Pelos cálculos de técnicos do governo, 65% dos mangues terão que ser preservados.
Antonio Cruz/Agência Brasil
Ativistas do Greenpeace protestam em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, contra votação do Código Florestal
Ativistas do Greenpeace protestam em frente ao Congresso, em Brasília, contra votação do Código Florestal

Outra questão polêmica é em relação às atividades rurais nas bacias hidrográficas mais ameaçadas. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) propõe que comitês de bacia tenham prerrogativa para decidir o aumento de percentuais de proteção dessas áreas. Os ruralistas dizem que isso dá poder demais para os comitês. A alternativa em discussão é permitir que os governadores decidam sobre a proteção especial após ouvir os comitês. Uma proposta que chama atenção é a emenda do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que propõem desmatamento zero por dez anos na Amazônia. Ele reuniu apoio de 11 colegas.

ANISTIA

Peça-chave da legislação ambiental brasileira, o Código Florestal impõe limites ao avanço da produção agrícola e da pecuária no país ao definir quais áreas podem ser ocupadas pelos proprietários rurais e quais devem ser obrigatoriamente preservadas. A proposta poupa a presidente Dilma de desgaste ao excluir a anistia explícita a desmatadores embutida no projeto da Câmara dos Deputados. O texto da Câmara regularizava toda a produção agropecuária nas áreas de preservação permanente, deixando sem recuperação 55 milhões de hectares de florestas desmatadas até 22 de julho de 2008 --uma área do tamanho da França. Os desmatadores ficariam livres de multa. Os senadores obrigam os fazendeiros a recompor de 15 metros a 100 metros de mata ciliar. Propriedades até quatro módulos são isentas. Na volta do texto para Câmara, esse ponto deve ser rediscutido. O projeto mantém 2008 como data-limite para a regularização, livrando de multa os proprietários que aderirem a planos de regularização a serem implantados em um ano. A proposta agrada ao governo que avalia que os senadores melhoraram e avançaram na proposta encaminhada pela Câmara. A ministra Izabela Teixeira (Meio Ambiente) e assessores participaram ativamente das negociações, permitindo, por exemplo, a anulação de multas aplicadas a fazendeiros que desmataram sem autorização áreas que podiam ser exploradas, mas só com licença ambiental. O projeto estabelece ainda que o Brasil poderá impor barreiras comerciais a produtos agrícolas de países que não adotem legislações ambientais "compatíveis" com a brasileira. Foram mais de cinco horas de discussão. O tema dividiu os senadores. Parlamentares alinhados aos ambientalistas fizeram discurso contra a matéria. Argumentam que a proposta deixa brecha para novos desmatamentos e fragiliza a legislação ambiental. 0 senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que o texto prejudica especialmente a Mata Atlântica e fragiliza a legislação amebiental. "O Brasil precisa e pode ser uma potência ambiental. Nós precisamos e podemos ser uma potência utilizando os recursos que temos nas nossas florestas. Nós não podemos e não precisamos de legislações que relativizem a proteção ambiental brasileira." Presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) disse que esse é o texto possível, que os produtores não saem 100% satisfeitos. Ela lembrou que essa discussão dura mais de 15 anos no Congresso e afirmou que a proposta vai permitir a recuperação de 30 milhões de hectares e representa uma redução de US$40 bilhões no agronegócio. "É um prejuízo. Isso não é qualquer coisa. É um forte impacto na produção, no PIB e na geração de empregos. Agora, não é um texto ideal para todos, mas o texto possível." Estremecido com os movimentos ambientalistas, Viana voltou a alfinetar os segmentos. "Tem alguns que não vivem sem problemas." E completou: "Isso não trás alvore de volta, não ajuda o Brasil. as condições estão dadas.' Para Márcio Astrini, do Greenpeace, o Senado produziu um texto com uma série de dúvidas que poderão ser enfrentadas na Justiça. "São várias as inseguranças que podem chegar na Justiça. Como essa interpretação da anistia. O Ministério Público, técnicos do Senado, cientistas todos apontam que há anistia, menos o governo que adotou um discurso diferente". A Polícia do Senado adotou um sistema mais rígido de controle para acesso às dependências da Casa durante a votação. Os protestos de estudantes ocorreram no local de desembarque dos parlamentares. Como a proposta sofreu mudanças no Senado, se aprovada, terá que passar por uma nova avaliação dos deputados.

FHC RECOMENDA TIRO NO PÉ À OPOSIÇÃO

Oposição tem que dizer ‘o que é contra e o que é a favor’, afirma FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o seu partido, o PSDB, deve dizer “o que é contra e o que é a favor” para marcar suas posições em relação governo federal, em entrevista nesta segunda-feira, 5, ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante sua participação no programa, FHC falou sobre política, economia e a sociedade brasileira, entre outros temas. Ele admitiu que seu partido não soube “deixar uma marca” nas políticas sociais, apesar dos esforços do seu governo nessa área, e atribuiu a isso a imagem mais associada às parcelas ricas da população. FHC lembrou também que, durante a sua Presidência, ocorreram algumas crises econômicas e “a situação da população era objetivamente pior”. “A política depende muito das circunstâncias”, observou. Ao ser questionado o slogan em inglês “Yes, we care”, que sugeriu para o PSDB em recente evento partidário, FHC esclareceu que não pretendia ser interpretado literalmente. “Imagine se eu iria falar isso pro povo. Só se fosse um débil mental”, disse. O ex-presidente comentou a atual situação da economia nacional, que avançou muito nos últimos anos, e afirmou que, segundo ele, “o Brasil está saindo de uma fase de escassez para um começo de prosperidade”. Sobre a nova classe média, ele disse que hoje ela é apenas uma “classe de  renda”. FHC prevê que no futuro, a nova classe vai superar a busca pelo acesso e vai querer mais qualidade. “É essa hora que entra a questão do valor.” Além do jornalista Mario Sergio Conti, que apresenta o programa, participaram da bancada o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour; o editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila; o colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góis; a psicanalista e escritora Maria Rita Kehl, e a historiadora e antropóloga, professora titular de Antropologia da USP, Lilia Schwarcz. Redes sociais. FHC destacou mais de uma vez durante o programa o papel importante que atribui às novas formas de comunicação, como os sites de relacionamento e outras plataformas da internet. “Acho que hoje em dia que está fora do Facebook não está na vida real”, disse logo no início da transmissão. “Esse mundo me fascina”, admitiu o ex-presidente, que aos 80 anos estreou nesta segunda-feira sua página na rede social criada pelo norte-americano Mark Zuckerberg. FHC destaca que não é “usuário habitual” desses meios, mas já apresenta uma  visão pessoal sobre sua utilização. O ex-presidente criticou a exposição pessoal através da rede e disse não achar que o espaço deve ser usado para dizer “fiz isso, fiz aquilo, estive com fulano”.

Veja como foi:

23h43 - Termina o programa Roda Viva.
23h40 - Ao comentar sua estreia no Facebook, FHC afirma que “o mundo novo é um mundo que tem essa discussão direta” e admite: “Esse mundo me fascina.” Ele diz não ser “usuário habitual” das redes sociais, mas afirma ter “interesse pelo que acontece”. O ex-presidente critica a exposição de si mesmo através da rede e diz que não achar que o espaço deve ser usado para dizer “fiz isso, fiz aquilo, estive com fulano”. Para resumir seu sentimento sobre os novos meios, afirma: “Tem muita coisa boa no mundo.”
23h32 - Estimulado a comentar a criação da Comissão da Verdade pelo governo Dilma, FHC afirma ser “totalmente favorável” ao projeto. “As vitimas têm o direito de saber o que aconteceu”, ressalta. Ele diz ter sido vítima da ditadura e ter visto pessoas que foram torturadas. “Pra mim não é uma questão retórica, é uma questão existencial.” Ele conclui indicando que acredita que o modo como a Comissão da Verdade foi feita é “equilibrada”.
23h25 - Gandour questiona se o modelo chinês seria perigoso, por unir desenvolvimento econômico e falta de democracia. Para FHC, pode ser uma tentação para “atrasar” determinadas ações. Ele afirma que o governo “hesita  entre modelos” e cita como exemplo a privatização dos aeroportos. “Não se assume.”
O ex-presidente afirma que considera a Educação um setor “essencial”. “O mundo mudou muito e nos continuamos ensinando a mesma coisa”, afirma. “Acho que tem que ir mais fundo, não adianta só dar mais.” Ele diz se assustar com um dado sobre as escolar: “A evasão escolar estava ocorrendo pela falta de interesse do aluno no que estava sendo lecionado.”
Sobre a economia, diz que o mundo “só vai sair” da situação atual quando “abrir novas frentes de investimento”. Segundo FHC, “tanto a China como os Estados Unidos sabem disso e estão se preparando”.
23h10 - Após pergunta pré-gravada do ex-governador de São Paulo José Serra sobre as diferenças entre o governo FHC e o governo Lula, o tucano destaca a atual situação da economia. “Pela primeira vez a definição de desindustrialização cabe”, diz o ex-presidente. “Quando saí, a indústria era 60% e a os commodities 40%, e agora se inverteu”, afirma FHC, que atribui a mudança ao cenário externo.
O ex-presidente critica a criação de cargos de confiança e diz que há clientelismo demais no governo federal. É um “botim do Estado, vou repartir o Estado e assim tenho uma maioria”, diz FHC ao descrever a mentalidade atual. Ele afirma que, se pudesse dar um conselho à presidente Dilma Rousseff, diria que “não precisa de uma maioria tão grande”. “Se você quiser uma maioria  absoluta, 80%, você vai ter que negociar com todo mundo.”
22h59 - Sobre a crise europeia, FHC afirma que faltou capacidade política e que isso é “preocupante”. O ex-presidente aponta a “falência dos partidos” europeus como uma das causas da crise política que acompanhou os problemas econômicos. Ao ouvir uma comparação com o Plano Real, ele diz que a Europa terá que fazer os seus sacrifícios e se reorganizar, como ocorreu no Brasil para superar a hiperinflação. FHC destaca que a falta de punição aos grandes banqueiros norte-americanos é um problema. “Houve crime, mas não houve castigo.”
22h49 - Ricardo Gandour lembra que ele tem escrito sobre a predominância do mercado e pergunta se, no âmbito econômico, não é mais difícil fazer oposição devido aos avanços do País nos últimos anos. “Na pratica hoje, o que orienta é o mercado”, responde FHC. “Está todo mundo obcecado com o mercado.” Ele diz que, na Europa, os governos “de esquerda e de direita” caem porque o mercado “está lá embaixo”.
Para o ex-presidente, a crítica à corrupção pode ser vista como um “estilo UDN”, mas destaca que os jovens “nem sabem o que é UDN hoje em dia”. O partido tem que dizer “o que é contra e o que é a favor”, opina. Questionado se foi isso que faltou na campanha de 2010, ele responde. “Não posso falar da ultima, mas falta em geral.” Segundo o ex-presidente, nas redes sociais não existe “individualismo possessivo” e as pessoas “querem ser pessoas, querem opinar”.
Sobre as novas classes médias, ele diz que hoje são apenas “classes de  renda”. FHC prevê que no futuro, a nova classe vai superar a busca pelo acesso e vai querer mais qualidade. “É essa hora que entra a questão do valor.”
22h39 - Lilia Schwarcz lembra de posição sobre a ação afirmativa e compara àquela expressa pelo ex-presidente sobre a descriminalização da maconha. “Equidade é o principal problema para mim. É preciso ter equidade”, diz FHC sobre as ações afirmativas para negros.
Sobre a questão das drogas, ele diz que a “preocupação veio pela desmoralização das instituições”. FHC cita número de mortos na guerra contra o narcotráfico no México e compara aos mortos dos EUA no Vietnã. “O país que mais progrediu nesta matéria foi Portugal, que conseguiu diminuir o consumo e descriminalizar.”
FHC diz que, com base em estudos que leu, sabe que “a maconha faz menos dano do que o álcool e do que o cigarro” e pergunta: “Porque não fazer com a maconha o que fizeram com o cigarro?”
22h34 - Após ouvir pergunta pré-gravada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre o grande número de partidos no País, FHC diz que temos “legendas, não partidos”. O ex-presidente lembra que as “poucas tentativas” de alterar esse quadro, “como a cláusula de barreira”, foram derrubadas na Justiça.
22h28 - Maria Rita Kehl lembra declarações de FHC sobre a impossibilidade de incluir todos na economia e sobre “quebrar a espinha” dos petroleiros em greve durante seu governo. Sobre a primeira, FHC diz: “Nos vivemos no regime capitalista. O regime capitalista raramente dá pleno emprego.” Ele destaca que não queria dizer que era “impossível” a inclusão de todos, mas que naquele momento não ocorreria. O ex-presidente lembra que, durante seu governo, havia a hiperinflação e diz que na atualidade “dá pra incluir”.
“O Brasil está saindo de uma fase de escassez para um começo de prosperidade”, analisa FHC. Sobre a segunda declaração, o ex-presidente  afirma que a greve era política e a frase foi “uma força de expressão”. Ele lembra que, na década de 1980, participou das greves no ABC e do início da Força Sindical. Sobre a greve na refinaria, diz que os grevistas queriam “criar condições de inviabilidade do governo”.
22h19 - Conti lembra critica de FHC a Lula, na qual o compara aos stalinistas. O ex-presidente afirma que é um exagero, mas destaca que o Congresso perdeu importância durante o governo petista e diz que Lula tem um discurso que deixa a entender que “começou tudo”.
22h15 - Sérgio Dávila lembra do slogan “Yes, we care” e pergunta se acha que isso funciona. “Imagine se eu iria falar isso pro povo. Só se fosse um débil mental”, responde FHC. Ele diz que usou a expressão em inglês em evento político para exemplificar o que acredita ser o discurso certo para o partido, mas ressalta que não espera que o slogan seja usado em inglês.
22h13 - FHC destaca o papel das novas tecnologias e diz que falta ao partido a capacidade de se apresentar nesses meios. “O povo muda”, diz ele, indicando que o partido deve seguir essas mudanças.
22h10 - Ao iniciar o programa, o apresentador lembra de uma pesquisa que mostra que o PSDB é um partido mais identificado com os ricos e o PT, com os pobres. Ele pergunta se é um problema de comunicação. Para FHC, “dizer que não consegue se comunicar é colocar toda a culpa na comunicação”. O ex-presidente afirma que seu partido não soube “deixar uma marca” nas políticas sociais e apresentar os esforços do governo nesta área. FHC lembra que, durante sua presidência, ocorreram crises e “a situação da população era objetivamente pior”. “É muito difícil para quem melhorou e antes economicamente era pior que antes era melhor.” O ex-presidente conclui que “política depende muito das circunstâncias”.
22h00 - Antes do início do programa, Mario Sérgio Conti lembra que Fernando Henrique Cardoso lança nesta segunda-feira, 5, o seu perfil no Facebook. Ao ser questionado sobre o motivo da adesão à rede social, afirma: “Acho que hoje em dia que está fora do Facebook não está na vida real.”

NOTA DO BLOG: ACASO A OPOSIÇÃO DIGA O QUE É CONTRA E O QUE É A FAVOR  A SUA SITUAÇÃO SÓ VAI PIORAR. VÃO DIZER QUE É A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS E PERDERÃO PARTE DOS EVANGÉLICOS AMIGOS. DIRÃO QUE NÃO ACHAM "TÃO IMPORTANTE O VOTO ABERTO NO CONGRESSO" E PERDERÃO AINDA MAIS A CLASSE MÉDIA COMO ELEITORES. TERÃO QUE DIZER QUE CONTINUARÃO OS PROJETOS: BOLSA-FAMÍLIA, PROUNI, MINHA CASA, MINHA VIDA, EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, PAC, TRANSNORDESTINA, NORTE-SUL, SAMU, FAMÁCIA POPULAR, REDE CEGONHA E SÓ EXALTARÃO O ATUAL GOVERNO. CONCLUSÃO: COM MUITA CERTEZA, O PSDB VAI CONTINUAR ENROLANDO OS ELEITORES E ADOTANDO A TESE DO DENUNCISMO PARA DERRUBAR MINISTROS EM ESCALA. CONFORME DISSEMOS, OUTROS VIRIAM NO RODÍZIO DE MINISTROS. A VELHA MÍDIA QUER MOSTRAR QUE AINDA TEM FORÇA E FAZ A TABELINHA. AGORA NESTA SEMANA O ALVO DA VEZ É O MINISTRO FERNANDO PIMENTEL. ESTÃO QUERENDO CHEGAR MAIS PERTO DA PRESIDENTA. ATENTEM BEM!

QUEM DERA TIVESSEM ELES OS ARGUMENTOS QUE A OPOSIÇÃO DE JOSÉ DA PENHA TEM PARA SUGERIR MUDANÇAS. CERTAMENTE O PSDB, OS DEMOS E DEMAIS TERIAM MUITOS E PLAUSÍVEIS MOTIVOS PARA SEREM ALTERNATIVAS. O PT INCOMODA MESMO.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O MEDO DOS REACIONÁRIOS

A “fortaleza tucana” na mira

A eleição municipal de 2012 tornou-se um pouco mais a preliminar da batalha eleitoral para a Presidência em 2014. Embora a escolha de prefeitos e vereadores tenha impacto reduzido na disputa presidencial, dois competidores, PT e PSDB, travam um confronto iniciado com a vitória de FHC em 1994, que completará duas décadas no fim do atual mandato de Dilma Rousseff. Para os tucanos, na vanguarda de uma oposição debilitada eleitoralmente, o resultado da competição municipal pode ter um efeito desastroso caso o PT, ou até mesmo um aliado dos petistas, conquiste a prefeitura paulistana. Em consequência, o PSDB se enfraqueceria muito para a disputa do governo estadual e poderia, assim, perder a principal base político-eleitoral do partido, cujo poder se projeta nacionalmente. Sem ela só restará, como expressão política influente, o enclave mineiro comandado por Aécio Neves. A eleição municipal de 2012 tornou-se um pouco mais a preliminar da batalha eleitoral para a Presidência em 2014. Embora a escolha de prefeitos e vereadores tenha impacto reduzido na disputa presidencial, dois competidores, PT e PSDB, travam um confronto iniciado com a vitória de FHC em 1994, que completará duas décadas no fim do atual mandato de Dilma Rousseff. Para os tucanos, na vanguarda de uma oposição debilitada eleitoralmente, o resultado da competição municipal pode ter um efeito desastroso caso o PT, ou até mesmo um aliado dos petistas, conquiste a prefeitura paulistana. Em consequência, o PSDB se enfraqueceria muito para a disputa do governo estadual e poderia, assim, perder a principal base político-eleitoral do partido, cujo poder se projeta nacionalmente. Sem ela só restará, como expressão política influente, o enclave mineiro comandado por Aécio Neves. Lula tem trabalhado firmemente na preparação desse assalto final, em 2014, ao governo paulista. É uma “fortaleza tucana”, guarnecida por poderoso batalhão de prefeitos vitoriosos na última eleição municipal, em 2008. Dos 645 municípios paulistas, o PSDB domina mais de 31%, seguido de longe pelo DEM e pelo PMDB. E, mais distante ainda, pelo PT (tabela). Esses números ainda não refletem a revoada de tucanos para o PSD do prefeito Kassab. Esse sólido reduto eleitoral, no entanto, possui pontos vulneráveis. O mais importante deles é o desentendimento entre o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra. Eles têm visão diferente quanto à melhor maneira de enfrentar os petistas em 2012. Serra tem especial preferência pelo nome de Guilherme Afif Domingos. Só que ele é vice-governador de São Paulo, foi articulador da campanha vitoriosa de Kassab à prefeitura em 2008 e, mais complicado ainda, é coautor do PSD. Na segunda-feira 28 de novembro, Alckmin acabou com essa conversa. Reunido com os pré-candidatos tucanos à prefeitura da capital, o deputado federal Ricardo Tripoli, os secretários estaduais Andrea Matarazzo, José Anibal e Bruno Covas, ele não só reafirmou que o PSDB terá candidato próprio como marcou para março as prévias para a definição do nome.

Como Lula se prepara para as eleições municipais de 2012 contra o PSDB fragilizado

Vereadores eleitos em 2008 por partido

 Mas a disputa em São Paulo ainda tem algumas incógnitas: Serra não quer participar diretamente da eleição? Com que finalidade o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles se filiou ao PSD? Ainda convalescendo do tratamento de quimioterapia para combater um tumor maligno na glote, o ex-presidente Lula deve estar inquieto para voltar à ativa e terminar a costura que começou. Depois de incentivar a candidatura de Gabriel Chalita (PMDB), abrindo caminho para aliança no quase inescapável segundo turno, Lula afastou a desgastada candidatura de Marta Suplicy e, mais uma vez, “inventou” um candidato novo: Fernando Haddad. Ao falar da eleição para a prefeitura paulistana, o ex-presidente mostrou o objetivo que tem com uma frase, quase uma palavra de ordem eleitoral: “Precisamos tirar mais musculatura deles”. Para isso pretende botar o pé na estrada, em 2012, para reforçar algumas candidaturas estratégicas considerando fortalecer o PT e aliados e enfraquecer os adversários em algumas capitais e em várias cidades no ranking das que formam os maiores colégios eleitorais do País.

A FORÇA DO GUERREIRO

Lula pretende voltar ao trabalho em seu instituto nesta semana

Lula avisou seus auxiliares mais próximos que pretende despachar nesta semana em seu instituto. Ele passa bem depois da segunda sessão de quimioterapia. No dia 12, começa a terceira dose do tratamento. O sabor dos alimentos continua um problema. Lula comprou recentemente um balde de sorvete de limão para testar sua sensibilidade. É que o picolé deste sabor é ao mesmo tempo doce, azedo e gelado. Provou. E nada sentiu. Beber água tem sido um problema. Lula precisa ingerir três litros por dia, para evitar desidratação. Diagnosticado com um tumor de laringe de agressividade média, no dia 29 de outubro, Lula tem permanecido em casa após as duas sessões de quimioterapia, a primeira iniciada dois dias depois da descoberta da doença, em 31 de outubro, e a segunda, no dia 21 de novembro. O diagnóstico foi feito em exame realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula reclamava de rouquidão há algumas semanas. Na mesma semana, ele havia comemorado 66 anos. Na quarta-feira (30), a equipe médica que cuida do ex-presidente festejou o fato de sua voz ter melhorado desde que ele começou a quimioterapia, há quase um mês. 

NOTA DO BLOG: CERTAMENTE SEUS ADVERSÁRIOS ESTÃO TORCENDO PELO SEU INSUCESSO OU, NA MELHOR DAS CRISTANDADES, QUE ELE NÃO SAIA A CAMPO NAS ELEIÇÕES DO PRÓXIMO ANO. MAS QUEM CONHECE O BARBUDO, SABE QUE SUA LUTA PELA VITÓRIA DE SEUS ALIADOS NAS PRINCIPAIS CIDADES DO PAÍS SERÁ INTENSA E INCESSANTE. ESPERAR PARA VER. É UMA PENA QUE SÓ TENHAMOS UM EX-PRESIDENTE COM PRESTÍGIO ENTRE A POPULAÇÃO. NEM OS FERNANDOS, NEM SARNEY TÊM NENHUMA IDENTIFICAÇÃO POPULAR. ANTES, PELO CONTRÁRIO, AS PESSOAS MAJORITARIAMENTE OS ENOJAM. LULA É DIFERENTE. LULA É UMA ESTRELA QUE BRILHA. QUE PENA, ÁLVARO DIAS!