segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A UNIÃO FAZ A FORÇA


Ministra Tereza Campello esteve em Sergipe onde o programa Brasil Sem Miséria já funciona em parcerias.


Inclusão social e geração de renda são os pilares do plano Sergipe Mais Justo, lançado na na semana passada pelo governador Marcelo Déda. Na companhia da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, Déda anunciou o investimento de mais de R$ 500 milhões – de recursos federais e estaduais – em programas de saúde, educação, habitação, agricultura, acesso à água, meio ambiente, inclusão social, trabalho, cultura, esporte e lazer, turismo e desenvolvimento econômico. Alinhado à estratégia federal traçada no plano Brasil Sem Miséria, o Sergipe Mais Justo fortalece as políticas públicas de inclusão produtiva e geração de renda para beneficiar, prioritariamente, os 311 mil sergipanos que vivem em situação de extrema pobreza. “A nossa meta é inserir no mercado de trabalho as famílias, que hoje vivem em situação de extrema pobreza. Transformar essas pessoas em cidadãos, que buscam com sua força de trabalho sua cidadania e seu sustento. Hoje, damos o primeiro passo de adesão ao programa federal Brasil Sem Miséria. O prazo do Brasil é acabar a pobreza até 2014. Nosso prazo é até 2016. Não podemos conviver com a miséria, com a pobreza extrema que nega a dignidade do ser humano”, disse o governador. Assim como o plano federal, o plano “Sergipe Mais Justo” está baseado em três eixos estratégicos: a transferência de renda, a inclusão produtiva e o acesso a serviços públicos. As ações incluirão os seguintes pontos: documentação; energia elétrica; segurança alimentar e nutricional com a construção de cozinhas comunitárias; ampliação da rede de abastecimento de água; rede cegonha; tratamento dentário; exames de vista; assistência social, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas); regularização fundiária; fomento de pequenos agronegócios; construção de centros esportivos entre outros. A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Teresa Campello, afirmou que Sergipe pode ser o primeiro estado do país a erradicar a pobreza. “Temos um bom diálogo com o governo estadual e acreditamos que Sergipe pode ser um dos pioneiros na erradicação de pobreza no Brasil. A ideia é que a gente trabalhe tanto no campo, quanto na cidade para combater a pobreza. São várias ações que envolvem capacitação profissional, assistência técnica no campo, distribuição de sementes, ampliação dos programas de transferência de renda, como a Bolsa Família. Ações custeadas por recursos do governo federal e estadual. Estamos trabalhando com a ampliação de alguns programas”, explanou. Ao explicar o plano Sergipe Mais Justo, Marcelo Déda detalhou as regiões sergipanas que concentram os maiores índices de pobreza, como a região do Baixo São Francisco e do Alto Sertão. “Para conseguir aplicar a política de ampliação de acesso às oportunidades de renda e de acesso aos serviços públicos, precisamos conhecer nossa realidade. O mapa da pobreza de Sergipe mostra que a região do Alto Sertão concentra o maior número de famílias em situação de extrema pobreza. Os índices sergipanos repetem os dados nacionais: a pobreza extrema está concentrada mais na área rural; metade da população tem menos de 18 anos e entre essas pessoas o analfabetismo atinge um terço delas. Queremos adotar políticas que acelerem o desenvolvimento social e diminuam a pobreza”, informou. “A grande inovação do programa é a busca ativa, ou seja, o Estado e as prefeituras assumem o compromisso de irem atrás das pessoas para resolver seus problemas e ultrapassarem os limites da extrema pobreza. Por isso, a atuação das prefeituras é fundamental já que dispõem do cadastro único das rendas das famílias”, ressaltou.

Índices


Conforme a metodologia utilizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, são consideradas em situação de extrema pobreza as pessoas que residem em domicílios cujos rendimentos não ultrapassam R$ 70 per capita. O levantamento realizado pelo Governo Federal com base nesse recorte financeiro a partir dos dados preliminares do Censo Demográfico 2010, do IBGE, aponta que 8,6% da população brasileira está em situação de extrema pobreza. Em Sergipe, cerca de 310 mil pessoas situam-se na linha de extrema pobreza, o que representa 15,7% da população sergipana. Desse quantitativo, metade está na área rural. Boa parte dos que vivem no campo no recorte da extrema pobreza são assentados ou pequenos produtores que já possuem terra e que, através de estratégias para fomento da produtividade, poderão ampliar sua renda. Uma das ações de incentivo à agricultura é a regularização fundiária, cujo investimento chega a R$3,7 milhões. “Vamos regularizar 20 mil imóveis no sertão sergipano, viabilizando o crédito fundiário. Além disso, vamos investir R$ 8,45 milhões em programas de incentivo de pequenas agroindústrias. Na área de habitação, temos R$ 32 milhões de recursos próprios para erradicar as casas de taipa e, através do programa ‘Pró-Moradia’, vamos construir 1.740 imóveis em Aracaju, Nossa Senhora de Socorro e Barra dos Coqueiros”, disse Déda. As áreas de esporte, cultura e educação também receberão investimentos estaduais e federais. Marcelo Déda anunciou a construção de dois centros esportivos, no valor de R$ 4 milhões, nos bairros Santa Maria e Industrial, em Aracaju. “Os centros esportivos são obras que irão beneficiar cerca de duas mil crianças. As políticas públicas militam a favor da redução das desigualdades e da redução da concentração de renda. Para isso, investimentos em cultura e educação são imprescindíveis. Estamos investindo R$ 3 milhões na Orquestra Jovem de Sergipe, beneficiando 280 jovens músicos. Na área de educação, vamos ampliar a jornada escolar em 16 escolas, situadas nos municípios mais pobres de Sergipe, com o objetivo de erradicar o analfabetismo. Serão mais de R$16 milhões revertidos no combate ao analfabetismo”, destacou. O prefeito de Poço Verde, Tonho de Dorinha, acompanhou com entusiasmo a assinatura do Programa. “É um programa que abrange várias áreas. Estamos juntos com as secretarias buscando melhorias para a população. Nossas expectativas são positivas”, disse. “Nosso município fica em uma região de extrema pobreza, no Baixo São Francisco, com um alto índice de desemprego e de sub-moradias. Nossa expectativa é a melhor possível. O programa mostra um planejamento, uma organização do Governo Federal e do Governo de Sergipe e esperamos que tudo que foi mostrado hoje dizime a pobreza do nosso estado”, pontuou o prefeito de Neópolis, Marcelo Guedes. Durante a solenidade, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, lançou o plano ‘Aracaju Sem Miséria’, que irá beneficiar 18.716 famílias. “Atualmente, 34 mil famílias aracajuanas recebem o Bolsa Família. Nosso trabalho de inclusão social inclui a capacitação profissional e, este ano, já capacitamos mais de quatro mil pessoas. A ação do ‘Aracaju Sem Miséria’ se concentrará nos bairros que registram o maior número de famílias em extrema pobreza, que são os bairros Santa Maria, Olaria, Santos Dumont, Coqueiral, bairro América, bairro Industrial, Bugio e Cidade Nova”, disse.

Presenças

Estiveram presentes o vice-governador Jackson Barreto; os secretários de Estado da Fazenda, João Andrade; da Casa Civil, Jorge Alberto; de Planejamento, Orçamento e Gestão, Oliveira Júnior; de Segurança Pública, João Eloy; de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Genival Nunes; de Justiça, Benedito Figueiredo; de Turismo, Elber Batalha; de Agricultura, José Sobral; de Cultura, Eloísa Galdino; de Comunicação, Carlos Cauê; os deputados federais, Rogério Carvalho, Márcio Macedo e Valadares Filho; a deputada estadual Angélica Guimarães; a procuradora de Justiça, Ana Cristina Souza Brandi; os prefeitos de Barra dos Coqueiros, Gilson Andrade; de Laranjeiras, Ione Sobral; de Nossa Senhora de Socorro, Fábio Henrique e de Cumbe, Teresinha Moura.

O NOME DISSO É TRABALHO COM PARCERIAS

ISSO É TRABALHO, OPOSIÇÃO BRASILEIRA!

Hemobrás inaugura primeira etapa em Goiana, PE



A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) inaugurou hoje a primeira etapa de sua fábrica em Goiana, Pernambuco, a 63 quilômetros da capital, Recife. Essa fase tem como prédio principal o bloco B-01, que abriga uma câmara fria a -35°C. O edifício, que tem uma altura equivalente a um prédio de seis andares, é destinado à recepção, triagem e armazenamento do plasma, matéria prima dos medicamentos derivados do sangue. A previsão é que o plasma coletado nos hemocentros do país comece a ser estocado na câmara fria a partir de julho de 2012. Até lá, a área estará passando por um processo de acondicionamento para chegar a -35°C, qualificação do maquinário, inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e validação dos procedimentos industriais. A fábrica da Hemobrás está orçada em R$ 670 milhões. Quando estiver em plena operação, em 2014, vai produzir albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX, complexo protombínico e fator de von Willebrand, medicamentos essenciais a portadores de doenças como hemofilia, câncer, aids, imunodeficiências primárias, entre outras. Hoje, esses medicamentos são fabricados pelo Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB) e enviados ao Brasil para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, em breve o Brasil será autossuficiente em hemoderivados.


OAB ESTÁ COM O POVO, A VERDADE E A JUSTIÇA


Limitar CNJ retira controle sobre juízes, diz presidente da OAB

Decisão esvaziou poderes do órgão para punir e investigar magistrados.
'CNJ existe para fortalecer a Justiça brasileira', disse Ophir Cavalcante.


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasíl, Ophir Cavalcante, criticou nesta segunda-feira (19), por meio de nota, a decisão liminar (provisória) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello que esvaziou os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de fiscalizar juízes. O ministro entendeu que o conselho não pode atuar antes das corregedorias dos tribunais. Para ele, a competência de investigação do CNJ é subsidiária, ou seja, deve apenas complementar o trabalho das corregedorias dos tribunais. "[Essa decisão] não pode permanecer porque retira da sociedade o controle que ela passou a ter sobre a magistratura, não no tocante ao mérito em si de suas decisões, mas no que se refere ao comportamento ético dos juízes. O CNJ existe para fortalecer a Justiça brasileira e não para diminuí-la", disse o presidente da OAB. A atuação do CNJ foi contestada em ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que pediu liminar para suspender pontos da resolução do conselho que disciplina os processos contra juízes. Diante do tema polêmico, o ministro preferiu não decidir liminarmente e levar o assunto a plenário. A ação foi liberada para julgamento no dia 5 de setembro deste ano, entrou na pauta por 13 vezes, mas não foi julgada. O presidente da OAB afirmou que a entidade, que é parte na ação, vai se pronunciar contra a decisão do ministro do STF. Até agora, a corregedoria do CNJ funcionava de maneira concorrente aos tribunais, tendo capacidade de abrir investigações contra magistrados e puxar para si casos que tramitavam nos estados. Essa iniciativa, para Marco Aurélio, pode ser mantida sem ferir a Constituição, desde que haja uma justificativa, como prescrição e negligência na condução do processo.

NOTA DO BLOG: É UMA VERGONHA  A DECISÃO DO MINISTRO QUE TEM QUE SER DEBATIDA, DISCUTIDA E PRESSIONADA EM FAVOR NOVAMENTE DO CNJ. VOCÊ PODE AJUDAR. ENVIE EMAILS, ENTRE NAS REDES SOCIAIS E ATUE COMO CIDADÃO. AS FORÇAS OCULTAS SAIRAM DA CAVERNA ADORMECIDA.

RETROCESSO VERGONHOSO


Em decisão liminar, ministro do STF esvazia poderes do CNJ


Em decisão liminar nesta segunda-feira (19), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello suspendeu o poder "originário" de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais. A liminar concedida pelo ministro deve ser levada a plenário na primeira sessão do ano que vem, no início de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema. Até lá, no entanto, as funções da corregedoria do CNJ estarão esvaziadas. Ficarão prejudicadas aquelas investigações que tiveram início diretamente no conselho, antes que tenham sido analisadas nas corregedorias dos tribunais onde os juízes investigados atuam. Como está previsto na Constituição, o CNJ pode ainda avocar [determinar a subida de] processos em curso nas corregedorias, desde que comprovadamente parados. O ministro afirmou que o conselho deve se limitar à chamada "atuação subsidiária". m outras palavras, o que não pode é iniciar uma investigação do zero, fato permitido em resolução do CNJ, editada em julho deste ano, padronizando a forma como o conselho investiga, mas que foi questionada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). "A solução de eventual controvérsia entre as atribuições do Conselho e as dos tribunais não ocorre com a simples prevalência do primeiro, na medida em que a competência do segundo também é prevista na Constituição da República", diz o ministro em sua decisão. "A atuação legítima, contudo, exige a observância da autonomia político-administrativa dos tribunais, enquanto instituições dotadas de capacidade autoadministrativa e disciplinar." Foi exatamente este assunto que colocou em lados opostos o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, e sua corregedora, Eliana Calmon. O primeiro defendia exatamente a função subsidiária do conselho, enquanto a última afirmava ser fundamental a atuação "concorrente" e "originária". Calmon chegou a dizer que o esvaziamento dos poderes do CNJ abriria espaço para os chamados "bandidos de toga". A ação da AMB está na pauta do STF desde o início de setembro, mas os ministros preferiram não analisar o tema, exatamente por conta desta polêmica. Como a última sessão do ano aconteceu durante a manhã e os ministros só voltam a se reunir em fevereiro, Marco Aurélio decidiu analisar sozinho uma série de pedidos feitos pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Além desta questão, o ministro também suspendeu mais de dez outras normas presentes na resolução do CNJ em questão. Entre elas, uma que permite a utilização de outra lei, mais dura que a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), para punir magistrados acusados de abuso de autoridade. Outra regra, que também foi suspensa, dava direito a voto ao presidente e ao corregedor do CNJ.

NOTA DO BLOG: VOCÊ É UM JUIZ E OUTRO JUIZ TRABALHA COM VOCÊ NA MESMA INSTITUIÇÃO. REUNEM-SE, DISCUTEM, ENCONTRAM SOLUÇÕES, JULGAM, TÊM O MESMO OFÍCIO. TODOS OS DIAS ESTÃO JUNTOS. RESPIRAM O MESMO AR JURÍDICO. LOGO, A TENDÊNCIA É DE QUE SE TORNEM AMIGOS. SÓ QUE ESSE SEU AMIGO JUIZ, COLEGA DE TRABALHO, COMETE UM ERRO DE CORRUPÇÃO. VOCÊ ACHA QUE CONSEGUIRIA JULGAR O SEU AMIGO DE TODOS OS DIAS? SEU CORAÇÃO BATERIA POR ELE? VOCÊ SERIA ISENTO 100%? POR EXATAMENTE PELA QUESTÃO DO CORPORATIVISMO É QUE A CORREGEDORIA DO CNJ ESTAVA FAZENDO UM TRABALHO EXCELENTE COM A BRILHANTE ELIANA CALMON. MAS, FORÇAS OCULTAS, SURGEM COM UM PODER INDESCRITÍVEL E CONSEGUE SE INSERIR NO STF PARA IMPEDIR QUE JUIZES SEJAM PRESOS. VOCÊ CONHECE ALGUM? A CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO É ASSUSTADORA. DEMOCRACIA CAPENGA ESSA NOSSA E FISCALIZAÇÃO FAZ-DE-CONTA. EVOLUI, MEU BRASIL.

ESTÁ CALADA POR QUE, MÍDIA CANALHA?


O ruído virtual do silêncio

Em apenas quatro dias, a primeira edição estava esgotada, com 30 mil exemplares vendidos. As primeiras 15 mil cópias de A Privataria Tucana, livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., desapareceram em menos de 24 horas das principais livrarias do País, um sucesso inegável. O êxito editorial é um reconhecimento do esforço de apuração do repórter, que passou mais de dez anos investigando as maracutaias das privatizações na era Fernando Henrique Cardoso. “Mas se esta mesma obra tivesse sido lançada dez ou 15 anos atrás, ela poderia ter amargado um fracasso de vendas”, especula o jornalista e sociólogo Venício Artur de Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília. “A chamada grande mídia ignorou solenemente as denúncias do livro e, não fosse pela repercussão na internet, em blogs e redes sociais, dificilmente teria entrado para o debate público como ocorreu.”

O que a velha mídia tentou calar virou um estrondoso debate em blogs e redes sociais. Acabou o monopólio da pauta. Foto: Paulo Pinto/AE













A omissão dos principais veículos de comunicação revelou, sobretudo, a seletividade da mídia tradicional na cobertura dos escândalos políticos. As exceções, como de hábito, foram raras. A revista carta capital antecipou aos leitores, em reportagem de capa com 12 páginas, as principais denúncias feitas por Ribeiro Jr., fartamente documentadas no livro, além de -divulgar com exclusividade trechos da obra. A TV Record, que emprega o repórter-autor, também dedicou parte significativa do seu noticiário ao tema, assim como a revista eletrônica Terra Magazine, editada por Bob Fernandes. Ficou por aí. Enquanto os principais jornais e telejornais se calavam, quem cuidou de manter o debate aceso foram os internautas, tanto em textos publicados em blogs,como nos incalculáveis comentários que se alastraram pelo Facebook, Twitter e outras redes sociais. Diante da dificuldade de encontrar o livro nas prateleiras das livrarias, multiplicaram-se os boatos sobre um possível boicote. E também versões -digitalizadas da obra na web. “Muita gente baixou cópias. O livro impresso deve chegar ao Acre (se chegar) em 2012”, tuitou o jornalista acriano Altino Machado. O silêncio dos jornalões impressionou até mesmo profissionais calejados, acostumados a combater o jogo rasteiro da mídia tradicional. “Sete ministros da presidenta Dilma já caíram, sempre em razão de denúncias de corrupção ou de tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu o seu papel. Investigou e mancheteou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone,comolhe cabe fazer. Mas, desde sexta-feira 9, o que se ouve é um estrondoso silêncio”, criticou Fernandes no Jornal da Gazeta, três dias após o lançamento do livro. “Alguém invocou a credibilidade do Sombra, aquele que recebia e pagava (propina) e que levou à queda do governador José Roberto Arruda (do Distrito Federal)? Ou dos motivos que levaram Roberto Jefferson a denunciar o mensalão? E o policial João Dias, que recebia dinheiro,comoconfessou há pouco, mas levou à queda do ministro do Esporte, Orlando Silva?”, indagou. “Os citados no livro A Privataria Tucana seguem em profundo silêncio. A mídia, sempre pronta a investigar e manchetear,comoé de seu ofício, também segueem silêncio. Umsilêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio revelador.” Entrincheirado em seu blog, o jornalista econômico Luis Nassif foi um dos primeiros a repercutirem a última reportagem de capa de Carta Capital e esmiuçar as denúncias do livro, ao lado de Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim e Rodrigo Vianna. “Ao juntar todas as peças do quebra-cabeça e acrescentar documentos relevantes, Amaury escancara a história recente do País. Fica claro por que os jornais embarcaram de cabeça na defesa de Daniel Dantas, Gilmar Mendes e outros personagens que os indispuseram com seus próprios leitores”, escreveu. Na avaliação de Nassif, a mídia firmou um grande pacto com Serra em 2005, com duplo objetivo: um, não alcançado, de ajudá-lo a se tornar presidente da República; o outro, levado a cabo, foi a blindagem contra qualquer tipo de denúncia. “Foi um comprometimento tão amplo, orgânico, que agora a velha mídia não repercute mais nada que deponha contra Serra. De um modo geral, a imprensa brasileira sempre teve uma cobertura partidarizada, mas havia um espaço mínimo de debate. Um colunista podia, eventualmente, discordar da linha editorial do jornal. Havia mais sensibilidade para oferecer informações de interesse do leitor. Goste ou não do livro do Amaury, não se pode ignorá-lo. Deve ser debatido nem que seja para rebater o que está escrito lá. Isso expôs os próprios jornalistas da mídia tradicional ao ridí-culo. Quem tem perfil em redes sociais está sendo cobrado pelos leitores.” De fato, sobram exemplos de jornalistas constrangidos na web. No Twitter, por exemplo, diversos colunistas e analistas políticos perderam a esportiva quando indagados por internautas sobre o seu silêncio em relação às denúncias. Lúcia Hippolito, comentarista da Rádio CBN, justificou que ainda não havia tido tempo para ler o livro e disparou contra um seguidor do seu microblog: “Por favor, não gosto de ser pautada. Não gostava na ditadura, não vou aceitar na democracia. Vou ler o livro com atenção e comentar”. Ricardo Noblat, colunista do jornal O Globo, afirmou que comprou um exemplar, mas o lê “sem pressa”. Cobrado por leitores, fugiu pela tangente: “Lula disse mais de uma vez que a grande imprensa não forma opinião. Não é levadaem conta. Portanto, o livro do Amaury não precisa de resenhas na grande imprensa para vender bem. As redes sociais se encarregarão disso. Não é?” Também Dora Kramer, colunista do Estado- de S. Paulo, viu-se numa saia justa diante das cobranças na internet: “Se a ‘mídia golpista’ não tem a menor importância, por que querem tanto que a imprensa comente o livro?” A jornalista perguntou e ela própria sabe qual é a resposta. Na avaliação de VenícioLima, esse tipo de embate deve se intensificar ainda mais, conforme a internet é popularizada no Brasil. “A verdade é que a mídia perdeu o monopólio para ditar a pauta do debate público. Novas fontes de informação política surgiram na web, com a possibilidade de interação com os leitores, e essas fontes são consultadas. Independentemente da vontade da grande mídia, o tema tem sido debatido intensamente nos últimos dias, o que forçou alguns jornais, como a Folha de S.Paulo e o Estadão, a se pronunciarem, ainda que timidamente, numa tentativa de desqualificar o autor do livro”, afirma. “Eles sabem que precisam entrar nesse debate, porque o que está em jogo é a credibilidade deles. Não dá para continuar atuandocomoum partido político, atacando os rivais e protegendo os amigos, porque esse tipo de postura é denunciado na internet. Não é à toa que há muito tempo eles perdem leitores e audiência.” Para o jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador do Domingo Espetacular, da TV Record, e editor do site Conversa Afiada, o fenômeno pode ser comparado à Primavera Árabe. Apenas a sua página na internet viu a audiência crescer 20% desde o lançamento do livro de Amaury, passando de 42 mil acessos diários para mais de 52 mil. “A internet ajudou a desmascarar Serra e a imprensa golpista, que está se enterrando agarrada às entranhas do nosso Mubarak. Digo isso porque o Serra está com a mesma saúde política do Mubarak. As farsas do tucano durante a campanha de 2010,comoo espetáculo da bolinha de papel, foram desmascaradas na web. A mídia sempre deu respaldo às calhordices dele, e agora perdeu a credibilidade.” Amorim foi um dos primeiros a revelarem que Ribeiro Jr. preparava um livro contundente sobre as maracutaias das privatizações. Quando ficou sabendo da disputa interna na cúpula da campanha de Dilma, entre os grupos de Rui Falcão e de Fernando Pimentel, procurou Amaury para perguntar sobre o suposto dossiê que preparava contra Serra. “Ele negou a existência de um dossiê, mas confirmou que estava escrevendo um livro sobre as privatizações. Na época, cheguei a publicar um prefácio da obra, que nem chegou a ser aproveitado na versão final, mas que resumia as denúncias. Desde então, passei a ser alvo de intensos ataques. Não faltou quem dissesse que o livro não existia, era uma peça de ficção, mas eu voltei a conversar com ele diversas vezes e ele me mostrava documentos, provas do que dizia e às vezes deixava eu ler um capítulo concluído”, afirma. “Pois bem, não era ficção. O livro está aí. E a mídia se recusa a falar sobre ele, até porque não sabecomorebater as -acusações. Essa é a pior imprensa de todas as novas democracias. E sempre foi assim, covarde, partidária. É a mesma imprensa caluniosa do tiro no peito de Getúlio Vargas, o boletim interno da Casa Grande.” Na avaliação do jornalista Rodrigo Vianna, que mantém o blog O Escrevinhador, “o livro fatalmente ficaria restrito aos poucos veículos de comunicação mais críticos se os internautas não fizessem barulho na web”. A audiência em seu blog cresceu de 20% a 30% após noticiar o caso, um crescimento semelhante ao do site de CartaCapital. Em ambas as páginas, os textos relacionados à “privataria tucana” foram recordistas de comentários. “É evidente que a grande mídia tem um peso muito forte para mobilizar a opinião pública. Consegue derrubar ministros e motivar investigações oficiais com facilidade, mas ela não detém mais o monopólio da agenda pública. Não consegue mais esconder um tema como esse. -Carta Capital chegou às bancas na sexta-feira 9 e em menos de 12 horas o Brasil inteiro discutia a sua matéria de capa e o livro do Amaury. Quem tem acesso à internet não ficou sem informação. Já os leitores da velha mídia não tiveram a mesma sorte. Essa omissão pode sair caro.”


NOTA DO BLOG: CADÊ A VALENTIA DE ÁLVARO? ONDE ESTÁ O PARTIDO DA FISCALIZAÇÃO? DAS DENÚNCIAS E DA SEDE DE INVESTIGAR OS ERROS? CADÊ A MORAL, CANALHAS? O BRASIL E O MUNDO NUNCA MAIS SERÃO OS MESMOS DEPOIS DA POPULARIZAÇÃO DA INTERNET E DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. É POR ESSAS E OUTRAS QUE SÃO CONTRA A REGULAMENTAÇÃO DAS MÍDIAS. LOGO SE ESCONDEM DIZENDO QUE É O PT QUERENDO CASTRAR A INFORMAÇÃO. MAS SERÁ QUE NÃO SERIA O CONTRÁRIO? SERÁ QUE NÃO ESTÁVAMOS CASTRADOS? ACM E A GLOBO-BAHIA, GARIGALDI E FAMÍLIA COM A GLOBO RN, AGRIPINO E A RECORD RN, MICARLA E SEU FALECIDO PAI COM O SBT RN, E TAMBÉM NO CEARÁ, NO MARANHÃO E NO BRASIL INTEIRO. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO FORAM DISTRIBUÍDOS NA ÉPOCA DOS CANALHAS DA DITADURA PARA PROPAGAÇÃO DE SUAS IDEIAS E DA PERPETUAÇÃO NO PODER, ALIENANDO AS PESSOAS COM INFORMAÇÕES QUE MELHOR CONVINHA À ÉPOCA. CANALHAS! SERÃO MAIS UMA VEZ DERROTADOS.

FALTAM MUITOS MAIS

Prefeito e vereadores de Vila Flor (RN) são presos sob suspeita de corrupção



O Ministério Público Estadual realiza, na manhã desta segunda-feira (19), uma operação em conjunto com a Polícia Militar para combater um suposto esquema de fraudes no município de Vila Flor, distante 81 quilômetros de Natal. O prefeito da cidade, Grinaldo Joaquim de Souza, e pelo menos cinco vereadores foram presos sob força de mandados. De acordo com informações iniciais, as investigações que resultaram nas prisões foram feitas pela equipe do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Natal. A suspeita é de que os detitos estavam envolvidos em uma rede de corrupção envolvendo os Poderes Executivo e Legislativo municipal. Cerca de 120 policiais militares participam da operação acompanhando os promotores de Justiça. Os presos estão sendo trazidos para Natal, onde passarão por exames de corpo de delito no Itep.

NOTA DO BLOG: PARABÉNS AO MINISTÉRIO PÚBLICO E AO PODER JUDICIÁRIO. TRABALHO NESSA ALÇADA NÃO FALTA. AVANTE! AINDA HÁ MUITOS MAIS A PRENDER. DESPERTAI, Ó, POVO BRASILEIRO. ESSE DINHEIRO ROUBADO É SEU. PODEREMOS TER UMA VIDA MUITO MELHOR COM MÉDICOS, HOSPITAIS EQUIPADOS, INFRAESTRUTURA, EDUCAÇÃO DE VERDADE E OUTROS BENEFÍCIOS SE FIZERMOS UMA LIMPEZA EM QUEM NÃO PRESTA E PRESERVARMOS QUEM É DECENTE. ESSE TRABALHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DO PODER JUDICIÁRIO PRECISA DE MAIS MÃO DE OBRA:


PRECISA DE VOCÊ

A MORTE DO OPRESSOR

Herança política vai de pai para filho assim como em vários lugares do Brasil

O ditador norte-coreano, Kim Jong-il, morreu no sábado aos 69 anos por conta de um ataque cardíaco, segundo anúncio da agência estatal de notícias feito somente nesta segunda-feira (horário de Brasília). Lideranças mundiais expressaram condolências e demonstraram apreensão quanto ao futuro da Coreia no Norte. Algumas horas após a comunicação da morte, Kim Jong-un, filho mais novo de Kim Jong-il, foi anunciado como o "grande sucessor do sistema revolucionário" da Coreia do Norte pela agência estatal KCNA.
Em resposta aos acontecimentos, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, cancelou todos os seus atos oficiais e pôs seu Gabinete em estado de emergência. Os sul-coreanos vivem décadas de conflitos com o vizinho do norte. A casa presidencial convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança centrada na morte do líder máximo norte-coreano para decidir as diretrizes a seguir por Seul. Também as autoridades das Forças Armadas sul-coreanas convocaram uma reunião de emergência sobre gestão de crise. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul pôs todas as unidades do Exército em estado de alerta e indicou que aumentou a vigilância ao longo da fronteira com as Forças Combinadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. 


REINO UNIDO E EUA


O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, pediu à nova liderança da Coreia do Norte que trabalhe "pela paz e pela segurança na região" e que participe de negociações para o fim das atividades nucleares do país, setor cujo desenvolvimento foi impulsionado por Kim Jong-il. Em comunicado, Hague reconheceu que a morte do ditador norte-coreano "é um momento difícil" para o povo do país, mas assinalou também que pode marcar "um ponto de inflexão". "Esperamos que a nova liderança (da Coreia do Norte) reconheça que o envolvimento com a comunidade internacional oferece as melhores perspectivas para melhorar a vida do povo desse país", declarou. O governo dos Estados Unidos afirmou que "acompanha de perto" as notícias da morte do ditador e que está comprometido com a estabilidade na península coreana e a segurança de seus aliados. "O presidente [Barack Obama] foi informado e estamos em contato direto com nossos aliados na Coreia do Sul e no Japão", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carnei. "Seguimos comprometidos com a estabilidade na península coreana e com a liberdade e a segurança de nossos aliados". Na Rússia, o ministro de Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, disse esperar que a morte de Kim Jong-il não afete as "relações de amizade" entre Moscou e Pyongyang.


JAPÃO E CHINA


O Japão ofereceu suas condolências à Coreia do Norte pela "repentina morte". O porta-voz japonês, Osamu Fujimura, disse esperar que isso "não afete a paz e a segurança na península coreana". Segundo ele, após reunião com altos comandantes de segurança nacional, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, ordenou "fortalecer as comunicações" com os Estados Unidos, China e Coreia do Sul. Noda pediu uma estreita relação entre estes países, de forma que estejam preparados para possíveis imprevistos, disse Fujimura. Assim como seu colega sul-coreano, o primeiro-ministro japonês cancelou todos os atos programados para esta segunda-feira. As autoridades chinesas, por sua vez, ofereceram suas "profundas condolências" pela morte do norte-coreano, destacando que foi um "bom amigo" da China. O regime comunista assegurou que Pequim continuará apoiando Pyongyang para "salvaguardar a paz e a estabilidade" na região. "A notícia do falecimento do camarada Kim nos impactou. Oferecemos ao povo da República Popular Democrática da Coreia nossas condolências. Foi um grande líder e um bom amigo", assinalou na entrevista coletiva diária o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Weimin. Em Taiwan, o Ministério das Relações Exteriores formou um grupo especial de acompanhamento da situação da Coreia do Norte e da segurança na Ásia Oriental. "Também estamos em contato com os taiwaneses que moram na Coreia do Norte e Coreia do Sul para ver como protegê-los", disse o porta-voz, James Chang. Na ilha, existe preocupação sobre os possíveis efeitos desestabilizadores na Ásia Oriental da morte de Kim e sobre o impacto na China, que é ao mesmo tempo o principal parceiro comercial e o máximo "inimigo político" de Taiwan.

domingo, 18 de dezembro de 2011

AOS EVANGÉLICOS


Diácono denuncia nepotismo na direção da Assembleia de Deus no RN

O blog recebeu e publica a seguir carta em que o fotógrafo e diácono da Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte denuncia a indicação de parentes de diretores para conduzir os destinos da congregação no Estado.

Eis a carta:

Contra o nepotismo na Assembleia de Deus - IEADERN
 

Membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte (IEADERN), que reúne mais de 200 mil congregados, estão constrangidos pelas decisões tomadas na última Assembleia Ministerial Ordinária, realizada no dia 15 de novembro passado, em Natal, na Central da IEADERN, quando foi deliberada a chapa única que deverá ser sufragada em Assembleia Geral marcada para a próxima sexta-feira, 23 de dezembro. Isso porque estão querendo instituir o nepotismo, prática que fere a ética moral e a sociedade repudia. Explico: o pastor presidente Raimundo João de Santana, que aos 87 anos, sem mais condições de saúde para exercer o cargo, indicou o seu genro, pastor Joacy Varela, para ser o segundo vice-presidente; também apresentou o pastor Elizeu Moreira para o cargo de primeiro vice-presidente.  O problema se complica quando o pastor Elizeu Moreira, que é tesoureiro da instituição por quase quatorze anos, também indicou seu sobrinho, pastor Edson Moreira Neto, para ser o primeiro tesoureiro da IEADERN.  A IEADERN movimenta quase um milhão de reais por mês. Por este e tantos outros motivos, achamos que é nociva a tentativa de se formar uma diretoria formada por parentes. Como membro e diácono desta congregação, registrado desde 1983 sob o N° 005281, queremos tornar público nosso protesto contra o que consideramos ser uma afronta ao processo de transparência que os fieis almejam.  Não temos nada de pessoal contra ninguém. A Igreja Assembleia de Deus é uma Instituição séria, e não podemos manchar a nossa história de cem anos com uma vergonha dessa natureza. Por meio deste apelo, convidamos os pastores sérios e todos os membros da IEADERN para que no próximo dia 23, às 19 horas, em nossa sede Central, possamos dizer NÃO a essa falta de respeito à nossa comunidade cristã.

FONTE: NOMINUTO.COM

NOTA DO BLOG: NADA MAIS NATURAL EM SE TRATANDO DESSA DENOMINAÇÃO EVANGÉLICA. ESSE É SÓ UM PEDACINHO DO ICEBERG DAS MUTRETAS QUE EXISTEM NESSA IGREJA. ESCÂNDALOS E MAIS ESCÂNDALOS SÃO, ESPERTAMENTE, SUFOCADOS E COLOCADOS PARA DEBAIXO DO TAPETE. TESOUREIRO NAS IGREJAS SÃO UM FANTOCHE APENAS PARA CUMPRIR TABELA. PASTORES FICAM SEMPRE COM O DINHEIRO INTEGRAL QUANDO DEVERIAM FICAR APENAS COM O SALÁRIO DELES (O QUE É JUSTO). INFILTRAÇÃO NA POLITIQUEIRA, JOGO POLÍTICO, PEDIDOS DE VOTO EXPLÍCITO NOS CULTOS E TANTAS OUTRAS VERGONHAS MAIS, QUE NÃO PODEMOS PROVAR AQUI. O NEPOTISMO É SÓ CONTINUIDADE. CERTAMENTE ESSE CIDADÃO SAIRÁ DA IGREJA POR NÃO MAIS AGUENTAR O PRECONCEITO E A PERSEGUIÇÃO DENTRO DESSA INSTITUIÇÃO. PERSEGUIÇÃO, PRECONCEITO, JOGO NA POLITIQUEIRA, TESOUREIRO DE FANTOCHE, NEPOTISMO: ALGO PARECIDO COM ALGUNS PREFEITOS DO INTERIOR? TUDO A VER, NÃO É MESMO? RECONHECEMOS QUE A MAIORIA DOS MEMBROS DESSA DENOMINAÇÃO, EMBORA ALIENADA E OMISSA, É DE BEM E SÓ QUER LOUVAR E OBEDECER OS MANDAMENTOS SAGRADOS ESCRITOS NA BÍBLIA. MAS A TOLERÂNCIA AOS MAL-FEITOS É OPOSTO AO QUE JESUS PREGOU. ENFIM, CADA UM TEM A LIBERDADE DE ESCOLHER O CAMINHO QUE MELHOR O APROUVER. 

FISCALIZEM


Municípios terão recursos para comprar veículos e renovar frota

img onibus escolar

Municípios atendidos pelo programa Territórios da Cidadania receberão recursos para a compra de veículos escolares do programa Caminho da Escola. Serão beneficiados 548 municípios, que poderão renovar a frota e garantir o acesso e a permanência dos alunos nas escolas da rede pública de educação básica. Responsável pela liberação dos recursos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) selecionou municípios com menos de 50 mil habitantes que não receberam recursos do Caminho da Escola em anos anteriores. Minas Gerais foi o estado com mais cidades beneficiadas (109). Em seguida vêm Rio Grande do Sul (90) e Paraná (48). Para receber os recursos, os prefeitos das cidades selecionadas precisam validar o termo de compromisso no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). “Quanto antes validar o termo de compromisso no sistema, mais cedo o município receberá os recursos para aquisição dos veículos”, afirma o coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza. O programa Territórios da Cidadania, do governo federal, tem o propósito de promover o desenvolvimento econômico em regiões de baixo índice de desenvolvimento humano [IDH] com semelhantes características econômicas e culturais. A participação social e a integração de ações entre governo federal, estados e municípios são fundamentais na elaboração da estratégia de desenvolvimento dessas regiões. A lista dos selecionados pode ser consultada pela internet, na página do eletrônica do FNDE. Também estão disponíveis as instruções para validar o termo de compromisso no Simec.

Fonte: Cardoso Silva

RAIO X DO RN

"A infraestrutura é um nó que impede o crescimento mais rápido do RN"



No período de oito anos compreendidos entre 1995 e 2002, nenhum estado do Nordeste e nem o país cresceram tanto quanto o Rio Grande do Norte. Enquanto o estado avançou 24,51% no período, vizinhos como o Ceará e Pernambuco nem sequer alcançaram o patamar de 15%. Boa parte da expansão da economia potiguar era creditada ao desenvolvimento da indústria do petróleo. Com a queda na produção em decorrência do amadurecimento dos campos, a indústria, porém, perdeu força. Outras atividades econômicas de peso  desaceleraram e o resultado dessa equação foi uma inesperada marcha lenta para o RN. Para se ter ideia de como o estado passou de protagonista à coadjuvante na região, o crescimento registrado entre 2002 e 2009 ficou na casa dos 24,60%. Enquanto isso, o de Pernambuco, por exemplo, dobrou. O do Piauí mais que triplicou. Todos os outros estados se expandiram mais que o RN. Para o economista e chefe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no estado (IBGE RN), José Aldemir Freire, investimentos realizados nos vizinhos e deficiências na infraestrutura potiguar estão entre as possíveis razões para a perda de ritmo. Nesta entrevista, ele faz uma análise de indicadores recentes e, mais do que isso, aponta desafios que o estado terá de vencer para retomar posição de destaque, num cenário regional cada vez mais dinâmico. Freire também observa que o crescimento, embora abaixo dos demais estados, ficou socialmente mais juto. Como houve também essa transformação, ele comenta a seguir. Confira a entrevista:

Fazendo uma retrospectiva além de 2011, temos dados que mostram desaceleração da economia do Rio Grande do Norte. Que análise é possível fazer dos últimos anos?

De 1985 até o início dos anos 2000, a tendência da economia do Rio Grande do Norte foi crescer mais do que a economia brasileira e mais do que a economia nordestina. Isso porque nesse período houve a expansão da indústria do petróleo no estado, da fruticultura irrigada, com frutas como melão, e de setores como a indústria têxtil. A partir do início dos anos 2000 não é que o ritmo de crescimento desacelerou. Nosso ritmo de crescimento ao final da década de 2000, em 2007, 2008, 2009 (o de 2009 foi divulgado na última semana) é mais acelerado que no início da década, mas passamos a ter uma dinâmica de crescimento inferior à média nacional e do Nordeste. Não é que estejamos crescendo menos do que estávamos. Estamos crescendo mais. Mas a economia brasileira e a nordestina aceleraram mais.

Por que a marcha lenta em relação a outros Estados?

Uma das razões para isso está no esgotamento da economia do petróleo. Desde meados da década o estado vem produzindo cada vez menos petróleo. Este ano há sinais de leve recuperação. O cultivo de camarão também perdeu força. Além disso, você teve no país uma série de grandes investimentos em infraestrutura que não tivemos no RN. Você tem investimentos ligados ao pré-sal, outros nos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), que estão transformando esses estados em pólos econômicos maiores. Tem também a construção da ferrovia  Transnordestina (que pretende ligar os portos de Suape a Pecém. Tudo em outros estados. Você teve desenvolvimento do Oeste da Bahia, no Sul do Piauí, no Maranhão. Todos se desenvolveram nessa década. Foram economias que se expandiram nesse período no Nordeste e que puxaram  a economia da região.
 
Por que o Rio Grande do Norte não acompanhou esse movimento?

O RN cresceu. Aumentou o ritmo de crescimento comparado ao início da década. Mas houve investimentos estruturais em outros estados  que acabaram puxando mais esse crescimento do que o nosso. Mas há uma diferença entre nosso crescimento pós anos 2000 e o que tínhamos antes. É que ele passou a ser melhor distribuidor de renda. Tivemos um crescimento antes dos anos 2000 puxado muito pela produção (em grande parte pela produção de petróleo), mas  bastante concentrador de renda. De 2002 ou 2003 para cá o que se tem é um crescimento puxado pelo consumo e equitativamente mais justo. É tanto que apesar de os indicadores de concentração de renda permanecerm altos, essa concentração de renda diminuiu. E diminuíram os indicadores de pobreza. Então o padrão de crescimento agora, desse ponto de vista, é melhor. Mudou o padrão de setores que puxam a economia. A economia passa a ser puxada por setores associadaos à demanda, à credito, à renda (como são os casos do comércioe  da construção civil).  Temos um padrão de crescimento mais desconcentrador de renda. E socialmente mais justo. 

Mas quando se fala em tantos investimentos em outros Estados, a impressão que se tem é que o RN ficou estático, enquanto os outros se moviam. Por que o Estado não acompanhou essa dinâmica de investimentos necessários em infraestrutura, que estão transformando esses outros Estados em polos de crescimento?

Na verdade, tivemos alguns investimentos, como a duplicação da BR 101, a expansão da refinaria em Guamaré, instalação de algumas indústrias. Mas fora isso você não consegue visualizar como visualiza em Pernambuco, por exemplo. Em Pernambuco você visualiza uma leva de investimentos associados à Suape, a refinaria, uma série de indústrias para atender a região Nordeste. Um exemplo disso você nos supermercados, onde a maior dos os alimentos industrializados vem de Pernambuco. A mesma coisa aconteceu no Ceará. De fato, ficamos sem esses investimentos estruturantes.

É falta de investimento em infraestrutura que está deixando o RN para trás na captação de grandes investimentos, é falta de agressividade na concessão de incentivos? O que está faltando?

Em parte é falta de infraestrutura. Umas das razões alegadas para termos perdido a refinaria foi a falta de um porto. Temos um porto, mas não é competitivo. Outro fator é que as economias de Recife, Fortaleza e Salvador são mais robustas. Do ponto de vista lógico, do empreendedor, é melhor instalar uma indústria perto de Recife, perto do mercado consumidor, e transferir para cá apenas uma pequena parte da produção, do que instalar aqui, vender só uma parte aqui e transferir para lá grande parte da produção. Os custos dele com deslocamento seriam maiores. Seria preciso ter vantagens para reduzir esse custo de deslocamento. Essas economias lá (de outros estados) são mais dinâmicas pela própria estrutura que elas têm. Para a Bahia foram indústrias automobilísticas.  Maranhão, Piauí estão crescendo na produção de grãos. Há fatores que impulsionam essas economias  que são recursos naturais, outros são de infraestrutura. Acho que a questão é mais estruturante. Mas para os próximos anos você vê alguns reforços no RN: os investimentos em energia eólica e o aeroporto, por exemplo. Temos também algumas grandes lutas do ponto de vista estruturante.

Por exemplo?

A duplicação da BR  que vai a Fortaleza, transformar o aeroporto de São Gonçalo em mais que um aeroporto de passageiros. A questão do porto é outra. O Porto aqui dentro da cidade é inviável. E não adianta expandi-lo para a outra margem do rio. Há questões ambientais envolvidas. Outra: os portos do Nordeste que se desenvolveram recentemente foram construídos fora da área urbana. Não faz sentido reforçar esse porto. Ele deveria se converter num porto para navios turísticos e o porto de cargas iria para o interior, mais perto das regiões produtivas. E aí você construiria uma malha ferroviária para esse porto. Há uma ideia em Natal de construir malha ferroviária ligando o porto ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Eu sempre ouvi dizer que carga ferroviária é competitiva a longas distâncias. Com grandes volumes. Para que construir essa ligação? É inviável. Eu acho que há uma indefinição grande por parte dos gestores públicos sobre o que se quer em porto, aeroporto e ferrovia. E não estou me reportando só a esse governo..É preciso definir aonde  quero um porto, que áreas serão interligadas pela linha ferroviária pela qual vou lutar. É preciso definir quais são as grandes obras estruturantes que o estado precisa. Não pode ficar com mais de uma proposta. Não pode haver indefinição nisso. Temos vários planos de desenvolvimento regionais, cada um com uma ideia. E não se tem um esforço conjunto por essa infraestrutura. Do ponto de vista estruturante a grande batalha da década seria o reforço da malha logística do estado. 

 
Você falou de atividades e deficiências que fizeram com que a economia potiguar caminhasse mais lentamente, mas em 2011 tivemos também alguns fatores externos como a crise global e inflação. Qual é o balanço do ano? Como esses fatores externos impactaram a economia potiguar?

Nós crescemos hoje seguindo a dinâmica nacional. Em 2010 crescemos muito. Não temos os dados do PIB do ano ainda, mas devemos ter crescido e torno de 7%, como cresceu o Brasil. Nacionalmente, a economia em 2011 deu uma desacelerada, ocasionada sobretudo pelas políticas de contenção ao crédito e aumento de juros que visaram justamente combater a ameaça de inflação. Isso acabou afetando nossa economia. Desaceleramos. Vamos crescer provavelmente no ritmo nacional, metade ou menos do que crescemos em 2010. O único setor que foi bem no RN foi a  agropecuária, porque 2010 foi ano de seca e neste ano foi diferente. Mas o peso da atividade  no estado é pequeno. Bom, a produção de petróleo também parou de cair. Mas o comércio desacelerou - embora alguns setores estejam crescendo, como a parte de smartphones, tablets e notebooks. A construção foi outra que deu uma desacelerada. Você já não vê uma efervescência de lançametos como há alguns nos. As exportações estão no mesmo patamar de 2010. O emprego cresce em ritmo menor. No geral, quando se olha para 2011, se vê nitidamente a desaceleração no RN, acompanhando a desaceleração da economia brasileira.  Em 2012, embora ainda seja incerto por causa da crise global, estaremos pelo menos no ritmo de 2011, na faixa de 3%. Uma aceleração deve vir em 2013 e 2014. 

O Rio Grande do Norte vem experimentando um crescimento muito baseado na indústria eólica, nos últimos dois anos. Mas esse crescimento é sustentável?

A energia eólica não vai se transformar no motor do desenvolvimento do RN. É diferente da economia do petróleo que se instala e fica por muitos anos com capacidade grande  de geração de riqueza. No caso das eólicas ficamos com a  parte menos nobre das indústrias: ficamos com os parques eólicos. A parte mais nobre é a de produção de equipamentos para essa indústria. Aí você não dependeria da implantação de parques aqui. Vc teria o mundo iteiro como mercado. Mas a infraestrutura nos faltaria também para isso. A indústria iria exportar por onde? Pelo nosso porto? é uma dificuldade porque o porto está dentro da cidade. Hoje temos um boom de investimentos associado aos parques eólicos, mas depois o impacto na economia deixa de ser expressivo. Eles não geram, por exemplo, muitos empregos após as obras. Em algum momento o setor vai perder o seu dinamismo. E os maiores impactos vão ocorrer nos municípios que estão recebendo as construções. Mas vamos aproveitar o momento (de boom) que temos agora. 

Dados recentes do PIB e sobre pobreza mostram que o Estado tem municípios ricos (como os produtores de petróleo, que têm recebido também investimentos na área de energia), mas com populações pobres. Por que esse descompasso?
Nossos municípios não prepararam suas populações para se inserirem nessas economias. Ou prepararam para serem peões da construção civil e das usinas eólicas. Em Guamaré, por exemplo, quem trabalha na Petrobras é gente de fora ou de Natal. Os municípios não criaram condições para suas populações competirem em igualdade com os forasteiros. Isso leva a uma situação esdrúxula em que há um município rico com uma população pobre.

Em meio a esse cenário de perda de fôlego do Estado, houve avanços também?

Tivemos ganhos nesse período. Tivemos um avanço significativo na redução da desigualdade social, tivemos avanço significativo na redução da pobreza, tivemos aumento de renda da população, melhoria na educação, no acesso a energia, ao saneamento básico. O RN de hoje é melhor que o de 10 anos atrás. Os indicadores sociais e econômicos apontam isso. Mas essa melhoria poderia ser acelerada, poderia ser melhorada, se equacionassemeos as nossas deficiências estruturais. Sem infraestrutura o estado continuará crescendo menos que os outros estados. A Infraestrutura é fundamental. E é um nó que impede o crescimento mais rápido do RN. 

FONTE: TRIBUNADONORTE.COM.BR

QUEM PODERÁ AJUDAR ESTE PAÍS?


Mortos batem ponto e recebem R$10 milhões em apenas um ano



Em Pernambuco, há 1.173 mortos que custaram R$10,8 milhões aos cofres públicos em apenas um ano. Eles constam em folhas de pagamento de repartições estaduais nas prefeituras de 169 dos 184 municípios do estado, e ainda em 150 câmaras municipais. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que comprovou outras distorções, como a de um servidor que tem 14 vínculos com órgãos públicos nas duas esferas de poder. Foi o recorde entre os abusos encontrados no levantamento feito entre 2010 e 2011. Os nomes dos personagens e dos municípios onde há a maior quantidade de irregularidades não foram divulgados pelo TCE. Segundo a chefe de Gerência de Auditorias de Tecnologia de Informação do TCE, Regina Ximenes, os responsáveis estão sendo notificados; alguns já apresentaram suas defesas. Regina informou ter encontrado frequentemente servidores com cinco vínculos, quando a legislação limita essa participação a dois, nas áreas de Educação e Saúde, e no caso de não haver superposição de horários.

NOTA DO BLOG: HÁ MUITO MAIS MORTOS E FUNCIONÁRIOS FANTASMAS ONDE SEQUER IMAGINAMOS OU EXATAMENTE ONDE IMAGINAMOS. ONDE ESTÁ O CAPITÃO PLANETA OU O SUPER-HOMEM? O SUPER-HEROI NESSE JOGO DA VIDA É VOCÊ, ELEITOR. O PODER ESTÁ NAS SUAS MÃOS. EXERÇA-O

UM DIA ELES VOLTAM COM CERTEZA


Decisão do PMN nacional impede ROBSON FARIA e RAIMUNDO FERNANDES de subir no mesmo palanque


No Rio Grande do Norte, a decisão do PMN de proibir qualquer aliança com o PSD nas eleições de 2012 afasta ainda mais o grupo do vice-governador Robinson Faria, que trocou o PMN pelo PSD, dos seus ex-liderados. As bases eleitorais dos deputados estaduais Antônio Jácome – presidente estadual do PMN, Raimundo Fernandes (PMN) e Ricardo Motta (PMN), presidente da Assembleia Legislativa (AL), ficarão impedidas de se coligar com o partido do vice-governador. Atualmente, no cenário político estadual, Robinson e os deputados do PMN já estão em lados opostos. Enquanto o vice-governador faz parte do grupo de oposição ao governo Rosalba Ciarlini (DEM), os três parlamentares integram a base de sustentação do Executivo na Assembleia. Ainda existia uma expectativa para que, no interior do estado, haver uma aproximação entre as eles, mas a resolução nacional do PMN põe fim a qualquer entendimento.

FONTE: JUNIOR-DUBA.BLOGSPOT.COM

MELHORIAS: ISSO É A VERDADEIRA POLÍTICA




A estratégia central do plano atinge mais de 50% da meta de localizar 800 mil famílias extremamente pobres até 2013. Dessas, 325 mil já recebem o Bolsa Família


Ao completar seis meses, o Plano Brasil Sem Miséria (BSM) fecha o ciclo de pactuação com os 26 estados e o Distrito Federal (DF) para o desenvolvimento de ações voltadas à superação da extrema pobreza. No evento de assinatura de compromisso com os governadores do Centro-Oeste, nesta sexta-feira (16), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou as principais realizações do plano nesse período. Desde junho, o BSM já localizou 407 mil famílias em situação de miséria. Assim, a busca ativa – estratégia central do plano – atinge mais de 50% da meta de localizar 800 mil famílias extremamente pobres até 2013. As famílias foram incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais. Dessas, 325 mil já recebem o Bolsa Família. A localização e inclusão no Cadastro Único das famílias extremamente pobres são feitas por meio da busca ativa, o que possibilita que elas passem a ser beneficiárias das diversas ações do BSM como programas de transferência de renda, de inclusão produtiva e acesso a serviços públicos.

Bolsa Família – O Brasil Sem Miséria também reforçou a garantia de renda. Além do reajuste dos benefícios do Bolsa Família, 1,3 milhão de crianças e adolescentes foram incluídos no programa, o que foi possível graças à ampliação de três para cinco benefícios por família para filhos de até 15 anos. Outra novidade foi a criação dos benefícios à gestante e à nutriz. Hoje, 92 mil nutrizes e 25 mil gestantes recebem benefício de R$ 32 do Bolsa família. As medidas fizeram com que o valor médio do benefício do Bolsa Família passasse de R$ 96 para R$ 119,83. Em consequência do BSM, oito estados – Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo – e o DF estão integrando seus programas de transferência de renda ao Bolsa Família. Assim, 3,5 milhões de beneficiários receberão complementação aos valores do Bolsa Família, o que vai elevar a renda das famílias mais pobres.
Inclusão produtiva – A ministra apresentou os resultados da inclusão produtiva, que busca melhorar as condições de vida das famílias em situação de extrema pobreza. Na área rural, 37 mil famílias estão recebendo assistência técnica nos nove estados do Nordeste por meio do Brasil Sem Miséria. O plano também distribuiu 375 toneladas de sementes a agricultores extremamente pobres do Semiárido. A região também foi contemplada com o programa Água para Todos, que integra o Brasil Sem Miséria. Em 2011, o governo investiu na instalação de 315 mil cisternas, das quais 84,7 mil já foram entregues e 68,8 mil estão em construção. Outras 161,7 mil foram contratadas. A inclusão produtiva rural permitiu a inclusão de 82 mil agricultores no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA). As compras públicas garantem renda aos agricultores e alimentos de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade. Outra conquista do BSM foi a parceria com as redes privadas de supermercados para comercialização de produtos da agricultura familiar e contratação de trabalhadores na rede varejista. O Brasil Sem Miséria incentiva ainda a conservação ambiental por meio do programa Bolsa Verde. Os agricultores que desenvolvem atividades em áreas de preservação federais passaram a receber benefício trimestral no valor de R$ 300, além do Bolsa Família. Até agora, 9,2 mil famílias já receberam a primeira parcela do Bolsa Verde. Em janeiro de 2012, mais 6,8 mil famílias receberão o benefício.
Pronatec – O plano também apoia a inclusão produtiva urbana, para gerar ocupação e renda para pessoas em situação de extrema pobreza entre 18 anos e 65 anos. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria – aprovado recentemente – destinou 61 mil vagas em cursos de qualificação em mais de 160 municípios numa primeira fase. Outras 10 mil serão oferecidas pelo Mulheres Mil, em um total de 71 mil vagas em ambos os programas. Os cursos, nas áreas de construção civil, serviços, hotelaria, comércio, indústria, bares, restaurantes e cuidados com idosos, entre outros, começam a partir de janeiro de 2012. Até 2014, serão oferecidas um total de 1 milhão de vagas por meio do Pronatec. O Brasil Sem Miséria também já beneficiou 117 mil empreendedores formais e não formalizados com ações de assistência técnica, capacitação e formalização. Serviços públicos – O acesso da população em situação de extrema pobreza aos serviços de saúde, educação e assistência foi ampliado e redirecionado com o plano. O Programa Mais Educação priorizou ações para 5,3 mil escolas com maior número de beneficiários do Bolsa Família. Com isso, 1 milhão de alunos serão beneficiados. Na saúde, o governo priorizou a instalação de 2.122 novas unidades básicas em áreas com maior concentração de extremamente pobres. O plano contabiliza ainda a formação de 563 novas equipes do Brasil Sorridente, cem novas unidades móveis de atendimento odontológico e a entrega de 239,5 mil próteses dentárias. Também foram criadas mais 427 equipes do Saúde da Família. O plano expandiu ainda os serviços de assistência social. Foram criadas 1.132 equipes volantes nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). Também houve aumento da cobertura de serviços em 197 Cras e a seleção de municípios para construção de 34 novos Cras e 27 novos Centros Especializados da Assistência Social (Creas).