domingo, 25 de dezembro de 2011

AUTOESTIMA NORDESTINA RECONQUISTADA


ENTREVISTA COM ANTÔNIO RISÉRIO


Ele é poeta, antropólogo, tradutor, ensaísta de talento e, mais recentemente, marqueteiro político, com participação ativa em campanhas do PT, inclusive a de Dilma Rousseff. Mas Antonio Risério é antes de tudo um baiano, da turma de Gilberto Gil e Caetano Veloso, com a verve sempre a postos para tecer críticas afiadas à política e à cultura. Risério aponta uma diferença entre Pernambuco e Bahia. O primeiro tinha se descolado da região com um “projeto claro e consciente”. Segundo ele, falta ao Brasil se convencer de que sua realização nacional plena passa pelo Nordeste.

A partir de 2004, o Nordeste passa a apresentar avanços importantes. Houve crescimento econômico e melhora na renda. Mas como o Nordeste poderia contribuir para um projeto de desenvolvimento nacional? 


Antonio Risério: A definição de “Nordeste” é mais histórico-política do que ecoantropológica. O oeste baiano, por exemplo, não se conecta com o Agreste pernambucano ou o Alto Sertão de Sergipe, mas com o Planalto Central do País. Antropologicamente, a região não é homogênea. Mas vamos falar dela assim mesmo, como se fosse um conjunto. E esse conjunto de fato experimentou notável desenvolvimento econômico e social nos últimos anos, com o avanço, em especial, de Pernambuco e do Ceará. Pernambuco decolou. Tem um projeto claro e consistente de desenvolvimento socioeconômico, configurando-se a partir da racionalidade administrativa e do diálogo real com a sociedade. Suape é o supersigno desse processo. E Pecém é o Suape do Ceará, que também apresenta obras e projetos como o “cinturão digital”, o “eixão das águas”, o metrô do Cariri e investimentos em saúde e educação.  Temos grandes obras de infraestrutura na região, da Transnordestina à transposição do São Francisco. Mas é claro que há pedras e pedreiras no caminho. O Nordeste tem projetos particulares, estaduais, mas não tem um projeto global de desenvolvimento, como chegou a acontecer na época de Celso Furtado, e isso fragmenta as ações e realizações. Nossos governos agem pontualmente, sem o alto grau de coordenação que poderiam alcançar, até mesmo por conta de sua proximidade política. A tal da “nova Sudene” nunca deu o ar de sua graça. Grandes empreendimentos privados ainda tendem a se implantar como enclaves na paisagem nordestina, sem uma articulação orgânica com o entorno e satisfeitos com o fato da região ser um celeiro de mão de obra barata. E ainda temos a ideologia das pequenas obras, a mentalidade de cisterna da Igreja Católica, por exemplo, como se ela mesma nunca tivesse construído catedrais. Agora, o Nordeste já está contribuindo vigorosamente para o desenvolvimento nacional. O avanço econômico e social significativo de uma região vasta e pobre tem repercussões positivas em todo o País. O que está faltando é o Brasil se convencer de que sua realização nacional plena passa pelo Nordeste. E o Nordeste se convencer em termos objetivos de que tem de avançar na inovação.

É possível identificar alguma mudança na imagem que o nordestino tem de si mesmo, a sua autoestima mudou? 

AR: Sim, isso é muito claro em Pernambuco e no Ceará, mas é visível também em Sergipe, em muitas cidades nordestinas. O curioso é que houve uma inversão: os baianos de Salvador e do Recôncavo, que sempre foram extremamente orgulhosos e narcisistas, hoje andam de cabeça baixa. Enquanto a autoestima dos moradores do Recife, de Fortaleza ou de Aracaju está lá em cima, a dos moradores de Salvador desabou. Na verdade, a Bahia, apesar de sua posição no ranking da economia brasileira, está ficando para trás. Há não muito tempo era ela que se industrializava, montava um polo petroquímico, firmava-se como vanguarda cultural etc. e Pernambuco pouco mais era do que um engenho. O panorama mudou. Penso que o problema central de Jaques Wagner é que, por não ter um projeto claro para a Bahia, ele não sabe o que fazer com a hegemonia que conquistou. Limita-se a tocar obras federais. É por isso que digo que hoje a Bahia tem a faca e o queijo, mas falta a mão. E Salvador é uma cidade abandonada, suja, destruída, com o pior prefeito de sua história. Mas de um modo geral é evidente, para qualquer observador, que a autoestima do nordestino se elevou. E não foi pouco. Muitos inclusive deixam hoje o Sudeste e voltam para seus lugares de origem, orgulhosos de que estas sejam agora terras de prosperidade e de oportunidades.

E o restante do Brasil, como vê o Nordeste? 

AR: Há um novo olhar, sim, mas circunscrito a pequenos segmentos da sociedade: empresários, políticos, jornalistas, cientistas etc. Em plano de massas, não. A mudança ainda é muito pequena. A mentalidade sudestina (sim: assim como existem nordestinos, existem sudestinos), de um modo geral, ainda é povoada por velhos estereótipos e preconceitos. E esse olhar antigo sustenta-se não só pelo que há de sedimentado naquela mentalidade e pela desinformação sobre o que está acontecendo atualmente no Nordeste, mas também porque, embora o Nordeste avance, os desequilíbrios regionais brasileiros ainda são um escândalo. Ainda faz diferença hoje o lugar onde o brasileiro nasce. A perspectiva de futuro de um brasileiro que nasce em São Paulo ou no Rio Grande do Sul ainda é muito diversa daquela de um brasileiro que nasce no Piauí ou na Paraíba. É cruel, mas é verdade. De qualquer sorte, aqueles pequenos segmentos sociais a que me referi vão acabar influenciando, por seu próprio peso, o conjunto do mundo sudestino e transformando o olhar das populações do Centro-Sul e do Sul. É uma questão de tempo.

Essas transformações positivas que ocorreram na região tiveram reflexo direto no resultado das duas últimas eleições presidenciais. Isso deve acontecer também nas eleições de 2014?



AR: O Nordeste fechou com Lula e Dilma. E acredito que o voto na esquerda deve persistir. Ainda que em termos variáveis a região continue crescendo e distribuindo renda. E tem lideranças de ponta, com ampla base social. Mas eleições dependem também de gestos, tendências e influxos conjunturais. Não é um jogo de cartas marcadas com muita antecedência. E não sabemos qual será exatamente a situação brasileira em 2014. As classes C e D tendem a ser conservadoras e pragmáticas. Não querem coisas espetaculares ou espetaculosas, mas prosaicas e elementares. Querem segurança, saúde, escola e o pão de cada dia – agora, com manteiga. Querem garantir o lugar que conquistaram na estrutura social e assegurar a possibilidade de continuar ascendendo. Seu voto tende a ser sério, em termos morais e administrativos. Contra a corrupção e pela eficiência. Eduardo Campos viu isso muito bem, ao atualizar o modo de gestão do governo pernambucano. Não se trata de mero racionalismo empresarial, mas de perceber a questão técnica como questão social, direcionando melhor o dinheiro público. E ele é sem dúvida a grande personalidade política nordestina hoje, projetando-se consistente no horizonte nacional.
 Ocorreram mudanças relevantes no quadro de políticos eleitos no Nordeste? O coronelismo ainda vive?
AR: A grande mudança política nordestina foi a guinada à esquerda. Em Sergipe, com Marcelo Déda ganhando a prefeitura e, depois, o governo do estado. Na Bahia, com Jaques Wagner, um político de habilidade extraordinária, desmantelando o “carlismo”, para depois cooptar muitos de seus quadros. No Ceará, com Cid Gomes exibindo um ótimo desempenho como gestor, Ciro rasgando a roupa de reis e reizinhos, Luizianne à frente de Fortaleza. Em Pernambuco, com Eduardo Campos, Humberto Costa no Senado, o PT na prefeitura. Na Paraíba, com Ricardo Coutinho, e no Piauí, com Wilson Martins. E vemos a aprovação dada em reeleições. Hoje, para onde Eduardo Campos for, o voto de Pernambuco vai. Guinada nordestina à esquerda, como disse, porque são quadros do PSB e do PT. Esses partidos comandaram politicamente a configuração de um novo Nordeste em construção, respondem às novas realidades criadas e encarnam necessidades e desejos regionais, abrindo caminho para que se realizem. Penso que, ao somar capacidade executiva e disposição para incorporar a inclusão como peça-chave do próprio desenvolvimento, PSB e PT, principalmente o PSB, são mesmo os partidos mais preparados para tocar o barco do crescimento econômico e do avanço social do Nordeste. Já o coronelismo pertence a uma estrutura agrária e a um mundo político que não mais existem, a não ser que reste em algum grotão esconso, como os que aparecem no romance de Guimarães Rosa. A urbanização, a industrialização, a expansão do mercado, a impessoalização das relações de trabalho, o regime democrático (com sindicatos, partidos, a atuação da Igreja etc.) e os meios de comunicação de massa fizeram do coronelismo um dado de interesse meramente arqueológico.
O que ocorreu de relevante em termos culturais na região? O que ocorreu na Bahia, em Pernambuco e nos outros estados?
AR: Pernambuco, de uns tempos para cá, vem se convertendo na vanguarda do Nordeste, da arrancada industrial à criação cultural. Basta pensar na música e no cinema. Não dá para comparar axé music e manguebeat. E é interessante porque Chico Science e o manguebeat nascem do tropicalismo baiano. É claro que há o rap, a valorização da percussão a Olodum, a música tradicional nordestina, o rock pesado etc., mas tudo sob o signo maior da Tropicália. A Bahia, ao contrário, estacionou na banalização, na redundância, na autocomplacência desinformada. Axé music é pastel de vento, manguebeat tem substância. De um modo geral, também o novo cinema pernambucano está alguns passos à frente. É o que há de mais interessante no atual cinema nordestino. E em ambos os casos, na música e no cinema, a moçada pernambucana encara de modo direto e crítico a realidade envolvente. Mas penso que a principal virtude pernambucana, nesse processo, é saber preservar suas tradições e ao mesmo tempo inovar. É manter o seu carnaval maravilhoso, seu frevo e seu maracatu, e também alimentar a inquietude estética. Isso é o que mais interessa: a dialética entre a tradição e a invenção.

OBA!!! LEGAL!!!


Por 2014, Serra resiste à pressão por candidatura em SP


Sob pressão para disputar a Prefeitura de São Paulo no ano que vem, o ex-governador José Serra teme sepultar as chances de disputar a Presidência de novo em 2014, informa veículos de comunicação na imprensa. Serra vê a pressão como um golpe contra suas ambições presidenciais. Ele calcula que, se for eleito prefeito, terá dificuldade em deixar o cargo um ano depois, como fez em 2006. Se perder, será o fim de sua carreira, ponderam aliados.

NOTA DO BLOG: OS TUCANOS CORREM O GRANDE PERIGO DE PERDEREM A PREFEITURA DE SÃO PAULO (HOJE COM UM ALIADO IRMÃO), ALÉM DO FATO DE LEVAREM OUTRA NEGATIVA RESPOSTA DAS URNAS EM NÍVEL NACIONAL EM 2014, CASO O PRIVATEIRO SERRA RESISTA DE CONCORRER À PREFEITURA PAULISTANA. NOS BASTIDORES, JÁ SÃO FAVAS CONTADAS O FATO DE QUE O ÚNICO NOME COM REAIS CHANCES NO NINHO PARA GANHAR A ELEIÇÃO DO PRÓXIMO ANO É JOSÉ SERRA. MESMO ASSIM, SUA TAXA DE REJEIÇÃO É ALTÍSSIMA DEVIDO AO GRÃO-TUCANO TER FEITO DA PREFEITURA, QUANDO PREFEITO, APENAS UM TRAMPOLIM PARA O GOVERNO DO ESTADO E DO GOVERNO DO ESTADO OUTRO TRAMPOLIM PARA O SEU UTÓPICO SONHO DE TORNAR-SE PRESIDENTE DA REPÚBLICA. A SORTE ESTÁ LANÇADA. SERRA AVALIA QUE É UM RISCO TENTAR CONCORRER À CADEIRA EXECUTIVA DE SP TANTO PORQUE INVIABILIZARIA SEU PROJETO NACIONAL COMO TAMBÉM CORRERIA O RISCO DE PERDER A CAMPANHA MUNICIPAL E SEPULTAR SUA CARREIRA POLÍTICA. ENQUANTO ISSO, O POVO CLAMA POR PROJETOS ALTERNATIVOS TANTO PARA MELHORAR O QUE JÁ ESTÁ EM VIGOR QUANTO PARA TER OUTRAS ALTERNATIVAS QUE NÃO APENAS A DO PT. INFELIZMENTE, NÃO TEMOS OPOSIÇÃO DE VERDADE COM A DEVIDA RESSALVA DO PSOL.

MUDANÇAS


2012 terá ao menos 10 novas leis que mexem com seu bolso

Aumento do mínimo e mudança no Supersimples estão entre novas regras.
Planos de saúde vão ampliar cobertura, o que pode levar a reajustes.


Pelo menos 10 novas regras que interessam à população entram em vigor a partir do início de 2012. São leis, resoluções ou decretos aprovados, em sua maioria, durante o ano de 2011 com início de vigência para o começo de 2012. Confira abaixo algumas das principais mudanças que podem mexer com seu bolso.

CONFIRA NOVAS REGRAS QUE ENTRAM EM VIGOR NO COMEÇO DE 2012


Salário mínimo
A presidente Dilma Rousseff assinou antes do Natal decreto que aumenta o salário mínimo de R$ 545 para R$ 622. O aumento de R$ 77 começa a começa a valer a partir de 1º de janeiro, para pagamento a partir de fevereiro.

Micro e pequenas empresas
Empresas com faturamento anual acima de R$120 mil vão ter seus impostos reduzidos entre 12% e 26% em relação ao que pagavam anteriormente. Outra novidade é que o pequeno empreendedor poderá constituir empresa sem necessidade de sócio.

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas
É um documento que comprovará inexistência de débitos junto a Justiça do trabalho, permitindo, assim, acesso por parte de empresas a empréstimos, programas de incentivo fiscais e participação em licitação pública.

Planos de saúde
Os planos deverão cumprir 69 novos procedimentos, como exames, cirurgias e consultas a partir de 1º de janeiro. Além disso, a ANS decidiu manter por um período a cobertura a demitidos e aposentados a partir de feveriro. Os planos alertam que as mudanças pode levar a reajustes.

Cigarros
O imposto do cigarro terá aumento gradativo nos próximos quatro anos. O preço mínimo do maço em 2012 será de R$ 3 e, em 2015, R$4,50.

Placas refletivas
Todos os veículos emplacados a partir deste ano deverão colocar placas refletivas, que tem um custo maior. Além disso, motos possuirão placas maiores.

sábado, 24 de dezembro de 2011

UMA VISÃO CRÍTICA SOBRE O NATAL

Quando chegamos nesse período do ano logo vem à nossa mente os enfeites, as luzes, as músicas natalinas, as confraternizações e outros. Tudo regado a muita comida, bebida, diversão e a"alegria" para quem pode. A grande maioria sente a presença da mensagem de Cristo através dos filmes, das missas e de reportagens sobre o significado do natal. Em nenhum outro momento do ano Jesus é tão comentado. Pelo menos em teoria. Analisando criticamente, oferto aos meus leitores a minha opinião formada sobre a data em tela. O natal não tem nenhum respaldo bíblico ou histórico sobre o nascimento de Cristo. Não há nenhuma evidência sequer sobre isso. O que há na verdade é uma coincidência dessa data (25/12) com festividades pagãs adotadas pela igreja católica. Uma prova disso é o fato de que no extremo oriente, em países como o Japão, China, Tailândia e outros o natal é uma festividade de final de ano sem ter nenhuma relação com um homem chamado Jesus Cristo que eles pouco ou nada conhecem. A cada semestre os pagãos faziam festas para os seus deuses. Em uma das estações era para o deus do fogo (24/06) dia no calendário católico, de São joão. E seis meses depois (24/12) era a outra em oferenda ao grande deus pagão. O fato é que, independente disso, se é para louvar ao filho de Deus a data vale e muito. Sem contar com a imposição da mídia e dos comércios pelo consumo a qualquer custo e com a invenção falsa do papai noel, essa teoria é aceita por muitos e muitos padres que não corroboram com essa mistura secular de cristianismo com paganismo. O fato é que quem serve a Deus, de verdade, quem tem a consciência de que o cristianismo prega a forma de viver, que é para Deus e seu filho, sempre, em todos os momentos, em todos os dias, vive um cotidiano natal com Cristo, nas palavras, no comportamento, na verdade, na honestidade e na renúncia dos desejos carnais incompatíveis com a vontade de Deus. Todos os dias, portanto, são um natal com Jesus, vivendo e meditando em suas falas e em seus mandamentos. O espírito bom do natal é para ser exercitado de janeiro a janeiro. Um feliz dia 25 de dezembro, um feliz dia do Senhor para todos. Amanhã da mesma forma. Que a paz do Senhor esteja sempre com todos e que a sua palavra permeie o coração daqueles capazes de renunciar essa vida para ganhar a outra no paraíso.

OBS: INFELIZMENTE NÃO POSSO ILUSTRAR A MATÉRIA COM UMA FOTO DO JESUS OCIDENTALIZADO PORQUE, NAQUELA ÉPOCA, A FOTOGRAFIA NÃO TINHA SIDO INVENTADA. MAS AFIRMO QUE, CONFORME A PALAVRA DIZ, ELE É LINDO, MARAVILHOSO, JUSTO, LONGÂNIMO, PERDOADOR DE PECADOS, TOLERANTE, PRÍNCIPE DA PAZ, SENHOR DOS SENHORES, CONSELHEIRO, PERFEITO, AMOROSO, TODOPODEROSO E UM DIA SERÁ JUIZ PARA JULGAR TODAS AS PRESTAÇÕES DE CONTAS DE TODOS OS SERES DA TERRA.

ESPERAMOS A SUA SEGUNDA VINDA, Ó REIS DOS REIS! MARANATA!

ATENÇÃO, ATENÇÃO!


Preso o prefeito de Serra do Mel


A assessoria da Polícia Federal enviou comunicado à imprensa agora há pouco, informando sobre a prisão de mais um envolvido na operação ‘Matadores de Aluguel’, que tirou a vida do jornalista e blogueiro Ednaldo Figueira, em junho passado. A ordem de prisão foi autorizada pelo Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público Estadual, que entendeu haver “fortes indícios que apontem o denunciado como mandante do citado crime”. O comunicado da PF não diz, mas o preso, segundo informações de fontes do município, que acompanharam a prisão, numa ação conjunta da PF com a Polícia Civil, é o prefeito da cidade, o tucano Josivan Bibiano. Ele foi encaminhado à sede da PF em Natal, mas em seguida “será custodiado numa das unidades do Sistema Carcerário do Estado”.

FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PF/RN 

ENTENDENDO MELHOR

Torna-se imprescindível para a consolidação da democracia, do fortalecimento das instituições, do respeito às leis e do direito ao contraditório que haja o devido trâmite legal ouvindo todas as versões. Nesse sentido, vê-se que a credibilidade da PF dá-nos a sensação de que há, sim, fortíssimas evidências do envolvimento do prefeito de Serra do Mel. Queremos a verdade acima de tudo, doa a quem doer. LEMBRAMOS para os devidos canalhas que não estudam nem sabem analisar a real política brasileira que:


O PROVÁVEL MANDANTE ASSASSINO É TUCANO

VERDADE OU QUERENDO LIMPAR-SE?

Ex-presidente do STF critica liminar que bloqueou investigações do CNJ

Gilmar Mendes afirma não concordar com decisão do colega Ricardo Lewandowski, no apagar das luzes do ano judiciário, de travar apurações da Corregedoria Nacional de Justiça em tribunais do País



BRASÍLIA - A crise no Judiciário não opõe apenas a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, e as associações representativas de juízes. Ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-presidente da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes criticou na sexta-feira, 23, as decisões isoladas tomadas por integrantes do Supremo que estancaram as ações investigativas da corregedoria nos Estados. Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que é necessário disciplinar a concessão de liminares por integrantes da Corte no último dia de trabalho antes do recesso do Judiciário. "As soluções nas liminares no final do ano são atípicas e heterodoxas", criticou Mendes. "É uma questão de ordem que precisamos discutir." Na segunda-feira passada, último dia de funcionamento do STF neste ano, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski atenderam a pedidos de associações de magistrados e deram liminares que levaram à suspensão de investigações do CNJ. Agora, somente em fevereiro do ano que vem, quando o Supremo voltar do recesso, o relator do caso, Joaquim Barbosa, voltará a examinar a questão. A liminar atende a um pedido de associações de magistrados. Na quarta-feira, setores da imprensa mostraram que Lewandowski havia recebido pagamentos que estariam sendo investigados pela corregedoria do CNJ quando ele ainda fazia parte do TJ do Estado de São Paulo. A informação colocou o ministro sob suspeição para analisar o pedido de liminar, já que a devassa no tribunal paulista havia começado em novembro. Cezar Peluso, presidente do STF, defendeu a concessão da liminar e, em nota, atacou o CNJ sugerindo que magistrados haviam tido seus sigilos quebrados. Como resposta, na quinta-feira, 22, a corregedora Eliana Calmon disse que por trás da crise está um movimento corporativista para enfraquecer os poderes investigativos do CNJ. Na outra ponta da batalha, as associações de magistrados decidiram pedir formalmente que a corregedora seja investigada por suspeita de quebra de sigilos de juízes.


Plenário. Para Mendes, toda a crise poderia ter sido evitada. "O plenário (do STF) deveria ter decidido isso (os pedidos de liminares). Estava em pauta. Somente um fato superveniente justificaria a concessão da liminar (pelo relator). Criou-se esse clima emocional em torno do tema", afirmou Mendes. De acordo com o ministro, liminares em ações diretas de inconstitucionalidade somente devem ser concedidas pelo relator em situações de extrema urgência, ainda mais no último dia de funcionamento do Judiciário.

SE O POVO SE CALA, ELES APROVEITAM


Em PE, auxílio-moradia será pago para ex-deputados e ex-suplentes


Beneficiados podem receber até R$ 354 mil, dividido em 36 parcelas. OAB diz que medida viola princípios e não é transparente.



Ex-deputados e ex-suplentes da Assembleia Legislativa de Pernambuco que exerceram o mandato no período entre 1994 e 1997 podem receber até R$ 354 mil de auxílio-moradia cada um. Essa medida deveria conceder o valor a deputados que não tinham residência fixa na cidade sede do poder legislativo – no caso, Recife –, mas a maioria dos beneficiados morava na capital pernambucana ou na Região Metropolitana. Mesmo assim, eles começaram a receber as 36 parcelas do auxílio desde setembro.

A decisão para o pagamento do benefício a 52 deputados, aprovada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, não recebeu nenhum destaque no Diário Oficial. A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) diz que a medida não obedeceu aos critérios de transparência e de moralidade e estuda medidas legais para tentar suspender o pagamento.

“Esse auxílio é, no mínimo, imoral. Nós faremos um ofício à Assembleia cobrando fundamentações técnicas desses pagamentos. Cobraremos também uma cópia do parecer do procurador geral que opinou pelo pagamento das verbas. Mas a legalidade não é pautada apenas em regras jurídicas. Nós temos princípios que também são normas jurídicas. E esses, claramente, já foram violados”, disse Catarina Almeida de Oliveira, presidente em exercício da OAB-PE.

Dos 49 deputados estaduais que cumprem mandato hoje, apenas dois estão recebendo essa verba extra. A assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa explicou que os parlamentares consideram pagamento do benefício legal, pois o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconheceu o direito do Supremo Tribunal Federal de incorporar o auxílio-moradia como remuneração no período de 94 a 97.

NOTA DO BLOG: ESSA VERGONHA SÓ ACONTECE PORQUE NÓS SOMOS PASSIVOS E AINDA NÃO TEMOS O ESPÍRITO DE PROTESTAR, PRESSIONAR E MUDAR RADICALMENTE OS NOSSOS REPRESENTANTES E AS SITUAÇÕES VEXATÓRIAS QUE, ÀS VEZES, CUSTAMOS ACREDITAR. OS CANALHAS ESTÃO CADA VEZ MAIS OUSADOS, ESPERTOS E SEM-VERGONHA. TENTARAM COLAR, ÀS ESCONDIDAS, ESSA VERGONHA DE AUXÍLIO-MORADIA E COMBINAM, JUNTOS, UM DISCURSO DE NORMALIDADE COM JUSTIFICATIVAS ESDRÚXULAS E IMORAIS. E NÃO QUEREM CEDER DE FORMA ALGUMA. ISSO ACONTECE PORQUE ESSES DESONESTOS JÁ CAPTARAM  QUE O POVO BRASILEIRO RESMUNGA, FALA BAIXINHO E DEIXA PRA LÁ. PRECISAMOS AUMENTAR O TOM DAS CRÍTICAS CONSTRUTIVAS E PRESSIONAR EM ALTO TOM CONTRA ESSAS CANALHICES, ALÉM DE MUDAR, NÃO VOTANDO NESSES DESCOMPROMISSADOS COM A COISA PÚBLICA. 


VOCÊ PODE MUDAR! O PODER ESTÁ NAS SUAS MÃOS

OS DECENTES QUE NÃO TEMEM


Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria


Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. "Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente", afirma o manifesto, para realçar que "não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria". A ideia surgiu em lista de discussão de magistrados federais na internet. Foi proposta pelo juiz federal Rogério Polezze, de São Paulo. Ganhou adesões após a manifestação do juiz Sergio Moro, do Paraná, especializado em casos de lavagem de dinheiro, não convencido de que houve quebra de sigilo de 200 mil juízes. "Não estou de acordo com as ações propostas no STF nem com as desastradas declarações e notas na imprensa", disse Moro. "É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra." "Não me sinto representado pela Ajufe, apesar de filiado", afirmou o juiz federal Jeferson Schneider, do Paraná, em mensagem na lista de discussão dos juízes. Marcello Enes Figueira disse que "assinava em baixo do que afirmou o colega Sergio Moro". O juiz federal Odilon de Oliveira, de Campo Grande (MS), também aderiu, afirmando que "entregar" a ministra era um "absurdo" que a Ajufe cometia. "A atitude da Ajufe, em represália à ministra é inaceitável", diz o juiz Eduardo Cubas, de Goiás. O juiz Roberto Wanderley Nogueira, de Pernambuco, criticou as manifestações das entidades. E disse que "a ministra não merece ser censurada, e tanto menos execrada pelos seus iguais, pois seu único pecado foi ser implacável contra a corrupção". O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, atribuiu a iniciativa à proximidade das eleições para renovação da diretoria da Ajufe, em fevereiro. "É um número bastante pequeno, diante de 2.000 juízes federais", disse. "São manifestações democráticas e respeitamos o direito de crítica." A Ajufe e outras duas associações de juízes entraram ontem com representação na Procuradoria-Geral da República contra Calmon, para que seja investigada sua conduta na investigação sobre pagamentos atípicos a magistrados e servidores. Para os juízes, a ministra quebrou o sigilo fiscal dos investigados, ao pedir que os tribunais encaminhassem as declarações de imposto de renda dos juízes. "Não se pode determinar ou promover a 'inspeção' das 'declarações de bens e valores' dessas pessoas, porque tais declarações são sigilosas e não poderiam ser objeto de qualquer exame por parte da corregedora nacional de Justiça", diz a representação. Calmon não comentou a representação dos juízes. Anteontem, a ministra disse que os magistrados e servidores são obrigados a entregar aos tribunais todo ano a declaração de Imposto de Renda. Segundo Calmon, os dados são entregues aos tribunais justamente para que a corregedoria tenha acesso, e não para "ficarem dentro de arquivos". O objetivo da corregedora é cruzar as informações com levantamento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que apontou 3.438 juízes e servidores com movimentações atípicas. A polêmica começou quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski mandou parar a investigação no Tribunal de Justiça de São Paulo, primeiro alvo da corregedoria do CNJ. Os juízes então passaram a acusar a ministra Eliana Calmon de quebrar o sigilo de todos os magistrados e servidores que foram alvo da varredura do Coaf, um total de mais 200 mil pessoas. A ministra rebateu e disse que as acusações são uma maneira de tirar o foco da investigação do CNJ.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MELHORIAS


Assistência odontológica é reforçada em 22 estados

Ministério da Saúde vai investir R$ 3,8 milhões para compra de equipamentos, que serão utilizados pelas equipes de saúde bucal em 180 municípios.


Os brasileiros terão mais acesso a assistência odontológica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  O programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, liberou R$ 3,8 milhões para reforçar a assistência por meio da compra de equipamentos odontológicos destinados ao trabalho das equipes de saúde bucal que foram implantadas este ano. Serão beneficiados 180 municípios em 22 estados (ver quanto cada estado e município receberá no fim do texto). O coordenador de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, afirma que a liberação de recursos faz parte do compromisso assumido pelo governo federal de apoiar a implantação de novas equipes de saúde bucal na estratégia Saúde da Família. “Ampliamos o acesso, mas também garantimos um atendimento de qualidade. O programa investe tanto na aquisição de material quanto no treinamento dos profissionais”, diz Pucca. A portaria autorizando o repasse foi publicada esta semana no Diário Oficial da União. Os recursos deverão estar disponíveis até o início de 2012. O valor destinado a cada município é proporcional ao número de novas equipes de saúde bucal formadas e pode ser usado na compra da cadeira odontológica. Caso o município já tenha adquirido o equipamento com recursos próprios, o valor poderá ser utilizado para aquisição de outros aparelhos ou instrumentais odontológicos, de acordo com a necessidade do atendimento.
ATENDIMENTO QUALIFICADO - As equipes de saúde bucal, integrantes da estratégia Saúde da Família, não fazem apenas o atendimento clínico, como limpeza dos dentes e tratamentos de cáries. Elas também realizam um trabalho de prevenção e de classificação de risco. Com isso, ocorre a racionalização do atendimento, atendendo primeiro quem mais precisa. A eficiência das equipes pode ser medida no levantamento epidemiológico de saúde bucal realizado em 2010 – Pesquisa SB Brasil – que mostrou melhora dos índices de saúde bucal da população principalmente nas áreas onde há maior cobertura de equipes de saúde bucal. Em 2011, o Brasil Sorridente implantou 970 novas equipes de saúde bucal. Hoje, existem 21.394 equipes, em 87% dos municípios brasileiros. O cirurgião-dentista foi a categoria profissional que mais cresceu no SUS nos últimos 10 anos.

PROGRESSO EDUCACIONAL


O governo federal vai oferecer, em 2012, 361 mil vagas de cursos profissionalizantes para o público do programa Brasil Sem Miséria





Só no estado de São Paulo serão 90 mil vagas. Os cursos serão oferecidos no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Até 2014, um milhão de pessoas que hoje vivem na pobreza poderão se qualificar pelo programa. Os cursos serão pagos pelo governo federal e oferecidos pelos institutos federais de ensino técnico e Sistema S (Senai e Senac). Os cursos serão oferecidos em 161 municípios, incluindo as 27 capitais e as cidades com população superior a 100 mil habitantes que estejam integradas à rede do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A oferta de cursos depende da adesão da prefeitura, que definirá a instância que irá responder pela gestão do programa no município. 
Mercado de trabalho
Segundo o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o objetivo é abrir portas do mercado de trabalho para os beneficiários de programas federais e transferência de renda. “Os programas sociais formam um sistema: tira da miséria, capacita, insere no mercado e financia o empreendedorismo”, explicou o deputado, lembrando que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida abriram milhares de vagas de empregos que precisam ser preenchidas. Em dezembro, o Pronatec/Brasil Sem Miséria formou os primeiros profissionais em Salvador. 34 alunos das turmas no Senai receberam certificados de pintor de obras e eletricista de instalação predial de baixa tensão. A Secretária Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza, Ana Fonseca, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS),  destaca que a qualidade dos cursos oferecidos pelo Sistema S é um grande diferencial para essas pessoas.