segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ESTATÍSTICA, INTERESSES E NÚMEROS

De 5.563 prefeitos eleitos, 383 não estão mais no cargo

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, principal responsável pela redução foi o PSD



A maioria dos grandes partidos brasileiros perdeu forças entre as eleições municipais de 2008 e 2012. O principal responsável pela redução dos quadros dos concorrentes é o PSD. A sigla fundada em 2011 saltou de nenhum para 270 prefeitos em menos de um ano. Quem sofreu as maiores baixas foi o DEM, que conquistou 500 municípios e hoje administra 395. O levantamento, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), foi apresentado nesta segunda-feira, 13, em Porto Alegre. Os dados também indicam que dos 5.563 prefeitos eleitos, 383 não estão mais no cargo. Além do DEM, sofreram baixas o PMDB, que passou de 1.199 eleitos para os atuais 1.177 prefeitos; o PP, de 549 para 514; o PPS, de 135 para 116; o PR, de 388 para 360; o PSDB, de 789 para 736; o PTB, de 415 para 383; o PDT, de 354 para 337, e outros partidos com números menores. Ao mesmo tempo, o PSB aumentou o número de suas prefeituras, de 310 para 338, assim como o PT, de 553 para 564, e o PV, de 78 para 82. “O PSD, com 270 prefeitos, já se aproxima de forças tradicionais”, comentou o presidente da CNM, Paulo Roberto Ziulkoski, referindo-se a siglas como o PDT (337), o PSB (338), o PTB (383) e o próprio DEM (395). O dirigente municipalista lembrou ainda que, além das transferências para o PSD, outros fatores também contribuíram para a formação do novo quadro das prefeituras. Entre eles estão 210 cassações, 29 opções por outros cargos, 21 renúncias, 18 afastamentos por doenças, 56 mortes e 38 motivos não informados.

Cassações.

 Durante os três anos das atuais gestões, um total de 210 prefeitos, quase 4% dos 5,5 mil do País, foram cassados, sendo dez por crime de responsabilidade, seis por crime comum, 37 por infrações administrativas, 48 por infrações à legislação eleitoral e 77 por ato de improbidade administrativa. Para os 32 restantes não houve informação dos motivos. 

O levantamento também cita os Estados de Minas Gerais e Piauí como os que mais tiveram prefeitos cassados, com 29 cada, seguidos pelo Paraná, com 14, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 12 cada. Lembra, no entanto que proporcionalmente o Acre perdeu três de seus 22 prefeitos, quase um sexto do total. Para Ziulkoski, os números tendem a crescer ainda neste ano à medida em que novos processos forem julgados. O presidente da CNM acredita que o alto índice de cassações deve-se a aperfeiçoamentos da legislação, à ampliação da presença dos órgãos de controle e à fiscalização cada vez maior da sociedade organizada. Mas faz uma reclamação. “Queremos que a lei seja aplicada a todos e que atinja os médios e grandes também”, destaca, em uma referência o rigor dos órgãos de controle, que seria maior com as pequenas prefeituras do que com as grandes e os governos estaduais.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ESTA BRINCADEIRA TEM QUE ACABAR


União deixa de gastar R$ 3,7 bilhões
em segurança pública em 2011

Para parlamentares, sobra de dinheiro mostra que salários das polícias pode aumentar

Considerada uma das prioridades do governo federal, a segurança pública não recebeu tantos investimentos quanto poderia no primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff. Dados oficiais a que o R7 teve acesso revelam que a União deixou de gastar R$ 3,7 bilhões do orçamento total previsto para o setor em 2011. De acordo com levantamento feito pela assessoria de orçamento da liderança do PSDB na Câmara a pedido da reportagem, o Congresso Nacional havia liberado ao Executivo R$ 10,2 bilhões para investimentos e despesas em segurança pública em 2011. No entanto, até o final de dezembro, R$ 7,7 bilhões foram empenhados (destinados a atividades específicas) e somente R$ 6,5 bilhões efetivamente foram gastos com projetos e atividades previstos. O que sobrou do valor empenhado e não utilizado – R$ 1,2 bilhão – foi incluído nos restos a pagar (despesas autorizadas que não são efetuadas no mesmo ano fiscal) de 2012. Outros R$ 2,5 bilhões sequer foram empenhados. Por isso, a verba teve que ser devolvida ao Tesouro Nacional. Os dados referem-se à execução orçamentária da União e fazem parte do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) da Presidência da República. Eles indicam itens incluídos na função segurança pública que não foram totalmente executados. Em 2011, o governo gastou, por exemplo, apenas R$ 5,5 milhões dos R$ 50 milhões de que dispunha para as ações preventivas de segurança pública para a Copa do mundo de 2014. Os gastos com a estratégia nacional de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro também foram subaproveitados: dos R$ 750 mil previstos, somente R$ 150 mil foram efetivamente gastos. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, responsável pela gestão dos recursos federais de segurança pública, para questionar por que a verba aprovada no orçamento não foi utilizada, mas não obteve resposta. 

Greves da PM
A discussão sobre a fragilidade na segurança pública tomou maiores proporções após a greve de policiais militares na Bahia iniciada em 31 de janeiro, que provocou a morte de centenas de pessoas. Ao longo das últimas semanas, a crise foi assunto constante no Congresso Nacional, onde as leis e o orçamento são votados. Os manifestantes a todo o tempo pedem salários maiores e a aprovação da PEC 300, que poderá unificar um piso salarial nacional. Por outro lado, os governos estadual e federal alegam não ter recursos para bancar o aumento pedido pela categoria categoria. O delegado da Polícia Federal e vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), diz acreditar que a falta de utilização das verbas aprovadas no Orçamento evidenciam problemas na gestão do governo. - É a prova da falta de estrutura do poder Executivo para executar o Orçamento. Dá a impressão de que o marketing é maior que a eficiência, já que eles anunciam valores enormes para investimento e, na prática, não têm capacidade para fazer acontecer. O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB – SP) ressalta que, caso o dinheiro público fosse melhor gerido, haveria o suficiente para investir em segurança. - Os governos federais e estaduais sempre dizem que não há recursos para aumentar os salários dos policiais ou investir em segurança. Mas basta olhar os desvios de conduta que resultam em verbas que saem pelo ralo da corrupção ou da má gestão. Se fortalecer o instrumento de fiscalização e acabar com esse escoamento, o dinheiro aparece. Para o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, o país vive um problema de gestão na segurança pública. Ele destaca que, de acordo com o Mapa da Violência, elaborado pelo Instituto Sangari com dados dos ministérios da Saúde e da Justiça a cada ano, 50 mil pessoas morrem assassinadas no Brasil. - É preciso haver uma comissão geral chamando o Ministério da Justiça, o Ministério Público, o Legislativo e o Executivo para dar uma resposta à sociedade, revendo e votando todas as propostas que estão paradas no Congresso sobre segurança pública. Não adianta esperar um momento de comoção para elaborar leis correndo. É preciso rever o Código Penal, o sistema penitenciário, as penas, tudo o que está relacionado ao tema.




sábado, 11 de fevereiro de 2012

EM JOSÉ DA PENHA TEM POLÍTICO QUE FAÇA ISTO AI? QUEM?


Funcionário encontra R$ 24 mil em aeroporto e devolve ao dono


O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foi palco de uma cena pouco comum na manhã desta sexta-feira (10). O funcionário da limpeza Davi dos Santos Pereira, 20 anos, encontrou uma nécessaire com R$ 24 mil na porta de acesso. Sem ver o conteúdo da bolsa, imediatamente encaminhou ao balcão da Infraero, de onde seria levada à delegacia para, depois, retornar às mãos do dono. “Não mexi na bolsa. A ordem lá é: achou, leva até o balcão. Levei ao balcão da Infraero e o rapaz abriu. Quem contou dinheiro foi ele”, disse Pereira, em entrevista à imprensa. O dinheiro era do consultor empresarial Antônio Mallmann, de 66 anos. Ele havia desembarcado de Florianópolis e iria direto ao bairro Santana, na Zona Leste da capital gaúcha, onde quitaria uma dívida no valor exato que continha na bolsa. “Agradeci (a Pereira) imensamente. Deus estava dentro dele. Eu havia orado a Deus para que não me acontecesse este infortúnio em um momento tão difícil”, disse o consultor. Mallmann desembarcou em Porto Alegre por volta das 9h vindo de Florianópolis. “Tinha uma conta pra pagar e arrumei o dinheiro”, contou. Após chegar, foi à lanchonete do aeroporto para tomar um remédio. Em seguida, se dirigiu ao estacionamento, entrou no carro e partiu em direção ao local onde saldaria o valor. Por volta das 9h40, Pereira encontrou a bolsa na porta de acesso do Salgado Filho, perto dos terminais de táxi. “Era uma nécessaire camuflada. Um homem deixou na área externa, como se fosse a calçada do aeroporto”, explicou o servente, que tratou de levar o objeto ao balcão da Infraero, para que fosse registrada ocorrência na Delegacia da Polícia Civil do aeroporto. Após chegar ao local onde saldaria a dívida, Mallmann percebeu que estava sem o dinheiro. Imediatamente retornou ao Salgado Filho. Quando chegou, pouco depois das 10h, conta o consultor, a nécessaire havia sido localizada e, prontamente, foi devolvida. Ao encontrar o servente, já com o dinheiro recuperado, Mallmann abraçou o jovem e, além de agradecer, lhe deu uma gratificação financeira. “Não dei mais porque não conseguiria pagar a conta”, destaca o consultor. Davi toca banjo e cavaquinho, e fez parte do grupo de pagode Jeito Incomum, de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por cerca de três anos. Parou devido aos muitos compromissos que tinha com família e trabalho, mas pretende voltar. "Estou montando outro grupo", conta.
NOTA DO BLOG: DE UMA COISA NÓS SABEMOS: QUE DEUS, CRIADOR E TODOPODEROSO, AGRADOU-SE DE TAL COMPORTAMENTO E CERTAMENTE SABE DE TODAS AS COISAS. ATITUDES ASSIM NÃO SÃO PARA QUALQUER UM. SÃO PARA OS DIFERENCIADOS. PARABENIZAMOS ESSE FUNCIONÁRIO E ORAREMOS PROFUNDAMENTE PARA QUE ELE EVOLUA AINDA MAIS E QUE O SEU EXEMPLO PERMEIE AS MENTES ATÉ DOS BRASILEIROS MAIS CANALHAS E DAS BRASILEIRAS MAIS LADRAS QUE EXISTIREM.

PARABÉNS, PT! OBRIGADO POR TUDO!

PT comemora 32 anos com festa da militância e lideranças em Brasília
Com o auditório do centro de eventos Brasil 21, totalmente lotado, o Partido dos Trabalhadores comemorou seus 32 anos de fundação. As principais lideranças do PT estiveram presentes, com destaque para os ex-presidentes da sigla, ministros, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, entre outros. Um dos pontos altos da solenidade foi a homenagem ao primeiro filiado, Apolônio de Carvalho. Outro destaque foi a carta enviada pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, lida pelo atual presidente do PT, Rui Falcão. A presidenta Dilma Rousseff também proferiu um emocionante discurso. Dilma foi saudada com o entusiasmo da militância que cantava “olê, olê, olá, Dilma, Dilma”. A presidenta destacou que “cada encontro com a militância do PT é também um encontro com as lutas do povo brasileiro”. Confira a íntegra da solenidade clicando no link abaixo.
Ouça e assista abaixo alguns depoimentos de prefeitos e deputados sobre o encontro de prefeitos e deputados estaduais do PT que estiveram reunidos desde quinta-feira (9).


MUDANÇAS E NOVAS IDEIAS


Mercadante quer dar bônus para escola que alfabetizar aluno de até 8 anos

Em entrevista, Ministro da Educação também fala sobre mudanças para tornar o Enem mais seguro


BRASÍLIA - Há menos de duas semanas no cargo de ministro da Educação, Aloizio Mercadante chegou à conclusão de que a escola não está “interessante”. Isso explicaria parte do fato de 3,8 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estarem fora da escola, segundo dados divulgados no início da semana pela ONG Todos pela Educação. Em declaração à imprensa, o ministro anunciou que discute o pagamento de bônus para as escolas que alfabetizarem todos os alunos até 8 anos. Essa seria sua prioridade na pasta.Para evitar que a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sob seu comando não se transforme em nova crise, Mercadante disse que trabalha para aumentar o banco de questões da prova, atualmente com cerca de 6 mil questões - um décimo do mantido nos EUA. Para ele, ainda há risco logístico na prova. 

Veja a entrevista:

O sr. assumiu o cargo anunciando a distribuição de tablets para professores do ensino médio. Mas como pretende cumprir o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff na campanha de erradicar o analfabetismo? Quase 10% dos jovens e adultos não sabem ler nem escrever um bilhete simples.
 
A leitura, a redação e as primeiras contas são um direito civilizatório. É um objetivo que estamos perseguindo já há algum tempo e tardiamente, porque o País está muito atrasado no processo educacional. Nossa prioridade vai ser alfabetizar na idade certa, ou seja, reverter essa tendência do analfabetismo funcional. É muito mais inteligente resolver na idade certa que fazer programa de recuperação depois. E muitas dessas crianças, que vão seguindo sem ler ou escrever, vão abandonar a escola. Estamos concluindo um programa amplo, focando dos 6 aos 8 anos. Precisamos de um programa que motive as prefeituras para colocar os melhores professores nas salas de aulas, que haja bônus nesse processo para o desempenho da escola e um processo de monitoramento, com avaliação pedagógica.

Como vai ser o bônus?
Bônus para as escolas que atinjam os resultados. É um tema que estamos amadurecendo. Se a escola consegue todas as crianças alfabetizadas na idade certa, temos de valorizar essa conquista. Tem de ser um grande esforço nacional.
E o que fazer com o estoque de analfabetos jovens e adultos que diminui lentamente, quase imune aos gastos do Programa Brasil Alfabetizado?
Também é muito importante que a criança frequente a pré-escola. E estamos com um problema. O governo antecipa o pagamento para as prefeituras, mas as creches estão demorando de dois anos a dois anos e meio para ficarem prontas. E o tempo das crianças é agora. Estamos acelerando uma pesquisa sobre novos meios construtivos, estrutura pré-moldadas, abrir opção para os prefeitos, com custo competitivo, fazer algum tipo de pregão eletrônico de serviços de engenharia. Se a gente resolver a entrada, com um programa pedagógico forte, não carregaremos essa herança que carregamos hoje.
Resta o jovem adulto analfabeto nas grandes metrópoles. Vai dar para tirar do papel a meta de erradicar o analfabetismo?
Temos de ser realistas: eleger prioridades e saber o que é uma herança muito antiga. É muito mais fácil construir um programa de alfabetização em parceria com indústria que no interior. A presidente tem uma forma de ver a questão das metas que eu compartilho. Ela diz que sempre precisamos estabelecer metas como quem lida com arco e flecha: mira um pouco mais acima para acertar o alvo. A meta assumida pelo governo em Dacar é chegarmos a 2015 com 6,7% de jovens e adultos analfabetos - temos 9,6%.
 
O Plano Nacional de Educação prevê a prova nacional de docentes. Isso vai esperar a votação do projeto no Congresso?

Vamos fazer neste ano, acho que a ideia está bem amadurecida. Pretendemos que essa prova ajude a motivar professores para trabalhar em municípios de baixo desempenho na educação e em áreas de risco. Seria uma oportunidade para atrair bons professores para essas áreas. É isso que vai mudar a qualidade da educação.
O sr. mudou o eixo do programa de inclusão digital nas escolas ao anunciar a distribuição de tablets para professores do ensino médio. O programa de distribuição de laptops a alunos foi abandonado, como sugere o estudo encomendado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE)?
O Brasil é o terceiro país onde mais se vende computadores. Para a parcela da população mais pobre, a única opção de acesso verdadeiro é a escola. Não queremos um apartheid digital, como tivemos um apartheid educacional no passado. Tanto há uma demanda por inclusão digital que as lan houses da periferias estão entupidas de jovens, que entram nas redes sociais sem usar todo o potencial dos computadores. É indispensável que a escola se modernize. O arranjo social da escola e o quadro negro são do século 18, os professores, do século 20 e os alunos, do século 21. Nós, que somos do século 20, somos imigrantes digitais, viemos de uma cultura analógica. A reflexão internacional demonstra que o computador na escola deve começar pelo professor. O ensino médio é o maior nó em termos de evasão escolar. Não dá para o Brasil se acomodar com uma manchete que diz que 3,8 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos estão fora da escola. E estão fora da pré-escola e do ensino médio. De um lado, porque não alfabetizou plenamente. O aluno perde a motivação e a capacidade de acompanhar, porque a escola não está interessante e porque o mundo do trabalho está aquecido. E como podemos reagir de forma rápida? Dando tablet para o professor e conteúdo para ele preparar as aulas.
Uma questão mais urgente: como o sr. pretende blindar a próxima edição do Enem de mais uma crise?
O Brasil precisa ter convicção de que nenhum país desenvolvido deixa de usar instrumento semelhante ao Enem. Os Estados Unidos têm há 85 anos um exame nacional. A China tem um exame que o aluno pode fazer uma única vez na vida. Alemanha, Itália, França e Grã-Bretanha têm prova uma vez por ano. O Enem é critério de meritocracia num Estado republicano, especialmente entre os mais pobres. Houve aprimoramento ao longo desses anos, como a superação de grandes desafios logísticos de uma prova para 5,4 milhões de alunos. O Brasil não tem culpa de ser tão grande. E há riscos na logística.
 
Mas como evitar mais uma edição problemática?

Precisamos de um banco com um volume grande de questões. Nos EUA, há mais de 100 mil questões. Eles podem fazer sete vezes por ano, porque seleciona na hora as questões. Quando tivermos banco amplo, o risco acabará. É tanta questão a que você teria de ter acesso que o único caminho é estudar. A segunda questão são as redações. Precisamos aprimorar o critério de correção, para que tenhamos mais segurança na avaliação, pois sempre há componente subjetivo. Essas são as duas frentes mais importantes em que estamos trabalhando.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

EXCELENTE NOTÍCIA


Para médicos, tumor de Lula foi eliminado


De acordo com médicos que tratam do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tumor que atingiu sua laringe foi eliminado com o tratamento a que Lula está sendo submetido desde o ano passado


Lula foi diagnosticado com um tumor na laringe em novembro de 2011. Ele passou por três sessões 
de quimioterapia, com pausas de 20 em 20 dias.

A confirmação deverá ser feita com exames de imagem nas próximas semanas, mas avaliações recentes indicam que não há hipótese de inversão na tendência de desaparecimento do tumor, atacado com quimio e radioterapias. Nesta sexta-feira (10), Lula fará a última sessão de tratamento e, só então, poderá agendar o PET-Scan, tipo de ressonância magnética que detecta células de câncer no organismo. Em declarações ao jornal O Globo, um dos médicos do Hospital Sírio-Libanês, onde o político recebe tratamento, esclareceu que “ele fará exames de controle, mas está muito bem. Acreditamos que o tumor sumiu, mas aguardamos as avaliações finais”. Ele ressaltou, no entanto, que “a expectativa é que o tumor tenha desaparecido, o que é diferente de estar curado”, disse explicando que seria cedo para afirmar a cura da doença. Apesar da melhora, Lula pode ser “vetado” no desfile do carnaval paulistano. Ele é o homenageado da escola de samba Gaviões da Fiel, ligada a seu time, o Corinthians. Os médicos não acham conveniente que ele participe, Lula ainda não descartou a participação.

NOTA DO BLOG: DEUS CONTINUE A ABENÇOAR OS BONS E A DAR OPORTUNIDADE DE ARREPENDIMENTO AOS QUE INSISTEM NO ROUBO, NO DESVIO, NO NEPOTISMO, NA PERSEGUIÇÃO, NOS DESMANDOS, NO CLIENTELISMO, DENTRE OUTROS. TODOS AQUELES QUE PRATICAM TAIS INIQUIDADES NÃO ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS, SEGUNDO PALAVRAS DO FILHO DE DEUS.




A VIDA E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS


Para conquistar grandes cidades, PT amplia leque de alianças

Prioridade do partido é eleger prefeitos em municípios com mais de 150 mil eleitores


BRASÍLIA - O PT reiterou durante o encontro de 32 anos do partido, em Brasília, sua intenção de priorizar as candidaturas em municípios com mais de 150 mil eleitores. A legenda quer, com as eleições de outubro, aprofundar sua participação nas médias e grandes cidades brasileiras e também capitais, mesmo que para alcançar o objetivo o partido tenha que fazer acordos políticos com o PSD, de Gilberto Kassab. "A orientação é fazermos a cabeça de chapa nessas cidades", afirmou o secretário de Relações Institucionais do partido, Geraldo Magela. Em princípio, o PT buscará o maior leque de alianças para cumprir esse objetivo. Dentre as capitais, o PT está de olho, além de manter as atuais, em conquistar Porto Alegre, Salvador e São Paulo. O partido também trabalha para aumentar sua presença no interior em Estados em que, estrategicamente, compense renunciar a uma candidatura na capital. Um caso ilustrativo é Belo Horizonte. Lá o partido deve apoiar a reeleição do socialista Márcio Lacerda. Mas espera contar com apoio para, por exemplo, fazer do deputado federal Gilmar Machado, atual vice-líder do governo no Congresso, prefeito de Uberlândia, cidade do triângulo mineiro e segundo maior colégio eleitorado do Estado, com mais de 420 mil eleitores.

PSD.
 "Vamos ter que compor as alianças em cima do programa dos partidos", avisou Eduardo Pereira, prefeito de Várzea Grande (SP) e um dos coordenadores das prefeituras petistas no Estado. Pereira disse que não recusa sequer a aliança com o PSD, de Gilberto Kassab. Desde que, frisou, o novo partido se sujeite ao projeto do PT. Os petistas querem aumentar a pequena participação no Estado: administra apenas 60 das 645 prefeituras, muitas delas sem grande importância política. Na Bahia, o PT pretende crescer com a ajuda do PSD em cima do "carlismo", do DEM, e do PMDB, do cacique Geddel Vieira Lima. Em 2008, a legenda elegeu 69 prefeitos, mas agora já conta com 81. A meta para outubro é eleger pelo menos cem prefeitos. Uma articulação operada pelo vice-governador baiano, Otto Alencar, cacique do PSD no Estado, reduziu ainda mais as duas legendas.
NOTA DO BLOG: NEM TUDO VALE A PENA NESSA VIDA, CARO PT. TÃO IMPORTANTE QUANTO SER GOVERNO É SER OPOSIÇÃO. MAS NÃO UMA OPOSIÇÃO QUE NÃO SE AGUENTA SEM O PODER E QUER A TODO CUSTO VOLTAR A GOVERNAR. UMA OPOSIÇÃO QUE DEFENDA E OBSTRUA AS VOTAÇÕES NO CONGRESSO EM PROL DE UMA LEI DIFERENCIADA ANTI-CORRUPÇÃO. QUE DEFENDA INCESSANTEMENTE A QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO E FISCAL DOS HOMENS PÚBLICOS DE TODAS AS ESFERAS. QUE DEFENDA O FIM DO SIGILO DO VOTO CONGRESSUAL. QUE DEFENDA UMA FISCALIZAÇÃO DOS PREFEITOS POR ESSE BRASIL ( OS MAIORES CULPADOS DO DESPERDÍCIO DO ERÁRIO NA NOSSA OPINIÃO). QUE FISCALIZE, FISCALIZE E FISCALIZE E NÃO VIVA DE DENUNCISMO. PRECISAMOS DE OPOSIÇÃO!

É OBRIGAÇÃO MORAL DO PT


Dilma deve negociar com PMs

Por kennedy Alencar


O governo federal terá de se envolver numa solução nacional para a reivindicação das diversas polícias militares da Federação. Se fugir do problema, ele voltará a assombrar o país em momento ainda mais inoportuno do que na véspera do Carnaval. Foram corretas e necessárias as palavras da presidente Dilma Rousseff ao descartar a possibilidade de anistia a servidores públicos armados que aterrorizaram a população. Isso separa o joio do trigo. Mas não resolve o ponto fundamental: é justa a reivindicação dos policiais por melhores salários. Em seus 32 anos de história, o PT deu apoio a essa causa. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) número 300, que prevê um piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros, foi votada em primeiro turno na Câmara. O Congresso gerou uma expectativa concreta. Agora, com apoio do Palácio do Planalto, tenta fugir do monstro que alimentou. Portanto, têm razão os policiais ao cobrar uma solução do governo, do PT, do Congresso e dos governadores. Certamente, não é um piso nacional, porque não dá para um policial do Amazonas ganhar o mesmo que um colega de Brasília. São realidades e orçamentos diferentes. Mas um fundo nacional que ajude os Estados talvez possa ser criado. O que não dá é fingir que se trata apenas de uma orquestração nacional de policiais criminosos. O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que já foi deputado federal, está fazendo cara de paisagem. No entanto, ele deveria ser o coordenador de um acordo que atendesse à reivindicação sem desequilíbrio das contas públicas. É difícil, mas boa parte da tarefa cabe a ele. O então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, teve força e sabedoria para melhorar muito a Polícia Federal. Ministro ficar dando entrevista dizendo que há homens do Exército e da Força Nacional para socorrer Estados que venham a sofrer com novas greves ajuda, mas não resolve. Esse contingente só funciona se usado excepcional e temporariamente. Ou o Exército e a Força Nacional policiarão o Rio até as Olimpíadas de 2016? O primeiro passo é separar a reivindicação salarial da forma de pressão truculenta exercida por uma parte dos policiais e de maus representantes sindicais. O que se viu na Bahia foi crime puro. Não é justo enxergar todos os policiais como se fossem Priscos e Daciolos. O segundo passo é começar algum tipo de negociação nacional que não seja para inglês ver.

A AUTO-HUMILHAÇÃO DOS DESMORALIZADOS


Em menos de 10 anos, partido muda de nomenclatura pela 2º vez; PFL virou DEM e DEM agora é só Democratas





O partido Democratas não será mais chamado de DEM. A decisão foi tomada ontem, durante uma reunião da executiva nacional, que achou por bem adotar apenas o nome Democratas por extenso, como a nomenclatura oficial para designar os filiados da legenda. A informação foi dada pelo deputado federal Efraim Filho (Democratas), durante entrevista ao programa Paraíba Notícias, na Miramar FM  da cidade de João Pessoa-PB, na manhã desta sexta-feira (10). Conforme o parlamentar, a sigla escrita em sua totalidade representa a Democracia, que é o princípio de liberdade e de cidadania, como também um dos objetivos da legenda. “Muitas vezes somente a abreviação DEM dava uma idéia contraditória, as pessoas brincavam, ela não levava a nada, e agora nós decidimos extinguir a sigla DEM e adotar daqui por diante apenas o nome Democratas, portanto, a partir de agora quando algum filiado for citado nos jornais, a sua sigla entre parênteses virá o nome por extenso Democratas e não mais apenas DEM”, explicou. Efraim Filho acredita que a adaptação não será adotada imediatamente, mas até o final do ano todos os meios de comunicação também deverá se referir ao partido apenas como Democratas. Essa é a segunda mudança que o DEM adota na última década. É que antes o partido se chamava PFL e passou a se chamar DEM, agora deixou de ser DEM para ser apenas Democratas.

NOTA DO BLOG: JAMAIS CONSEGUIRÃO ESCONDER-SE DO POVO E DAS OBRAS DO PASSADO. NÃO TEM JEITO. NÃO DEIXAREMOS PERDIDO NO TÚNEL DO TEMPO TUDO QUE FOI FEITO, APOIADO E ABORTADO POLITICAMENTE POR ESSA SIGLA QUE SEMPRE SERÁ CHAMADA E NUNCA PASSARÁ DE UM PFL.

EMBATE POLÍTICO

PT diz a verdade a FHC: 'Disputa ideológica sobre privatização não acabou'



Na véspera de completar 32 anos, o PT voltou a defender o controle da mídia, pregando a democratização dos meios de comunicação, e decidiu partir para o confronto com o PSDB. Incomodada com as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem os leilões dos aeroportos "desmistificam o demônio privatista", a cúpula do PT retomou o tema privatizações e radicalizou o discurso. Uma versão preliminar de resolução política apresentada ontem ao Diretório Nacional do PT diz que "não é verdade que acabou a disputa ideológica sobre as privatizações, como afirmou uma apressada voz tucana". Mesmo sem citar Fernando Henrique, a referência ao ex-presidente não podia ser mais clara. "Nós não confundimos concessão com privataria tucana", afirmou o presidente do PT, Rui Falcão. "Não vejo porque toda essa celeuma, já que o sistema de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília nada tem a ver com o modelo privatista dos tucanos, que entregou patrimônio público a preços duvidosos." E, depois de defender o marco regulatório para os meios de comunicação em seu 4.º Congresso, no ano passado, o PT voltou a bater na mesma tecla ontem. "Outra campanha importante que o PT lançou e na qual avançará em 2012 é a campanha pela democratização dos meios de comunicação de massa, que aperfeiçoa nosso processo democrático ao dar voz a todos os setores da sociedade", afirma o item 15 do documento preliminar.


Esclarecimento da verdade
 Para neutralizar o discurso oportunista tucano de que o PT também adotou a privatização, o partido vai organizar a militância para ressaltar as verdadeiras diferenças. "Antes, as empresas públicas, às dezenas, como a Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Embraer, as telefônicas, as empresas de energia elétrica, de transporte ferroviário, os bancos, eram vendidas dentro da concepção de Estado mínimo, e os recursos obtidos usados para pagamento de dívidas", diz trecho do documento. "Antes, as empresas eram torradas na bacia das almas a preços de compadre. Agora, os ganhos para o poder público são enormes e aplicados no desenvolvimento do País." Na prática, o PT tenta mostrar a mudança na concepção  de análise sobre os bens públicos. A versão preliminar do texto, que recebeu 15 emendas e ainda passará pelo crivo de uma comissão executiva, diz haver muita diferença entre as concessões dos aeroportos no governo Dilma Rousseff e a venda de estatais na gestão Fernando Henrique (1999 a 2002). Em vídeo divulgado pela internet, na quarta-feira, Fernando Henrique disse que as privatizações não devem ser encaradas como "questão ideológica". Foi aí que citou a desmitificação do "demônio privatista".
NOTA DO BLOG: A CPI DA PRIVATARIA MOSTRARÁ QUEM É QUEM. DIRÁ AOS BRASILEIROS A DIFERENÇA REAL DE MODELO ENTRE UM E O OUTRO ESTILO DE GOVERNAR ESSE PAÍS. VEREMOS!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

AOS VALENTÕES COVARDES


Lei Maria da Penha vale mesmo sem queixa da agredida, decide STF

Por 10 votos a 1, ministros decidiram que Ministério Público pode denunciar.
Até então, agressor só era processado se a mulher agredida fizesse queixa.


Por 10 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (9) que, a partir de agora, o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica contra a mulher, mesmo que a mulher não apresente queixa contra quem a agrediu. A Lei Maria da Penha protege mulheres contra a violência doméstica e torna mais rigorosa a punição aos agressores. De acordo com norma original, sancionada em 2006, o agressor só era processado se a mulher agredida fizesse uma queixa formal. Até a decisão desta quinta, a Lei Maria da Penha permitia inclusive que a queixa feita pela mulher agredida fosse retirada. A partir de agora, o Ministério Público pode abrir a ação após a apresentação da queixa, o que garante sua continuidade. O Supremo julgou nesta quinta duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva que pretendiam garantir a aplicação da lei para coibir a violência doméstica. Em seu voto, o relator das ações, Marco Aurélio Mello, votou a favor da abertura de ação penal contra agressores a partir de queixa feita pelo Ministério Público, sem obrigação de que a mulher tenha de tomar a iniciativa de denunciar o crime. Ele argumentou que, em caso de violência doméstica, é preciso considerar a necessidade de "intervenção estatal" para garantir a proteção da mulher, como previsto na Constituição. "Sob o ponto de vista feminino, a ameaça e as agressões físicas não vêem, na maioria dos casos, de fora. Estão em casa, não na rua. O que não reduz a gravidade do problema, mas aprofunda, porque acirra a situação de invisibilidade social", observou o ministro.
Inibição

Único a votar contra essa interpretação, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, ponderou sobre as consequências da atuação do Estado nos casos de violência contras as mulheres. Para ele, essa mudança de interpretação na lei pode inibir a representação de queixas por parte da mulher. Argumentou ainda que a atuação do Ministério Público pode desconsiderar a vontade de mulher e até acirrar a violência nas famílias. "Há o risco de que, a mulher continuando a conviver com o parceiro, no meio dessa convivência, eventualmente já pacificada, sobrevenha uma sentença condenatória que terá no seio da família consequências imprevisíveis, e que pode desencadear maior violência", completou Peluso. A observação foi rebatida pelo relator. "Penso que o valor maior a ser resguardado é o valor que direciona à proteção da mulher e o estado não a protege quando exige que ela adote postura de antagonismo contra o que já se revelou agressor", disse Marco Aurélio. Já o ministro Gilmar Mendes, embora tenha votado a favor da nova interpretação, afirmou que a denúncia proposta pelo Ministério Público, independentemente da vontade da agredida, pode ser mais um motivo de desentendimento no núcleo familiar. "Às vezes, a ação penal pública incondicionada [processo aberto sem queixa da agredida] vai ser um elemento de desagregação familiar e o texto constitucional quer um mínimo de integração. Daí eu não estar seguro quanto a essa fórmula que vamos eleger", disse Mendes.

Constitucionalidade


No primeiro processo, o tribunal declarou, por unanimidade, a constitucionalidade de três artigos da Lei Maria da Penha que tratam do regime diferenciado criado pela norma para punir os agressores de mulheres, com a criação de juizados de violência doméstica contra a mulher. De acordo com o voto do relator, a lei está em "harmonia" também com tratados internacionais, assinados pelo governo brasileiro, que prevêem a criação de normas para prevenir e punir a violência específica contra a mulher. "A Lei Maria da Penha retirou da invisibilidade e do silêncio a vítima de hostilidade ocorrida na privacidade do lar e representou movimento legislativo claro no sentido de garantir a mulheres agredidas o acesso efetivo à reparação e justiça", disse o ministro Marco Aurélio.

Julgamento


Ao defender a importância da atuação do Ministério Público nos casos de agressão contra mulheres, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que condicionar a punição à apresentação de queixa por parte da vítima é "perpetuar um quadro de violência física contra a mulher". De acordo com a representante da Advocacia-Geral da União (AGU), Graice Mendonça, 92,09% da violência doméstica é praticada pelo homem em face da mulher, o que demonstra a necessidade de um regime legal diferenciado para conter a violência contra o sexo feminino. "Esses dados espancam a tese de que a Lei Maria da Penha fere a isonomia entre homens e mulheres. O que é o principio da igualdade senão tratar desigualmente aqueles que se encontram em posição de desigualdade", disse a representante da AGU. Durante o julgamento, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, citou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo os quais, desde a entrada em vigor da lei, foram distribuídos 331.796 processos que tratam de agressões a mulheres. Desse total, segundo o CNJ, 110.998 foram sentenciados até março de 2011. "A quantidade de processos nas prateleiras das varas criminais responsáveis pelo julgamento dos casos envolvendo crimes contra mulheres ilustra a dificuldade do Poder Judiciário em atender a demanda das vítimas", disse o presidente da OAB.

ATENÇÃO: O SEU VIZINHO AGORA PODE DENUNCIAR SUA AGRESSÃO. MARIA DA PENHA MAIS PENHA AINDA. SE LIGA, COVARDE!

A SOCIEDADE DESPERTOU?


Papel da PM precisa ser revisto, dizem especialistas


Violência de policiais militares em greve por reajuste salarial na Bahia reabre debate sobre necessidade, organização e atuação de segurança pública fardada. Segundo especialista, caso expõe ‘crise estrutural’ das polícias no Brasil. Para o antropólogo Luiz Eduardo Soares, mais que discutir a legitimidade ou não desta greve específica, é preciso acabar com o vínculo entre polícias militares estaduais e Exército.


Homicídios, roubos, saques. Confrontos entre manifestantes e forças policiais federais. A violência explode nas ruas da Bahia, enquanto policiais militares de capuz na cabeça e armas em punho amotinam-se na Assembleia Legislativa, atrás de aumento salarial. As notícias que chegam do estado assustam e reacendem debate sobre o papel da polícia militar (PM), organização que tem no DNA a repressão popular e foi fartamente utilizada pela ditadura de 64 contra adversários. O Brasil precisa de policiamento ostensivo feito por pessoas com cabeça e treinamento militar? PMs devem ter o direito à organização sindical como outras categorias, algo negado a militares? São perguntas com respostas difíceis e que desafiam até governos trabalhistas, como é o caso na Bahia, onde as negociações parecem não avançar. Para o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública no primeiro ano de governo do ex-presidente Lula, mais do que discutir a legitimidade ou não desta greve específica, é preciso acabar com o vínculo entre polícias militares estaduais e Exército. “A estrutura organizacional da segurança pública no Brasil, herdada da ditadura, é um arranjo negativo para todos, que prejudica a sociedade, os governos e os próprios trabalhadores policiais”, afirma. “Se o cordão umbilical da PM com o Exército não for cortado, teremos sempre o grito das ruas, a chantagem e o acuamento dos governos.” Segundo ele, apesar de as PMs terem funções diversas das atribuídas às Forças Armadas, elas são subordinadas não só aos governos estaduais, mas ao próprio Exército. E isso implica proibição de organização sindical. Sem liberdade para se organizarem de forma democrática, às vezes insatisfações funcionais explodem em praça pública. “E quem acaba liderando essas explosões não são lideranças legítimas, qualificadas, com experiência política, mas quem fala mais alto, consegue mobilizar as paixões e não se intimida em chantagear os governos para alcançar seus objetivos”, afirma. Para o antropólogo, não é com vandalismo, armas e máscaras que trabalhador deve se organizar. Mas ele acredita que os governos também são culpados, ao fazer “vista grossa” a reivindicações dos PMs. Especializado em polícias militares, o sociólogo Romeu Karnikowski lembra que elas surgiram depois da proclamação da República como milícias a serviço de oligarquias locais. “A baiana, inclusive, participou ativamente da repressão à Canudos”, afirma, em referência ao movimento de caráter religioso liderado por Antônio Conselheiro no fim do século 19. Segundo o sociólogo, com a centralização do poder militar no Exército, sob controle federal, as polícias militares assumiram a exclusividade do policiamento ostensivo nos estados. “As polícias militares deveriam ter sido extintas, mas foram reativadas pela ditadura para atuarem como forças repressivas, e não como polícias de segurança”. A violência contra a casta mais baixa dos PMs só se agravou no período. “A submissão dos praças sempre foi tão grande que, até a Constituição de 1988, eles não tinham sequer o direito de votar nas eleições”, conta. Mas o “desaquartelamento” da corporação trouxe benefícios, na opinião do estudioso. “Jogados no policiamento ostensivo, os policiais ficaram mais expostos ao contato com a população civil e começaram a desenvolver outra percepção de cidadania. A capacidade reivindicatória cresceu. A luta de classes dentro das polícias, que estava latente, só se intensifica”, afirma. Para Karnikowski, é neste contexto que a greve da PM baiana precisa ser analisada. “Mais do que um movimento reivindicatório, é uma manifestação da crise estrutural das polícias brasileiras e uma luta social que, infelizmente, parte da esquerda não sabe como lidar. Um exemplo disso é o governador Jacques Wagner [PT] enviar tropas para cercar a Assembleia Legisltiva da Bahia, tensionando ao limite essa crise”. O governador estava no exterior em viagem com a presidenta Dilma Rousseff, quando o motim começou. O comando do Exército na jurisdição dentro da qual está a Bahia, a VI região militar, pertence ao general Gonçalves Dias. O general foi chefe da segurança do ex-presidente Lula durante os oito anos de mandato do petista. G.Dias, como era conhecido nos tempos de Presidência, é quem está à frente das operações militares hoje na Bahia contra os amotinados.

NOTA DO BLOG: O QUE VOCÊS QUEREM? POLICIAL MILITAR DE RUA TRABALHA MAIS DE 50 HORAS SEMANAIS, GANHA UMA ESMOLA EM RELAÇÃO À IMPORTÂNCIA E À ESPECIALIDADE QUE DIZEM QUE TEM ESSA CATEGORIA, TRABALHA COM ARMAS O QUE SÓ AUMENTA A RESPONSABILIDADE, E BANCOS, CORREIOS, COMÉRCIOS, O CARNAVAL, AS FESTAS, AS ESCOLAS, O TRÂNSITO, O CLAMOR POPULAR, OS CUMPRIMENTOS JUDICIAIS E ETC: TUDO ISSO DEPENDE DA PM. E A SOCIEDADE VAI QUERER NÃO ENXERGAR ISSO? COLOCARAM NA CONSTITUIÇÃO A MILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA OSTENSIVA PARA AMARRAR OS PROFISSIONAIS NO SENTIDO DE NÃO FAZEREM GREVE, DE SE CALAREM PARA QUALQUER COISA E DE, EM DESOBEDIÊNCIA, SER PUNIDO RIGIDAMENTE COMO NEM UM BANDIDO O É, PARA DÁ EXEMPLO AOS DEMAIS. PARECE QUE NÃO ESTÁ MAIS ADIANTANDO. OU A SOCIEDADE RESOLVE ESSE PROBLEMA OU CONTINUARÃO A ACONTECER CASOS COMO AS FAMOSAS PROPINAS DO RIO DE JANEIRO OU NA MELHOR DAS HIPÓTESES OS BICOS ETERNOS QUE TRAZEM PREJUIZOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS PARA OS PMs QUE QUANDO RETORNAM AO SERVIÇO VÊM ESTRESSADOS, CANSADOS E, CONSEQUENTEMENTE, SEM CONDIÇÕES DE PRESTAR UM SERVIÇO ADEQUADO AOS CIDADÃOS. DAI, VÊM ESPANCAMENTOS, TRUCULÊNCIAS, MÁ EDUCAÇÃO, INJUSTIÇAS E O ESTREMECIMENTO SOCIAL ENTRE POLÍCIA E SOCIEDADE. QUEM SABE AMANHÃ...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A LÓGICA


Educação profissional é pouco atraente, aponta pesquisa

77,5% dos entrevistados nunca fez curso profissionalizante; a maioria, por falta de interesse


BRASÍLIA - Uma das políticas centrais do governo de Dilma Rousseff, a educação profissional não tem interessado tanto aos jovens como se poderia esperar. Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 77,5% dos entrevistados nunca frequentou algum curso profissionalizante, seja de nível básico, médio ou tecnológico. A maioria deles por falta de interesse. A pesquisa mostra que, entre 2004 e 2010, o número de pessoas com cursos profissionalizantes aumentou 77%. Ainda assim, o porcentual é baixo: 23% dos jovens apenas passaram por alguma formação, excluindo-se aí o ensino superior. "O grande problema é a falta de interesse. Talvez falte conhecimento por parte dos jovens. Hoje, quem faz um ensino médio profissionalizante tem um ganho salarial 14% maior do que quem fez apenas o ensino médio regular. Um jovem com uma graduação tecnológica de três anos recebe 24% mais do que alguém com três anos de bacharelado", afirma o economista da Fundação Getulio Vargas Marcelo Neri, responsável pela pesquisa. A falta de interesse é apontada como razão principal para não buscar um curso profissional em todas as classes entrevistas, e cresce na medida em que a renda também aumenta. Apenas nas classes D e E a falta de recursos surge como importante para mais de 20% dos entrevistados. "Nesses casos, uma bolsa do tipo ProUni (Programa Universidade para Todos) pode ajudar. Mas o que a pesquisa mostra é que é preciso conquistar o jovem", afirmou Nery. A pesquisa mantém o padrão de outro estudo sobre o ensino médio, que mostra a falta de interesse como o principal motivo para que os jovens deixem a escola. O levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que 3,4 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos não estudam nem trabalham. Dois terços deles por falta de interesse na escola.

NOTA DO BLOG: COM SALÁRIOS IMORAIS, COM A CORRUPÇÃO DE MUITOS PREFEITOS DESVIANDO O DINHEIRO DO FUNDEB. COM VÁRIOS PREFEITOS NÃO PAGANDO SEQUER O PISO NACIONAL EVIDENTEMENTE QUE A PESQUISA É APENAS UM REFLEXO QUE COMEÇA NA EDUCAÇÃO BÁSICA COM TAIS DESMORALIZAÇÕES. ISSO SÓ MUDA SE O ELEITOR BRASILEIRO MUDAR, ESCOLHENDO DEPUTADOS E SENADORES VOLTADOS PARA PRIORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM NOSSO PAÍS.

AVANÇO E CONQUISTA DO POVO


STF decidirá em 15 dias se Ficha vale para 2012


Brasília (AE) - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, afirmou ontem que a Corte deverá decidir, nos próximos 15 dias, se a Lei da Ficha Limpa vale ou não vale nas eleições deste ano. De acordo com Peluso, o julgamento pelo plenário do STF deverá ocorrer antes do carnaval. A expectativa é de que o tribunal conclua que está em vigor neste ano a regra impedindo a candidatura de políticos ficha suja. Estão incluídos nessa categoria os políticos condenados por decisões de tribunais e aqueles que renunciaram para fugir de processos de cassação. O STF fixará uma posição sobre a lei ao julgar ações movidas pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo PPS e pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). O Supremo já começou a analisar as ações, mas em dezembro um pedido de vista do ministro Dias Toffoli suspendeu o julgamento. Antes do pedido de vista, dois ministros - Luiz Fux e Joaquim Barbosa - já tinham votado pela validade da lei. É importante que o STF defina o assunto antes do início do período eleitoral. Na eleição presidencial de 2010, houve muita confusão porque o tribunal somente adotou um entendimento definitivo cinco meses após a votação. Na ocasião, o Supremo concluiu que a Lei da Ficha Limpa não valeu em 2010 porque a regra não foi aprovada com uma antecedência mínima de um ano. Há um dispositivo na Constituição Federal segundo o qual mudanças no processo eleitoral têm de ser realizadas pelo menos um ano antes do pleito. Em tese, esse decisão teria de ser tomada antes da aprovação das regras eleitorais de 2012.

NOTA DO BLOG: ESSA É MAIS UMA CONQUISTA DO POVO BRASILEIRO QUE, EM UM SURTO DE CIDADANIA DE RESULTADOS, COLHEU ASSINATURAS E PRESSIONOU O CONGRESSO A VOTAR O PROJETO DE INICIATIVA POPULAR QUE PUNE AQUELES QUE TIVEREM SIDO CONDENADOS, AO MENOS, POR UM COLEGIADO. AGORA, TORNA-SE IMPRESCINDÍVEL ARREGAÇARMOS AS MANGAS NO SENTIDO DE APROVAR O FIM DO SIGILO CONGRESSUAL PARA AS VOTAÇÕES PARLAMENTARES. DESSA MANEIRA O BRASIL MELHORA, OS BANDIDOS NÃO PODEM SE ESCONDER E A OPINIÃO PÚBLICA SE FORTALECE NA REPRESENTATIVIDADE PRÁTICA DOS SEUS INTERESSES.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NÃO ADIANTA MAIS APENAS PROMETER


“Intransigência de Jacques Wagner é quase lunática”, diz PSOL


No sexto dia de greve da Polícia Militar na Bahia, o número de homicídios subiu para 93 e cerca de 600 homens do Exército cercaram a Assembleia Legislativa da Bahia onde os grevistas acampam. A ação é para garantir que a Polícia Federal cumpra os 11 mandados de prisão contra os militares e os removam para presídios federais. A Justiça decretou a ilegalidade do movimento e expediu 12 mandados de prisão. O policial Alvin Silva já foi detido na madrugada de domingo 5 e encaminhado para a Polícia do Exército sob a acusação de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). Em meio a essa tensão, o PSOL da Bahia se manifestou a favor dos militares em nota assinada, entre outros, pelo presidente da legenda no estado, Marcos Mendes, candidato ao governo na última eleição. O documento critica a posição do governador Jacques Wagner em não negociar com os policiais. Foram anos de tentativa de negociação por parte dos policiais e bombeiros militares respondidos com a indiferença gélida do governador. Todo mundo na Bahia sabe que as iniciativas reivindicatórias da corporação se deram já no início do primeiro mandato de Wagner e foram finalizadas por uma bateria de promessas do governo, todas rasgadas ao longo dos anos”,  diz a nota. Wagner acusou policiais de envolvimento em assassinatos e uso de ônibus para bloquear ruas de Salvador e disse que não negociaria com “bandido” e não anistiaria os PMs. Na nota, o PSOL diz que Wagner tem uma “intransigência quase lunática”, enquanto prega a adoção de “medidas enérgicas” “cercado de muralhas e seguranças particulares”, longe da violência que atinge o estado. “O pânico já se espalha pela capital, sua Região Metropolitana e várias cidades do interior como Feira de Santana, Ilhéus e Itabuna. Hoje as rádios que davam espaço de fala ao vivo para quem quisesse, transmitiram apelos desesperados da população reiteradas vezes, dos mais diversos bairros de Salvador”, aponta o comunicado. O partido ainda chama a sociedade civil organizada para exigir que o governo negocie e “honre os compromissos já assumidos” com a corporação para evitar a “repetição do mesmo trajeto da autoritária tradição carlista, pois Wagner parece já ter abraçado esta tradição como sua inesgotável fonte de inspiração.” Desde o início da paralisação da PM, a Bahia conta com o apoio de mais de 2,5 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional no patrulhamento de Salvador, Feira de Santana, Barreiras e Paulo Afonso.
Tumulto na Assembleia Legislativa
Na manhã desta segunda-feira 6, bombas de efeito moral foram lançadas pelos soldados do Exército, assim como disparos de armas com balas de borracha, contra os grevistas acampados na Assembleia Legislativa. A ação ocorreu após um grupo de oficiais em greve no lado de fora do prédio se aproximar do cordão de isolamento e jogar garrafas de água nos soldados das tropas federais.

NOTA DO BLOG: VALE PARA TODOS INCLUSIVE O PT: NÃO ADIANTA MAIS GOVERNAR APENAS COM BOA VONTADE. NÃO ADIANTA MAIS DIZER QUE "EM RELAÇÃO AO GOVERNO ANTERIOR" FIZEMOS ISTO OU AQUILO. A DEMOCRACIA TRAZ AGORA A EBULIÇÃO DOS CLAMORES DAS CLASSES TRABALHADORAS, EM ESPECIAL DOS PMs DO BRASIL. ENGANARAM ESSA CATEGORIA COM A PROMESSA DA TÃO SONHADA PEC 300 E AGORA QUEREM, COMO SEMPRE, DIZER QUE MILITAR É PROIBIDO, CONSTITUCIONALMENTE, DE FAZER GREVE. APEGAM-SE A ISSO PARA LOGO EM SEGUIDA CONTINUAR COM A ESCRAVIDÃO DE GOVERNOS QUE SÓ SE DÃO CONTA DA GIGANTESCA IMPORTÂNCIA DA PM QUANDO LOJAS, BANCOS, CORREIOS, ESCOLAS SÃO FECHADAS. QUANDO SAQUES, ROUBOS, FURTOS, MORTES E MAIS MORTES CRESCEM ASSUSTADORAMENTE.

E AI?  VOCÊ GOSTA DA PM? DÁ PARA VIVER SEM PM?