quinta-feira, 5 de abril de 2012

ÓTIMA NOTÍCIA


Governo anuncia acordo para votar projeto sobre ICMS nas importações

Ministra anunciou nesta quinta (5) a proposta para votação no Senado.
Objetivo é alíquota única para acabar com 'guerra dos portos' nos estados


A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou na tarde desta quinta-feira (5), no Palácio do Planalto, um acordo para que o governo consiga votar no plenário do Senado a proposta de resolução 72/11, que trata do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) previsto nas importações. O objetivo do governo é criar uma alíquota única de 4% do ICMS para acabar com a chamada "guerra dos portos" nas operações interestaduais com produtos importados. Atualmente, cada estado aplica sua própria alíquota. De acordo com o Ideli, o governo aceitou votar a resolução 72 atrelada à votação de outros dois projetos, que também já estão tramitando no Senado, e que eram uma exigência de governadores em razão das perdas econômicas que poderiam ter com a aprovação da proposta de resolução. Uma delas é a aprovação da lei que muda o indexador da dívida dos estados, que deixaria de ser calculado por meio do Índice Geral de Preços (IGP-DI ) e passaria a ser calculado com base na taxa Selic (taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central). A outra proposta em torno da qual o governo anunciou acordo para votação é a que mexe no comércio eletrônico, a fim de que os estados do comprador de produtos pela internet também possam ser beneficiados com a cobrança do ICMS sobre o produto. De acordo com Ideli, a votação das três propostas atenderia parte das reivindicações dos governadores e dos próprios senadores que buscavam um acordo. "Temos o entendimento que, com este conjunto de medidas, atendemos boa parte das reivindicações dos governadores. Isso fará com que os governadores tenham inclusive um melhor equilíbrio das suas contas, capacidade de maior investimento e uma justiça tributária, uma vez que o ICMS melhor dividido entre os estados também equilibrará as contas de muitos estados", disse a ministra. O acordo foi negociado em uma reunião na última terça-feira (2), entre os líderes da base governista no Senado e o ministro da Fazenda, Guido MantegaA expectativa do governo é de que as três propostas possam ser encaminhadas juntas para votação. Elas tramitam nas comissões de Constituição de Justiça (CCJ) e na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. "Temos uma perspectiva, extremamente positiva de que podemos avançar nestas matérias que nós entendemos que são complemento das medidas anunciadas pela área econômica do governo esta semana [...] Estamos animados porque há uma probabilidade que na semana que vem tenhamos a votação deste conjunto de matérias no Senado", afirmou Ideli Salvatti. O acordo, segundo a ministra, será repassado aos senadores pelo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) logo no começo da próxima semana. Segundo ela, as matérias atendem aos interesses de "capacidade de investimento dos governos estaduais". "Vamos ter um trabalho intensivo das comissões para poder aprová-las e levá-las ao plenário na semana. Se não for possível esta semana, no mais tardar na semana que vem, daqui a 15 dias, na terceira semana de abril, nós teremos a possibilidade de votar as matérias", afirmou Ideli.
O projeto
Pela legislação atual, nas transações interestaduais o ICMS recolhido é repartido entre o estado de origem da mercadoria ou serviço e o de destino. Essa regra também vale para os produtos importados. Nesse caso, o estado de origem é aquele por onde o bem entrou no país. Alguns estados passaram a reduzir a alíquota do imposto para produtos importados com o objetivo de atrair empresas que se beneficiam dessa medida. Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina estão entre os estados que baixaram o ICMS para importados. Empresários e o governo federal, porém, criticam a medida e dizem que ela contribui para a desindustrialização do país na medida em que produtos estrangeiros estão substituindo aqueles fabricados no Brasil. Com a resolução 72, o governo espera acabar com os incentivos para importação oferecidos pelos estados e, consequentemente, com a chamada guerra fiscal entre os estados.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ESTAMOS APRENDENDO A LER A POLÍTICA


Dilma bate novo recorde e tem aprovação de 77%, diz CNI/Ibope


A presidente Dilma Rousseff bateu um novo recorde desde o início do seu mandato e ampliou a sua popularidade mesmo depois da divulgação de um crescimento modesto do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011 e em meio a turbulências de uma crise política em sua base de apoio no Congresso. Segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (4), a aprovação pessoal da presidente (aqueles que acham o jeito Dilma de governar "ótimo" ou "bom") subiu seis pontos percentuais desde dezembro, de 72% para 77%. É o maior índice registrado desde março do ano passado, quando a primeira pesquisa sobre seu governo foi divulgada. A presidente tem usado como trunfo em sua relação com o Congresso as altas taxas de popularidade alcançadas desde o início de seu governo. A avaliação de sua gestão, contudo, manteve-se a mesma na comparação com dezembro, estacionada em 56%. O índice tinha sido o melhor para um primeiro ano de governo desde que a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria começou a ser feita, em 1995. Comparativamente, o governo Luiz Inácio Lula da Silva tinha avaliação "ótima" ou "boa" de 34% no início de seu segundo ano de mandato, em 2004. Na época, o governo estava abalado pelo seu primeiro escândalo de corrupção, após a revelação do caso Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil. Ainda assim, é maior o número de entrevistados que considera o governo Dilma pior do que o governo Lula (23%). A gestão Dilma é considerada superior por 15%.

LEMBRANÇAS

A pesquisa aponta que os assuntos mais espinhosos, e que poderiam abalar a avaliação positiva do governo, foram pouco lembrados pelos entrevistados. É o caso do crescimento do PIB de 2,7% em 2011, citado por apenas 1%. A crise política, que levou à troca da liderança do governo no Senado, foi citado por 4%. A pesquisa aponta que os assuntos mais lembrados espontaneamente pelos entrevistados sobre o governo foram os "programas sociais voltados para mulheres" e as "viagens da presidente Dilma". A pouco mais de dois meses da Conferência Rio +20 e com a votação do novo código florestal voltando à pauta do Congresso, a pesquisa apontou que as ações e políticas para o meio ambiente foram aquelas que apresentaram maior crescimento na aprovação em relação a dezembro, saltando de 48% para 53%. As áreas com pior avaliação são, de acordo com a pesquisa, impostos (65% de desaprovação), saúde (63%) e segurança pública (61%). A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março. No levantamento, foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios.

ENQUANTO PORCOS, AVES DE BICO GRANDE E DEMOS SE LAMEIAM NO PRÓPRIO VÔMITO, O POVO IDENTIFICA-SE CADA VEZ MAIS COM O PARTIDO POPULAR, REPRESENTATIVO E COM IDEIAS CENTRADAS NOS ANSEIOS DE MELHORIA DE VIDA DA NOSSA GENTE. APRENDEMOS A LER. PRECISAMOS APRENDER A ESCREVER. 


MUDA TAMBÉM, JOSÉ DA PENHA!

NÃO SE CONSEGUE VIVER LONGE DE UMA "TÊTA" MESMO


PR forma bloco com PTB e volta à base governista no Senado


A bancada do PR no Senado decidiu nesta terça-feira formar um bloco partidário com o PTB, o que na prática representa a volta dos senadores do partido à base de apoio da presidente Dilma Rousseff. Há pouco mais de um mês, os senadores do PR haviam rompido com o governo para fazer oposição a Dilma no Senado - mas voltaram atrás depois de serem recebidos hoje pela presidente. O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), negou que Dilma tenha oferecido o Ministério dos Transportes à bancada do Senado como contrapartida ao retorno à base. O ministério é a principal reivindicação do PR junto ao governo. "Não tratamos de ministério, nem vamos tratar", disse. O senador afirmou que agiu no "calor das emoções" quando anunciou o ingresso do PR na oposição. "A nossa manifestação, naquela ocasião, foi mais pela falta de atenção do governo com o partido." Dilma se reuniu hoje com Maggi, no Palácio do Planalto, na tentativa de se reaproximar do partido. Apesar do líder adotar o discurso de que o PR continuará "independente" nas votações do Senado, ele admite que a sigla está mais próxima do governo e fora da oposição. "A presidente me convidou para voltarmos a conversar. É um bloco de apoio porque o PTB faz parte do governo. O PR está voltando a namorar com o governo." O PR decidiu se unir com o PTB para ter mais força política no Senado. Juntos, as duas siglas somam 12 senadores. "Queremos participar mais ativamente no Senado. Ficar sem bloco nos deixa em desvantagens nas relatorias e nas comissões", disse o líder.

CRISE

A crise entre o partido e Dilma começou com a queda de Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes, em julho passado. A presidente decidiu manter o secretário-executivo, Paulo Passos, na titularidade da pasta e delegou à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) a negociação com o PR sobre a indicação de um novo nome do partido. Sem a definição do governo, o partido anunciou que faria oposição a Dilma no Senado. Na época, Maggi disse que os senadores voltariam à base se a presidente entregasse à pasta um nome apoiado pelo partido.

EM JOSÉ DA PENHA TEM MUITA GENTE ASSIM: SEM PODER MORRE.....ATÉ DE FOME!!!

A LAMA TUCANA É MUITO MAIOR

Cachoeira vazava operações da PF para chefe de gabinete de Perillo
Bicheiro trocou telefonemas e mensagens com Eliane Gonçalves Pinheiro

BRASÍLIA - O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, usou sua rede de policiais para obter informações sobre operação da Polícia Federal e vazá-las para a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo relatório da Operação Monte Carlo da PF, Cachoeira trocou telefonemas e mensagens com Eliane Gonçalves Pinheiro que, como o senador Demóstenes Torres (sem partido), também foi presenteada com um telefone criptografado comprado no exterior para poder falar com o contraventor. Cachoeira usou o mesmo esquema de acesso a policiais para repassar informações sobre ações da PF à construtora Delta. Num dos trechos das gravações interceptadas com autorização judicial, o contraventor pergunta a Eliane se ela falou “pro maior” (sic). Ela responde que sim, e acrescenta: “Estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava”. Não fica claro se “o maior” é o próprio governador. A ação em questão foi desencadeada no dia 13 de maio de 2011 com o nome de Operação Apate. O objetivo foi combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Foram expedidos 82 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão. A Receita Federal havia identificado indícios de que em Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, havia informações falsas sobre retenções do imposto de renda. Os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal. A estimativa da Receita Federal é que o prejuízo aos cofres públicos tenha alcançado cerca de R$ 200 milhões. Antes do telefonema, o contraventor trocou mensagens de texto com a chefe de gabinete de Perillo, informando da ação da PF. O primeiro torpedo ocorreu no dia 12 de maio do ano passado, às 20h16. Ele anuncia: “vai ter busca na casa e prefeitura, ok”. E ela responde: “ok, entendi.” Depois, continua Carlinhos: “somente busca.” E ainda dá conselhos: “pede a ele que tire as filhas de lá.”. Eliane tranquiliza o interlocutor: “elas estão na casa dele em Taguatinga. Vc. acha q eles vão procurar lá tbem? Ele tem as duas residências”. Carlinhos responde: “acredito q não. Uruaçu, Minaçu”, informa, referindo-se a dois municípios onde deveriam se desencadear as ações da Polícia Federal. Depois encerra: “Entendeu? Falou pro chefe?”

Delta também pediu dados

Doze minutos depois da troca de torpedos, o contraventor telefona para Eliane para confirmar se ela recebeu as mensagens.

Carlinhos: Eliane?
Eliane: Estou ouvindo.
Carlinhos: Falou pro maior (sic)?
Eliane: Falei, estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava.

Antes de encerrar o diálogo, a chefe de gabinete de Marconi Perillo procura saber se a operação da Polícia Federal tem mais gente envolvida. Carlinhos: Não. Já, já eu te falo. O que eu sei é esses aí (sic). Num (sic) tem ninguém grande não. Mas Eliane insiste para que ele a avise sobre as novidades: Se você ficar sabendo, me fala. Tem uns pequenos aí que interessa (sic) a gente. Por meio da assessoria de imprensa, Eliane confirmou que conhece Carlinhos desde 2003. Sobre os diálogos, ela afirma, que a Eliane citada em relatório da PF pode ser uma advogada. No relatório da PF, Eliane é identificada pelo sobrenome, número do CPF e até os telefones utilizados por ela. A chefe de gabinete de Marconi Perillo negou que tenha recebido um Nextel de Cachoeira e afirma que foi um amigo, Wladimir Garcez, que lhe emprestou um aparelho quando ela fez uma viagem ao exterior. Garcez é ex-vereador e, segundo a Polícia Federal, também integra o esquema de Carlinhos Cachoeira. Há vários diálogos interceptados entre os dois. O governador Marconi Perillo disse, por meio da assessoria, que desconhece qualquer relação entre sua chefe de gabinete e Carlinhos Cachoeira. Relatório da Polícia Federal mostra que Cachoeira também repassou informações para Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da construtora Delta em Goiás. Conversas interceptadas pela PF revelam que Abreu recorreu ao amigo para se proteger de eventual investigação sigilosa da Polícia Federal. Integrantes da organização conversam também sobre movimentação financeira supostamente irregular da empresa. Abreu recorreu aos serviços de Cachoeira em 14 de julho do ano passado para saber sobre operação que a Polícia Federal faria no Pará. - É deixa eu te falar, nós ficamos sabendo que vai ter uma operação lá no Pará, dá pra você levantar se vai ter reflexo aqui? - pede o executivo. Cachoeira diz que, se houvesse reflexo, um dos delegados subordinados à organização já teria vazado a informação. Segundo relatório da polícia, Cachoeira tinha uma extensa rede de espionagem. Em outros diálogos, aparecem referências a suposta lavagem de dinheiro utilizando fornecedores da empreiteira. Por intermédio da assessoria de imprensa, o presidente do conselho da Delta, Fernando Soares, negou qualquer vínculo da empresa com Cachoeira. Segundo ele, Abreu foi afastado em 8 de março, uma semana depois da deflagração da operação. “A Delta Construção está em atividade há 50 anos. Tem uma longa tradição no mercado de construção civil e hoje figura entre as sete maiores e mais respeitadas empresas do setor”, disse a assessoria da empresa.





terça-feira, 3 de abril de 2012

SE A VEJA SÓ ACUSA O PT, A PF FAZ O SEU PAPEL


As raposas no galinheiro



O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também. Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo. Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro. Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes. Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade. A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado, atribuindo essa prática a uma “ imprensa marrom”), que é alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferido a ele credibilidade de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. No final de uma explosão de pânico como essa, o consumo de uma tapioca torna-se crime contra o Estado, e é colocado no mesmo nível do que uma licitação fraudulenta. A mentira torna-se verdade pela repetição. E a verdade é o segredo que Demóstenes – aquele que decide, com seus amigos, quem vai ser o alvo da vez – não revela. Convenha-se que, nos últimos anos, no mínimo ficou confusa a medida de gravidade dos fatos; no outro limite, tornou-se duvidosa a veracidade das denúncias. A participação da mídia na construção e destruição de reputações foi imensa. Demóstenes não seria Demóstenes se não tivesse tanto espaço para divulgação de suas armações. Os jornais, tevês e revistas não teriam construído um Demóstenes se não tivessem caído em todas as armadilhas construídas por ele para destruir inimigos, favorecer amigos ou chantagear governos. Os interesses econômicos e ideológicos da mídia construíram relações de cumplicidade onde a última coisa que contou foi a verdade. Ao final dos fatos, constata-se que, ao longo de um mandato de oito anos, mais um ano do segundo mandato, uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia que, com ou sem consciência dos profissionais de imprensa, conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás. Interesses da máfia dos jogos transitaram por esse esquema de poder. E os interesses abarcavam os mais variados negócios que se possa fazer com governos, parlamentos e Justiça: aprovação de leis, regras de licitação, empregos públicos, acompanhamento de ações no Judiciário. Por conta de um interesse político da grande mídia, o Brasil tornou-se refém de Demóstenes, do bicheiro e dos amigos de ambos no poder. Não foi a mídia que desmascarou Demóstenes: a investigação sobre ele acontece há um bom tempo no âmbito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, os meios de comunicação foram reféns de um desconhecido personagem de Goiás, que se tornou em pouco tempo o porta-voz da moralidade. A criatura depõe contra seus criadores.

ESSE SENADOR FOI ALTAMENTE ELOGIADO PELA DESMORALIZADA REVISTA "VEJA" AINDA NESSE ANO

A SEGUNDA MICARLA?


Sobe desaprovação da governadora Rosalba Ciarlini

Variação da reprovação adminstrativa da governadora foi quase além da margem de erro no levantamento Sinduscon/Consult.


A desaprovação da governadora Rosalba Ciarlini, dentro da margem de erro de 3%, subiu de 59,7% para 62% no levantamento Sinduscon/Consult divulgado nesta terça-feira (3). A aprovação da governadora ficou praticamente estável – era 22,4% no início de marco, e variou positivamente 0,4%, atingindo 22,8%. O número de pessoas que não têm opinião formada passou de 15,6% para 17,5%. A pesquisa foi registrada em 26/03, sob protocolo RN 00009/2012 TSE-TER. A margem de erro é de 3%.

ABRE OS OLHOS, GOVERNADORA!

PERSPECTIVA


Dilma anunciará novas medidas de estímulo à economia nesta terça

Dilma havia dito, em viagem à Índia, que divulgaria mudanças na volta. Incentivos estarão dentro do Plano Brasil Maior, voltado à indústria.


 A presidente Dilma Rousseff anunciará na manhã desta terça-feira (3) novas medidas do Plano Brasil Maior - programa de estímulo à competitividade da indústria brasileira por meio de desonerações de tributos e políticas cambiais. O anúncio das novas medidas será realizado durante cerimônia no Palácio do Planalto, às 10h. Dilma já havia falado sobre a intenção de divulgar novas medidas durante viagem à Índia, de onde voltou neste domingo (1). Na ocasião, a presidente afirmou que anunciaria as ações quando retornasse ao Brasil e se recusou a adiantar o teor. "Pretendemos divulgar um conjunto de medidas logo depois que eu voltar para o Brasil. [...] As medidas têm por objetivo assegurar, através de questões tributárias e financeiras, maior capacidade de investimento para o setor privado", declarou Dilma a jornalistas após discurso na 3ª Cúpula do Brics, em Nova Délhi, capital indiana. O Plano Brasil Maior foi lançado pelo governo em agosto de 2011 e traz uma série de estímulos à competitividade da indústria brasileira, tais como desonerações de tributos, manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) baixo sobre material de construção e máquinas e equipamentos para a produção, além de caminhões e veículos comerciais leves. Segundo o próprio governo, o plano visa adotar medidas de desoneração dos investimentos e das exportações "para iniciar o enfrentamento da apreciação cambial, de avanço do crédito e aperfeiçoamento do marco regulatório da inovação, de fortalecimento da defesa comercial e ampliação de incentivos fiscais e facilitação de financiamentos para agregação de valor nacional e competitividade das cadeias produtivas", segundo publicado no site do programa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ELE, DE NOVO


Lula ganha prêmio na Espanha por luta contra a pobreza


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido nesta segunda-feira para receber o 24ª Prêmio Internacional Catalunha por suas políticas "a serviço de um crescimento econômico justo" e sua luta contra a pobreza, segundo anunciou o presidente regional catalão, Artur Mas. O júri da premiação reconheceu na gestão do ex-presidente brasileiro uma "política de crescimento econômico justo, que colocou o país à frente de globalização, criando uma classe média e favorecendo a partilha mais justa da riqueza e das oportunidades". O prêmio é oferecido às pessoas que contribuem com a promoção dos valores culturais, científicos e humanos em todo o mundo. Segundo o júri, Lula também foi agraciado por "sua trajetória pessoal e sua luta contra a pobreza e a desigualdade". "Lula construiu as bases para o crescimento econômico do Brasil e entendeu, graças ao seu passado sindicalista e de esquerda, que sem crescimento econômico não há divisão de riqueza", disse Mas sobre o ex-presidente brasileiro, que aceitou e agradeceu a premiação em uma carta. Este prêmio "reforça a minha convicção da importância de lutar por uma sociedade mais justa e democrática, sem fome nem miséria", declarou Lula. O presidente catalão assegurou que o ex-presidente brasileiro demonstrou a intenção de viajar à Catalunha para receber o prêmio em junho, caso a sua saúde permita, após superar um câncer na laringe. O Prêmio Internacional Catalunha, que oferece 80 mil euros a seu vencedor e uma escultura de Antoni Tàpies, foi concedido no ano passado ao escritor japonês Haruki Murakami.

NOTA DO BLOG: LULA É NOSSO GRANDE REFERENCIAL. UM MARCO, DIVISOR DE ÁGUAS NA POLÍTICA BRASILEIRA. PARA A INVEJA E ÓDIO DE MUITOS CANALHAS E SEUS APOIADORES.

O QUE QUE OS NOSSOS VÃO FAZER, MEU DEUS?


Lei obriga prefeituras a contratar mais professores


Com a nova lei do piso nacional do professor, que prevê que o docente fique 33% do seu tempo fora da sala, prefeituras da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) preveem aumentar o número de professores. A ideia é dar tempo para que os professores corrijam exercícios e planejem atividades das aulas, por exemplo. Em Ribeirão Preto, a necessidade de expandir o quadro de educadores deve ser maior na rede infantil, segundo previsão do Sindicato dos Servidores Municipais. A ideia é contrastante em relação a grande parte das prefeituras do Brasil, além de vários estados que dizem não poder pagar o novo piso.


NOTA DO BLOG: TEM DINHEIRO SOBRANDO E SE, EVENTUALMENTE, ALGUMA PREFEITURA NÃO PUDER PAGAR, A PRÓPRIA LEI DO PISO DIZ QUE O GOVERNO FEDERAL COMPLEMENTA. BASTA PROVAR QUE A PREFEITURA INVESTIU 30% NA EDUCAÇÃO E NÃO PODE PAGAR MESMO ASSIM. O PROBLEMA É QUE NEM PAGAM O PISO, NEM INVESTEM 30% NEM MUITO MENOS PEDEM O COMPLEMENTO.


PARA ONDE VAI ESSE DINHEIRO?

domingo, 1 de abril de 2012

APESAR DA MAIORIA DOS POLÍTICOS DO RN, SOMOS ATRATIVOS


Energia solar atrai investidores ao RN


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vota até o início deste mês - segundo previsão da coordenação de energia solar fotovoltaica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne) - dois regulamentos que prometem incentivar a geração e o consumo de energia solar no país. A regulamentação, que já está pronta, libera a instalação de pequenas centrais geradoras de energia elétrica (com potência instalada menor ou igual a um Megawatt (MW) em empresas e residências e concede maior desconto para quem instalar usinas de energia solar com até 30 MW. Com a homologação, o brasileiro poderá instalar placas solares fotovoltaicas e transformar radiação solar em energia elétrica, economizando na conta de energia. Embora a Aneel prefira não fixar uma data para a homologação, várias empresas nacionais e estrangeiras estão de olho neste movimento. Para especialistas, o Rio Grande do Norte pode se destacar em relação à geração de energia solar, a exemplo do que ocorreu com a energia eólica. O estado está entre os três com maior índice de radiação solar do país. O potencial do estado (radiação solar de 780 a 800 watts por metro quadrado) é cinco vezes maior que o da Alemanha, um dos países que mais produzem energia solar no mundo. Vários investidores já demonstraram interesse em aportar capital no RN. Só em março, três empresas procuraram o governo do estado - a Vector Tecnhology, a Solsonica e a Braxenergy, que anunciou a instalação de duas usinas solares, uma fotovoltaica (que usa placas solares) e uma CSP (que usa concentradores de energia) e de uma fábrica. As duas usinas projetadas pela companhia, com capacidade instalada de 30 MW cada uma, serão instaladas nos municípios de Mossoró e Itajá, que também receberá uma 'green house', espécie de estufa para produção de alimentos. A expectativa é que fiquem prontas em 2013, caso o Ministério de Minas e Energia realize leilões para energia solar este ano. A Bioenergy, uma das primeiras a investir em eólica no país e a primeira a comercializar energia eólica no mercado livre, já mede a radiação solar em dois municípios potiguares. A empresa, que já inaugurou dois parques eólicos e vai instalar mais cinco no estado nos próximos três anos, vai dar entrada nas licenças ambientais nos próximos dias para os projetos de energia solar. A expectativa é começar a instalar as usinas até o final do ano. O investimento total chega a R$ 600 milhões, segundo Sérgio Marques, presidente da Bioenergy. Juntas, as centrais, que serão conectadas a rede, poderão gerar até 100 MW de energia - 100 vezes mais do que é gerado pela única usina de energia solar conectada a rede do país, instalada no Ceará. A energia solar representa hoje 14% da capacidade de geração dos projetos da companhia. A Elios Soluções, empresa que atua no segmento de energia solar há dez anos, é parceira de três grandes grupos internacionais e está presente em seis estados brasileiros, também busca parceiros para instalar dois centros de distribuição e serviços no país. Diogo Azevedo, diretor comercial da empresa, ainda procura um local para investir, mas garante: "se optarmos pelo Nordeste, escolheremos o Rio Grande do Norte". De acordo com Jean Paul Prates, ex-secretário de Energia do estado e atual diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN, há pelo menos outros cinco projetos 'no gatilho', aguardando a regulamentação do setor. Até a Petrobras elegeu o RN para instalar sua primeira usina de energia solar conectada a rede. O projeto, inscrito num dos Programas de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico da Aneel, prevê a instalação de uma usina capaz de gerar 1MW, em Alto dos Rodrigues. O investimento é de R$ 21,2 milhões. As informações foram repassadas pela direção de Gás e Energia da estatal à rádio CBN e confirmadas pela agência reguladora. Só estes quatro projetos representam um investimento total de R$ 903,1 milhões. 

Indústria tem desafios a vencer

Embora a brasileira Braxenergy tenha anunciado uma fábrica de placas fotovoltaicas para o Rio Grande do Norte, o momento não é propício para instalação de indústrias, afirma Diogo Azevedo, diretor de energia solar fotovoltaica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne). "Há uma super oferta", justifica. Segundo ele, a indústria de energia solar é capaz de produzir equipamentos para a instalação de 50 Giga Watts (GW) por ano, mas o mercado mundial só consegue comprar 27 GW. "É difícil acreditar que uma grande empresa vá abrir fábricas neste cenário". O momento, segundo ele, é delicado. Governos cortaram subsídios para este tipo de indústrias e empresas fecharam as portas nos últimos meses.
Para Helcio Camarinha, CEO (espécie de diretor executivo) da Braxenergy, a super oferta não inviabiliza a instalação da fábrica, que também servirá como centro de pesquisa. Embora não divulgue detalhes do projeto, que será desenvolvido em parceria com outras empresas, Helcio assegura que "o RN será contemplado com alguma atividade industrial". As placas serão instaladas nas usinas de energia solar da própria Braxenergy, dentro e fora do Brasil. "Precisaremos de 400 Megawatts em placas fotovoltaicas nos próximos quatro anos. Uma indústria se viabiliza com a produção de 100 MW por ano", justifica. A regulamentação, acredita Helcio, também multiplicará o número de clientes. "Com a regulamentação e a realização dos leilões, o Brasil se tornará o principal mercado do mundo", anima-se. Para o doutor em Engenharia e professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN, Luiz Guilherme Meira de Souza, que atua na área há mais de 30 anos e tem mais de 100 trabalhos publicados na área de energia solar, o processo será semelhante ao da eólica. "Primeiro, as empresas instalarão as usinas. Depois, instalarão as fábricas". Uma das áreas que já se preparam para receber este tipo de indústria é o distrito industrial de Goianinha. Das 32 empresas que solicitaram um terreno no distrito, duas atuam no segmento de energia solar. Uma delas é a italiana Solsonica, parceira da Braxenergy. O distrito industrial começa a operar até dezembro. "Estamos aguardando apenas as licenças", afirma Teo Tomaz, secretário de Desenvolvimento Econômico de Goianinha.

Solar x Eólica

Apesar dos avanços, ainda há uma série de gargalos a serem superados pela indústria de energia solar. Mercado ainda incipiente, preço e dificuldades de transmissão são apenas alguns deles. Na avaliação de Jean Paul Prates, ex-secretário estadual de Energia e atual diretor geral do  Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne), a diferença tarifária ainda é um dos principais gargalos a serem superados. Enquanto a energia hidráulica custa, em média, R$ 70 o quilowatt/hora, a energia solar custa, em média, R$ 400. "A energia solar é, no minimo, 50% mais cara que a eólica, que apesar de ter caído de preço ainda é a fonte mais cara", completa Luiz Guilherme Meira de Souza, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN. Mas isso está mudando.  Para Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, a energia solar se tornará tão competitiva quanto a energia eólica. "É só uma questão de tempo". O investimento massivo da indústria mundial pressionará os preços para baixo, afirma Diogo Azevedo, também do Cerne. Sergio Palhares, diretor Brasil da Centrotherm Photovoltaics AG, uma das maiores fornecedoras de equipamentos para a produção de energia solar fotovoltaica do mundo, chegou a afirmar, em audiência pública realizada no ano passado em Natal, que os preços da energia solar haviam caído mais de 30% nos últimos dois anos. Mas desonerar a geração de energia não basta. Além de reduzir o preço, o país precisa investir em linhas de transmissão, aprimorar a infraestrutura e facilitar a logística. Apesar das barreiras, a energia solar é a fonte de energia que mais cresce no mundo. A taxa de crescimento anual chega a 30,89%. A da eólica, 'a bola da vez', cresce a 25,75%. 

Consumidores descobrem no sol uma fonte de economia

A geração de energia solar abrange pelo menos três tipos de tecnologia: a energia solar térmica para banho, a térmica solar de concentração e a solar fotovoltaica (a que utiliza as placas). A térmica solar para banho é a mais comum no país, explica  Diogo Azevedo, diretor de energia solar fotovoltaica do Cerne. Em Natal, cerca de 90% dos hotéis usam energia solar para aquecer a água. O Vip Praia Hotel, em Ponta Negra, foi um dos primeiros a apostar na nova tecnologia. Em 2008, instalou 15 placas fotovoltaicas no telhado. Com isso, conseguiu reduzir a conta de energia elétrica em 45%. O empreendedor que antes pagava R$ 18 mil por mês, passou a pagar R$ 10 mil. Para Beth Cequeira, gerente do empreendimento, o custo-benefício compensa. O hotel tem 40 suítes de até três quartos. "Imagine  100 hóspedes ligando o chuveiro elétrico na mesma hora", diz Beth. Banho quente ainda é pouco, admite Diogo, mas já é o primeiro passo. A regulamentação vai ampliar este mercado e trazer novas possibilidades. A socióloga americana Camy Condon, 73, concorda. Há um ano, ela desenvolve fogões e dissecadores solares de forma artesanal. Mas não parou por aí. Instalou oito placas solares em sua casa, nos EUA, e criou uma escola itinerante para difundir a prática no Brasil. "Assisti uma exibição sobre geração de energia solar na escola onde meus netos estudam, nos Estados Unidos, e pensei: 'isso seria perfeito em Natal'". Hoje, a casa de Camy, na capital potiguar (onde ela passa nove meses por ano) mais parece um museu dedicado a energia solar. 

ESSE É O PSDB. QUEM TEM RAZÃO?


Deputado tucano fez negócios com Cachoeira

Segundo a PF, Carlos Alberto Leréia recebeu R$ 100 mil da organização que explorava jogos ilegais; outros 5 parlamentares também foram denunciados


Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) também negociava com a organização comandada pelo contraventor Carlos Alberto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O tucano, segundo as investigações, recebeu depósitos bancários e bens - inclusive imóveis - obtidos com atividades ilícitas. Leréia é aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, a exemplo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também usava um telefone da marca Nextel, habilitado nos Estados Unidos, cedido por Cachoeira para dificultar grampos nas comunicações do grupo. Ele é um dos seis parlamentares relacionados até agora como alvos do inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. Os outros são os deputados Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP), todos de Goiás, além de Stepan Nercessian (PPS-RJ), que confirmou ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira, segundo a edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo. Ainda ontem Stepan pediu, por meio de nota, licença temporária do PPS e de todos os cargos e funções que ocupa no partido. Entre os valores destinados ao deputado tucano e já rastreados estão um depósito de R$ 100 mil, feito na conta de uma empresa comandada supostamente por laranjas - a Linkmidia Tecnologia da Informação e Editoração Ltda - e uma sociedade com Cachoeira em terreno avaliado em R$ 800 mil, em um condomínio de luxo em Goiânia. Leréia informou pela assessoria que só vai se manifestar sobre as acusações depois que tiver pleno acesso aos autos do inquérito. A empresa Linkmidia fica em Formosa (GO), a 80 quilômetros de Brasília, e está registrada em nome de Hugo Teixeira, mas pertence de fato ao pai, Leônidas Teixeira, segundo apurou a PF. Grampos. Em diálogo grampeado em 22 de junho de 2009, na Operação Vegas, Leréia instrui o contraventor Wladimir Garcez Henrique a depositar R$ 100 mil na conta da Linkmídia. Wladimir foi denunciado pelo Ministério Público como um dos membros do esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Cachoeira, desmantelado em 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo. O deputado, segundo a PF, tinha o hábito de conferir cada real depositado em seu favor e, dois dias depois, em novo contato com o contraventor, reclamou que o valor combinado estava incompleto. "Eu liguei pro rapaz lá, falou que só fizeram um depósito daquele lá, entendeu? Podia verificar isso aí." Wladimir garante: "Foi feito ontem o outro... foram os dois". Leréia aceita a resposta, mas com desconfiança: "Tá bom, então tá, um abraço, certeza, né?" E Wladimir encerra a conversa com uma ponta de vacilo: "Certeza, só se o cara tá mentindo, né? Ele não mentiria, não… Foram os dois". Horas depois, a desconfiança de Leréia se confirma num contato de Wladimir com um subalterno, Geovani. "O Leréia ligou, você olhou aquele negócio, tá confirmado ou não tá?", indaga o chefe. "É... tá faltando... 25 que... é... segundo ele aqui vai conseguir fazer só amanhã. Então, quer dizer que foi (depositado) só 75", responde Geovani. "Fala que amanhã vai entrar os outros 25." Nesse mesmo dia 24 de junho, em outro diálogo interceptado, Cachoeira, provavelmente acionado por Leréia, ligou para Geovani para tomar satisfações sobre os 25 mil que faltavam. Os diálogos, aos quais a imprensa teve acesso, foram travados entre 17 de junho e 3 de julho de 2009, na Operação Vegas, que antecedeu a Operação Monte Carlo, que desbaratou, em 29 de fevereiro passado, a organização criminosa chefiada por Cachoeira.

A COMISSÃO DA VERDADE É IMPRESCINDÍVEL

Artigo: O golpe, a ditadura e a direita brasileira, por Emir Sader



O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas.


A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo). Com esse arsenal, se diabolizava todo o campo popular: as políticas de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda (centradas nos aumentos do salário mínimo), de reforma agrária, de limitação do envio dos lucros das grandes empresas transnacionais para o exterior, como políticas “comunizantes”, que atentavam contra “ a liberdade”, juntando liberdades individuais com as liberdades das empresas para fazer circular seus capitais como bem entendessem. A direita brasileira nunca – até hoje – se refez da derrota sofrida com a vitória de Getúlio em 1930, com a construção do Estado nacional, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o fortalecimento do movimento sindical e da ideologia nacional e popular que acompanhou essas iniciativas. Foi uma direita sempre anti-getulista, anti-estatal, anti-sindical, anti-nacional e anti-popular. Getúlio era o seu diabo – assim como agora Lula ocupa esse papel -, quem representava a derrota da burguesia paulista, da economia exportadora, das oligarquias que haviam governado o país excluindo o povo durante décadas. A direita foi golpista desde 1930, começando pelo movimento – chamado por Lula de golpista, de contrarrevolução – de 1932, que até hoje norteia a direita paulista, com seu racismo, seu separatismo, seu sentimento profundamente antipopular. A direita caracterizou-se pelo chamado aos quarteis quando perdiam eleições -e perderam sempre, em 1945, em 1950, em 1955, ganharam e perderam com o Jânio em 1960 – pedindo para “salvar a democracia”, intervindo militarmente com golpes. Seu ídolo era o golpista Carlos Lacerda. Esse era o tom da mídia –Globo, Folha, Estadão, etc., etc. Era normal então que a direita apoiasse, de forma totalmente unificada, o golpe militar. Vale a pena dar uma olhada no tom dos editoriais e da cobertura desses órgãos no período prévio ao golpe a forma como saudaram a vitória dos militares. Cantavam tudo como um “movimento democrático”, que resgatava a liberdade contra as ameaças do “comunismo” e da “subversão”. Aplaudiram as intervenções nos sindicatos, nas entidades estudantis, no Parlamento, no Judiciário, foram coniventes com as versões mentirosas da ditadura e seus órgãos repressivos sobre como se davam as mortes dos militantes da resistência democrática. Por isso a cada primeiro de abril a mídia não tem coragem de recordar suas manchetes, seus editoriais, sua participação na campanha que desembocou no golpe. Porque esse mesmo espírito segue orientando a direita brasileira – e seus órgãos da mídia -, quando veem que a massa do povo apoia o governo (O desespero da UDN chegou a levar que ela propusesse o voto qualitativo, em que o voto de um engenheiro valesse muito mais do que o voto de um operário.). Desenvolvem a tese de que os direitos sociais reconhecidos pelo governo são formas de “comprar” a consciência do povo com “migalhas”. Prega a ruptura democrática, quando se dá conta que as forças progressistas têm maioria no país. Não elegem presidentes do Brasil desde 1998, isto é, há 14 anos e tem pouca esperança de que possam vir a eleger seus candidatos no futuro. Por isso buscam enfraquecer o Estado, o governo, as forças do campo popular, a ideologia nacional, democrática e popular. É uma direita herdeira e viúva de Washington Luis (e do seu continuador FHC, ambos cariocas de nascimento adotados pela burguesia paulista) e inimiga feroz do Getúlio e do Lula. (Como recordou Lula em São Paulo não ha nenhum espaço público importante com o nome do maior estadista brasileiro do século passado, o Getúlio, e tantos lugares importantes com o nome do Washington Luis e do 9 de julho). É uma direita golpista, elitista, racista, que assume a continuidade da velha república, de 1932, do golpe de 1964 e do neoliberalismo de FHC.

sábado, 31 de março de 2012

ESCLARECIMENTO

Padilha: “Não há guerra entre partidos”, disse o Ministro ao contestar afirmação da revista Veja



Padilha afirmou que solicitou investigação pela Polícia Federal sobre o caso, e determinou a instauração de procedimento interno no Ministério, que foi encaminhado a Controladoria Geral da União (CGU). A revista Veja afirmou que o ex-assessor teria recebido propina. Veja citou também o suposto envolvimento dos deputados Nelson Bornier (PMDB), Marcelo Matos (PDT) e Aureo (PRTB). Mesmo sem apresentar provas contra os parlamentares, a revista disse que PMDB e PT “estão em guerra”, no entanto, a afirmação foi categoricamente desmentida pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha. “Não há guerras entre os partidos”, disse em entrevista coletiva. Quanto às supostas irregularidades envolvendo o ex-assessor, Padilha disse que vai a fundo nas investigações, e para tanto acionou a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU). Padilha disse que o ex-assessor foi exonerado por não concordar com o ritmo de trabalho do Ministério. “É comum ficarmos aqui até 11 horas da noite”, disse o ministro, ao explicar que o então assessor não estava aguentando o pique de trabalho. Sobre as eventuais irregularidades, Padilha disse que todas as investigações vão continuar, e que isso tem incomodado quadrilhas que agiam na saúde. “Fornecedores chegaram a processar o ministério, e perderam na justiça”.  Padilha também afirmou que o ministério está aprimorando mecanismos para impedir eventuais fraudes causadas por fornecedores ou servidores públicos. Padilha disse que em breve serão publicados na internet todos os repasses aos fornecedores. Além disso, defendeu categoricamente que fará tudo o que for possível para combater desperdícios e investigar possíveis fraudes cometidas por fornecedores, assessores e “punir qualquer um que seja responsável”.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O ESCÂNDALO


DEM vai pedir a Demóstenes Torres que deixe o partido


A cúpula do DEM vai pedir ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que saia do partido antes da abertura de um processo de expulsão. Integrantes do partido em Goiás foram escalados para procurar Demóstenes até segunda-feira e aconselhá-lo a deixar a legenda por conta própria, segundo apurou a imprensa. Os novos documentos e gravações envolvendo o nome do senador e o empresário Carlinhos Cachoeira estão sendo considerados gravíssimos pela cúpula do DEM. Os membros da legenda conversaram nesta manhã e concluíram que a permanência do senador nos quadros da legenda ficou insustentável. Publicamente, o partido evita adotar o discurso, mas nos bastidores já trabalha pela saída do senador. A pressão maior pela saída de Demóstenes parte da bancada do DEM na Câmara dos Deputados. Ontem, um grupo de deputados chegou a convocar reunião da Executiva Nacional para discutir o caso na terça, mas o presidente da legenda, senador José Agripino (RN), decidiu cancelar. A ideia de sugerir a Demóstenes a desfiliação por conta própria é evitar o desgaste de um processo de expulsão, que dependeria da ação de um filiado pedindo a abertura deste tipo de procedimento. A desfiliação partindo de Demóstenes seria um enredo parecido ao do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que pediu para deixar o partido antes de ser expulso durante o escândalo de corrupção no Distrito Federal. De acordo com escutas divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo jornal "O Globo", o senador acertou com o empresário ajuda em processo judicial e em projeto de legalização de jogos de azar em tramitação no Congresso. Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro durante a Operação Monte Carlo, que investiga uma quadrilha que explorava jogos caça-níqueis em Goiás. Nas gravações, Demóstenes também fala com Cachoeira de negócios com a Infraero na época que ele era relator da CPI do Apagão Aéreo.

OUTRO LADO

Questionado sobre as gravações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo, o advogado de Demóstenes Torres, Antonio Carlos de Almeida Castro, afirmou que elas não têm valor jurídico e são totalmente nulas. Isso porque o senador só poderia ser investigado com autorização do STF. O advogado afirmou não ter tido acesso à íntegra de todos os diálogos interceptados pela PF, mas critica a atuação da polícia. "Como vou fazer interpretação de uma suposta interpretação do que a polícia ouviu?", questionou. Segundo a defesa, caberia ao juiz de primeira instância remeter o caso de Demóstenes ao Supremo logo nos primeiros dias de escutas.

ESSE É O SENADOR DE MAIOR PRESTÍGIO DOS DEMOS

quarta-feira, 28 de março de 2012

POR QUE LADRÃO É ELEITO E REELEITO NESSE PAIS?


Estudos revelam que 75% dos brasileiros jamais foram a uma biblioteca

O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. "A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas." E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca - apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino. Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. Setores da imprensa tiveram acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. "O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar." A preocupação de Karine faz todo sentido quando se joga uma luz sobre os dados. Ao serem questionados sobre o que a biblioteca representa, 71% dos participantes responderam que o local é "para estudar". Em segundo lugar aparece "um lugar para pesquisa", seguido de "lugar para estudantes". Só 16% disseram que a biblioteca existe "para emprestar livros de literatura". "Um lugar para lazer" aparece com 12% de respostas. Perfil. A maioria das pessoas que frequentam uma biblioteca está na vida escolar - 64% dos entrevistados usam bibliotecas de escolas ou faculdades. Dados sobre a faixa etária (mais informações nesta página) mostram que, em geral, as pessoas as utilizam nessa fase e vão abandonando esse costume ao longo da vida. A gestora ambiental Andrea Marin, de 39 anos, gosta de livros e lê com frequência. Mas não vai a uma biblioteca desde que saiu dos bancos escolares. "A imagem que tenho é de que se trata de um lugar de pesquisa. E para pesquisar eu sempre recorro à internet", disse Andrea. Enquanto folheava uma obra na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste, diz que prefere as livrarias. Interessada em moda, ela procurava livros que pudessem ajudá-la com o assunto. "Nem pensei em procurar uma biblioteca. Nas livrarias há muita coisa, café, facilidades. E a biblioteca, onde ela está?", questiona. Dez minutos depois, passa no caixa e paga R$ 150 por dois livros. O estudante universitário Eduardo Vieira, de 23 anos, também não se lembra da última vez que foi a uma biblioteca. "Moro em Diadema e lá tem muita biblioteca. A livraria acaba mais atualizada", diz ele, que revela ler só obras cristãs. "Acho que nem tem esse tipo de livro nas bibliotecas." 

NOTA DO BLOG: ENQUANTO ESSA ESTATÍSTICA NÃO MELHORAR NÃO CONSEGUIREMOS AS MUDANCAS NA VELOCIDADE DESEJADA. DEPERTEMOS, POIS O VOTO DEPENDE MUITO DO ESCLARECIMENTO MAS NÃO TOTALMENTE DA EDUCACÃO. DEPENDE MUITO TAMBÉM DA VERGONHA NA CARA E DA ALMA DO SER.