sexta-feira, 20 de abril de 2012

VEJA

Saiba quem assinou e quem não assinou a CPI do cachoeira

396 dos 513 deputados assinaram; dentre os 81 senadores, foram 72.
CPI vai apurar vínculo de políticos e empresários com bicheiro preso


A Mesa do Congresso divulgou na tarde desta sexta (20) a lista dos 396 deputados e 72 senadores (veja ao final deste texto) que assinaram o requerimento para criação da CPI mista que investigará as relações com políticos e empresários do bicheiro Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás. A CPI foi criada nesta quinta, em sessão do Congresso Nacional que reuniu deputados e senadores. Na próxima terça, os partidos entregarão os nomes dos 32 membros titulares e dos 32 suplentes da CPI. A partir desse momento, a comissão estará instalada e poderá iniciar os trabalhos. 
Adesões
O presidente da Câmara, Marco Maia, e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), informaram que não assinaram o requerimento de criação da CPI por não considerarem a atitude compatível com as funções que ocupam. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que também não assinou o requerimento, está internado em um hospital de São Paulo. Ele passou por um cateterismo e uma angioplastia, para a desobstrução de uma artéria do coração. A maioria dos senadores que não assinaram o documento é do PMDB. Além de Sarney, outros quatro peemedebistas não aderiram ao pedido de instalação da comissão - Eunício Oliveira (PMDB-CE), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Clésio Andrade (PMDB-MG) e Lobão Filho (PMDB-MA). O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que assinou o requerimento, disse na semana passada que a CPI não é “prioridade” para o partido. Investigado por envolvimento com Cachoeira e alvo de processo no Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres (sem partido-GO) não assinou o documento. Ele já havia dito que não iria aderir por considerar que seria “falso heroísmo”. O senador goiano é suspeito de ter usar mandato para beneficiar o bicheiro. "Eu não faço falso heroísmo. A minha vida toda fui uma pessoa coerente. Assinar [a CPI] teria qual razão? Falso heroísmo?", disse o senador nesta quinta (18). Em contrapartida, todos os deputados federais suspeitos de envolvimento com o bicheiro assinaram o documento. São eles: Rubens Otoni (PT-GO), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Sandes Junior (PP-GO), Jovair Arantes (PTB-GO), Stepan Nercessian (PPS-RJ) e Protógenes Queiroz (PC do B-SP).
Veja abaixo a relação dos parlamentares que assinaram e dos que não assinaram o requerimento de criação da CPI.

ASSINARAM / CÂMARA
Abelardo Camarinha PSB SP
Abelardo Lupion DEM PR
Ademir Camilo PSD MG
Afonso Florence PT BA
Afonso Hamm PP RS
Alberto Filho PMDB MA
Alberto Mourão PSDB SP
Alceu Moreira PMDB RS
Alessandro Molon PT RJ
Alexandre Leite DEM SP
Alexandre Roso PSB RS
Alexandre Santos PMDB RJ
Alfredo Kaefer PSDB PR
Alfredo Sirkis PV RJ
Alice Portugal PCdoB BA
Aline Corrêa PP SP
Almeida Lima PPS SE
Amauri Teixeira PT BA
André Figueiredo PDT CE
Andre Moura PSC SE
Andre Vargas PT PR
Andreia Zito PSDB RJ
Ângelo Agnolin PDT TO
Angelo Vanhoni PT PR
Anthony Garotinho PR RJ
Antônio Andrade PMDB MG
Antonio Balhmann PSB CE
Antonio Bulhões PRB SP
Antonio Carlos Magalhães Neto DEM BA
Antonio Carlos Mendes Thame PSDB SP
Antonio Imbassahy PSDB BA
Ariosto Holanda PSB CE
Armando Vergílio PSD GO
Arnaldo Faria De Sá PTB SP
Arnaldo Jardim PPS SP
Arnaldo Jordy PPS PA
Arolde De Oliveira PSD RJ
Arthur Lira PP AL
Arthur Oliveira Maia PMDB BA
Artur Bruno PT CE
Asdrubal Bentes PMDB PA
Assis Carvalho PT PI
Assis Do Couto PT PR
Assis Melo PCdoB RS
Átila Lins PSD AM
Audifax PSB ES
Augusto Carvalho PPS DF
Augusto Coutinho DEM PE
Benedita Da Silva PT RJ
Benjamin Maranhão PMDB PB
Berinho Bantim PSDB RR
Bernardo Santana De Vasconcellos PR MG
Beto Faro PT PA
Biffi PT MS
Bohn Gass PT RS
Bonifácio De Andrada PSDB MG
Brizola Neto PDT RJ
Bruno Araújo PSDB PE
Cândido Vaccarezza PT SP
Carlaile Pedrosa PSDB MG
Carlinhos Almeida PT SP
Carlos Alberto Leréia PSDB GO
Carlos Bezerra PMDB MT
Carlos Brandão PSDB MA
Carlos Eduardo Cadoca PSC PE
Carlos Sampaio PSDB SP
Carlos Souza PSD AM
Carlos Zarattini PT SP
Carmen Zanotto PPS SC
Celso Maldaner PMDB SC
Cesar Colnago PSDB ES
César Halum PSD TO
Chico Alencar PSOL RJ
Chico D'angelo PT RJ
Chico Lopes PCdoB CE
Claudio Cajado DEM BA
Cláudio Puty PT PA
Costa Ferreira PSC MA
Dalva Figueiredo PT AP
Daniel Almeida PCdoB BA
Danilo Forte PMDB CE
Danrlei De Deus Hinterholz PSD RS
Darcísio Perondi PMDB RS
Davi Alcolumbre DEM AP
Décio Lima PT SC
Delegado Protógenes PCdoB SP
Deley PSC RJ
Devanir Ribeiro PT SP
Diego Andrade PSD MG
Dilceu Sperafico PP PR
Dimas Ramalho PPS SP
Domingos Dutra PT MA
Domingos Neto PSB CE
Domingos Sávio PSDB MG
Dr. Aluizio PV RJ
Dr. Carlos Alberto PMN RJ
Dr. Grilo PSL MG
Dr. Jorge Silva PDT ES
Dr. Paulo César PSD RJ
Dr. Rosinha PT PR
Dr. Ubiali PSB SP
Duarte Nogueira PSDB SP
Dudimar Paxiuba PSDB PA
Edinho Araújo PMDB SP
Edinho Bez PMDB SC
Edio Lopes PMDB RR
Edmar Arruda PSC PR
Edson Ezequiel PMDB RJ
Edson Pimenta PSD BA
Edson Santos PT RJ
Eduardo Barbosa PSDB MG
Eduardo Cunha PMDB RJ
Eduardo Da Fonte PP PE
Eduardo Gomes PSDB TO
Eduardo Sciarra PSD PR
Efraim Filho DEM PB
Eleuses Paiva PSD SP
Eli Correa Filho DEM SP
Eliseu Padilha PMDB RS
Emanuel Fernandes PSDB SP
Enio Bacci PDT RS
Erika Kokay PT DF
Erivelton Santana PSC BA
Esperidião Amin PP SC
Evandro Milhomen PCdoB AP
Fábio Ramalho PV MG
Fábio Souto DEM BA
Fabio Trad PMDB MS
Fátima Bezerra PT RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Fátima Pelaes PMDB AP
Felipe Maia DEM RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Félix Mendonça Júnior PDT BA
Fernando Coelho Filho PSB PE
Fernando Ferro PT PE
Fernando Francischini PSDB PR
Fernando Jordão PMDB RJ
Fernando Marroni PT RS
Fernando Torres PSD BA
Filipe Pereira PSC RJ
Flávia Morais PDT GO
Flaviano Melo PMDB AC
Francisco Araújo PSD RR
Francisco Escórcio PMDB MA
Gabriel Chalita PMDB SP
Gabriel Guimarães PT MG
Genecias Noronha PMDB CE
George Hilton PRB MG
Gera Arruda PMDB CE
Geraldo Resende PMDB MS
Geraldo Simões PT BA
Geraldo Thadeu PSD MG
Gilmar Machado PT MG
Giovani Cherini PDT RS
Giovanni Queiroz PDT PA
Giroto PMDB MS
Givaldo Carimbão PSB AL
Glauber Braga PSB RJ
Gonzaga Patriota PSB PE
Gorete Pereira PR CE
Guilherme Campos PSD SP
Hélio Santos PSD MA
Henrique Afonso PV AC
Henrique Eduardo Alves PMDB RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Henrique Fontana PT RS
Henrique Oliveira PR AM
Heuler Cruvinel PSD GO
Homero Pereira PSD MT
Hugo Leal PSC RJ
Hugo Motta PMDB PB
Iracema Portella PP PI
Irajá Abreu PSD TO
Iriny Lopes PT ES
Íris De Araújo PMDB GO
Ivan Valente PSOL SP
Izalci PR DF
Jaime Martins PR MG
Jair Bolsonaro PP RJ
Jairo Ataíde DEM MG
Jandira Feghali PCdoB RJ
Janete Rocha Pietá PT SP
Jânio Natal PRP BA
Jean Wyllys PSOL RJ
Jerônimo Goergen PP RS
Jesus Rodrigues PT PI
Jhonatan De Jesus PRB RR
Jilmar Tatto PT SP
Jô Moraes PCdoB MG
João Ananias PCdoB CE
João Arruda PMDB PR
João Bittar DEM MG
João Campos PSDB GO
João Dado PDT SP
João Magalhães PMDB MG
João Maia PR RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
João Paulo Cunha PT SP
João Paulo Lima PT PE
Jonas Donizette PSB SP
Jorge Tadeu Mudalen DEM SP
Jorginho Mello PSDB SC
José Airton PT CE
José Augusto Maia PTB PE
José De Filippi PT SP
José Guimarães PT CE
José Humberto PHS MG
José Mentor PT SP
José Nunes PSD BA
Josias Gomes PT BA
Jovair Arantes PTB GO
Júlio Campos DEM MT
Júlio Delgado PSB MG
Júnior Coimbra PMDB TO
Jutahy Junior PSDB BA
Keiko Ota PSB SP
Laurez Moreira PSB TO
Lázaro Botelho PP TO
Leandro Vilela PMDB GO
Lelo Coimbra PMDB ES
Leonardo Gadelha PSC PB
Leonardo Monteiro PT MG
Leonardo Picciani PMDB RJ
Leonardo Quintão PMDB MG
Leonardo Vilela PSDB GO
Leopoldo Meyer PSB PR
Liliam Sá PSD RJ
Lincoln Portela PR MG
Lira Maia DEM PA
Lourival Mendes PTdoB MA
Luci Choinacki PT SC
Luciana Santos PCdoB PE
Lucio Vieira Lima PMDB BA
Luis Carlos Heinze PP RS
Luiz Alberto PT BA
Luiz Argôlo PP BA
Luiz Carlos Setim DEM PR
Luiz Couto PT PB
Luiz Fernando Faria PP MG
Luiz Fernando Machado PSDB SP
Luiz Noé PSB RS
Luiz Pitiman PMDB DF
Luiz Sérgio PT RJ
Luiza Erundina PSB SP
Manato PDT ES
Manuela D'ávila PCdoB RS
Mara Gabrilli PSDB SP
Marcelo Castro PMDB PI
Marcelo Matos PDT RJ
Marcio Bittar PSDB AC
Márcio Macêdo PT SE
Márcio Marinho PRB BA
Marco Tebaldi PSDB SC
Marcon PT RS
Marcos Medrado PDT BA
Marcos Montes PSD MG
Marcos Rogério PDT RO
Marcus Pestana PSDB MG
Marina Santanna PT GO
Marinha Raupp PMDB RO
Mário Feitoza PMDB CE
Mário Negromonte PP BA
Marllos Sampaio PMDB PI
Maurício Quintella Lessa PR AL
Maurício Trindade PR BA
Mauro Lopes PMDB MG
Mauro Nazif PSB RO
Mendonça Filho DEM PE
Mendonça Prado DEM SE
Miguel Corrêa PT MG
Milton Monti PR SP
Miriquinho Batista PT PA
Miro Teixeira PDT RJ
Missionário José Olimpio PP SP
Moreira Mendes PSD RO
Nazareno Fonteles PT PI
Neilton Mulim PR RJ
Nelson Bornier PMDB RJ
Nelson Marchezan Junior PSDB RS
Nelson Padovani PSC PR
Nelson Pellegrino PT BA
Newton Cardoso PMDB MG
Newton Lima PT SP
Nilda Gondim PMDB PB
Nilson Leitão PSDB MT
Odair Cunha PT MG
Odílio Balbinotti PMDB PR
Onofre Santo Agostini PSD SC
Onyx Lorenzoni DEM RS
Osmar Júnior PCdoB PI
Osmar Serraglio PMDB PR
Osmar Terra PMDB RS
Otavio Leite PSDB RJ
Oziel Oliveira PDT BA
Padre João PT MG
Padre Ton PT RO
Pastor Eurico PSB PE
Pastor Marco Feliciano PSC SP
Pauderney Avelino DEM AM
Paulo Abi-Ackel PSDB MG
Paulo Cesar Quartiero DEM RR
Paulo Feijó PR RJ
Paulo Ferreira PT RS
Paulo Foletto PSB ES
Paulo Freire PR SP
Paulo Pereira Da Silva PDT SP
Paulo Piau PMDB MG
Paulo Pimenta PT RS
Paulo Rubem Santiago PDT PE
Paulo Teixeira PT SP
Paulo Wagner PV RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Pedro Chaves PMDB GO
Pedro Eugênio PT PE
Pedro Novais PMDB MA
Pedro Uczai PT SC
Perpétua Almeida PCdoB AC
Pinto Itamaraty PSDB MA
Policarpo PT DF
Professor Setimo PMDB MA
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM TO
Raimundo Gomes De Matos PSDB CE
Ratinho Junior PSC PR
Raul Henry PMDB PE
Raul Lima PSD RR
Reginaldo Lopes PT MG
Reguffe PDT DF
Reinaldo Azambuja PSDB MS
Reinhold Stephanes PSD PR
Renan Filho PMDB AL
Renato Molling PP RS
Renzo Braz PP MG
Ricardo Berzoini PT SP
Ricardo Izar PSD SP
Ricardo Tripoli PSDB SP
Roberto De Lucena PV SP
Roberto Freire PPS SP
Roberto Santiago PSD SP
Roberto Teixeira PP PE
Rodrigo De Castro PSDB MG
Rodrigo Maia DEM RJ
Rogério Carvalho PT SE
Rogério Marinho PSDB RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Romário PSB RJ
Romero Rodrigues PSDB PB
Ronaldo Benedet PMDB SC
Ronaldo Caiado DEM GO
Ronaldo Fonseca PR DF
Ronaldo Zulke PT RS
Rosane Ferreira PV PR
Rose De Freitas PMDB ES
Rubens Bueno PPS PR
Rubens Otoni PT GO
Rui Palmeira PSDB AL
Ruy Carneiro PSDB PB
Sabino Castelo Branco PTB AM
Salvador Zimbaldi PDT SP
Sandes Júnior PP GO
Sandra Rosado PSB RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
Sandro Mabel PMDB GO
Sarney Filho PV MA
Sérgio Brito PSD BA
Sergio Guerra PSDB PE
Severino Ninho PSB PE
Sibá Machado PT AC
Silvio Costa PTB PE
Simplício Araújo PPS MA
Stepan Nercessian PPS RJ
Sueli Vidigal PDT ES
Takayama PSC PR
Teresa Surita PMDB RR
Tiririca PR SP
Valadares Filho PSB SE
Valdir Colatto PMDB SC
Valmir Assunção PT BA
Valtenir Pereira PSB MT
Vander Loubet PT MS
Vanderlei Macris PSDB SP
Vanderlei Siraque PT SP
Vaz De Lima PSDB SP
Vicente Candido PT SP
Vicentinho PT SP
Vieira Da Cunha PDT RS
Vilalba PRB PE
Vitor Penido DEM MG
Waldenor Pereira PT BA
Waldir Maranhão PP MA
Walney Rocha PTB RJ
Walter Feldman PSDB SP
Wandenkolk Gonçalves PSDB PA
Washington Reis PMDB RJ
Weliton Prado PT MG
Wellington Roberto PR PB
William Dib PSDB SP
Wilson Filho PMDB PB
Wolney Queiroz PDT PE
Zé Geraldo PT PA
Zenaldo Coutinho PSDB PA
Zezéu Ribeiro PT BA
Zoinho PR RJ
NÃO ASSINARAM / CÂMARA
Acelino Popó PRB BA
Adrian PMDB RJ
Aelton Freitas PR MG
Alex Canziani PTB PR
Anderson Ferreira PR PE
André Zacharow PMDB PR
Aníbal Gomes PMDB CE
Antônia Lúcia PSC AC
Antonio Brito PTB BA
Antônio Roberto PV MG
Aracely De Paula PR MG
Arlindo Chinaglia PT SP
Arnon Bezerra PTB CE
Aureo PRTB RJ
Beto Mansur PP SP
Bruna Furlan PSDB SP
Carlos Magno PP RO
Celia Rocha PTB AL
Cida Borghetti PP PR
Cleber Verde PRB MA
Damião Feliciano PDT PB
Davi Alves Silva Júnior PR MA
Dimas Fabiano PP MG
Dr. Adilson Soares PR RJ
Edivaldo Holanda Junior PTC MA
Eduardo Azeredo PSDB MG
Elcione Barbalho PMDB PA
Eliene Lima PSD MT
Eros Biondini PTB MG
Eudes Xavier PT CE
Fábio Faria PSD RN - ATENÇÃO ELEITORES
Felipe Bornier PSD RJ
Francisco Floriano PR RJ
Francisco Praciano PT AM
Giacobo PR PR
Gladson Cameli PP AC
Guilherme Mussi PSD SP
Heleno Silva PRB SE
Hermes Parcianello PMDB PR
Hugo Napoleão PSD PI
Inocêncio Oliveira PR PE
Janete Capiberibe PSB AP
Jaqueline Roriz PMN DF
Jefferson Campos PSD SP
João Carlos Bacelar PR BA
João Leão PP BA
João Lyra PSD AL
João Pizzolatti PP SC
Joaquim Beltrão PMDB AL
Jorge Boeira PSD SC
Jorge Corte Real PTB PE
José Carlos Araújo PSD BA
José Chaves PTB PE
José Linhares PP CE
José Otávio Germano PP RS
José Priante PMDB PA
José Rocha PR BA
Jose Stédile PSB RS
Josué Bengtson PTB PA
Júlio Cesar PSD PI
Junji Abe PSD SP
Lael Varella DEM MG
Laercio Oliveira PR SE
Lauriete PSC ES
Luciano Castro PR RR
Lúcio Vale PR PA
Luis Tibé PTdoB MG
Luiz Carlos PSDB AP
Luiz Nishimori PSDB PR
Magda Mofatto PTB GO
Mandetta DEM MS
Manoel Junior PMDB PB
Manoel Salviano PSD CE
Marçal Filho PMDB MS
Marcelo Aguiar PSD SP
Márcio Reinaldo Moreira PP MG
Marco Maia PT RS
Mário De Oliveira PSC MG
Mauro Benevides PMDB CE
Mauro Mariani PMDB SC
Natan Donadon PMDB RO
Nelson Marquezelli PTB SP
Nelson Meurer PP PR
Nice Lobão PSD MA
Nilton Capixaba PTB RO
Otoniel Lima PRB SP
Paes Landim PTB PI
Paulo Magalhães PSD BA
Paulo Maluf PP SP
Pedro Henry PP MT
Penna PV SP
Rebecca Garcia PP AM
Roberto Balestra PP GO
Roberto Britto PP BA
Rogério Peninha Mendonça PMDB SC
Ronaldo Nogueira PTB RS
Rosinha Da Adefal PTdoB AL
Sandro Alex PPS PR
Saraiva Felipe PMDB MG
Sebastião Bala Rocha PDT AP
Sérgio Moraes PTB RS
Silas Câmara PSD AM
Simão Sessim PP RJ
Taumaturgo Lima PT AC
Toninho Pinheiro PP MG
Valdemar Costa Neto PR SP
Vicente Arruda PR CE
Vilson Covatti PP RS
Vinicius Gurgel PR AP
Vitor Paulo PRB RJ
Walter Tosta PSD MG
Wellington Fagundes PR MT
Wladimir Costa PMDB PA
Zé Silva PDT MG
Zé Vieira PR MA
Zeca Dirceu PT PR
Zequinha Marinho PSC PA
ASSINARAM / SENADO
Acir Gurgacz PDT    RO  
Aécio Neves PSDB    MG  
Alfredo Nascimento PR    AM   
Aloysio Nunes Ferreira PSDB    SP   
Alvaro Dias PSDB    PR   
Ana Amélia PP    RS   
Ana Rita PT    ES   
Angela Portela PT    RR   
Anibal Diniz PT    AC   
Antonio Carlos Valadares PSB    SE   
Antonio Russo PR    MS   
Armando Monteiro PTB    PE   
Blairo Maggi PR    MT   
Casildo Maldaner PMDB    SC   
Cássio Cunha Lima PSDB    PB   
Cícero Lucena PSDB    PB   
Ciro Nogueira PP    PI   
Cristovam Buarque PDT    DF   
Cyro Miranda PSDB    GO   
Delcídio do Amaral PT    MS   
Eduardo Amorim PSC    SE   
Eduardo Braga PMDB    AM   
Eduardo Lopes PRB    RJ   
Eduardo Suplicy PT    SP   
Epitácio Cafeteira PTB    MA   
Fernando Collor PTB    AL   
Flexa Ribeiro PSDB    PA   
Francisco Dornelles PP    RJ   
Gim Argello PTB    DF   
Humberto Costa PT    PE   
Inácio Arruda PC DO B    CE   
Ivo Cassol PP    RO   
Jader Barbalho PMDB    PA   
Jarbas Vasconcelos PMDB    PE   
Jayme Campos DEM    MT   
João Capiberibe PSB    AP   
João Durval PDT    BA   
João Ribeiro PR    TO   
João Vicente Claudino PTB    PI   
Jorge Viana PT    AC   
José Agripino DEM    RN - ATENÇÃO ELEITORES  
José Pimentel PT    CE   
Kátia Abreu PSD    TO   
Lídice da Mata PSB    BA   
Lindbergh Farias PT    RJ   
Lúcia Vânia PSDB    GO   
Luiz Henrique PMDB    SC   
Magno Malta PR    ES   
Maria do Carmo Alves DEM    SE   
Mário Couto PSDB    PA   
Marta Suplicy PT    SP   
Mozarildo Cavalcanti PTB    RR   
Paulo Bauer PSDB    SC   
Paulo Davim PV    RN    - ATENÇÃO ELEITORES 
Paulo Paim PT    RS   
Pedro Simon PMDB    RS   
Pedro Taques PDT    MT   
Randolfe Rodrigues PSOL    AP   
Renan Calheiros PMDB    AL   
Ricardo Ferraço PMDB    ES   
Roberto Requião PMDB    PR   
Rodrigo Rollemberg PSB    DF   
Romero Jucá PMDB    RR   
Sérgio Souza PMDB    PR   
Valdir Raupp PMDB    RO   
Vanessa Grazziotin PC DO B    AM   
Vicentinho Alves PR    TO   
Vital do Rêgo PMDB    PB   
Waldemir Moka PMDB    MS   
Walter Pinheiro PT    BA   
Wellington Dias PT    PI   
Zeze Perrella PDT    MG
NÃO ASSINARAM / SENADO
Benedito de Lira PP    AL  
Clésio Andrade PMDB    MG  
Clovis Fecury DEM    MA   
Demóstenes Torres  sem partido  GO   
Eunício Oliveira PMDB    CE   
Garibaldi Alves PMDB    RN  - ATENÇÃO ELEITORES 
José Sarney PMDB    AP   
Lobão Filho PMDB    MA   
Sérgio Petecão PSD    AC   

O COMPORTAMENTO DE ROGÉRIO MARINHO E SÉRGIO GUERRA


Protógenes vai pedir a cassação de Sérgio Guerra e Rogério Marinho


O deputado e delegado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) pretende pedir ao Conselho de Ética da Câmara a cassação dos deputados Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Rogério Marinho (PSDB-RN) por quebra de decoro parlamentar. Segundo imagens que obteve recentemente, gravadas pelo circuito interno da Câmara, Guerra indicou e Marinho destruiu um cartaz pedindo a CPI da Privataria Tucana que estava na porta do gabinete de Protógenes. Será chumbo trocado, já que Guerra pediu a cassação de Protógenes ao Conselho de Ética por causa das gravações telefônicas obtidas durante a operação Monte Carlo, que flagraram o deputado comunista conversando com Dadá (ou Chico), o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias Araújo. A denúncia contra Protógenes foi primeiro divulgada pelo Estadão. O deputado sustenta que herdou um relacionamento profissional com Dadá de quando o sargento atuou na Operação Satiagraha, como agente lotado na Agência Brasileira de Informações (ABIN). As gravações foram usadas numa tentativa de evitar que Protógenes fosse indicado para atuar na CPMI do Cachoeira, recém-instalada no Congresso, o que acabou acontecendo por decisão do PCdoB.

O DESESPERO PAIRA FORTEMENTE SOBRE BRASÍLIA MAS PRECISAMENTE SOBRE O NINHO SUJO DA POLÍTICA NACIONAL: PSDB E OS DEMOS: OS IRMÃOS INSEPARÁVEIS

AOS POUCOS...


Governador de GO é sócio em avião de R$ 4 mi, diz Cachoeira

Em diálogo captado pela Polícia Federal, o empresário Carlinhos Cachoeira diz que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é dono de um avião Cessna, que custou R$ 4 milhões, em sociedade com dois empresários, informa setores da imprensa nacional. Na gravação, em abril de 2011, Cachoeira fala para o ex-vereador Wladimir Garcez, -- segundo a PF, seu "assessor direto"-- que Perillo é dono de metade do avião. "Aquele cara do Porcão, o Hélder, esse cara, ele é socio do Marconi num um avião aí com o Rossine viu... Ele é um Cessna, 2010, pagou R$ 4 milhões, um trem assim. E Marconi tem 50%, o Rossi 25% e o esse Hélder, do Porcão, tem 25%. Tá voando com eles ai", diz Cachoeira.

OUTRO LADO

O GOVERNADOR NEGA TER POSSUÍDO AVIÃO. ENTÃO QUE VENHA A CPI E DESCAVAQUE TUDO. 



NOTA DO BLOG:




VOCÊ É FAVORÁVEL A TER UMA CPI PARA APURAR AS DENÚNCIAS NO SEU MUNICÍPIO? DE PESSOAS QUE GANHAM SEM TRABALHAR? DE DESVIO DE DINHEIRO DO FUNDEB? DE MERENDA? E DO NEPOTISMO DE ADMINISTRADORES E SECRETÁRIAS (OS)? QUEM ESTÁ COM A JUSTIÇA, MEU DEUS?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

COMO ESTÃO OS BICOS GRANDES NESSA HORA?


'Deltaduto' financiava campanhas eleitorais, aponta investigação da PF

Empresa de fachada repassou verba a pessoas jurídicas doadoras em 2010; Perillo foi beneficiado


BRASÍLIA - O rastreamento do dinheiro injetado pela Delta Construções em empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, e ligadas ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, revela que a empreiteira carioca montou um “deltaduto” para irrigar campanhas eleitorais. A CPI do Cachoeira, que será instalada na quinta-feira, 19, no Congresso, vai investigar os negócios do contraventor e seus elos com a construtora e políticos. Empresas que receberam recursos da Alberto e Pantoja Construções Ltda., cuja única fonte de renda identificada pela Polícia Federal era a Delta Construções, abasteceram cofres de campanhas em Goiás, área de influência da organização criminosa de Cachoeira. Segundo as investigações da Operação Monte Carlo da PF, a construtora de fachada (a Alberto e Pantoja) registrou operações atípicas durante o ano eleitoral, período em que movimentou R$ 17,8 milhões. Duas empresas, que embolsaram R$ 210 mil da Pantoja, doaram R$ 800 mil a candidatos. Entre eles, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o deputado federal Sandes Júnior (PP-GO), ambos citados nas investigações da PF por supostas relações com a quadrilha. Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, um mês depois das eleições, Perillo recebeu R$ 450 mil da Rio Vermelho Distribuidora, de Anápolis (GO). A empresa também doou R$ 30 mil para a candidata a deputado federal Mirian Garcia Sampaio Pimenta (PSDB). A Rio Vermelho é citada em laudos da PF que mostram, a partir da quebra de sigilo bancário, transferências feitas pela Alberto e Pantoja em 2010 e 2011. O atacadista recebeu R$ 60 mil da empresa, que tem como procurador Geovani Pereira, homem de confiança de Cachoeira. De acordo com a Rio Vermelho, a doação para Marconi foi legal e está registrada no TSE. Com relação ao repasse da Alberto e Pantoja, a empresa afirma que o valor é referente à venda de um carro para Cachoeira.

Marconi Perillo. Este não é o primeiro elo entre o governador de Goiás e as investigações da Monte Carlo. A então chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, pediu demissão depois que escutas telefônicas mostraram a servidora passando informações sigilosas sobre as operações policiais que tinham como alvo o esquema do contraventor. Perillo, que já confirmou ter se encontrado com Cachoeira, também é citado em conversas de integrantes da quadrilha que mostram a influência do grupo em seu governo, incluindo nomeações para cargos-chave. Doadora de R$ 300 mil para a campanha do deputado federal Sandes Júnior (PP), a Midway International recebeu R$ 150 mil da construtora investigada pela PF. A empresa de suplementos alimentares transferiu o dinheiro em duas parcelas de mesmo valor (R$ 150 mil) em 22 e 28 de setembro de 2010. Sandes Júnior também é citado em grampos da Monte Carlo. A Midway doou ainda R$ 20 mil para o ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Wilton Batos Colle, da Midway, informou que pediu um empréstimo para uma empresa de Anápolis para fazer a doação. “Queria doar dinheiro para um grande amigo nosso, o deputado Sandes Júnior, mas estávamos sem dinheiro no caixa naquela época.” Segundo o empresário, a empresa escolhida para a operação foi a Libra Factoring, de um irmão de Cachoeira, também investigada no inquérito da PF. “Foi uma operação legal e declarada. Só não sabíamos que quem estava fazendo o negócio era essa Pantoja”, argumentou.

FAISCAS

Relator do suposto mensalão afirma que ministro César Peluso é amargurado



Joaquim Barbosa, que assume a vice-presidência do STF, também negou pretensões eleitorais


BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa rebateu nesta quarta-feira, 18, as críticas feitas pelo presidente do tribunal, Cezar Peluso, a ele, à ministra Eliana Calmon, corregedora-nacional de Justiça, e ao futuro da Corte. "O Peluso se acha", afirmou. "Na verdade ele tem uma amargura. Em relação a mim então...", acrescentou. Na entrevista, Peluso insinuou que Barbosa teria alimentado planos eleitorais por conta da relatoria do processo do mensalão. Barbosa negou que tenha algum dia falado sobre pretensões políticas com alguém. "Eles estão inventando essa história. Eu jamais falei com qualquer pessoa sobre candidatura", disse. O ministro também saiu em defesa da corregedora-nacional de Justiça. Na sua entrevista, Peluso afirmou que Eliana Calmon não deixará nenhum legado quando terminar seu mandato no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Peluso e Eliana Calmon entraram em conflito ao discutir os poderes correcionais do CNJ. Peluso queria que o Conselho só abrisse investigações depois que as corregedorias dos tribunais locais investigassem magistrados suspeitos. Eliana Calmon defendia poderes mais amplos, por julgar que as corregedorias locais são, na maior parte das vezes, corporativistas.
"A Eliana ganhou tudo (no embate com Peluso). Ele não sabe perder", afirmou Barbosa. E, ao contrário da avaliação de Peluso, o relator do mensalão elogiou o trabalho da ministra e disse que ela só não fez mais porque Peluso não permitiu. "Ela fez muito, não obstante os inúmeros obstáculos que ele tentou criar", disse. Joaquim Barbosa assume nesta quinta-feira, 19, a vice-presidência do STF. Na presidência, o ministro Carlos Ayres Britto substituirá Peluso. Inicialmente, Barbosa não quis comentar as declarações do colega. Disse que responderia apenas na sexta-feira para não estragar a cerimônia de posse. No entanto, resolveu falar e acrescentou que responderá mais enfaticamente depois da posse.
Planos políticos. Em sua entrevista, Peluso citou uma conversa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para insinuar os supostos planos políticos de Eliana Calmon e Joaquim Barbosa. "Basta lembrar de quando o ministro Joaquim Barbosa acatou o recebimento da denúncia contra os envolvidos no episódio do mensalão. Foi aplaudido em um bar do Rio de Janeiro, foi lançada a candidatura dele, e ele até gostou da ideia. Quando você se vê dentro da mídia, sendo o foco, tudo centralizado em você, tudo pode passar pela cabeça", afirmou Peluso. "Perguntei ao presidente Sarney, ele é meu amigo, se achava que a ministra Calmon tinha intenções políticas. Ele disse: 'Se até pela cabeça do ministro Joaquim Barbosa passou isso, pode passar pela cabeça dela'. Mas ela disse que não. Mas ela se sente bem nessa postura", afirmou Peluso. Na opinião do presidente da Corte, o ministro Joaquim Barbosa, a despeito dos problemas de saúde, cumprirá os dois anos de mandato na presidência da Corte, que assume em novembro deste ano. Mas disse não saber como o ministro se relacionará com os colegas, com advogados e com a magistratura. “Ele é uma pessoa insegura, se defende pela insegurança. Dá a impressão que de tudo aquilo que é absolutamente normal em relação a outras pessoas para ele parece ser uma tentativa de agressão. E aí ele reage violentamente”, disse. Peluso questionou, na entrevista, a eficiência do novo sistema previdenciário do funcionalismo público, dizendo que "ninguém que tenha capacidade e decência irá procurar emprego no setor público" a partir de agora. Também criticou a presidente Dilma Rousseff por frustrar o aumento do salário dos magistrados e servidores do Judiciário. "A Presidência descumpriu a Constituição, como também descumpriu decisões do Supremo. Mandei ofícios à presidente Dilma Rousseff citando precedentes, dizendo que o Executivo não poderia mexer na proposta orçamentária do Judiciário, que é um poder independente, quem poderia divergir era o Congresso. Ela simplesmente ignorou", disse. Além disso, o presidente do STF criticou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), a quem responsabiliza pelo fracasso de sua proposta de mudança na Constituição para antecipar o trânsito em julgado de processos judiciais para o julgamento em segunda instância. Hoje, um processo só transita em julgado depois que todos os recursos possíveis sejam julgados, podendo o caso só terminar depois do julgamento pelo STF. "A PEC só não foi votada porque o Dornelles complicou. Quem o senador Francisco Dornelles representa? Ele é do PP ou do BB - dos bancos e bancas. Estes são os grandes interessados na discussão do sistema", afirmou. "O Dornelles é senador pelo Rio de Janeiro, mas de fato representa os interesses dos bancos e representantes das grandes bancas de advocacia de Brasília. Ele travou a votação da PEC", afirmou Peluso.

NOSSA SOLIDARIEDADE AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA E A GRANDE ELIANA CALMON. O BRASIL PRECISA MUITOS DE PESSOAS COMO SUAS EXCELÊNCIAS.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

ESSE É SERRA

Serra diz que dá "voto de confiança" a Perillo

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra disse nesta terça-feira que dá "um voto de confiança" ao governador de Goiás, Marconi Perillo, seu colega de partido. O goiano é citado em gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que levou à prisão do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e motivou um pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso. Escutas telefônicas feitas com autorização judicial reveladas esta noite pelo "Jornal Nacional" mostram o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB) discutindo com Cachoeira um encontro com o governador de Goiás. Na conversa, o vereador dá a entender que o encontro foi pedido por Perillo. Serra, que ministrava desde as 19h uma palestra da Fiesp (Federação das Industrias de São Paulo) ressaltou não conhecer o conteúdo das novas gravações, mas disse dar "um voto de confiança" ao governador de Goiás. "Eu não conheço [o teor das gravações], mas, sinceramente, dou um voto de confiança ao Marconi Perillo. E acho que ele está aberto a qualquer investigação que haja", afirmou Serra. O ex-governador disse ainda que seu partido, o PSDB, o mesmo de Perillo, está "mergulhado" nos trabalhos de instalação da CPI que investigará as relações de Cachoeira com políticos e empresários no Congresso.

ESSE É LULA

Lula diz a aliados que CPI tem de ser feita 'doa a quem doer'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu anteontem no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vários parlamentares para discutir a CPI do Cachoeira. Ele despachou, separadamente, com o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o antecessor Cândido Vaccarezza (PT-SP) e os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Renan Calheiros (PMDB-AL). A despeito dos receios da presidente Dilma Rousseff, Lula disse que a CPI tem de ser feita "doa a quem doer". Ele atribuiu ao empresário Carlinhos Cachoeira um "esquema" para destruir o seu governo, desde o caso Waldomiro Diniz, em 2004, passando pela denúncia de propina nos Correios --que resultou no mensalão--, um ano depois. Líderes partidários protocolaram na noite de ontem o pedido de abertura da CPI. A comissão, que obteve o número mínimo de assinaturas nesta terça-feira, vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais com políticos, servidores públicos e empresários. Para a CPI ser instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso, prevista para a próxima quinta-feira. A reunião deve ser presidida pela vice-presidente do Legislativo, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), já que o presidente José Sarney (PMDB-AP), internado em São Paulo, pediu licença do cargo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

PARECE MENTIRA MAS NÃO É

FHC defende CPI e diz que Brasil cansou de corrupção

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta terça-feira (17) a instalação de uma CPI no Congresso para apurar o caso Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, a corrupção no país continua "assim porque você não tem punição" e uma CPI seria a a oportunidade de o Congresso crescer. "Então, eu acho que não dá. Chegou o momento de o Congresso assumir suas responsabilidades com serenidade", afirmou o ex-presidente. "Acho que é bom [CPI], porque o país precisa muito passar a limpo as questões com serenidade. Nós cansamos de ver o grau de corrupção existente. [Com] Isso, eu não estou criticando A, B ou C, porque infelizmente atinge a quase todos. Digo, não pessoas, mas partidos. Acho que o país cansou", completou. FHC afirmou ainda que é possível fazer política no país sem caixa 2. "É preciso fazer, dá para fazer. Se não dá, tem que criar condições para fazer. É uma questão de ter respeito ao povo. Claro que dá." Apesar da mobilização inicial pela instalação de uma CPI mista, o temor de que as investigações respingem em membros do PT ou do Palácio do Planalto fez integrantes do partido começarem a trabalhar pelo adiamento da investigação no Congresso. O PSDB, de FHC, é a favor da CPI. A afirmação do ex-presidente foi dada após cerimônia de apresentação de um documentário sobre a sua vida, chamado "A Construção de Fernando Henrique". O vídeo foi produzido pela TV Câmara. Hoje, a apresentação foi de cerca de nove minutos, mas o material tem 57 minutos e estréia prevista para o dia 19, às 21h30, no canal da TV Câmara. Em seu discurso, FHC agradeceu a homenagem e disse que gostaria de ser lembrado pelo seu papel na consolidação da democracia. "Gostaria de ser lembrado não só pela estabilidade da moeda, pelo social, porque os demais governos avançaram mais nessa área, mas pelo papel na democracia", disse, enfatizando o papel importante do Congresso. Ele também falou sobre a importância de os diversos governos trabalharem pelo bem do povo e do país. O tucano foi elogiado, inclusive, pelo petista Marco Maia (RS), presidente da Câmara. "Ninguém pode questionar o papel na consolidação da democracia, o profundamento político social e o respeito ao povo."

ANOS ATRÁS ISSO SEQUER SERIA  IMAGINÁVEL. HOJE, DEVIDO À EVOLUÇÃO POLÍTICA EM NÍVEL NACIONAL, PERSONALIDADES ABAFADORAS DE CPIs COMO O EX-PRESIDENTE SOCIÓLOGO, VEEM A OPORTUNIDADE DE TENTAR LIMPAR SEU PASSADO, FAZENDO TAL DECLARAÇÃO. O ESCLARECIMENTO DOS ELEITORES NACIONALMENTE "OBRIGA" PESSOAS DESSA ESTIRPE A MUDAR DE OPINIÃO MESMO A CONTRA-GOSTO. OBRIGADO PT PELO PODER. SUA PRESENÇA PROPORCIONA CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESSA.

PENSEM NAS ENTRELINHAS

A grande mídia procurou na semana que passou reorganizar as forças da oposição

A semana que passou foi quente. Novos lances específicos ocorreram dentro da permanente disputa na atualidade brasileira sobre quem vai predominar na direção da vida e do pensamento nacional: ou a pequena elite rica ou a maioria da população. A primeira tem grande presença nas instituições públicas e profundas raízes ideológicas na sociedade, se vincula às elites do capitalismo internacional, tem uma mídia poderosa. A segunda está bem representada hoje no Poder Executivo nacional, tem boa presença no Congresso e nos poderes locais, dispõe de movimentos organizados e militância com forte atuação na disputa econômica, política e ideológica.  Na frente de batalha econômica, o governo e o capital financeiro continuaram na semana passada seu jogo de braço, onde o lado do governo quer a queda dos juros cobrados pelos bancos. Na frente de batalha política, a grande mídia privada comandou um movimento da oposição para sair da defensiva no caso Demóstenes & Cachoeira e ir para o ataque. Quando veio à luz o elo entre o senador e o chefe da organização criminosa, o DEM quis se livrar logo de seu líder, e do assunto. O PSDB ficou perplexo. A grande mídia privada partiu em auxílio do DEM tentando embaralhar a cena com notícias negativas sobre o PT. A ação do lado governista resultou na viabilização de uma CPMI, que o campo adversário não teve como recusar, sob pena de desacreditar seu discurso moralizante já abalado pela descoberta do verdadeiro Demóstenes. A grande mídia procurou na semana que passou reorganizar as forças da oposição.  Municiada pela turma do Demóstenes, mirou no governo petista do Distrito Federal, e na empresa Delta, que toca muitas obras federais. Secundarizou os fatos e os personagens centrais do caso Demóstenes & Cachoeira. Buscou diluir o DEM e o PSDB no que seria um pluripartidário ‘partido da corrupção’. Abriu campanha dizendo que a CPMI é para desviar a atenção do mensalão. Tentou atemorizar o governo e os partidos governistas, sugerindo um clima de arrependimento por terem permitido a CPMI, do tipo ‘o governo está indo tão bem, que pena vir uma CPMI para perturbar’. Na verdade, quem tem muito a temer com os desdobramentos do caso Demóstenes & Cachoeira é a oposição e a grande mídia privada. Em particular o DEM, que se recolhe gravemente ferido pelo caso Demóstenes, antes o fora pelo caso Arruda, à espera de quem será o próximo. Ou o PSDB, preocupado com as relações entre o governador de Goiás e Cachoeira. Ou a revista Veja, que foge e teme. Na semana anterior sua capa destacava um assunto de 2 mil anos ( o santo sudário). A desta semana traz um assunto de sete anos atrás (o mensalão). Ela trata com polidez seus velhos parceiros de jornalismo, Demóstenes e o bando de Cachoeira, e investe com superagressividade contra o PT. A oposição agora tem arranhada sua credibilidade pela dúvida sobre quantos falsos moralistas como Demóstenes há entre eles. Esta é uma excepcional oportunidade de reafirmar à sociedade que o PT, o governo Dilma, muitos aliados, e os movimentos sociais, querem moralizar os costumes políticos, inegável aspiração popular. Os governos Lula e Dilma já fizeram muito neste sentido, especialmente com o impulso e a liberdade de investigação dadas à Polícia Federal e à CGU, com a autonomia reconhecida da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público Federal, inéditas em relação a governos anteriores. Agora dá para fazer mais. Que tal uma reforma, por exemplo, que tire do setor privado o financiamento da política? A grande mídia e a oposição divergem da atual condução da economia essencialmente vinculada à distribuição da renda; da forma como se ampliam os direitos democráticos do povo com respeito aos movimentos sociais; da política internacional soberana que se pratica. E o país está indo muito bem nisso. Se virem quebrado o monopólio que pretenderam ter da bandeira contra a corrupção, vão perder mais terreno na grande luta de poder que se trava na atualidade brasileira. É o que temem.

CANALHA É CANALHA EM TODO LUGAR. A DIFERENÇA É O TAMANHO ROUBO E A FALTA DE VERGONHA DE QUEM ROUBA, CORROMPE, CONCORDA COM O ROUBO E FAZ TUDO PARA ABAFAR OS DESMANTELOS, TENTANDO MANCHAR QUEM DENUNCIA AS PODRIDÕES DOS PORÕES. VAMOS ACORDAR!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

E NA SUA CIDADE TEM FUNCIONÁRIOS FANTASMAS?

Em PE, 450 funcionários mortos estão em folha de pagamento

Fantástico mostra que houve desperdício de R$ 300 milhões de 2009 a 2010.
Mais de R$ 2 milhões foram gastos com gente que já morreu, diz TCE.




Uma reportagem feita pelo Fantástico mostra o escândalo dos funcionários fantasmas. Um levantamento feito em Pernambuco constatou a existência de traficante condenado recebendo salário, servidores morando a milhares de quilômetros do local de trabalho e até mortos na folha de pagamento. Ao todo, 450 funcionários públicos estão enterrados em cemitérios de Pernambuco. Os nomes deles aparecem numa auditoria do Tribunal de Contas do Estado. Durante dois anos, os auditores estudaram as planilhas de pagamento dos municípios pernambucanos. A conclusão é de que, só nesse período, de 2009 a 2010, foram desperdiçados R$300 milhões em dinheiro público. Mais de R$ 2 milhões, gastos em nome de gente que já morreu. No levantamento do TCE, o Recife aparece com o maior número de casos: 65. E o pior é que os fantasmas não estão só nos cemitérios.

Outros problemas

A administração do dinheiro público em Pernamubuco é assombrada por muitas outras irregularidades. O estado atingiu uma marca inacreditável: dos seus 184 municípios, 159 respondem a processos no Tribunal de Contas. São quase todos: 86% das cidades. No município de Verdejante, no Sertão pernambucano, durante o período investigado pelos auditores, a folha salarial da prefeitura traz o nome de Severino Dantas de Sá, que é presidiário. Quando foi contratado estava foragido. Na época, Severino estava bem mais longe, a dois mil quilômetros de distância da pequena Verdejante. Ele cumpria pena de sete anos de prisão por tráfico de drogas, em Brasília, em regime semi-aberto. Em agosto de 2008 ele fugiu do presídio e só voltou dois anos depois quando foi recapturado pela polícia. Transferido para Salgueiro, a 35 quilômetros de Verdejante, Severino confirmou que foi funcionário público.

Repórter: O senhor trabalha pra prefeitura de Verdejante?
Severino: Não.
Repórter: O senhor já trabalhou pra prefeitura de lá?
Severino: Já.
Repórter: Em que período?
Severino: Trabalhei no período de 2009 até meados de outubro de 2010.
Repórter: O prefeito não tinha ciência de que o senhor deveria estar cumprindo pena quando foi contratado?
Severino: Não, não tinha ciência.
Severino: Quando eu fui recapturado, ele me demitiu imediatamente.
Ao tentar explicar o erro na contratação, o prefeito de Verdejante, Haroldo Silva Tavares, acaba revelando uma prática que leva a tantos casos de mau uso do dinheiro público no Brasil: o preso que virou funcionário é primo dele. "Inclusive a própria família que é dele, é nossa, dizia que ele não tinha mais problema na Justiça e eu não fui averiguar mais a fundo", diz Tavares. Para a cientista política Roseli Coelho, as fraudes contaminam todo o serviço público brasileiro. “Você está esfregando na cara do funcionário público que trabalha que ele é um idiota, que ele é um trouxa, que outros mais espertos que ele tão ganhando o salário e não tão trabalhando”, afirma.
Pará

Em Belém, o Ministério Público investiga desde 2011 a contratação de fantasmas pela Assembleia Legislativa do Pará. “Nós já detectamos neste primeiro momento, no primeiro levantamento, perto de 100 funcionários fantasmas”, diz o promotor Arnaldo Azevedo. O prejuízo já chega a R$ 20 milhões. Funcionários da Assembleia estão entre as 40 pessoas denunciadas. O Ministério Público afirma que o golpe usava inocentes, gente que não sabia que estava na folha de pagamento e que não se beneficiou da fraude. Como Ivonete Silva. “Nunca recebi um centavo”, diz ela, que está desempregada. Mas, na folha da Assembleia, Ivonete era assessora especial e recebia mais de R$10 mil por mês. O nome do vendedor Ricardo Rafael Monteiro da Silva também está na folha de pagamento. Em nome dele, um salário de mais de R$ 15 mil. “Eu ganho um salário mínimo e tem gente se aproveitando do meu nome”, diz ele. Em Belém, então, o desvio do dinheiro era feito com "laranjas", quer dizer: pessoas que têm nome e documentos usados sem que elas saibam. O salário, claro, era embolsado pelos golpistas. "A todo momento se detecta uma pessoa que figurou nos quadros da Assembleia como funcionário mas que nunca trabalhou, muitas não sabem nem onde fica o prédio da Assembleia Legislativa", diz o promotor Azevedo.

Mato Grosso

Mas nem sempre são laranjas. Em Cuiabá, uma auditoria na folha de pagamento da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso encontrou 32 fantasmas. Trinta e um recebiam os salários, eram coniventes com a fraude. Nenhum deles jamais trabalhou na secretaria. Houve quem recebesse, em quatro anos, mais de um R$ 1 milhão. Total do prejuízo: quase R$ 13 milhões. A polícia começa a investigar a fraude.

Mais problemas

Em Pernambuco, além de mortos que continuam a receber salários, o Tribunal de Contas descobriu outro descaso com o dinheiro do contribuinte. Você imagina que alguém possa morar a quase três mil quilômetros do emprego? A distância não é problema para a contratação de funcionários. As prefeituras pagam salários até para servidores que moram em estados que não fazem divisa com Pernambuco. São 3,8 mil contratados que não dão expediente, mas o o contracheque deles não falta. Segundo o relatório, o prejuízo nesses casos foi de R$ 34 milhões em dois anos. Mirandiba, no Sertão Pernambucano. Uma cidade como tantas outras que precisam de serviços de saúde, de educação, de segurança. Mas Mirandiba contrata servidores que moram longe. Em Brasília, tentamos entrevistar Jorge Luiz Furtado de Sá. Ele aparece como motorista na folha de pagamento de Mirandiba. Encontramos a casa da família dele. A irmã estranha que Jorge tivesse emprego numa cidade de Pernambuco.

Irmã: Lá de Mirandiba? Não, porque ele trabalhava aqui, como é que ele era funcionário lá?
E conta que o irmão deixou Brasília de repente.
Irmã: Eles juntaram as coisas, querida, e anoiteceu e amanheceu e foram embora, a família toda. Meu irmão, a mulher e os filhos.
Em São Paulo, a reportagem chegou mais perto de um dos fantasmas de Mirandiba. Maria Clara da Silva é contratada como auxiliar de serviços.
Senhora: Chega correspondência dessa pessoa aqui, entendeu?
O produtor do Fantástico em São Paulo encontra uma pista de Maria Clara.
Produtor: Mas sempre chega correspondência dela aí?
Senhora: Maria Clara.
Produtor: E ela passa pra pegar?
Senhora: Para pegar.
A moradora indica o caminho da casa que seria de Maria Clara. Mas o lugar está vazio. Por telefone, ela não quis explicar a situação.
Produtor: A gente precisa esclarecer, porque você tem um cargo lá e você não mora lá.
Maria Clara: Mas aí o meu advogado procura você e conversa com você.
Em Mirandiba, descobrimos que a mãe de Maria Clara trabalha no lugar dela.
Mãe: Ela adoeceu lá e está lá mas ela vem. E eu trabalho e recebo o dinheiro.
Outro lado

Bartolomeu Tiburtino é prefeito de Mirandiba desde 2009. Ele diz que as irregularidades começaram antes da gestão dele. “E nós vamos tomar as medidas cabíveis pra poder contornar essa situação”, afirma o prefeito. As prefeituras foram notificadas pelo Tribunal de Contas para apresentar as suas defesas. Algumas instauraram processos administrativos para apurar as próprias irregularidades. Não há nenhuma garantia de que os pagamentos irregulares foram suspensos. Segundo o TCE, com os R$ 300 milhões desperdiçados em Pernambuco, seria possível construir 1,2 mil postos de saúde. Ou 6,2 mil casas populares. Ou ainda 167 novas escolas. “Nós já denunciamos isso ao Ministério Público Federal. O Ministério Público vai estudar e ver os indícios de improbidade e os indícios de crime em relação a essas questões e efetivamente nós vamos solicitar de forma firme a devolução desses recursos pelos responsáveis”, afirma a presidente do TCE, Teresa Duere.


MUDA, BRASIL. PARA O TEU BEM: MUDA O QUE NÃO PRESTA

sábado, 14 de abril de 2012

OBRIGADO, SENHOR! DEUS CURA QUEM MERECE. QUEM MERECE!


Lula participa de 1º evento público após diagnóstico de cura

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã deste sábado (14), da inauguração do CEU (Centro Educacional Unificado) Regina Rocco, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O nome do local, que fica no bairro da Vila São Pedro, é uma  homenagem à mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia.


A cerimônia é o primeiro evento público de Lula após a confirmação do desaparecimento do câncer na laringe – diagnosticado em outubro de 2011. Além do prefeito Luiz Marinho, Lula terá companhia da senadora Marta Suplicy, do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do candidato à prefeitura de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad. Baseado em projeto de Marta, o CEU é o primeiro dos quatro que a prefeitura promete abrir até o fim do ano. 

Encontro com Dilma

Lula também encontrou-se nesta sexta-feira (13) com a presidente Dilma Rousseff no escritório da Presidência da República, em São Paulo. Durante a conversa, que durou mais de duas horas, eles abordaram o quadro político nacional.

QUEREMOS SABER

Suposto mensalão é incomum e exige julgamento peculiar, diz Aires Brito

Caso será principal missão do ministro, que assume o STF nesta quinta.
Escândalo do mensalão, de 2005, foi o maior do governo Lula.


Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para dar posse na próxima quinta-feira (19) ao novo presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, 69 anos. Logo no início do mandato, o jurista sergipano terá a missão de organizar o julgamento de um dos principais processos da história do tribunal, o chamado mensalão. A ação penal, que apura a responsabilidade de 38 réus no suposto esquema de compra de apoio político durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, espera somente a liberação do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, para entrar na pauta de julgamentos. Nos bastidores, os ministros já discutem mudanças na rotina do tribunal para julgar o caso. O risco de prescrição, o número de réus, que terão uma hora cada para se defender, as 600 testemunhas ouvidas e a complexidade dos fatos narrados nos autos vão exigir uma força-tarefa para que o julgamento ocorra antes do período eleitoral. Para o presidente eleito do STF, um caso “incomum” precisa de uma “tramitação peculiar”, mas Ayres Britto afirma que o tratamento especial não pode ser entendido como parcialidade. “É um processo incomum por essas características e, como há risco de prescrição pelo tempo transcorrido, exige uma tramitação peculiar, sessões de julgamento formatadas num modo peculiar. Sem que isso signifique absolutamente perda de isenção da nossa parte”, disse. Entre as alternativas em debate, estão realizar sessões todos os dias da semana e não apenas às quartas e quintas-feiras, como de costume, e estender o julgamento durante o recesso de julho. O novo presidente do STF pratica meditação, escreve e publica livros de poesia e recomenda aos colegas juízes mais cinema, teatro e literatura. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida aos canais de imprensa.