segunda-feira, 7 de maio de 2012

A GOTA D'ÁGUA DA DESMORALIZAÇÃO


Paulo Davim defende que Micarla de Sousa não tente reeleição

Senador pevista justificou opinião alegando que prefeita tem saúde frágil e enfrenta desgaste político e administrativo


O senador Paulo Davim (PV) defendeu em entrevista ao Jornal 96 que a prefeita Micarla de Sousa, de mesmo partido, não seja candidata à reeleição "por vários motivos", sendo a saúde o fator preponderante para a gestora abrir mão da disputa. "Eu conversei com a prefeita e externei esse posicionamento a ela. Acho que ela não deveria ser candidata pela questão de saúde. Ela tem uma saúde frágil e digo isso com autoridade de quem foi médico dela", disse. Em seguida, Davim abordou a questão política: "A avaliação administrativa e política é outro fator", disse o senador em alusão ao desgaste da prefeita, traduzido em desaprovação que orbita em 90%. "Eu disse a ela essas razões e ela está refletindo. No final, a decisão cabe apenas a ela", arrematou o pevista.

OU O POVO APRENDE OU VAI CONTINUAR A SOFRER DECEPÇÕES E DEIXAR DE DESFRUTAR A QUALIDADE DE VIDA QUE TEM DIREITO COM O DINHEIRO COLETIVAMENTE DE TODOS. ACORDEMOS, TODOS!

MAIS LIDERANÇAS ADEREM AO PROJETO ALTERNATIVO EM JOSÉ DA PENHA



Neste Sábado o Grupo Amigos de José da Penha juntamente com os partidos que integram o Bloco de Oposicão LANÇARAM A CAMPANHA  “JOSE DA PENHA VOTA LIMPO”. O evento foi marcado pela presença de representantes de várias comunidades e lideranças políticas local e regional que estão se somando ao GRUPO COMO O DR. EDILSON LEITE, FILHO DO EX-PREFEITO OSÓRIO ESTEVAM E EX-CANDIDATO A PREFEITO DO MUNICÍPIO, DO DEPUTADO ESTADUAL GETÚLIO REGO E DO PREFEITO DE PAU DOS FERROS LEONARDO RÊGO. O objetivo do encontro foi esclarecer o eleitorado municipal quanto a importância dos mesmos votarem levando em consideração os interesses coletivos, procurando escolher aqueles que realmente demonstram mais capacidade para administrar este município, principalmente agora em virtude da difícil crise administrativa pelo qual passa, uma crise gerada muito pela AUSÊNCIA DOS SEUS PRINCIPAIS REPRESENTANTES, PREFEITO E VICE. NÃO SE PODE ADMNISTRAR UM MUNICÍPIO POR PROCURAÇÃO, PREFEITO TEM QUE SER AQUELE QUE O POVO ELEGE, NÃO INTERVENTORES QUE NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM O FUTURO DESTE MUNICÍPIO.

FONTE: JUNIOR-DUBA.BLOGSPOT.COM

CUIDADO COM O QUE VOCÊ LÊ


Trevas ao meio-dia


Por que a mídia nativa fecha-se em copas diante das relações entre Carlinhos Cachoeira e a revistaVeja? O que a induz ao silêncio? O espírito de corpo? Não é o que acontece nos países onde o jornalismo não se confunde com o poder e em vez de servir a este serve ao seu público. Ali os órgãos midiáticos estão atentos aos deslizes deste ou daquele entre seus pares e não hesitam em denunciar a traição aos valores indispensáveis à prática do jornalismo. Trata-se de combater o mal para preservar a saúde de todos. Ou seja, a dignidade da profissão. O Reino Unido é excelente e atualíssimo exemplo. Estabelecida com absoluta nitidez a diferença entre o sensacionalismo desvairado dos tabloides e o arraigado senso de responsabilidade da mídia tradicional, foi esta que precipitou a CPI habilitada a demolir o castelo britânico de Rupert Murdoch. Isto é, a revelar o comportamento da tropa murdoquiana com o mesmo empenho investigativo reservado à elucidação de qualquer gênero de crime. Não pode haver condão para figuras da laia do magnata midiático australiano e ele está sujeito à expulsão da ilha para o seu bunker nova-iorquino, declarado incapaz de gerir sua empresa. O Brasil não é o Reino Unido, a gente sabe. A mídia britânica, aberta em leque, representa todas as correntes de pensamento. Aqui, terra dos herdeiros da casa-grande e da senzala, padecemos a presença maciça da mídia do pensamento único. Na hora em que vislumbram a chance, por mais remota, de algum risco, os senhores da casa-grande unem-se na mesma margem, de sorte a manter seu reduto intocado. Nada de mudanças, e que o deus da marcha da família nos abençoe. A corporação é o próprio poder, de sorte a entender liberdade de imprensa como a sua liberdade de divulgar o que bem lhe aprouver. A distorcer, a inventar, a omitir, a mentir. Neste enredo vale acentuar o desempenho da revista Veja. De puríssima marca murdoquiana. Não que os demais não mandem às favas os princípios mais elementares do jornalismo quando lhes convém. Neste momento, haja vista, omitem a parceria Cachoeira-Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília e autor de algumas das mais fantasmagóricas páginas da semanal da Editora Abril, inspiradas e adubadas pelo criminoso, quando não se entregam a alguma pena inspirada à tarefa de tomar-lhe as dores. Veja, entretanto, superou-se em uma série de situações que, em matéria de jornalismo onírico, bateram todos os recordes nacionais e levariam o espelho de Murdoch a murmurar a possibilidade da existência de alguém tão inclinado à mazela quanto ele. E até mais inclinado, quem sabe. O jornalismo brasileiro sempre serviu à casa-grande, mesmo porque seus donos moravam e moram nela. Roberto Civita, patrão abriliano, é relativamente novo na corporação. Sua editora, fundada pelo pai Victor, nasceu em 1951 e Veja foi lançada em setembro de 1968. De todo modo, a se considerarem suas intermináveis certezas, trata-se de alguém que não se percebe como intruso, e sim como mestre desbravador, divisor de águas, pastor da grei. O sábio que ilumina o caminho. Roberto Civita não se permite dúvidas, mas um companheiro meu na Vejacensurada pela ditadura o definia como inventor da lâmpada Skuromatic, aquela que produz a treva ao meio-dia.
Indiscutível é que a Veja tem assumido a dianteira na arte de ignorar princípios. A revista exibe um currículo excepcional neste campo e cabe perguntar qual seria seu momento mais torpe. Talvez aquele em que divulgou uma lista de figurões encabeçada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apontados como donos de contas em paraísos fiscais. Lista fornecida pelo banqueiro Daniel Dantas, especialista no assunto, conforme informação divulgada pela própria Veja. O orelhudo logo desmentiu a revista, a qual, em revide, relatou seus contatos com DD, sem deixar de declinar-lhes hora e local. A questão, como era previsível, dissolveu-se no ar do trópico. Miúda observação: Dantas conta entre seus advogados, ou contou, com Luiz Eduardo Greenhalgh e Márcio Thomaz Bastos, e este é agora defensor de Cachoeira. É o caso de dizer que nenhuma bala seria perdida? Sim, sim, mesmo os mais eminentes criminosos merecem defesa em juízo, assim como se admite que jornalistas conversem com contraventores. Tudo depende do uso das informações recebidas. Inaceitável é o conluio. A societas sceleris. A bandidagem em comum.

domingo, 6 de maio de 2012

ACORDA, BRASIL!


Cachoeira chegou ao governo Serra


Além de Marconi Perillo, governador de Goiás, outro tucano ilustre parece ter se envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e os seus esquemas ilegais e imorais. Quando governou São Paulo, José Serra fez alguns negócios esquisitos. Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação, o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). 

sábado, 5 de maio de 2012

A COISA ESTÁ FEIA


Jornal estranha criação de conselho político do Rio Grande do Norte em Brasília


Em meio a uma crise institucional e política, com problemas financeiros e servidores em greve, o governo do Rio Grande do Norte montou em Brasília, a mais de 2.000 quilômetros de Natal, uma espécie de Conselho Político para ajudar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Entre os conselheiros estão o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (PMDB), o presidente do DEM e líder no Senado, José Agripino Maia, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Como os três passam a semana em Brasília, as reuniões foram transferidas para a capital federal. 
— O governo herdou uma situação financeira complicada, cometeu equívocos de comunicação e alguns equívocos administrativos pontuais. Esse Conselho Político está procurando ajudá-la no dia a dia para resolver as dificuldades — explica Agripino Maia.

Duas das secretarias mais importantes do estado, Justiça e Turismo, estão vagas, e vários candidatos sondados já se recusaram a ocupar os cargos. De acordo com pesquisas recentes, a reprovação à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) atinge 60%. Nesta semana, o secretário de Saúde, Domício Arruda, foi afastado do cargo após se negar a prestar esclarecimentos à imprensa sobre a situação problemática de um hospital e sobre a greve de servidores do setor. A crise no Rio Grande do Norte foi parar nesta sexta-feira nas redes sociais. Críticos do governo emplacaram pela manhã como líder no Twitter mundial a citação #ForaGovernadoraRosalba. Foi uma reação aos apoiadores da governadora que haviam colocado minutos antes o texto #AcreditoNoRnComRosalba como número um do Twitter brasileiro. Eleita no primeiro turno, Rosalba assumiu o governo no ano passado já sabendo da dificuldade que teria para cumprir os acordos financeiros que a gestão anterior havia firmado. Planos de carreira de servidores e repasses para outros órgãos engessaram o orçamento da governadora. Rosalba cortou gratificações que representavam quase metade do salário de alguns servidores. A reclamação foi geral. A dificuldade financeira somou-se à falta de articulação política, e alguns secretários pediram o chapéu. A reunião do Conselho Político da última quinta-feira sacramentou a necessidade de uma reforma do secretariado, que deve ocorrer nas próximas semanas. Duas demissões já estão praticamente sacramentadas, no Planejamento e na Casa Civil. Esta última deverá ser entregue ao marido da governadora, Carlos Augusto Rosado, tido como a eminência parda do governo de Rosalba.

— A governadora vai superar a situação por meio de mudanças na equipe. Ela pegou uma herança difícil, mas tem condições de dar uma virada — pondera Garibaldi Alves.

Nas últimas semanas, surgiu novo temor: a seca. Assim como em todos os estados do Nordeste, a expectativa é que a estiagem de agora seja a pior em muitos anos. Os políticos do estado já preparam uma corrida ao caixa do governo federal para tentar reduzir o impacto da estiagem:

— Tem vários projetos importantes para o estado que podemos viabilizar em Brasília. Vamos tentar ajudar a levar esses recursos. Esta é uma fase em que se precisa ter paciência — pede o líder do PMDB, Henrique Alves.

Nesse cenário dramático, Rosalba tem um alento. A rejeição a seu governo, que beira 60%, não é nada comparada à da prefeita da capital, Micarla de Souza (PV). Também eleita no primeiro turno, em 2008, ela soma rejeição de 90% do eleitorado e não tem chance de ser reeleita.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

IMBATÍVEL LULA


Ao lado de Dilma, Lula recebe título de doutor no Rio


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou sem bengala à cerimônia de concessão do título de doutor honoris causa por sua contribuição à história política, econômica e social do Brasil. O título foi concedido nesta sexta-feira (4) pelas universidades públicas do Rio de Janeiro. Visivelmente abatido, Lula fez um discurso emocionado ao lado da presidente Dilma Rousseff. Em sua fala, pontuada por inúmeros goles de água, ele agradeceu e pediu desculpas por falar sentado e evitar falar de improviso, uma de suas marcas. Mesmo assim, no meio do discurso, o presidente não resistiu e saiu da programação evocando os "companheiros e companheiras" e arrancando aplausos da plateia. Lula destacou que criou 14 novas universidades federais e dobrou de seis para 12 milhões o número de universitários no país.
Além de Dilma, estiveram presentes para prestigiar o ex-presidente o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o seu antecessor, Fernando Haddad, e os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social), Marco Antonio Raupp (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Marcelo Crivella (Pesca). Ao lado de Lula, estava também o governador Sérgio Cabral (PMDB), que saiu sem falar com a imprensa.

'VETA, DILMA'

A cerimônia ocorreu no tradicional teatro João Caetano, no centro do Rio. A mestre de cerimônias, a atriz Camila Pitanga, em meio à apresentação, se dirigiu à presidente Dilma e disse: "Vou quebrar o protocolo. Veta Dilma!", em referência ao novo Código Florestal aprovado pelo Congresso e que aguarda sanção presidencial. A presidente riu e Camila foi muito aplaudida. O título foi entregue a Lula pelas universidades Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

E AI, FALTA DINHEIRO, PESSOAL?


OPERAÇÃO DUBLÊ: prefeitos da Paraíba estão entre os presos pela PF acusados de fraude, falsidade ideológica e formação de quadrilha


A Polícia Federal na Paraíba deflagrou na manhã de hoje, 4 de maio, a Operação Dublê com o objetivo de desmantelar quadrilha que desviou mais de R$ 5 milhões de cofres municipais, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infraestrutura urbana.

A operação consiste no cumprimento de 41 mandados judiciais: 27 de busca e apreensão, oito de prisão temporária e seis de condução coercitiva, além do afastamento de prefeitos e secretários municipais. Também são cumpridos mandados nas cidades de João Pessoa/PB, Patos/PB, Ema/PB e Natal/RN.

Durante a investigação, verificou-se manifesta confusão entre o patrimônio público e o privado, sendo usadas verbas públicas para uso próprio de prefeitos e secretários municipais. As cidades chamaram atenção do Tribunal de Contas do Estado que promoveu fiscalização após constatar saldo a descoberto na tesouraria de ambas em valor superior a um milhão de reais.

O desvio ocorria da seguinte forma: com o recebimento das verbas nas contas das Prefeituras dos diversos programas (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e PROJOVEM - vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social - FUNDEF, SUS, PAB, FPM, ICMS e convênios), os valores eram sacados em favor da tesouraria da prefeitura e, posteriormente, com a necessidade de comprovar as despesas perante os órgãos de fiscalização, processos inteiros de licitação eram montados e eram lançados empenhos fictícios, com notas fiscais clonadas.

As pessoas presas hoje serão indiciadas e responderão pelos crimes de responsabilidade de prefeitos, fraude a licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

 Veja nota da PF:

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou na manhã de hoje, 04 de maio, a OPERAÇÃO DUBLÊ com o objetivo de desmantelar quadrilha que desviou mais de cinco milhões de reais de cofres municipais, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infra-estrutura urbana

A operação consiste no cumprimento de 41 mandados judiciais: 27 de busca e apreensão, 08 de prisão temporária e 06 de condução coercitiva, além do afastamento de prefeitos e secretários municipais.

Durante a investigação, verificou-se manifesta confusão entre o patrimônio público e o privado, sendo usadas verbas públicas para uso próprio de prefeitos e secretários municipais. As cidades chamaram atenção do Tribunal de Contas do Estado que promoveu fiscalização após constatar saldo a descoberto na tesouraria de ambas em valor superior a um milhão de reais.

O desvio ocorria da seguinte forma: com o recebimento das verbas nas contas das Prefeituras dos diversos programas (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e PROJOVEM - vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social - FUNDEF, SUS, PAB, FPM, ICMS e convênios), os valores eram sacados em favor da tesouraria da prefeitura e, posteriormente, com a necessidade de comprovar as despesas perante os órgãos de fiscalização, processos inteiros de licitação eram montados e eram lançados empenhos fictícios, com notas fiscais clonadas.

As pessoas presas hoje serão indiciadas e responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de responsabilidade de prefeitos (art. 1º, I Decreto-lei 201/67), fraude a licitação (art. 90 da Lei n. 8.666/93), falsidade ideológica (art. 299, CP) e quadrilha (art. 288, CP).

Será concedida uma coletiva de imprensa às 10:30 hs na Delegacia da Polícia Federal na cidade de Patos/PB


VEM PARA CÁ, QUERIDA E AMADA PF.  VEM PARA O OESTE POTIGUAR

CADEIA NÃO FICOU SÓ PARA BANDIDOS


Professores em greve são presos em confronto com a polícia no PI


Dois professores da rede estadual de ensino do Piauí, em greve há 67 dias, foi preso nesta quinta-feira (3) durante protesto em Teresina. Os manifestantes foram detidos por volta das 15h quando iniciavam caminhada pela avenida Frei Serafim, principal via de acesso da capital piauiense. A tropa de choque da Polícia Militar foi acionada e houve confronto com os manifestantes. Para dispersar os grevistas, a polícia atirou para o alto e usou gás lacrimogêneo e bomba de efeito moral. Na confusão, três manifestantes foram detidos --dois professores e um estudante de serviço social. Eles foram levados para a Central de Flagrantes e vão responder por crime de desacato a autoridade. Após serem ouvidos pela polícia, os manifestantes foram liberados sem pagamento de fiança. Os grevistas reivindicam a aplicação do piso nacional e reajuste linear de 22% para a categoria. Hoje, o governo abriu um canal de negociação e, enquanto o governador Wilson Martins (PSB) negociava com grevistas no Palácio de Karnak, os manifestantes ocuparam as ruas. Pela manhã, os professores bloquearam avenidas e queimaram pneus ao lado do palácio. O professor João Rosa Paes Landim Neto, 40, atribuiu o confronto ao desespero do governo. "Isso é uma atitude criminosa e de desespero do governo, que usa a truculência para nos intimidar", disse. A professora Lourdes Melo, que teve o marido preso, condenou a atitude dos policiais. "É um total desrespeito com os grevistas. Levaram meu marido com violência, e vamos acionar juridicamente o Estado", disse. A lei do piso nacional foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Piauí. Porém, o reajuste de 22% é válido apenas para professores em início de carreira (10% da categoria), o que o Sindicato dos Trabalhadores da Educação não aceita. No Estado, 70% dos professores estão em greve, segundo o sindicato. Para o governo, apenas "uma minoria" está parada. Em reunião, o governador disse que repassaria extras do Fundeb (Fundo Nacional do Desenvolvimento do Ensino Básico) para os professores, mas não apresentou nenhuma previsão de chegada de recursos. O governo descartou o reajuste linear de 22%, alegando que se fizer isso o Estado ficará no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e terá um impacto de R$ 19 milhões. Atualmente, a folha de pagamento da educação tem um custo de R$ 67 milhões por mês. Foi acordada a criação de uma comissão formada por representantes do governo, do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores da Educação), do Ministério Público e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), para buscar alternativas de reajuste. Nesta sexta-feira, a proposta será apresentada aos trabalhadores, que decidirão se suspendem ou mantêm a greve.

VERGONHA NACIONAL: NEM O PISO QUEREM PAGAR

MAL COMEÇO


Se houve 'corrupção', mídia será investigada, diz relator de CPI


"Se houve cooptação e corrupção de alguns atores da mídia, isso deve ser investigado", disse nesta quinta-feira (3) o relator da CPI mista do Cachoeira, deputado federal Odair Cunha (PT-MG). Ele afirmou que "não há tema proibido" nos trabalhos da comissão. Cunha disse que analisará inquéritos da Polícia Federal antes de se posicionar "sobre a participação de qualquer pessoa, não só da mídia" na suposta organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. O deputado afirmou ainda que "é preciso individualizar condutas" e que a CPI deverá apurar suspeitas que recaem sobre "membros da imprensa, membros do empresariado brasileiro, membros do Congresso Nacional, agentes de governos municipais e estaduais e agentes do governo federal". Sobre não ter convocado governadores suspeitos para depor em maio, primeiro mês de funcionamento da comissão, Cunha disse não haver indícios suficientes para justificar a medida. "Se ficar evidenciado cooptação e corrupção, este tema dos governadores deve ser tratado por nós [da CPI]". Já foram associados a fatos do escândalo Cachoeira os governadores Agnelo Queiroz (PT), de Brasília, Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro. Odair também falou sobre possível convocação do dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish. Isso acontecerá, segundo o deputado, "se ficar evidenciado que a Delta como um todo ou que o sr. Fernando Cavendish participou dessa organização criminosa".

quinta-feira, 3 de maio de 2012

QUANTO MAIS MEXE...

Delta participou de contratos no RN que somam R$ 354 milhões

Principal cliente da empresa suspeita de integrar esquema de Carlinho Cachoeira é o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem


Suspeita de passar quase R$ 40 milhões ao esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções tem sua história cruzada no Rio Grande do Norte, Estado, aliás, no qual a empreiteira participou de contratos que somam mais de R$ 354 milhões entre 2004 e 2009. Foi no Rio Grande do Norte que o ex-diretor da empresa, Fernando Cavendish, que se afastou após as denúncias de corrupção, começou sua empreitada. Em 1990, ele abandonou o ramo de confecções para trabalhar na construtora fundada em 1961 por seu pai, Inaldo Soares. Sua primeira função foi engenheiro auxiliar numa obra em Mossoró. Cinco anos depois, assumiu o comando. Na ocasião, tinha 200 funcionários e só um cliente relevante, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. No Estado, também é o Departamento de Estradas de Rodagens, o DER, com quem  a Delta Construções firmou vínculo com o Rio Grande do Norte. O maior deles, de R$ 354.288.366,58, foi firmado em 2009, em concorrência pública nacional e rateados, além da Delta, entre Queiroz Galvão S/A, CLC -Construtora Luiz Costa Ltda., ESSE - Engenharia Sinalização e Serviços Especiais Ltda., EIT - Empresa Industrial Técnica S.A. e PAVOTEC - Pavimentação e Terraplanagem Ltda. Conforme ata do Conselho de Desenvolvimento do Estado, o contrato seria para a "implantação e pavimentação de rodovias pertencentes à Malha Rodoviária Estadual". O dispositivo de mais de R$ 350 milhões teria previsão orçamentária de pagamento até 2011. Outro contrato de concorrência pública nacional da qual a Delta participou ao lado Queiroz Galvão, EIT e Esse Engenharia, datado de 2005, soma R$ 5,1 milhões. Em todos os sete dispositivos contratuais localizados pelo Nominuto, a Delta é a única beneficiária. Em 2008, sob o pretexto de restaurar a malha viária do Seridó, a empresa venceu concorrência pública R$ 677 mil com o DER. No mesmo ano, também firmou com a pasta de Turismo no Estado contrato de R$ 265 mil para construção de estrada em Tibau do Sul/Pipa. A modalidade deste dispositivo é de crédito suplementar, o que indica ter havido contrato anterior, não localizado pela reportagem, que foi firmado pela empresa e o Governo do Estado. Antes, em 2004, há registros de aditamento contratual no valor de R$ 507 mil para restaurar estrada que une Caicó a Jucurutu. Também por aditamento, a empresa recebeu R$ 74 mil em 2006 para obras viárias igualmente no Seridó. A CPMI intalada no Congresso Nacional para apurar as relações da Delta com Cachoeira deverá devassar as atividades da empresa em todo o País.


FINANCIAMENTO PÚBLICO EXCLUSIVO DE CAMPANHA, JÁ! CADEIA PARA QUEM MISTURA PÚBLICO E O PRIVADO. QUE SE APURE E DIGA QUEM É HONESTO E QUEM É CANALHA, APESAR DE JÁ SABERMOS AS QUALIDADES DE MUITOS AQUI, LÁ E ACOLÁ.






































































































































 

ISSO NÃO PODE SER ESQUECIDO

Ex-delegado diz que presos na ditadura foram incinerados em usina de cana

Em depoimentos a jornalistas, Cláudio Guerra assume a autoria de crime contra militantes


BRASÍLIA - Um livro divulgado nesta quarta-feira, 2, sugere que corpos de militantes políticos mortos pela ditadura militar em São Paulo e no Rio de Janeiro foram incinerados numa usina de cana em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nos anos 1970 e 1980. Memórias de uma Guerra Suja, uma coletânea de depoimentos do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra, indica que foram levados para a Usina Cambahyba os restos mortais de David Capristano, comunista histórico, do casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva e de outros presos políticos, como João Batista Rita, Joaquim Pires e João Massena Melo.Em uma série de entrevistas aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, Cláudio Guerra, figura conhecida do crime organizado capixaba, afirma que levou dez corpos para a usina. Os corpos teriam sido retirados da Casa da Morte, um centro de tortura em Petrópolis, e de órgãos da repressão em São Paulo. “Mas não matei nenhum desses”, ressalta Guerra no livro. A usina pertencia ao ex-vice governador do Rio Heli Ribeiro Gomes (1967-1971), segundo o livro. Em outro trecho, Guerra diz que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que responde a crimes ocorridos em São Paulo, foi um dos oficiais que planejaram e acompanharam, em 1981, o atentado no centro de convenções do Riocentro, na véspera do 1o de Maio. A ação consistia em jogar bombas no local num dia de show da MPB e atribuir a grupos de esquerda. Mas uma das bombas explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, que estava dentro de um carro. Os outros oficiais que planejaram o atentado teriam sido Freddie Perdigão e Vieira.

O livro se baseia exclusivamente nos depoimentos de Cláudio Guerra. Os autores usaram notas de rodapé para esclarecer citações feitas pelo delegado. Mas deixam Guerra falar, sem pausa. O ex-delegado cita uma série de agentes que teriam participado, por exemplo, da Chacina da Lapa, em São Paulo, em 1976, quando dirigentes do PC do B foram executados. Só não cita o oficial do Exército Aldir Maciel, apontado em uma série de pesquisas como o chefe da operação. No livro, o Cláudio Guerra que marcou o imaginário político e criminal brasileiro dos anos 1980, acusado com fartura de provas de participar do crime organizado capixaba, dá lugar a um Cláudio Guerra agente do auge da repressão militar, num protagonismo questionável no tempo dos crimes anistiados. O personagem ubíquo, quase um Forrest Gump que emerge do livro, chega até 1989, quando diz que sua “comunidade” pôs panfletos da campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva no local em que o empresário Abílio Diniz foi sequestrado, em São Paulo. Ele também diz que foi escalado para matar o ex-delegado Sérgio Paranhos Fleury (crime que teria sido consumado por agentes secretos da Marinha, segundo ele), e de políticos como Leonel Brizola e Fernando Gabeira. E que esteve na mira até de agentes da CIA, a agência de informações dos Estados Unidos. O depoente nega todos os crimes que lhe foram atribuídos depois da distensão política, no Espírito Santo. Ele foi condenado pela Justiça a 42 anos pela morte do bicheiro Jonas Bulamarques, em 1982. Ficou dez anos na cadeia e foi solto. Depois, foi condenado a 18 anos pela morte da própria mulher, Rosa Maria Cleto, e da cunhada Glória, em um lixão em Cariacica, em 1980. Guerra atribui as mortes a terceiros. Sobre a morte de Bulamarques ele diz: “Foi uma condenação política, direcionada só para mim”. Ele ainda tenta tirar de suas costas as suspeitas de participação no consórcio formado por empresários, políticos, policiais e pistoleiros que matou a jornalista Maria Nilce Magalhães, em 1989. O livro não aponta nomes de empresários.

MUITOS DOS QUE APOIARAM A DITADURA ESTÃO ENTRE NÓS, INCLUSIVE NA POLÍTICA. NO RN TEM ALGUMAS LIDERANÇAS QUE SE CALARAM À ÉPOCA PARA DESFRUTAR DAS BENECES COMO ACONTECE HOJE EM MUITAS CIDADES DO INTERIOR. ACONTECE ISSO NA SUA CIDADE? PERSEGUIÇÃO? VOCÊ CONCORDA? VOCÊ SE CALA? PENSE NISSO!

terça-feira, 1 de maio de 2012

É DA TERRINHA. É DOS MAIAS


Agaciel Maia cai na rede de Cachoeira

Porque onde tem confusão, irregularidade, imoralidade, basta cutucar um pouquinho que o nome do norte-rio-grandense Agaciel Maia, o ex-diretor do Senado que mesmo envolvido em escândalos virou deputado distrital, aparece. Os grampos da Operação Monte Carlo ganham novo cenário. O inquérito contem gravação de uma conversa do deputado distrital Agaciel Maia (PTC) com José Olímpio Queiroga, um dos líderes da quadrilha de Cachoeira preso desde o dia 29 de fevereiro, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada. Os dois negociavam o voto pela emenda que permitia a instalações de postos de gasolina somente em estabelecimentos novos. Maia nega a interferência e diz que apoia a quebra do monopólio do combustível. A lei complementar no 01/2011, apresentada pelo distrital Chico Vigilante (PT), previa que supermercados e shoppings pudessem ter postos de gasolina nas intermediações. A norma contraria o cartel de combustível instalado em Brasília. Em 15 de junho de 2011, o deputado Raad Massouh (PPL) apresentou uma emenda para que a autorização fosse dada apenas para as empresas que conseguissem a licença depois da aprovação da lei, excluindo quem já tem o posto instalado, mas não em funcionamento. As gravações foram feitas com autorização judicial. Queiroga estaria sendo cobrado por um homem identificado como Ricardo Porto e depois entra em contato com Agaciel Maia. Segue as conversas grampeadas na tarde da votação da emenda:

Ricardo: “Rapaz, ele assinou do lado contrário à gente. Cara, cê acredita? Tô te falando cara”

José Olímpio: “Ah, mas cê tá brincando!”

Ricardo: “Tô te falando! Contra a gente! O Agaciel vai se queimar à toa, cara”

As gravações da PF mostram que, em seguida, Olímpio telefonou para o deputado distrital.

José Olímpio: “Alô, deputado, como é que tá você?”

Agaciel Maia: “Tô bem, graças a Deus. E você?”

José Olímpio: “O meu amigo Marcola, Ricardo Porto ligaram agora! Rapaz, cadê aquele seu amigo lá? Você não tá contra o Raad”

Agaciel Maia: “E não votei favorável, rapaz? (...) Eu ainda tirei um voto que era deles: o (deputado) Cristiano Araújo (PTB). (...) Agora, eu fiz aquele discurso, esculhambei com todo mundo e tal, mas votei a favor!”

Em nota, o deputado Chico Vigilante afirma que está estupefato com os fatos, “apesar de ter dito e repetido diversas vezes que o crime organizado estava por trás da aprovação do projeto de lei complementar 01/2011”. Cristiano Araújo afirma não ter conhecimento de nenhuma motivação, além das convicções dos parlamentares, para a aprovação da proposta. Ele nega conhecer as pessoas envolvidas na investigação e acredita que seu nome foi citado fora de contexto pelo deputado Agaciel Maia. “Para o parlamentar, a emenda corrige imperfeições do projeto original, preservando os consumidores do DF de eventuais monopólios no setor de combustíveis”, afirmou, em nota, a ssessoria de imprensa do distrital. O distrital Raad Massouh disse que não conhece Carlos Cachoeira e nem José Olímpio e afirma que não fez qualquer tipo de acordo para a elaboração da emenda.

A emenda foi aprovada por 13 parlamentares.

NADA DE POVO, TUDO PARA O PRÓPRIO BOLSO


Deputado tucano usou cargo para agilizar vistos do grupo de Cachoeira


Gravações feitas pela Polícia Federal apontam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) usou o prestígio do cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para agilizar a emissão de vistos internacionais a pedido do grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal, acionou Leréia para conseguir um visto para sua sogra Meire Alves Mendonça e uma babá viajar aos EUA no ano passado. O tucano também teria obtido vistos para familiares do ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB), apontado como operador do esquema. Leréia é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura suas ligações com Cachoeira. As gravações obtidas pela imprensa mostram Cachoeira celebrando a posse do deputado como presidente da comissão de Relações Exteriores em 2 de março de 2011: "Você agora é o homem dos vistos, é?". O deputado brinca e cita o episódio envolvendo os passaportes aos filhos do ex-presidente Lula. "Rapaz, o primeiro que quero chamar é o Lula pra depor. Aquele negócio dos vistos dos filhos dele. Vou falar 'o Lula vem cá, vamos fazer um acordo'. O pessoal perguntou se falo inglês, falei 'estudei junto com o Lula, somos colegas de turma'". Às 17h10 de 27 de abril, Leréia e Cachoeira comentam a emissão do visto de Meire Mendonça, mãe de Andressa, sua mulher. "Quando que ela tem a viagem dela, tá previsto pra quando?", questionou Leréia. "Você põe aí Leréia a viagem dela quando liberar o visto aí", disse Cachoeira. O deputado disse: "Vou antecipar pra ela aqui. 9 de maio não sei se dou conta, vou viajar. A data do dia 20 de maio dou conta. Tá bom né?". No mesmo diálogo o deputado cita o visto da filha de Wladimir Garcez: "A do Wladimir também tô resolvendo dele aqui". Cachoeira respondeu que, como a filha de Garcez já tinha conseguido o documento, era preciso cuidar do visto de sua sogra e da babá Elisângela. Leréia deixou a presidência da comissão no mês passado. Segundo as gravações, Leréia é suspeito de ter recebido R$ 25 mil de Cachoeira. Num diálogo o empresário chega a passar os números de seu cartão de crédito ao deputado. Leréia disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso à integra do inquérito. A defesa de Cachoeira não foi localizada para comentar o assunto. Os advogados do empresário têm evitado se pronunciar sobre os diálogos sob a alegação de que foram captados de maneira ilícita.

APROVEITE AS ELEIÇÕES DESSE ANO E VOTE EM QUEM PRESTA à LUZ E ÀS ESCURAS DA SUA VISTA

ESSE É O PSDB E ALIADOS


Cachoeira negociou compra de partido político, diz PF


Gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo indicam que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, negociou a compra do controle de um partido político. Uma sequência de diálogos ocorrida entre os dias 6 e 16 de maio de 2011 indica que as tratativas envolveram o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). No dia 5 daquele mês, apontam os grampos, Cachoeira, acusado de corrupção e suspeito de comandar um rede de jogo ilegal, havia jantado com Perillo na casa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). No dia seguinte, Cachoeira conversa com Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran-GO, que também participara do encontro. "O partido que o Marconi falou ontem é o P de pato, R, P de pato?", pergunta Cachoeira. "O cara de Brasília, que eu ajudei muito na campanha, é do partido. Eu tô olhando com ele. Hoje é chefe de gabinete do Agnelo." O tio de Monteiro é presidente do PRP (Partido Republicano Progressista) em Brasília e Claudio Monteiro foi candidato a deputado distrital pela sigla, em 2010. Cachoeira contou a um aliado que estava "de olho" no PRP e que o objetivo era "tomar o partido".


SOMOS PT

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O PT INCOMODA MESMO


Vice armava para derrubar governador do DF


Ontem, em seu blog, o jornalista Ricardo Noblat já reconhecia que as gravações até agora obtidas em torno de Carlinhos Cachoeira não incriminam o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Hoje o portal Brasil 247 vai além, muito além.

Leiam o que ele conta:

A crise política deflagrada pela Operação Monte Carlo pode ganhar contornos incontroláveis no Distrito Federal. Um dos trechos do inquérito vazado pelo 247 aponta que o vice-governador Tadeu Filipelli, do PMDB, conspirava para derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT. O trecho aparece na página 202, do anexo 7. Trata-se do resumo de uma conversa entre o espião Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Marcelão, que é também dono de uma agência de publicidade no Distrito Federal, a Plá. Nela, ambos comentam que o jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, teria um contrato de R$ 100 mil mensais, que seriam pagos por Filipelli. Ambos comentam ainda que outro jornalista, chamado Edson Sombra, seria também remunerado pelo vice-governador. Há ainda uma anotação sobre um apartamento que teria sido dado por Cachoeira a Mino Pedrosa em Brasília. Além disso, Mino teria uma cunhada empregada no gabinete de Demóstenes Torres (sem partido/GO). Nos últimos meses, o governador Agnelo Queiroz recebeu ataques em série. Denúncias, que antes eram publicadas em blogs de jornalistas do DF, como Edson Sombra e Mino Pedrosa, depois eram amplificadas em veículos de grande circulação nacional, como Veja e Época. Até agora, no entanto, o inquérito tem revelado que o esquema Delta-Cachoeira não conseguiu se infiltrar no governo do Distrito Federal da mesma maneira como dominava o estado de Goiás. Como as ligações entre a Delta e o governo do Distrito Federal são frágeis, a tentativa de impeachment incorporou uma nova estratégia. Agnelo passou a ser acusado de montar uma rede de arapongas para grampear políticos, jornalistas e empresários. Entre eles, o vice-governador Tadeu Filipelli e o jornalista Edson Sombra. Sobre isso, já há até uma CPI instalada no Distrito Federal. Nesta sexta, Filipelli representou ao Ministério Público Federal, solicitando a apuração de uma possível investigação ilegal, realizada contra ele, alegando a necessidade de defender as instituições. Ocorre que os grampos da Operação Monte Carlo revelam que o Watergate brasiliense pode ter sido montado justamente por aqueles que seriam beneficiados pela queda do governador.

A GLOBO NÃO VAI MOSTRAR NADA DISSO EM SEUS TELEJORNAIS. MAS FOI-SE O TEMPO EM QUE ERA DETENTORA DA PSEUDO-VERDADE. A DEMOCRATIZAÇÃO DAS MÍDIAS ESTÁ AQUI PARA ISSO. OBRIGADO, DEMOCRACIA! OBRIGADO, PT.