sexta-feira, 15 de junho de 2012

OS AMIGOS DE SANGUE DO PSDB ESTÃO NA LISTA

Quatro brasileiros estão na lista dos mais corruptos do mundo



No momento em que os brasileiros acompanham o desenrolar de mais um escândalo de desvio de dinheiro público, o Banco Mundial lança um banco de dados em que cita 150 casos internacionais de corrupção. São diversas ocorrências em todo o mundo. E o Brasil não passa despercebido. Entre os representantes estão o deputado Paulo Maluf e o banqueiro Daniel Dantas. Batizado de The Grand Corruption Cases Database Project, o projeto reúne informações de casos em que foram comprovadas movimentações bancárias de pelo menos US$ 1 milhão relacionados à corrupção e lavagem de dinheiro. A ideia teve origem em um relatório publicado pelo Banco Mundial no fim do ano passado. Segundo o estudo, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo. O banco de dados coloca à disposição documentos e informações dos processos de cada caso, mas não há um ranking dos mais corruptos ou de qual país concentra casos mais graves e onerosos aos cofres públicos. Entre os brasileiros presentes no levantamento, chama a atenção a dupla aparição do ex-prefeito da capital paulista e deputado federal, Paulo Maluf. Na primeira vez em que aparece no sistema, ele é acusado pelo procurador-geral de Nova York de movimentar US$ 140 milhões no Banco Safra, entre 1993 e 1996. Em outro processo, é acusado de desviar dinheiro de pagamentos fraudulentos para contas em bancos em Nova York e na Ilha de Jersey, no Reino Unido. O assessor de imprensa de Maluf, Adilson Laranjeira, disse ontem que "Paulo Maluf não tem nem nunca teve conta no exterior". O banqueiro Daniel Dantas também é citado no banco de dados criado pelo Banco Mundial pelo caso do Grupo Opportunity, em 2008, quando teve US$ 46 milhões bloqueados em contas do Reino Unido. Em nota, o Opportunity afirma que esse relatório é datado de 2008 e está desatualizado. "Em 2008, a farsa da Satiagraha ainda não havia sido desmascarada em toda a sua extensão. Por conta de possíveis erros como esse, o Banco Mundial expressamente não garante a veracidade das informações." O fundador e ex-presidente do Banco Santos Edemar Cid Ferreira também aparece na relação. Edemar rechaçou a publicação, alertando sobre a existência de um disclamer - segundo ele, um aviso da própria instituição de que "as constatações, interpretações e conclusões expressas no banco de dados não refletem necessariamente a opinião dos diretores executivos do Banco Mundial ou dos governos que eles representam". O caso do propinoduto, que envolveu o ex-subsecretário de Administração Tributária do Rio Rodrigo Silveirinha Correa e outros três fiscais e quatro auditores da Receita Federal, também é citado. "Meu cliente é acusado de corrupção passiva, mas até hoje não foi identificado nenhum corruptor", afirmou o advogado de Silveirinha, Fernando Fragoso. Segundo ele, o fiscal não tomou conhecimento da citação do seu caso na lista.

E NA SUA CIDADE QUEM É O MAIS CORRUPTO? VOCÊ VOTA NELE? POR QUÊ?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

MAIS DO MESMO NINHO SUJO TUCANO


Perillo e assessores se contradizem sobre venda de casa de luxo em Goiânia

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e sua assessoria entraram em contradição sobre a quitação da casa no condomínio Alphaville, em Goiânia, vendida para o professor Walter Paulo Santiago e que estava sendo ocupada por Carlinhos Cachoeira, quando foi preso, em fevereiro deste ano. A casa fora adquirida por Perillo e sua mulher, Valéria Peixoto Perillo, em 22 de novembro de 2006. Na época, de acordo com os documentos do 4º Cartório de Goiânia, Perillo pagou R$ 202 mil com recursos próprios e financiou R$ 348 mil. O imóvel custou R$ 550 mil e foi adquirido do casal Waldir Lourenço de Lima e Maria Inês Nunes. O financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) deveria ser pago em 15 anos, com prestação inicial de R$ 6.709,82. Em 18 de março do ano passado, o governador liquidou o financiamento. Na terça-feira, ao depor na CPI do Cachoeira, Perillo repetiu a história de que o ex-vereador Wladimir Garcez adquiriu a mansão e, como pagamento, lhe deu três cheques, totalizando R$ 1,4 milhão. Os cheques pertenciam à confecção Excitant, e foram assinados pelo sobrinho de Cachoeira, Leonardo Ramos. O governador também afirmou que utilizou o primeiro cheque para quitar o financiamento. — Vale registrar, senhores e senhoras senadores e deputados, que boa parte, aliás, a maior parte dos recursos que pagaram essa casa era oriundo de empréstimo que fiz junto à Caixa Econômica Federal, e que só foi quitado definitivamente quando recebi os cheques — declarou Marconi na terça-feira. No entanto, quando a imprensa publicou reportagem questionando a quitação do financiamento, em 11 de maio, a assessoria disse, por meio de email, que “a quitação da casa foi feita com recursos de venda de bens e empréstimos. Tudo devidamente declarado no Imposto de Renda exercício 2011.” Nesta quarta-feira, confrontada com a versão de Marconi, a assessoria deu outra versão. “Em 10 de maio, sem acesso naquele momento ao governador, recorri à memória de Lúcio Fiúza para responder a uma pergunta que você me fazia, e informei que a quitação da casa se dera com a venda de bens e empréstimos. Hoje, ao apresentar esta sua nova pergunta ao governador Marconi Perillo, soube que, na verdade, a quitação se deu com os recursos advindos da venda de um bem imóvel, isto é, a própria casa”, informou a assessoria.

JESUS AJUDOU A ESTE


Exames confirmam que Lula está curado do câncer, diz assessoria

Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), a assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que exames e uma biópsia confirmaram não haver mais nenhum vestígio do câncer na laringe do petista. Lula foi internado ontem no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para retirada do cateter implantado há sete meses, por meio do qual recebeu o medicamento quimioterápico contra o câncer, diagnosticado em outubro do ano passado. A assessoria informou ainda que, por determinação médica, o ex-presidente deverá poupar a voz nos próximos dias, já que a laringe passou pela sobrecarga dos exames locais feitos ontem. Em função disso, Lula reduzirá as atividades que demandem o uso contínuo da voz e cancelou a sua participação no sábado na Rio+20, na inauguração da Arena Socioambiental. "Sua prioridade, agora, é seguir as recomendações médicas para se restabelecer definitivamente dos efeitos colaterais do duro tratamento a que foi submetido nos últimos meses", diz a nota.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

E AGORA, ROSA-ESPINHO?


Pleno do TJ reconhece legalidade de greve da UERN


O Pleno de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN) manteve nesta quarta-feira (13) a decisão da juíza convocada, Sulamita Pacheco, ao reconhecer a legalidade da greve dos servidores e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). O Executivo havia ingressado com Agravo Regimental, recurso que busca provocar a revisão de decisões anteriores. A decisão foi à unanimidade. Sulamita Pacheco indeferiu liminarmente o pedido de ilegalidade do movimento grevista, feito pelo Governo do Estado. "A greve que hora se analisa não possui ilegalidade que se possa enxergar neste momento processual, exatamente por ser uma reação às condições de trabalho e o exercício do direito de auto-defesa de categorias", destacou a juíza convocada, que completou: "assegurar agora o direito à greve traz como consequência a segurança de uma educação mais digna". Na visão de Sulamita Pacheco, o Estado não cuidou de maneira satisfatória de demonstrar a existência de requisitos necessários, perante à lei, para alcançar a concessão do que pleiteou. Além disso, destacou ela, resta evidenciado o descumprimento do Estado de acordo realizado em 02 de maio deste ano. O acordo mencionado pela magistrada foi resultado de uma greve deflagrada no período de julho a setembro de 2011 pelos servidores e professores da Uern, que perdurou 90 dias e, embora não tenha sido oficializado, a conciliação entre as partes foi divulgada abundantemente pela mídia, inclusive pelo próprio Governo do Estado. "Ora, é notório no Brasil que a classe dos professores vem sofrendo péssimas condições de trabalho e uma remuneração que não condiz com a importância do ensino", exclamou Sulamita Pacheco. Ela enfatiza que, por isso mesmo, há de se reconhecer a necessidade de fortalecimento da categoria desses profissionais, base da sociedade, bem como os direitos dos docentes de reivindicar melhores condições de trabalho mais justos.

A DECISÃO FOI UNÂNIME. MAIS UM POUCO E O REITOR SERÁ OBRIGADO A DECLARAR, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA, A PERDA DO SEMESTRE. A CULPA É DESSA VERGONHA NACIONAL CHAMADA ROSALBA CIARLINI, DO JAJÁ DO PFL E DOS PREFEITOS QUE APOIAM O MAIS FÁCIL. MICARLA E ROSALBA: MAIS UMA VEZ LULA ESTAVA CERTO.

A DIFERENÇA

Governador do DF disponibiliza todos os seus sigilos 

O governador do Distrito federal, o petista Agnelo Queiróz, disponibilizou à CPMI que investiga possíveis ligações de empresários, políticos e jornalistas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, todos os seus dados fiscais, telefônicos, bancários e SMS dele e de sua esposa. Diferentemente do governador do PSDB que teve medo de ofertar seus sigilos em principio, o petista esclareceu todas as dúvidas, entregou todas as documentações pedidas e deixou claro que não teme nada, tendo, inclusive, apoiado um dos deputados tucanos que disse que iria solicitar a quebra de sigilo de imagens de hotéis famosos do DF para saber se houve possíveis encontros do petista com representantes da empresa Delta que está no epicentro dos escândalos. Como se vê, no final das contas, sabe-se quem é quem e qual partido está enlameado com o roubo e as falcatruas. 

ELE DIZ QUE NÃO SABIA DE NADA


Protegido pelo PMDB, o DEM e o PPS, governador tucano diz que não sabia de nada

Foi uma farsa, mais uma produzida pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) montada no Congresso para investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a república brasileira. Em oito horas de depoimento, o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo repetiu à exaustão o mantra de que não sabia de nada, não viu nada, não percebeu coisa alguma. Quem conta bem a história é o jornalista Josias de Souza, em seu blog. Perillo foi protegido por PMDB, DEM e PPS. O interessante nessa história toda é a de que, mesmo sem nenhuma prova, nenhuma ligação, zombaram do presidente Lula em 2005 quando ele disse que não sabia de caixa-dois de campanha, o fantasioso mensalão. Agora com a venda de uma casa do governador de Goiás, com contradições no pagamento, com patrocínio de empresa fantasma à sua campanha, com gravações telefônicas cumprimentando um contraventor, com dinheiro sendo entregue no palácio do governo sengundo escutas da PF autorizadas pela justiça, o tucano Perillo diz que não sabia que Carlinhos Cachoeira era contraventor e que não sabia de nada. Onde está a globo? o estadão? e a mentirosa veja? caladinhos. E eles são besta de falarem algo contra eles próprios? elogiaram a exaustão o Demóstenes e agora? agora é Lula: sempre.

terça-feira, 12 de junho de 2012

AOS POUCOS, AS COISAS ESTÃO MUDANDO

Atenção, atenção, leitores!


Em quaisquer blogs da região você pode ver a lista completa dos cidadãos inadimplentes junto ao TCE. O contraditório é importante e um direito. Mas a pergunta: se, ao menos, metade dos inclusos na famosa lista tiver culpa no cartório, o que fizeram para isso? foi com o dinheiro do povo? se sim, vão devolver? quando? vão pagar a pena? quando? você vai votar neles? liberdade é uma causa de espírito e de vergonha na cara de cada povo.

A REFERÊNCIA DO PSDB É ESSA

Sócios de Marconi Perillo têm contratos públicos em Goiás

 


BRASÍLIA - Três dos oito sócios do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na compra de um terreno de um milhão de metros quadrados, em Pirenópolis (GO), receberam milhões do governo do estado. Na lista dos sócios do governador estão as empreiteiras Fuad Rassi Engenharia e CCB Construtora Central do Brasil, e José Augusto D’Alcântara Costa, dono de uma empresa de eventos que também tem contratos com o governo. O imóvel foi adquirido em 2008, dois anos depois de Perillo deixar o governo do estado. Ele voltou para o cargo em 2011. Em 2006, a Fuad recebeu R$ 10,4 milhões. Entre 2007 e 2010, período em que Perillo não estava no governo, a construtora recebeu R$ 15,5 milhões. Em 2011, primeiro ano do novo mandato de Perillo, não recebeu nada, mas, neste ano, há empenhos previstos para a empresa de R$ 14 milhões. A Fuad Rassi, com capital social de R$ 36 milhões, tem entre os donos Luiz Alberto Rassi. Ele é proprietário de 11% do terreno de Pirenópolis adquirido em sociedade com Valéria Perillo e Marconi Perillo — o casal é o maior acionista do negócio, com 22%. Outro sócio de Perillo no empreendimento é José Augusto D’Alcântara Costa, também com 11%. Desde 20 de janeiro do ano passado, ele é titular do conselho fiscal da Saneago, empresa responsável pelo saneamento do estado. Costa é proprietário do cartório em Trindade, cidade vizinha a Goiânia, onde o governador passou a escritura da casa do Condomínio Alphaville vendida ao empresário Walter Paulo e que serviu ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. Costa figura também como responsável pela Augustus Eventos. Em 2006, a empresa de eventos recebeu dos cofres do estado R$ 770 mil. Depois, o dinheiro começou a minguar: foram R$ 164 mil em 2007, nada em 2008, R$ 128 mil em 2009 e R$ 37 mil em 2011. Mas, nos primeiros seis meses deste ano, a Augustus Eventos já ganhou R$ 3,2 milhões. Já a CCB também foi beneficiada na gestão de Perillo, mas a construtora recebeu mais recursos quando o tucano não estava no governo. A CCB recebeu R$ 12,2 milhões em 2006. Entre 2007 e 2010, fora da gestão Perillo, foram R$ 163,9 milhões. Em 2011, com o tucano de volta ao governo, foram R$ 19,9 milhões e mais R$ 3,3 milhões, já pagos este ano. A empresa tem como sócios Edgar de Almeida e Silva Júnior, Wilton José Machado e Maria Nilda Machado, e tem um capital social de R$ 29 milhões. De acordo com o Cartório de Registro de Imóveis de Pirenópolis, ela é detentora de 11% da área adquirida por Perillo e sua mulher.

Condecoração a sócios e à mulher

Em março de 2006, um mês antes de deixar o cargo de governador para se candidatar ao Senado, Perillo condecorou quase todos os sócios, incluindo sua mulher, Valéria, a primeira da lista, que recebeu a Ordem do Mérito Anhanguera, no grau Grã-Cruz, a mais alta honraria, por “relevantes serviços prestados ao estado”. Também foram agraciados o ex-vereador Wladimir Garcez, que intermediou a venda da casa de Perillo e é apontado pela Polícia Federal como braço político do grupo de Carlinhos Cachoeira, e o empresário Walter Paulo, que comprou o imóvel com dinheiro vivo. A assessoria do governador ressaltou que a área em Pirenópolis foi comprada quando Perillo já não era governador. Argumentou ainda que os contratos foram firmados com as empresas no período em que o tucano estava no Senado. “Todos os contratos foram feitos através de concorrência pública, realizadas por diversos órgãos do governo do estado, sem nenhuma influência ou participação do governador, e não existe nenhum impedimento legal para a contratação destas empresas, já que todas venceram licitações e atenderam aos requisitos dos editais.” Diz a assessoria também que Costa é amigo pessoal de Perillo, e o salário de R$ 1.100 que ele recebe da Saneago é depositado mensalmente em instituição de caridade.




 

NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR


Procurador-geral de Minas Gerais impede promotoria de investigar Aécio Neves

A Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais decidiu avocar a representação levada pelos deputados Rogério Correa (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB) à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público com pedido de investigação dos repasses do governo mineiro a empresas de comunicação que têm integrantes da família do ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB) como sócios. Os deputados haviam feito a representação na promotoria em protesto contra a investigação conduzida no ano passado pelo Procurador-Geral de Justiça, Alceu Tadeu Marques — indicado para o cargo pela primeira vez por Aécio —, considerada por eles insuficiente. A avocação ocorreu sob a argumentação de que os fatos denunciados teriam tido continuidade no atual governo e, por isso, deveriam estar sob a guarda do procurador-geral. O ato impede que o caso seja investigado pela promotoria e causou indignação no promotor do Patrimônio Público João Medeiros, que já havia iniciado suas apurações. — O fato trazido ao conhecimento da promotoria é preciso no tempo e espaço e se refere ao período em que Aécio era o governador. A PGJ fez uma ginástica argumentativa absurda para justificar este ato de força — criticou o promotor, que estuda medidas para trazer a investigação de volta para sua alçada. Reportagem publicada na imprensa nesta segunda-feira mostra que quase um terço (oito) dos atuais procuradores-gerais de Justiça do país chegou pela primeira vez ao cargo sem ter sido o mais votado na eleição interna do Ministério Público. A possibilidade de os governadores escolherem o nome daquele que poderá ou não investigá-los tem colocado a atuação dos chefes do MP em xeque em função do engavetamento precoce de inquéritos e da falta de iniciativa em assuntos sensíveis aos governos estaduais. No caso de Minas, Alceu chegou ao cargo em 2008 apesar de ser o segundo lugar da lista tríplice do MP. Em 2010 ele foi reconduzido por Antonio Anastasia, desta vez na condição de primeiro lugar na votação interna. Na representação levada ao procurador-geral no ano passado, os parlamentares pediam também investigações sobre as atribuições do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Governo do Estado, coordenado pela irmã de Aécio, Andrea Neves, sócia nas empresas de comunicação que receberam recursos.Alceu Torres Marques decidiu encerrar o caso "por ausência de justa causa", com base em resposta oficial apresentada pelo governo, em ofício, em apenas três meses de apuração. O fato levou os deputados a representarem contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “O Procurador-Geral tinha o poder e o dever de investigar a fundo as denúncias e não simplesmente contentar-se com declarações de pessoas que que se servem do governo e não têm interesse de esclarecer os fatos”, escreveram os parlamentares na representação ao Conselho, acusando Alceu de não "esgotar as possibilidades de diligências e colheita de provas". Ontem, a assessoria do senador Aécio Neves divulgou nota informando ser improcedente a denúncia. Na nota, a assessoria lembra que a investigação realizada pela procuradoria-geral analisou "vasta documentação encaminhada pelo Governo", atestando a "regularidade dos contratos firmados com a emissora" e a" isonomia no relacionamento com os veículos de comunicação".

O PODER JUDICIÁRIO E O MINISTÉRIO PÚBLICO SÃO AS INSTITUIÇÕES MAIS OBSCURAS DA NOSSA REPÚBLICA. A LEI DE ACESSO A INFORMAÇÕES PODE AJUDAR A CLAREAR NOSSAS MENTES. AS MÍDIAS SOCIAIS JÁ O FAZEM. PRECISAMOS DE MAIS.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

NINGUÉM DEFENDE ESSE GOVERNO. NEM JAJÁ


Ensino médio semi-falido

Ao contrário do Ensino Fundamental e do Superior que conseguem se sobressair com índices progressivos de avaliação, o Ensino Médio das escolas públicas do Rio Grande do Norte é pálido, desnutrido e, ano após ano, vai esmorecendo devido os índices de evasão e abandono escolar.

Os alunos que, com dificuldade, terminam o Ensino Fundamental, não têm força para continuar no Ensino Médio
 Especialistas diriam que o estado de desnutrição é grave e pode levar a UTI a esperança de um futuro melhor para o jovem potiguar. O aluno que, com dificuldade, termina o ensino fundamental, não tem força nem estímulo suficiente para continuar no ensino médio. Os índices de evasão no ensino médio assustam a sociedade potiguar: segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo IBGE, a evasão chega a 19% e, no RN, 56,20% das pessoas com 10 anos ou mais contam apenas com o ensino fundamental e apenas metade dos jovens com 19 anos declaram ter concluído essa etapa do ensino. De acordo com os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2009, o Rio Grande do Norte continua sendo um dos estados com as piores médias do país. No ranking do Ensino Médio, o RN ficou na 23ª posição acompanhado de Alagoas, e Amapá, abaixo deles somente o Piauí. Se for levado em consideração apenas os números do 3º ano do EM, a situação ainda é pior e o RN cai para a 25º posição. A nível de Nordeste a colocação no Ideb também é das piores, o RN obtém índices de 2.8, ostentando a 7ª colocação dentre os nove estados, quando a média nacional é de 3.4 e a da região é de 3.1. Ou seja, o RN foi terceiro pior estado da região. O único da região que alcançou a média do país foi o Ceará com 3,5, igual à nacional. Com relação à taxa de aprovação no ensino médio, o RN deu uma melhorada pulando de 80,1 para 83,4, ostentando um 5º lugar entre os que menos reprovaram na rede pública de ensino. Mas, apesar disso, segundo a secretária Betânia Ramalho, essa etapa de ensino vive uma situação nevrálgica na educação do Rio Grande do Norte. Para ela, as causas são várias. A começar pelo investimento que sempre ficou represado e somente a partir de 2006 em diante é que é assumido pela política do governo para universalizá-lo, entrando na educação básica com o Fundeb. "Antes, os investimentos se davam através de projetos e programas, era um dinheiro vulnerável, não havia merenda escolar nem o livro didático como se tem hoje". 


fonte: diariodenatal.com.br

PARA QUEM ESTUDA, NÃO É BABÃO E ANALFABETO

PF publica editais de concursos



Os editais do concurso da Polícia Federal (PF) para 600 vagas de escrivão, delegado e perito foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11). São oferecidas 350 vagas de escrivão, com remuneração inicial de R$7.818,00, outras 100 vagas para perito criminal e mais 150 de delegado, ambos com iniciais de R$13.672,00. Os valores já incluem auxílio-alimentação de R$304,00. Poderão concorrer para escrivão, os graduados em qualquer área. Já para delegado, será necessário o bacharelado em Direito, enquanto que para perito, a exigência será a formação superior em uma das áreas especificados em edital. Todos os cargos têm ainda como requisito a carteira de habilitação, categoria B ou superior. A inscrição para o cargo de escrivão custará R$ 125,00 e para os demais cargos R$150,00. Será admitida a inscrição somente via internet, no site do Cespe/Unb (http://www.cespe.unb.br/concursos) no período entre 10 h do dia 18 junho de 2012 e 23h59 do dia 09 de julho de 2012, observado o horário oficial de Brasília/DF. As provas objetiva e discursiva, primeira fase da seleção, serão aplicadas em 19 de agosto.Além dos exames objetivo e discursivo haverá avaliação psicológica, exame médico, exame de aptidão física, prova prática de digitação (apenas escrivão), investigação social e curso de formação. Os classificados serão lotados, preferencialmente, nas regiões de fronteira, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA OS CIDADÃOS DE BEM DE JOSÉ DA PENHA, DO RN E DO BRASIL.

ESTRATÉGIA: ANTES QUE TODOS SAIBAM NATURALMENTE, A IMPRENSA DIREITISTA ANUNCIA O INEVITÁVEL E APROVEITA PARA DIZER QUE É INDEPENDENTE

Cachoeira intermediou venda da casa de Marconi Perillo



BRASÍLIA - Uma gravação da Polícia Federal, obtida pelo GLOBO, entre Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ex-vereador de Goiânia Wladmir Garcez revela a participação do contraventor na venda da casa de Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás. Cachoeira chega a ordenar que o dinheiro da venda seja levado para o governador no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. No diálogo, interceptado às 8h23m do dia 12 de julho do ano passado, Garcez diz que irá se encontrar com o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón. A escritura da venda do imóvel ocorreu um dia depois do telefonema. Perillo, que depõe nesta terça-feira na CPI do Cachoeira, tem afirmado que a negociação se deu por intermédio de Garcez e que não recebeu dinheiro pela transação, mas três cheques, que foram depositados em sua conta. Os cheques foram assinados por um sobrinho de Cachoeira, mas o governador afirma que não sabia disso. Na semana passada, o professor Walter Paulo Santiago, que se intitula administrador da Mestra Participações, em nome da qual está a casa, disse que pagou pela imóvel em dinheiro vivo, em pacotinhos de notas de R$ 50 e R$ 100. Gravação não identifica emissário. Na ligação, Garcez dá a entender que está esperando um emissário. Não fica claro se se trata de Lúcio Fiúza, assessor especial de Perillo que pediu exoneração na semana passada, ou do professor Walter Paulo. O ex-vereador diz a Cachoeira que irá se encontrar com Jayme Rincón em um shopping. Antes, o contraventor questiona se seria bom ele estar presente, mas Garcez o desestimula, porque não vê uma boa explicação para justificar a presença do chefe no encontro.

— Tá aí? — pergunta Cachoeira, sem se referir a uma pessoa específica.
— Não. Ele ligou agora (disse) que tá chegando. Atrasou um pouquinho — responde o auxiliar.
— Quer que eu vá ai? — pergunta o contraventor.
— Precisa não, você que sabe — sugere Garcez, para complementar — O que você está fazendo aqui?
— É verdade, então não vou aí, não — admite Cachoeira.
— O Jayme já está indo lá no Alpha Mall, marcou comigo, qualquer coisa vou encontrar com ele na Agetop — informa Garcez.
Cachoeira fala para o auxiliar ligar para Jayme Rincón e dizer que atrasou, mas que é para ele aguardar Garcez na própria Agetop. E demonstra pressa na conclusão da transação. Na ligação, Cachoeira manda Garcez fechar o negócio no mesmo dia.
— Você liga para o Jayme, fala para ele te esperar na Agetop, que atrasou. Tô indo lá, encontrar com o menino. Vende este trem hoje, hein. Pega o dinheiro logo, urgente — ordena o bicheiro.
— Aquilo que nós combinamos. Não vou perder. Dois mil (milhões) a gente já fechou. Se ele não fizer mais nada que dois, mete bronca. Mas vou tentar os R$ 2.250. Se não der... aí eu te dou uma ligada disfarçada, daquele jeito, viu — combina o ex-vereador.
Cachoeira pede para o auxiliar dizer que é para entregar o dinheiro para o governador, no Palácio.
— Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele logo no Palácio, chega lá pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro. Já entrega a chave pra ele, entendeu. Depois tira os trens que tem que tirar aqui — diz o contraventor.
A casa de Perillo foi vendida com todos os móveis. O valor da transação informado na escritura, no entanto, é de R$ 1,4 milhão.
— Eu já liguei pro Lúcio, inclusive, falando que qualquer coisa eu estou indo lá, falar com ele — declara Garcez, em referência a Lúcio Fiúza.
Na semana passada, o professor Walter Paulo apresentou um recibo, no valor de R$ 1,4 milhão, em nome de Garcez e de Fiúza. Depois do depoimento de Walter Paulo na CPI, Fiúza pediu exoneração. Ele também é apontado pelo jornalista Luiz Carlos Bordoni como o responsável pelo pagamento da prestação de serviço durante a campanha de Perillo. Bordoni fez um trabalho de locução e R$ 40 mil de uma empresa ligada ao esquema de Cachoeira foram depositados na conta da filha dele.

E AGORA, PSDB E DEM? VÃO DIZER O QUÊ?



ISSO É IMPORTANTE PARA VOCÊ, CIDADÃO


Semana quente no Congresso Nacional

A semana que vem pela frente, na sequência de um feriado frio e chuvoso na maior parte do País, deverá ser a mais quente de uma CPI, que, aos poucos, começa a engrenar. Depois do circo armado pelo bicheiro Carlos Cachoeira e seus comparsas, incluindo o senador Demóstenes Torres, que ficaram em silêncio nas suas sessões, os próximos dias prometem muito barulho. A começar pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, que, na terça-feira 12, terá que explicar aos parlamentares como foi feita a venda de sua casa – a mesma onde Carlos Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro. Até agora, já surgiram várias versões contraditórias sobre o negócio, inclusive sobre o valor – Marconi fala em R$ 1,4 milhão, mas gravações da Polícia Federal indicam que o preço talvez tenha sido R$ 500 mil maior. Marconi também classificou como “erro imperdoável” o fato de não ter checado a procedência dos cheques – eles foram assinados por um sobrinho de Cachoeira, embora o governador garanta ter vendido a casa a um empresário da área educacional. O comportamento do PSDB na sessão também não deve ter um padrão definido. Enquanto o deputado Fernando Francischini, do Paraná, promete fazer perguntas duras, o senador Aloizio Nunes Ferreira garante que Marconi irá “virar o jogo”. Um dia depois, será a vez do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Na CPI, ele deverá dizer que se encontrou uma única vez com Carlos Cachoeira, num evento do qual participaram ainda outros 40 empresários, ligados ao setor farmacêutico – o bicheiro também foi dono do Vitapan, um laboratório em Anápolis (GO). Ele também deverá chegar à CPI com a notícia de que a Delta não presta mais serviços ao Distrito Federal – a empreiteira está em processo de ser declarada inidônea no DF, antes mesmo que isso ocorra no plano federal. Na quinta-feira, será a vez de votar o requerimento pela convocação do homem-bomba, Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Em entrevistas, Pagot afirmou que o Dnit foi usado para arrecadar recursos de campanha tanto para o PT como para o PSDB junto às empreiteiras. “Quero falar”, tem dito Pagot. O problema é que a CPI, aparentemente, não quer ouvi-lo. A exceção é senador Pedro Taques (PDT-MT), que apresentou o requerimento pela sua convocação. Nesse ambiente conturbado, será testada a coesão da base aliada. Setores do PT andam insatisfeitos com a relatoria do deputado Odair Cunha (PT-MG). Alguns parlamentares defendiam que Marconi Perillo fosse ouvido apenas após a quebra do seu sigilo bancário e fiscal, mas o acordo não foi respeitado. Cunha, por sua vez, tem dito que a CPI deverá se focar no bicheiro Cachoeira, e não na Delta. Enquanto isso, o PMDB, fiel da balança, ora fecha com o PT, ora com o PSDB. Sinal de que podem sobrar estilhaços para todos os lados.

domingo, 10 de junho de 2012

NEM ELAS SE ENTENDEM

Prefeitura de Natal denuncia Estado


A secretária municipal de Saúde de Natal (SMS), Maria do Perpétuo Socorro Lima Nogueira, protocolou ofício no Ministério da Saúde (MS) e no Conselho Nacional de Saúde (CNS), denunciando a falta de repasse do Governo do Estado para o município de Natal, no valor de R$ 22.972.913,55, oriundos dos governos Federal e Estadual. Os recursos são destinados ao Programa de Assistência Farmacêutica Básica (medicamentos e insumos), ao Fortalecimento da Atenção Básica (Portaria nº 166/2009), à Atenção às Urgências (SAMU e UPA de Pajuçara) e ao Reajuste de Média e Alta Complexidade do município do Natal, de acordo com o que especifica planilha elaborada pelo Setor de Execução Financeira da SMS. De acordo com a titular da pasta, devido ao prejuízo causado à prestação da assistência à saúde da população do Município do Natal, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), pela falta do repasse pelo Governo Estadual, foi solicitado ao o ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, que por sua vez, também é o presidente do colegiado que forma o Conselho Nacional de Saúde, que intervenha com o propósito de que seja garantido o recebimento desses recursos. Durante entrevista coletiva concedida à imprensa natalense no último dia 1, a prefeita Micarla de Sousa informou que parte destes recursos é repassado pelo Ministério da Saúde para cobrir o atendimento de média complexidade que o município de Natal presta aos pacientes oriundos de outras cidades, que não possuem o serviço. Na ocasião, a chefe do Executivo ressaltou que sem o repasse, a capital potiguar está arcando sozinha com o pagamento da média complexidade. Para manter o funcionamento desses serviços, é necessário remanejamento de recursos de outras áreas, principalmente dos setores de infra-estrutura. 

Irregularidade

O ofício também comunica que desde o ano de 2010, o município do Natal, tem enfrentado uma série de dificuldades ocasionadas, sobretudo, pela irregularidade no repasse pelo Governo do Estado, ao mesmo tempo em que tem buscado cumprir com o seu papel dentro do contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), embora reconheça as suas limitações de ordem estrutural e conjuntural, comum a maioria dos municípios do Brasil. Mais à frente o documento entregue ao MS e CNS, aponta que o débito do Estado foi objeto de Ação Civil Pública, promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte em conjunto com o Poder Público de Natal, objetivando o repasse dos recursos. Esta demanda judicial ainda continua em tramitação na 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, sem julgamento ainda do seu mérito. 

O RIO GRANDE DO NORTE É UMA VERGONHA POLÍTICA COM AS DEVIDAS, HONRADAS E RARAS EXCEÇÕES.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O QUE ACONTECE NOS BASTIDORES DA POLÍTICA E VOCÊ NÃO VÊ


Por que a imprensa potiguar ignora as denúncias de caixa 2 do Democratas?

Faço a pergunta e saio do ar por dois ou três dias, dando tempo - de sobra - para que todos pensem sobre o assunto constrangedor. A mesma pergunta, por sinal, foi feita ontem pelo blogueiro mossoroense Carlos Santos - um dos poucos jornalistas do Rio Grande do Norte a não fechar os olhos para a verdade que dói e constrange entre os poderosos potiguares. A denúncia feita há alguns dias por Daniel Dantas Lemos, em seu blog norte-rio-grandense, chegou a algumas mídias nacionais mas não teve qualquer eco nas mídias locais. Pelo contrário: foi quase inteiramente descartada, escondida.

Por quê?

Respondam se puderem.

Mas antes leiam abaixo o que contou em detalhes o conterrâneo do Rio Grande do Norte e chegou ontem a um outro blog nacional, o Viomundo:

As eleições de 2006 foram realizadas sob a égide do controle das contas de campanha e dos seus gastos. No ano anterior, o escândalo do chamado mensalão expôs as vísceras dos vícios e indícios de crimes de financiamento de campanha em cena no país. Era de se esperar que os partidos tomassem mais cuidado naquela eleição com as práticas vedadas pela legislação eleitoral. No Rio Grande do Norte (RN), o PFL, atualmente DEM, não teve esse cuidado. É o que se depreende dos 42 áudios de interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público Estadual a que o blog teve acesso e publicou entre a segunda-feira (21) e o domingo (27). No âmbito de uma investigação do Ministério Público estadual, o telefone celular de Francisco Galbi Saldanha, atualmente secretário-adjunto da Casa Civil do governo Rosalba Ciarlini (DEM), foi grampeado. E trouxe à luz conversas muito elucidativas, principalmente entre Galbi e Carlos Augusto Rosado, marido da atual governadora e então candidata ao Senado Federal. Rosalba foi eleita em 2006, mas os telefonemas mostram esquemas de compra de apoio de políticos, compra de votos, fraude em prestação de contas com uso de notas fiscais frias e uma complexa rede de Caixa 2. Por envolver políticos com o conhecido foro especial (o senador José Agripino, a então senadora Rosalba Ciarlini e o deputado federal Betinho Rosado), a investigação foi encaminhada pelo Ministério Público Estadual e também pelo Ministério Público eleitoral para a Procuradoria Geral da República (PGR), em janeiro de 2009. A PGR não conseguiu ainda esclarecer o que foi feito da investigação desde então. Muitas conversas explicitam, por exemplo, o uso de dinheiro vivo para pagamento de gastos de campanha – enquanto a lei exigia o uso de cheques vinculados às contas. Francisco Galbi Saldanha trabalha com Carlos Augusto Rosado desde os tempos em que o atual primeiro-cavalheiro era presidente da Assembleia Legislativa (1981-1983). Até indícios do envolvimento com a máfia dos sanguessugas aparecem nessas ligações. Albert Nobrega, atual secretário de administração do estado, pede ajuda imediatamente a Galbi por causa de umas ambulâncias compradas pela prefeitura de Mossoró à época da máfia dos sanguessugas. Em 2006, Nobrega era presidente da Comissão de Licitação da prefeitura de Mossoró e é ele que diz que, sem ajuda de Galbi, “vai lascar Rosalba”, já senadora eleita. Ouve-se também a voz de José Agripino Maia negociando com Galbi Saldanha o repasse de uma verba de R$ 60 mil (em três parcelas de R$ 20 mil) ao ex-vereador natalense Salatiel de Souza. Carlos Augusto também orienta Galbi a repassar dinheiro para o ex-vereador de Natal, Renato Dantas (R$ 50 mil) e para o atual presidente da Câmara Municipal de Natal, Edivan Martins (R$ 25 mil). Tudo em troca do apoio dos políticos à candidatura de Rosalba ao Senado e Garibaldi Filho ao governo do estado. Outro grave crime foi confessado nos áudios: Carlos Augusto Rosado informou à tesoureira da campanha do irmão que iria cair R$ 100 mil na conta de campanha de Betinho. Mas o dinheiro era de Rosalba. Depois, Carlos e Galbi tentam articular uma forma de, com uso de notas frias, justificar a retirada do dinheiro da conta de Betinho. Utilizam-se, inclusive, de notas frias do posto de combustível Leste-Oeste, de propriedade do irmão caçula de Carlos Augusto. O deputado federal Betinho Rosado é irmão de Carlos Augusto Rosado e atualmente ocupa o cargo de secretário de Agricultura.


FONTE: POR LUIS FAUSTO