O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou nesta sexta-feira o prêmio José Aparecido de Oliveira, oferecido pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) na sua 9ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Maputo, Moçambique. O Prêmio José Aparecido de Oliveira é uma forma de homenagear personalidades e instituições que se destacam na defesa, valorização e promoção da CPLP, dos seus princípios, valores e objetivos. Entre os objetivos da CPLP estão a cooperação e a coordenação política e diplomática entre seus estados membros para reforço de sua presença no cenário internacional, e projetos de promoção e difusão da língua portuguesa. “Recebo este prêmio, não tanto como uma homenagem à minha trajetória pessoal – sindical e política – e mais como o reconhecimento das conquistas recentes da lusofonia”, disse Lula, que ressaltou a importância da contínua valorização da relação entre os países da comunidade e a criação no seu governo da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), em Redenção, no Ceará. A homenagem inclui um prêmio de 30 mil euros e seu nome homenageia o embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira (1929-2007) um dos fundadores da CPLP, e o júri é formado pelos representantes dos países membros da CPLP. Os países que compõem a CPLP são Angola,Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
AJUDE A RECUPERAR O QUE FOI DESTRUÍDO: VOTE CERTO
José da Penha necessita recuperar um local de trabalho para que as pessoas voltem a ter uma oportunidade de renda
Há em nossa cidade um local em que as famílias se encontravam, principalmente as mulheres de família, para ganhar sua renda lavando roupas com custo zero, subsidiadas pela prefeitura. Esse lugar é a lavanderia pública que ficava entre a rua João de Deus Fontes e o alto da alegria. Infelizmente, por descaso da população que ainda não sabe cobrar como deveria, o poder público esqueceu e abandonou esse local não só de trabalho, de oportunidade de renda, mas também de encontro fraterno, amistoso e tradicional em nossa cidade. Por isso, é necessário que a população cobre isso das autoridades e de todos os postulantes a cargos executivos e legislativos. Não podemos ganhar um pão e perder a manteiga, receber de um lado perder do outro. Tudo pertence ao povo. Os eleitos são todos empregados da população. Eis a questão: qual será o melhor? vender o voto, votar no incerto, em propostas vazias ou não vender o voto e credibilizar a melhoria de vida de todos? decida!
SÓ HÁ COMPRA DE VOTO PORQUE HÁ QUEM VENDA. ANTES DE SER RUIM O COMPRADOR, PIOR É O VENDEDOR.
E AGORA, CANALHAS NACIONAIS?
TCU derruba a prova central do mensalão
A menos de quinze dias para o início do “julgamento do século”, uma decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União pode ser determinante para o futuro dos réus da Ação Penal 470. O TCU considerou regulares os contratos de publicidade de R$ 153 milhões do Banco do Brasil com as agências de publicidade DNA e SMPB, que pertenciam ao empresário Marcos Valério de Souza. Isso reforça o que foi dito, dias atrás, pelo criminalista Marcelo Leonardo, que fará a defesa oral de Valério no Supremo Tribunal Federal. “Não houve recursos públicos, apenas empréstimos privados”. O PT admite que tomou empréstimos bancários, junto ao Rural e ao BMG, para honrar dívidas de campanha próprias e de alguns partidos da base aliada. A decisão do TCU foi tomada a partir de relatório preparado pela ministra Ana Arraes, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. O primeiro a ser beneficiado é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi denunciado por ter validado os principais contratos de publicidade de Valério na administração pública federal. De acordo com o TCU, os contratos seguiram o padrão de normalidade do Banco do Brasil e não diferem dos que foram fechados com outras agências de publicidade. Curiosamente, as agências de publicidade de Valério entraram para o governo federal no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foram apadrinhadas pelo ex-ministro Pimenta da Veiga, das Comunicações, que é amigo pessoal de Valério. Continuaram no governo Lula, até o escândalo do suposto mensalão, ocorrido em 2005. Embora já ajude a livrar a cara da Pizzolato, a decisão do TCU pode ter também repercussões maiores sobre outros réus. A começar, pelo próprio Valério. O empresário sustenta que, entre o fim da campanha presidencial de 2002 e o início do governo Lula, foi apresentado ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, do PT, pelo ex-deputado Virgílio Guimarães. Ajudou a resolver o problema das dívidas de campanha com o partido por meio dos empréstimos bancários. E, no caso do Rural, ele argumenta que tentou fazer lobby para que o banco assumisse a massa falida do Banco Mercantil de Pernambuco – o que não ocorreu. Por isso, Valério chegou a dizer que foi um lobista fracassado. Essa decisão do TCU também corrobora a tese de caixa dois eleitoral – e não de compra regular de parlamentares. Isso porque os empréstimos foram tomados logo no início do governo Lula. Os contratos de publicidade eram renovados periodicamente.
CANALHAS SÃO CANALHAS EM QUALQUER LUGAR
Na tentativa de incriminar Lula, oposição amplifica o último factoide de Jefferson
De todos os políticos brasileiros, poucos têm sido tão teatrais como Roberto Jefferson, pivô do mensalão. No governo Collor, o petebista integrava, com orgulho, a “tropa de choque” do ex-presidente, às vésperas do impeachment. Em 2005, pouco depois de denunciar o mensalão em duas entrevistas à Folha de S. Paulo, Roberto Jefferson divertiu repórteres, cantando da janela do seu apartamento em Brasília, a canção Caçador de Mim, interpretada por Milton Nascimento. “Nada a temer, senão o correr da luta...” Nesta semana, às vésperas do julgamento do mensalão, Jefferson voltou a vestir a camisa do político intrépido e destemido. Disse que, em 2005, foi procurado pelo Arlindo Chinaglia, então líder do governo do Lula, que lhe propôs um acordo: recuar nas denúncias, em troca de uma investigação de mentirinha da Polícia Federal, que o inocentaria no processo. Jefferson teria negado porque preferiu “cair de pé, e não de joelhos”. A acusação, negada ao 247 pelo deputado Chinaglia, acaba de se transformar no último factoide de Jefferson. Representantes de vários partidos da oposição começaram a reverberar as acusações. “Isso mostra que o ex-presidente Lula tentou usar a Polícia Federal em defesa do PT”, disse o deputado ACM Neto (DEM/BA), que concorre à prefeitura de Salvador. “Isso tem que ser investigado, porque tudo o que Jefferson denunciou foi comprovado”, reverberou Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Eu já sabia”, concluiu Roberto Freire, do PPS. Do ponto de vista concreto, no entanto, não há sinais de que Lula tenha trabalhado para conter a investigação relacionada ao mensalão. Eis alguns exemplos:
1) A CPI dos Correios foi presidida por um senador petista, Delcídio Amaral, que agiu de forma independente e não aliviou para nenhum dos suspeitos ligados ao partido.
2) A Polícia Federal atuou com total liberdade e recolheu provas que alimentaram a denúncia formulada pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
3) Lula reconduziu Antonio Fernando ao cargo, após a apresentação da peça que denunciou os 40 réus do mensalão.
4) A peça foi recebida pelo ministro Joaquim Barbosa, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, que produziu um duríssimo relatório sobre o mensalão.
5) No governo Dilma, o procurador Roberto Gurgel intensificou as denúncias e também foi reconduzido ao cargo.
É, portanto, improvável que Lula tenha tentado calar Roberto Jefferson na origem do escândalo e depois tenha deixado que tudo corresse livremente. “Só posso ver nisso a última chicana jurídica do ex-deputado Roberto Jefferson”, disse ao 247 o líder do governo Dilma, Arlindo Chinaglia.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
VOTAR EM LULA E NO PT TROUXE ISSO PARA O BRASIL
Brasil passa Coreia do Sul e é sexto país com maior reservas de dólares
O Brasil ultrapassou a Coreia do Sul e se tornou, no fim de 2011, o sexto maior país detentor de reservas internacionais no mundo, segundo números divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central, por meio do relatório de gestão das reservas referente ao ano passado. No fim de 2010, o Brasil ocupava a sétima posição no ranking de maiores detentores de reservas cambiais. Ainda permanecem na frente do Brasil, no tamanho das reservas cambiais, os seguintes países, pela ordem: China (cerca de US$ 3 trilhões), Japão (aproximadamente US$ 1,3 trilhão), Arábia Saudita (pouco acima de R$ 500 bilhões), Rússia (cerca de US$ 500 bilhões) e Taiwan. Atrás do Brasil, no ranking divulgado pelo BC brasileiro, aparecem Coreia do Sul, Hong Kong, India e os países da Eurozona. No fim de 2011, lembrou o BC, o Brasil possuía US$ 352 bilhões em reservas internacionais, US$ 63,44 bilhões, ou 22%, a mais do que no fechamento de 2010 (US$ 288,57 bilhões). Com isso, as reservas cambiais registraram o segundo maior crescimento anual da história, perdendo apenas para o ano de 2007, quando foi computada uma expansão de US$ 94,49 bilhões. O Banco Central observou, porém, que a economia brasileira apresenta a segunda menor proporção de reservas em relação ao PIB entre os países dessa mesma lista, com valor aproximadamente três vezes menor que a média. Neste critério de comparação, o Brasil supera apenas os países da Eurozona.
Seguro contra crise
A vantagem de ter dólares em caixa é que isso dá garantias contra eventuais crises no mercado externo, como a da Rússia, em 1998, que acabou atingindo o Brasil, e as turbulências que atingiram a economia internacional em 2008 e, novamente, em 2011 e começo de 2012. Em 2008, na primeira fase da crise financeira, quando as linhas de crédito externas escassearam, o BC vendeu dólares das reservas para empresas brasileiras. No fim de 2010, o Banco Central chegou a ofertar dólares ao mercado financeiro, com compromisso posterior de recompra, mas não aceitou as propostas do mercado financeiro na ocasião. Apesar das vantagens em possuir reservas em um momento de crise, economistas chamam a atenção para o chamado "custo de carregamento" das reservas cambiais. Cada vez que o governo compra divisas, paga em real e, com isso, aumenta a dívida interna. Ao mesmo tempo, também tem de pagar mais juros, uma vez que as taxas oferecidas no mercado interno são mais altas do que no exterior.
Histórico das reservas
As reservas internacionais brasileiras chegaram ao fundo do poço no fim de 1998 no governo FHC e início de 1999, logo após o anúncio de moratória (não pagamento da dívida externa) por parte da Rússia. Naquele momento, houve uma fuga de capitais de todos os países emergentes, inclusive do Brasil, e, para manter o câmbio fixo, o Banco Central, sob a tutela de Gustavo Franco, teve de lançar mão das reservas e vender dólares ao mercado financeiro para segurar a cotação do real. Naquela época, as reservas já haviam caído para US$ 24,4 bilhões. Com a adoção do câmbio flutuante, ou seja, sem metas para a taxa de câmbio, as reservas deixaram de ser utilizadas para conter a subida do dólar. A consequência imediata foi a disparada da moeda norte-americana para cerca de R$ 3,00. Entretanto, até o fim daquele ano já retornaria para um patamar ao redor de R$ 2,00 por dólar em razão do aumento da taxa básica de juros da economia. Com o processo de recomposição das reservas, iniciado em 2004, o Banco Central voltou a comprar dólares, o que tem elevado, desde então, o patamar das reservas cambiais. No fim de 2005, as reservas já estavam em US$ 53,8 bilhões, avançando para US$ 85,8 bilhões no fechamento de 2006 e para US$ 180 bilhões no final de 2007. No fechamento de 2008 e de 2009, respectivamente, as reservas alcançaram as marcas de US$ 206 bilhões e US$ 239 bilhões.
SE SEU CANDIDATO FOSSE MONITORADO 24 H NO TELEFONE FIXO, CELULAR, INTERNET, CONTAS BANCÁRIAS, O QUE VOCÊ ACHA QUE DESCOBRIRIA?
Cachoeira pagou propina a secretário de GO do PSDB
Gravações inéditas da Polícia Federal indicam que grupo do contraventorCarlinhos Cachoeira teria pago o secretário da Segurança Pública de Goiás para conseguir liberação de verbas de contrato com a empreiteira Delta. O secretário João Furtado negou qualquer ligação com a quadrilha e disse que suspendeu os pagamentos porque a empresa não cumpria corretamente o que havia sido previsto na licitação. Com autorização da Justiça, a Polícia Federal gravou a conversa entre Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, e Cachoeira no dia 15 de julho de 2011. O bicheiro reclama que o secretário João Furtado tinha suspendido o pagamento de um contrato assinado com a Delta para locação de veículos.
CLÁUDIO: Ele travou nossas coisas lá. Travou tudo.
CACHOEIRA - E aí?
CLÁUDIO - E aí. Mandou recado, meu amigo. Se eu não voltar a cumprir com ele vai ficar tudo travado e ameaçou chegar no final do ano não renovar o contrato e licitar de novo.
Horas depois, em outro telefonema, Cachoeira diz para Cláudio Abreu que está com o ex-presidente do Detran de Goiás no viva-voz e pede para que Cláudio repita a história.
CLÁUDIO: Não entendi. João? Quê João?
CACHOEIRA: Ô rapaz, o João. João Furtado. O negócio do pagamento que ele ameaçou romper.
CLÁUDIO: Não, é... travou os "trem" lá. O pessoal de baixo lá falou que vai botar lupa nos nossos contratos e que as coisas só iam andar de acordo com o humor dele.
CACHOEIRA: De acordo com a ordem dele?
CLÁUDIO: Exatamente. E do humor...
CACHOEIRA: Aí ele quer o passado?
CLÁUDIO: Exatamente. Abril e maio.
As gravações não provam que o secretário recebeu algo para liberar os pagamentos à Delta, mas no dia da conversa, 15 de julho, havia um pagamento atrasado e o contrato de locação de veículos para a secretaria foi renovado.
E O SEU CANDIDATO, HEIN? ESCOLHA BEM SENÃO APENAS A MEIA-DÚZIA DE SEMPRE...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
QUANTO VOCÊ GANHA POR MÊS? QUANTO GANHAM 'AQUELES' A SUAS CUSTAS?
Novo senador trabalha um dia nesse mês e ganha 13 mil, além de auxílio-mudança
O senador Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu o mandato que pertencia ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), vai receber cerca de R$ 13 mil reais referentes ao mês de julho. Desde que assumiu o cargo na última sexta (13), ele não voltou à Casa. Nesta quarta (18), o Congresso entra em recesso e só retoma os trabalhos em 1º de agosto. Segundo a assessoria de imprensa do Senado, Wilder terá direito a receber o valor proporcional aos dias depois que assumiu referente ao subisídio pago aos parlamentares, no valor de R$ 26.723,13, mesmo sem comparecer ao Senado no período. Wilder também receberá do Senado uma ajuda de custo para as despesas com a mudança. O valor da ajuda de custo não foi informado pelo Senado. Ainda de acordo com a assessoria do Senado, Wilder Morais manterá em seu gabinete todos os assessores que trabalhavam para Demóstenes.
SE VOCÊ ESTÁ SATISFEITO SABE O QUE FAZER. SE ESTÁ REVOLTADO JÁ SABE COMO AGIR. FICAR PARADO OU LEVANTAR-SE É TAREFA SUA. SABER OUSAR É COMPORTAMENTO DOS SÁBIOS.
terça-feira, 17 de julho de 2012
NESSA POLÍTICA, REFLITA SOBRE ISSO
Grampo: Cachoeira pagava contas de secretários de Marconi Perillo
BRASÍLIA - Interceptações telefônicas da Polícia Federal, gravadas com autorização judicial e às quais O GLOBO teve acesso, sugerem que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pagava contas de secretários do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, para isso, valia-se da construtora Delta. Para membros da CPI do Cachoeira, os diálogos demonstram que várias áreas do governo do tucano estavam comprometidas com o grupo de contraventor. Os deputados e senadores da comissão já defendem a reconvocação de Perillo para falar da liberação de recursos para a Delta em troca da compra de sua casa. Em 27 de abril do ano passado, irritado com o fato de encontrar dificuldades para emplacar algumas indicações no governo de Perillo, Cachoeira irrita-se com Wladmir Garcez, apontado pela Polícia Federal como o braço político do esquema, e critica Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu a vaga de senador que se abriu com a cassação de Demóstenes Torres e que era, até a semana passada, secretário de Infraestrutura do governo. O telefonema foi gravado às 19h e durou 41 segundos.
— Eu não consigo pôr no Detran, o Wilder foi lá e emplacou. O Wilder não dá um centavo pra ninguém. Imagina só: o Wilder vai lá para o Palácio, consegue convencer o Marconi a colocar o cara e você tá lá todo dia e não fala nada. Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém. Entendeu? — reclamou Cachoeira, fazendo referência a Cláudio Abreu, da Delta Construções.
— Escutei, chefe — admite Wladmir, encabulado.
Às 19h22m, Cachoeira volta a dizer que paga as contas dos secretários:
— Ô, Wladmir, eu tô fazendo a coisa. Esquece esse negócio de viagem, meu. Eu tô puto, porque vai enchendo o saco, vai caindo a gota, sabe, aí um bobão tá lá no trem lá, ele tá lá. O Edivaldo (Cardoso, presidente do Detran de Goiás) fala que não tem isso, não tem aquilo, que acabou com a CLT, que não sei o que que tem, que não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, e o cara tá lá. Tá sendo empossado na nossa cara, rapaz. E nós aqui, ó. Você todo dia traz uma conta diferente pra mim. Todos os dias. Um cargo que a gente tinha, todo dia, esse bosta deste cara, esse malandro desse Rincón, todo dia você tá com ele, rapaz, nós tínhamos uma gerência, nós tínhamos uma diretoria forte. Não temos mais nada. Não temos uma pessoa nossa lá — irrita-se o bicheiro. Rincón é Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). Para Miro, conversa atesta intimidade Na semana passada, a imprensa noticiou que Cachoeira estava irritado com Wilder Morais, que assumiu a vaga de Demóstenes Torres no Senado. Em conversas com Garcez, o bicheiro xinga Morais e observa que ele não colocou qualquer centavo na campanha de Marconi ao governo, dando a entender que ele, Cachoeira, havia contribuído e não estava tendo o retorno esperado. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), o teor do diálogo no qual o contraventor fala do secretariado demonstra que há uma intimidade entre os auxiliares de Marconi e Cachoeira.
— Parece que ele fala genericamente, mas dá para perceber que há um grande número de secretários que têm intimidade com ele para resolver problemas — declarou.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) vê uma ligação forte entre membros do governo de Perillo com Cachoeira.
—Tudo faz sentido. Várias áreas do governo estavam comprometidas com Cachoeira e com a Delta.
QUEM É O CACHOEIRA DA SUA CIDADE? QUEM É O DEMÓSTENES? QUEM É O PERILLO? QUEM É VOCÊ? VOCÊ É O ELEITOR, VOCÊ É QUEM DECIDE!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
ESSA É A GLOBO. SINÔNIMO DE MENTIRA
Globo tentou ligar Lula e o governador do Distrito Federal a Cachoeira
No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone.
Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.
Veja o trecho:
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com quem?
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
SAIBA QUEM É O MELHOR CANDIDATO
Em José da Penha e em qualquer cidade sempre há o melhor
Nessas eleições você vai escolher um candidato. E se o seu candidato perder o que vai ser da sua vida pessoal? se você trabalha, vive do seu próprio esforço, da sua profissão, certamente, em termos individuais, não acontece nada. Você é livre e trabalhador, da mesma forma como seus pais o ensinaram que fosse. Agora, e o seu candidato? o que vai ser dele se ele perder? se ele não tiver meios honestos e honrados para se sustentar? a pergunta que não quer calar é essa. Então ele depende única e exclusivamente do dinheiro do povo, do seu dinheiro para viver? isso está correto? seu pai e sua mãe ensinaram isso a você, caro eleitor? a escolha de um candidato a prefeito e vereador se faz não apenas com a previsão dos seus escolhidos sendo eleitos mas quais as consequências deles não conseguirem sucesso em suas candidaturas. E no final das contas, independente das escolhas, prevalece a vontade da maioria. Por isso dizemos:
ESCOLHA!
DECIDA!
RESPEITAMOS!
NÃO COLOU A ESTRATÉGIA LOGO ESTÃO AFROUXANDO
PSDB quer explicação de Perillo sobre denúncias de propina em GO
Presidente nacional do partido informou que aguarda esclarecimentos do governador de Goiás; reportagem fala em recebimento de dinheiro de empresa ligada a Cachoeira
BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta segunda-feira, 16, que espera que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, apresente explicações ao partido sobre as novas denúncias de envolvimento com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Por meio da assessoria de imprensa, Guerra informa que, até o momento, Perillo tem dado explicações suficientes em relação ao seu envolvimento com Cachoeira. O presidente do PSDB aguarda esclarecimentos sobre o suposto compromisso firmado entre o governador de Goiás e a Delta Construções, intermediado por Cachoeira. Segundo reportagem publicada pela revista "Época", Perillo teria recebido propina para liberar o pagamento de créditos devidos pela empreiteira. Há suspeita de que o acerto também envolveu a venda da casa do governador para Cachoeira. Guerra disse, por meio da assessoria de imprensa, que mantém a confiança no correligionário, mas aguarda novos esclarecimentos ainda nesta semana. O presidente do PSDB chega na noite desta segunda em Brasília e não há, pelo menos até agora, previsão de uma reunião extraordinária da executiva do partido para discutir o caso Perillo. Nesta segunda-feira, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) deve apresentar um requerimento para chamar novamente Perillo à CPI do Cachoeira. O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), por sua vez, acredita que o melhor seria convocá-lo quando se encerrarem as apurações. "Eu admito a hipótese de reconvocação, mas é preciso que aprofundemos a investigação", declarou.
domingo, 15 de julho de 2012
ISSO ACONTECE EM ALGUM MUNICÍPIO QUE VOCÊ CONHECE? TEM CERTEZA?
Perillo dobrou patrimônio ao assumir governo
No ano passado, em que assumiu o governo de Goiás, o governador Marconi Perillo (PSDB) dobrou seu patrimônio com a compra de imóveis e cotas de participação numa empresa. Suspeito de negociar uma mansão diretamente com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, segundo investigações da Polícia Federal, e por valor maior que o declarado, o tucano omitiu as transações realizadas em 2011 em depoimento à CPI do Cachoeira. Segundo dados das declarações de Imposto de Renda (IR) de Perillo remetidas à comissão, às quais o Estado teve acesso, o governador tinha em 31 de dezembro de 2010 R$ 1.548.227 em bens e direitos, valor que salta para R$ 3.182.549 em 31 de dezembro de 2011, após a venda da casa, no Condomínio Alphaville. Nota técnica enviada pela Receita à CPI pondera que não há indícios, pelas declarações, de variação "patrimonial a descoberto", o que será aprofundado nas apurações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e da comissão parlamentar. Concluída a operação de venda investigada pela PF, o governador obteve R$ 800 mil em ações da empresa SCP Boa Esperança. Também comprou um apartamento de R$ 1,16 milhão para a filha, Isabella Jaime Perillo, no bairro Cerqueira César, área nobre de São Paulo. O governador usou um recurso comum para ocultar negócios: registrou o imóvel num cartório de Trindade, nos arredores de Goiânia, em vez de fazê-lo na capital do Estado, onde mora, ou na cidade onde ocorreu a compra. Em 2011, Perillo aumentou as dívidas em R$ 839,7 mil. O grosso do valor (R$ 580 mil) refere-se a pendência com o proprietário do apartamento comprado na capital paulista, André Luiz de Oliveira. Ontem, o Estado não conseguiu contatá-lo. As escutas da Operação Monte Carlo indicam que Perillo recebeu, em vez de R$ 1,4 milhão, como foi declarado à Receita, R$ 2,2 milhões pela venda da casa a Cachoeira. Além dos cheques emitidos por uma cunhada de Cachoeira, ele teria recebido R$ 500 mil em bois. Perillo nega. Em 2011, o governador declarou um rebanho de 1.488 cabeças. Segundo a Receita, ele vendeu 377. Os dados da Receita mostram que o patrimônio do governador praticamente quintuplicou desde 2001, saltando de R$ 684 mil para R$ 3,1 milhões. Em nota, o governador afirmou que sua evolução patrimonial é compatível com os rendimentos. O tucano negou que tenha omitido informações à CPI. "Ele afirmou que seu patrimônio está declarado à Receita Federal", diz a nota do governo. Embora tenha adquirido vários bens no último ano, Perillo disse que não quitou os débitos porque não tinha como pagá-los. "É um assunto pessoal, que não diz respeito a suas atividades como governador", alegou o tucano, por meio da assessoria de imprensa do governo de Goiás. Perillo também se negou a informar as atividades da empresa SCP Boa Esperança e quem são seus sócios alegando questões pessoais.
NADA MELHOR QUE A DEMOCRACIA. E NINGUÉM DEVE RECLAMAR DELA
IMPORTANTE PARA JOSÉ DA PENHA
Eleições são um divisor de águas na vida das pessoas
Nesse ano de 2012, cidadãos de todo o país vão escolher, em tese, os melhores e mais preparados para administrar e legislar nas prefeituras e Câmaras municipais das nossas cidades. Em José da Penha, felizmente, temos alternativas, temos um leque de pessoas que nos dão escolhas, uma vez que são heterogêneas as posturas, a capacidade, o estudo e a boa vontade entre os candidatos. A pergunta que não quer calar hoje é uma só:
NA SUA OPINIÃO, QUAL DOS CANDIDATOS PARA PREFEITO É A FAVOR DO FIM DO NEPOTISMO, OU SEJA, ACABAR COM A CONTRATAÇÃO DE PARENTES E DAR OPORTUNIDADES A QUEM ESTUDOU?
ESCOLHA!
DECIDA!
RESPEITAMOS!
sábado, 14 de julho de 2012
LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Governo soma quase 17 mil pedidos de informação
Em quase dois meses de vigência da Lei de Acesso à Informação, o Executivo federal recebeu 16.960 pedidos de informação, dos quais 14.311 (84,38%) foram respondidos, segundo dados divulgados pela Controladoria Geral da União, órgão responsável pela aplicação da lei, neste sábado (14). Os demais pedidos estão em tramitação, informou o órgão. A lei, que vigora desde 16 de maio, obriga órgãos públicos a prestarem informações sobre suas atividades a qualquer cidadão interessado. As únicas informações sigilosas, segundo o texto da lei, são assuntos secretos do Estado, temas que possam colocar em risco a segurança nacional ou que comprometam atividades de investigação policial - veja perguntas e respostas sobre a Lei de Acesso à Informação. Os números, que se referem ao período compreendido entre o início da vigência da lei e 13h desta sexta-feira (13), foram divulgados neste sábado (14) por Vânia Vieira, diretora de Prevenção da Corrupção da CGU, durante palestra no 7º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. Ainda de acordo com os dados, 82,53% do total de pedidos respondidos foram atendidos, ou seja, em 11.811 casos a informação solicitada foi prestada. A CGU aponta que 1.370 pleitos (9,7%) foram negados por tratarem de informações sigilosas ou previstas em legislações específicas (como segredos industriais, dados fiscais e bancários, etc.). Outros 1.130 pedidos (7,9% dos respondidos) não puderam ser atendidos porque não foram feitos para o órgão competente ou porque os dados não existem ou precisariam ser . Os órgãos com maior número de pedidos são a Superintendência de Seguros Privados (Susep), com 1.860 pedidos, e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que recebeu 1.175 solicitações. Ainda conforme a CGU, os principais responsáveis por pedidos são pessoas físicas - 94,36% do total de pleiteantes.
NINGUÉM MAIS PODE ESCONDER NADA DO POVO. PENSE NISSO, CIDADÃO!
A DESCONFIANÇA VIROU COMPROVAÇÃO
Como a Delta pagou Perillo
Um relatório da Polícia Federal comprova os elos entre o esquema de Carlinhos Cachoeira e o governador de Goiás
No dia 27 de junho, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso, contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como governador de Estado, Perillo só pode ser investigado pelo procurador-geral da República – e processado no Superior Tribunal de Justiça. O relatório, que a imprensa teve acesso, tem 73 páginas, 169 diálogos telefônicos e um tema: corrupção. O documento está sob os cuidados da subprocuradora Lindora de Araújo, uma das investigadoras mais experientes do Ministério Público. Ela analisará que providências tomar e terá trabalho: são contundentes os indícios de que a Delta deu dinheiro a Perillo. Alguns desses 169 diálogos já vieram a público; a vasta maioria ainda não. Encontram-se nesses trechos inéditos as provas que faltavam para confirmar a simbiose entre os interesses comerciais da Delta em Goiás e os interesses financeiros de Perillo. Explica-se, finalmente, o estranho episódio da venda da casa de Perillo para Cachoeira, que não foi bem entendido. Perillo nega até hoje que tenha vendido o imóvel a Cachoeira; diz apenas que vendeu a um amigo. O exame dos diálogos interceptados fez a Polícia Federal, baseada em fortes evidências, concluir que:
1) assim que assumiu o governo de Goiás, no ano passado, Perillo e a Delta fecharam, diz a PF, um “compromisso”, com a intermediação do bicheiro Carlinhos Cachoeira: para que a Delta recebesse em dia o que o governo de Goiás lhe devia, a construtora teria de pagar Perillo;
2) o primeiro acerto envolveu a casa onde Perillo morava. Ele queria vender o imóvel e receber uma “diferença” de R$ 500 mil. Houve regateio, mas Cachoei¬ra e a Delta toparam. Pagariam com cheques de laranjas, em três parcelas;
3) Perillo recebeu os cheques de Cachoeira. O dinheiro para os pagamentos – efetuados entre março e maio do ano passado – saía das contas da Delta, era lavado por empresas fantasmas de Cachoeira e, em seguida, repassado a Perillo. Ato contínuo, o governo de Goiás pagava as faturas devidas à Delta;
4) a Delta entregou a um assessor de Perillo a “diferença” de R$ 500 mil;
5) a direção nacional da Delta tinha conhecimento do acerto e autorizou os pagamentos.
Para compreender as negociações, é necessário conhecer dois personagens, que chegaram a ser presos pela PF. Um é o tucano Wladmir Garcez, amigo de Perillo e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia. Garcez atua como uma espécie de embaixador de Perillo junto à Delta e à turma de Cachoeira: faz pedidos, cobra valores, entrega recados. O segundo personagem é Cláudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste e parceiro de Cachoeira no ataque aos cofres públicos de Goiás. Na hierarquia da Delta, Abreu detinha a responsabilidade de obter contratos públicos para a construtora e – o mais difícil, custoso – assegurar que os governantes liberassem os pagamentos em dia. A corrupção neste caso, como em tantos outros, nasce na oportunidade que o Poder Público oferece: um detém a caneta que pode liberar o dinheiro; outro detém o dinheiro que pode mover a caneta. Na simbiose entre a Delta e o governo de Goiás, Garcez e Abreu eram os sujeitos que se dedicavam a fazer o dinheiro girar, multiplicar-se. Não há caixa de campanha ou questiúncula política nessa história. O objetivo era ganhar dinheiro.
Assinar:
Postagens (Atom)