segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICOS

Mais nova vereadora eleita em 2012, a petista Gislaine Ziliotto quer pressionar por mais recursos para a educação em Ipê/RS

Gislaine Ziliotto, de apenas 17 anos, é a representante do Partido dos Trabalhadores mais nova a assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores da cidade de Ipê, na Região Nordeste do Rio Grande do Sul. A mais votada entre os 33 candidatos do município, ela completará 18 anos em 1º de janeiro de 2013, mesma data da posse. “Quero me dedicar aos jovens com mais atenção, trazendo cada vez mais oportunidades e incentivo que tanto precisam, mas sem deixar de atender outras áreas de extrema importância como educação e saúde”, disse Gislaine, uma vez que somente maiores de 18 podem assumir cargos legislativos. Aluna do 3º ano do Ensino Médio da Escola Frei Casemiro Zanfonatto, a adolescente obteve 6,81% dos votos válidos, com o aval de 335 eleitores. A jovem fala que a paixão pela política começou aos nove anos, quando o pai foi candidato a vereador. “Eu era a companheira dele e o acompanhava em todos os comícios e compromissos políticos. Comecei a participar e conhecer ainda mais sobre o município e a me interessar cada vez mais por isso”, lembrou. Pressionar a Prefeitura para que conceda transporte gratuito aos estudantes para a universidade e incentivar a questão de cultura e lazer no município são prioridades do mandato, segundo Gislaine. “Os estudantes precisam se deslocar até Caxias do Sul para estudar e vou lutar para viabilizar isso”. A jovem afirmou que a redução de impostos também estará em seus objetivos em Ipê diante dos altos índices de pobreza e miséria. A vontade de lutar pela juventude serviu de incentivo e estímulo para Gislaine concorrer já em 2012. Ela garante que, apesar de jovem, já se sente preparada para assumir o cargo. “Viemos pra comprovar que sabemos fazer política, com coragem e pulso firme e queremos ter o nosso espaço. A cada casa que visitava durante a campanha, uma família me contava sua historia e isso foi me motivando, quando via o olho brilhar das pessoas, me emocionava”, declarou.

E OS VEREADORES DO SEU MUNICÍPIO, O QUE FAZEM PARA MELHORAR A SUA VIDA?


sábado, 17 de novembro de 2012

UMA ELEIÇÃO QUE VALE VIDAS E ESTIMULA A CONTINUIDADE DA BARBÁRIE

"Objetivo é mandar Gaza de volta à idade média", diz Israel

 Em meio à escalada de violência em Gaza nos últimos dias, representantes isralenses subiram o tom em declarações neste sábado sobre as ofensivas às milícias palestinas. Em um fórum cultural na cidade de Kiryat Motskin, no norte de Israel, o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, afirmou que o exército está preparado para uma operação terrestre em grande escala e que, se isso ocorrer, as tropas não podem parar na metade, "tem que ir até o final". "O objetivo da operação é mandar Gaza de volta à Idade Média. Só assim Israel ficará calma por 40 anos", declarou o ministro do Interior israelense, Eli Yishai, ao jornal "Haaretz". Dezenas de tanques já foram enviados para a fronteira em meio à ampliação dos ataques aéreos na região. Ao menos 30 mil militares reservistas foram convocados e mais 45 mil aguardam determinação do governo. Neste sábado, novas ofensivas foram lançadas por ambas as partes. Israel ampliou os ataques para alvos governamentais, acertando o escritório do premiê Ismail Haniyeh. Em Tel Aviv, o alarme antiaéreo voltou a soar. Segundo as forças de Israel, as sirenes foram disparadas por causa de um foguete lançado por militantes palestinos da faixa de Gaza que foi interceptado pelo sistema de defesa. Lieberman lamentou que na última invasão de Gaza, há quatro anos, Israel tenha pago "um alto preço em termos de opinião mundial" pela morte de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, e "no entanto não alcançou seu objetivo". O chefe da diplomacia israelense considerou que a atual operação iniciada na quarta-feira passada e na qual morreram 41 palestinos, um terço deles civis, não é uma "guerra total", mas tem "objetivos específicos". Trata-se de devolver a calma à área de Israel que é constante alvo de foguetes lançados de Gaza, restaurar a capacidade de dissuasão de Israel e destruir o arsenal de foguetes de longo alcance das milícias palestinas, afirmou. "A única forma de viver aqui em paz e segurança é criar uma autêntica dissuasão por meio de uma resposta contundente, de modo que não voltem a colocar-nos a toda prova", sentenciou. Ontem, em uma entrevista ao "Canal 10" da televisão, afirmou que derrubar o Hamas "é algo que terá que ser decidido pelo próximo governo", que sairá das eleições do próximo mês de janeiro. Essa mesma emissora informou hoje que o governo israelense não descartou ontem à noite a possibilidade de uma trégua que representasse um retorno à situação imediatamente posterior à operação de quatro anos atrás.

ISRAEL TEM TODO DIREITO DE SE DEFENDER E OBRIGAÇÃO DE EXISTIR. QUE TAL ISRAEL ACEITAR A NAÇÃO PALESTINA, ESTENDER A MÃO A SEU IRMÃO DE SANGUE, DEMONSTRAR AO MUNDO BOA VONTADE E EXERCER E HONRAR O SOBRENOME DE NAÇÃO ELEITA POR DEUS? CONTINUANDO ASSIM, ISRAEL SÓ MOSTRA QUE CADA VEZ MAIS ESTÁ DISTANTE DOS PRINCÍPIOS DE AMOR, TOLERÂNCIA E SOLIDARIEDADE QUE DEUS SEMPRE OFERTOU À HUMANIDADE. NÃO À TOA, EIS UMA ELEIÇÃO EM JANEIRO QUE FAZ COM QUE OS INOCENTES PALESTINOS PAGUEM PELA FOME DE PODER DE QUEM HOJE O EXERCE. DEUS CERTAMENTE ESTÁ ENTRISTECIDO COM TAMANHA COVARDIA E GENOCÍDIO DE ISRAEL. 

QUE A CAIXA ABRA A CAIXA...QUE JÁ NÃO É MAIS DE PANDORA: O MAL JÁ FOI FEITO

Provável conta secreta de Micarla está nos debates internos da política potiguar

Pergunta que não quer calar, em relação à divulgação de uma possível conta secreta da prefeita Micarla de Sousa na Caixa Econômica Federal: Até que ponto a Caixa permitiria que uma pessoa pública, de conhecimento até da sua presidência, para não dizer da Presidência da República, abrisse uma conta secreta para movimentar milhões…sem questionar? Com a palavra, a Caixa Econômica. Na Prefeitura, onde auxiliares morrem de medo de abrir a boca, alguns soltam informações sem querer aparecer… Não querem falar… Mas, um auxiliar antigo, da área, explica que para todo projeto com recursos federais, há a necessidade da abertura de uma conta específica, na Caixa. E que nesse caso, a conta foi aberta, por exigência do governo federal, para contrapartida da Prefeitura no projeto de mobilidade. E que abertura de conta de Prefeitura exige documentação de seus gestores, como CPF, por exemplo… A fonte, morrendo de medo de falar, lembrou que os deputados Henrique Alves e Hermano Morais foram à Caixa Econômica para checar se 10 milhões prometidos pelo governo federal, haviam sido liberados…exatamente através dessa conta. Que nesse caso, segundo a fonte medrosa, deixaria de ser secreta. Ou paralela, já que a atitude de Henrique e Hermano foi noticiada pela imprensa como um fato normal. Conta do conhecimento do deputado federal e do candidato a prefeito de Natal.

FONTE: THAISA GALVÃO

QUANDO VOCÊ VIR UM PREFEITO DIZENDO QUE ESTÁ SEM RECURSOS PARA ADMINISTRAR A MÁQUINA, A POSSIBILIDADE DELE ESTAR RECLAMANDO PELO FATO DA SUA BARGANHA ESTÁ SENDO COMPROMETIDA É ENORME. ACONTECE EM CAPITAL, ACONTECE NO INTERIOR. LAMENTÁVEL, MAS O POVO TEM SUA PARCELA GRANDE DE RESPONSABILIDADE.

ESSE AI FOI PREFEITO BIÔNICO E SE CALOU DIANTE DA MORTE DE MILHARES NA ÉPOCA DA DITADURA

'Santo Agripino' rebate nota do PT e acusa-o de arrogância

O senador José Agripino Maia (DEM) disse hoje (17) que o PT vai "pagar pela arrogância" de acusar o STF de partidarização no julgamento do mensalão. Em post no perfil do Facebook, Agripino Maia diz: "O PT divulgou uma pesada nota acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) de partidarização no julgamento do mensalão. Porém, a escolha petista em discordar das decisões da Suprema Corte é arriscada".  O senador do DEM ainda comenta: "Mais dia, menos dia, o PT vai pagar pela sua arrogância. A sociedade vai observar isso. O Supremo, que firmou um marco importante no combate à impunidade, não é produto de uma só pessoa, mas de várias cabeças".


É O MENTOR DE MICARLA E DE ROSALBA FALANDO. É UM DOS PATROCINADORES DA DITADURA MILITAR NO BRASIL. CALOU-SE, APOIOU O REGIME DE CANALHAS E MUDOU O NOME DO PARTIDO DELE PARA DEMOCRATAS. O QUE QUE EU VOU DIZER? O LEITOR QUE SABE LER, SABE JULGAR. E PONTO

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MORTO ANTES DE NASCER

Estudante que tenta refundar o partido dos canalhas (ARENA) da ditadura tem bolsa do prouni

Cibele Baginski também defende 'abolição sistemas de cotas raciais, de gênero, ou condições especiais'


A estudante Cibele Baginski, de 23 anos, que tenta refundar a Arena, é contra a comunização da sociedade e defende a "abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou 'condições especiais'", mas não vê como uma contradição receber uma bolsa do ProUni, programa do governo federal que tem como objetivo dar acesso à universidade à população de baixa renda. A presidente da sigla cursa Direito na Universidade de Caxias do Sul (RS), a cerca de 130 km da capital Porto Alegre, e defende ser legítimo receber o benefício porque o ProUni seria pago com os impostos da população, inclusive os dela. Desde que publicou o estatuto do partido no Diário Oficial da União na última terça-feira, 13, Cibele afirma já ter recebido mais de 300 e-mails e mensagens no Facebook com questionamentos sobre a nova legenda. Ela também disse sofrer ameaças por querer recriar o partido que deu sustentação ao regime militar. à imprensa, a estudante afirmou ser contra a Comissão da Verdade, instituída pelo governo federal em maio deste ano para investigar os crimes cometidos durante a ditadura. "Essa comissão tem um problema, porque ela está sendo uma comissão da meia verdade. Ela vai investigar apenas uma parte do que aconteceu", afirmou em referência ao fato de o grupo não investigar supostos crimes cometidos pelas organizações de esquerda. O estatuto da nova Arena defende a "abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou 'condições especiais'", mas você é bolsista do ProUni, um programa do governo federal que tem como objetivo dar acesso à universidade à população de baixa renda. Você considera isso uma contradição? Não vejo contradição, porque o ProUni é pago com os impostos meus e de todo mundo. E eu entrei (na universidade) porque a minha nota no Enem foi boa. E o Enem, graças a Deus, ainda não tem cota separando por opção sexual, por cor, ou por qualquer outra coisa.

Mas por que o partido é contra as cotas?


Porque isso é tapar o sol com a peneira, ao invés de melhorar a educação básica para fazer com que as pessoas tenham capacidade de passar em um exame nacional, num vestibular, e ganhar a vaga porque merece, esse sistema acaba dando oportunidades para pessoas que não estão bem preparadas.

Em outra entrevista, você disse que o Brasil ainda estaria na idade da pedra se não tivesse existido o regime militar. A Arena apoia o período da ditadura no Brasil?


Toda a história do Brasil reflete o que o País é hoje. Se não tivesse, lá em 1808, o Dom João VI criado a Imprensa Nacional, a gente não ia ter jornal neste País. Se Mario Andreazza, que era caxiense, não tivesse sido ministro (dos Transportes nos governos Costa e Silva e Médici) e feito estrada até onde na época nem se planejava fazer, hoje não ia ter como a gente usar um carro, a gente ia ter que andar de carroça.

Então você acredita que o Brasil estaria menos desenvolvido se não tivesse havido esse período?


Eu nem sei se nós teríamos eletricidade, nós estaríamos vivendo com um monte de apagão. Metade das estradas não existiriam. O período do regime militar foi uma época de estruturação do País.

E como vocês avaliam as centenas de pessoas que morreram por causa do regime militar?


Toda a morte, todo o desaparecimento, qualquer acidente, tanto antigamente quanto hoje em dia, é uma coisa triste. Agora, é aquela coisa, naquela época morreram 100, 200, 300 pessoas, eu não sei, estou sem uma estatística aqui para poder dar um número exato, mas hoje em dia morrem 1.000 pessoas por dia e nós não estamos nem preocupados com elas.

O que acha da criação da Comissão da Verdade?


Essa comissão tem um problema, porque ela está sendo uma comissão da meia verdade. Ela vai investigar apenas uma parte do que aconteceu. Ninguém vai investigar o sequestro do embaixador (americano Charles Burke Elbrick, em 1969) ninguém vai investigar outras coisas ali, como os ataques armados a bancos, porque realmente ninguém quer criar um constrangimento para a presidente da República, por exemplo. Pra mim, ou a Comissão da Verdade investiga tudo ou fecha as portas.

Você acredita que não estão investigando os supostos crimes praticados por grupos de esquerda porque a presidente Dilma participou da luta contra a ditadura?


É tendencioso, e considerando a posição que a senhora Dilma está agora, não é adequado fazer isso, porque ela foi anistiada como outras pessoas foram anistiadas. Então, se for cutucar os dos dois lados, vai ter uma guerra de novo. O pessoal não se toca disso. Se tu estás cutucando a Lei da Anistia, daqui a pouco estás cutucando a Constituinte e daqui a pouco tu vais pegar a Constituição de 1988 e tacar fogo.

Você acha que falta um partido de direita no Brasil?


A direita não está representada de forma alguma. Por isso que as pessoas olharam para a Arena com esperança. A maior parte dos partidos que está aí hoje em dia são de centro, centro-esquerda, alguns são de "esquerda volver". Os partidos de hoje se vendem por governabilidade, esse é o sistema que se criou. E tu tens nesses partidos o sério problema de sufocarem a juventude, sufocarem boas lideranças, pessoas que são sérias, porque são pessoas que querem fazer as coisas direito

Vocês defendem a privatização do sistema penitenciário, mas a estatização de outros serviços considerados fundamentais. Por quê?


Hoje em dia o sistema penitenciário não está funcionando na mão do Estado. Um cara que roubou um pote de margarina vai entrar lá dentro e sair de lá formando quadrilha. Infelizmente se criou um sistema vicioso. Então, o que nós defendemos é uma coisa chamada Estado necessário, o que funciona na mão estatal, ótimo, o que não funciona, ou privativa ou transforma numa autarquia de economia mista.

E por que vocês consideram o reaparelhamento das Forças Armadas importante?


Eu não sei até onde é verdade esses boatos que circulam pelo Facebook, mas eu me assustei quando li que o Exército brasileiro tem munição para um ou dois dias de guerra. Imagina que desastre que isso ia ser. E se acontece alguma coisa? A gente não pode prever. E se alguém vier enfiar uma bomba na bunda dos brasileiros, a gente vai fazer o quê, dançar um samba?

A sua família apoia você na criação do partido?


A minha mãe não dá bola. O meu pai, no começo, ficou muito preocupado. Ficou com medo de acontecer algum atentado, alguma coisa comigo. Ele já começou a teorizar sobre a União Soviética. E aí eu disse: "Meu Deus pai, calma". Aí ele disse: "Calma nada, porque a queda do muro de Berlim foi só um golpe de marketing". Ele ainda é daqueles que acham que a União Soviética é perigosa, porque ele é dessa época da Guerra Fria.

Mas você já sofreu alguma ameaça por estar tentando refundar a Arena?


Já e provavelmente vai acontecer alguma coisa. Eu estou com medo, porque existem pessoas neste País que não sabem cair no debate ideológico, como em outros lugares do mundo em que as pessoas dialogam mesmo tendo ideias diferentes. Há algumas pessoas que o nível de fanatismo é tão grande ou a falta de argumentos é tão grande que elas vão partir para a agressão verbal ou até mesmo física. Não é o que eu desejo. O que eu desejo é fazer o debate político, só isso.

ESCLARECIMENTO PARA QUEM SABE LER


NOTA: Sobre a definição da pena a ser aplicada a José Genoíno

José Genoíno e sua defesa reiteram seu respeito ao Supremo Tribunal Federal.


A aplicação da pena é apenas a decorrência maior da injustiça já antes perpetrada. Sua condenação contraria toda a prova dos autos. Irresignado, o acusado viverá até o fim de seus dias. E isso quer dizer que continuará batalhando junto ao Supremo a causa de sua inocência. Condenação sem o mínimo indício de prova merece reparação seja quando for, onde for e de quem for. Homem público reconhecido por sua Ética, por sua Moral ilibada, por sua vida de dedicação ao projeto de País no qual sempre acreditou e acredita. Exemplo de bom servidor, pai, marido e avô. Exemplo de amigo, de companheiro de seus companheiros, de fraterno porém corajoso lutador, que não esmorece e nem esmorecerá jamais diante de qualquer que seja a adversidade. Homem de guerrilha, prisão e tortura, batalhador congressista que foi, não se impressiona com a condenação de agora. Antes, encara e de peito aberto e cabeça erguida. Foi feito um juízo – e dele mais uma vez discorda firme e energicamente – um juízo de valor sob a égide do Estado de Direito. Convém respeitá-lo.
Aceitá-lo, jamais!
Vencido foi o réu e vencida foi a própria Justiça! Paciência. Resignação, de parte do acusado, nunca! Paciência e submissão às ordens emanadas da mais elevada Corte, sob o regime do Estado de Direito, sim.
Subserviência, jamais!

Luiz Fernando Pacheco – advogado de José Genoíno Neto

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

15 DE NOVEMBRO: QUANDO A REPÚBLICA VIRÁ DE VERDADE?

A coisa pública ainda é intensamente privada

Certamente o fato do Marechal Deodoro ter dissolvido o conselho de ministros e acabado com a monarquia, instituindo assim, a república, foi um passo importante para a construção de uma verdadeira sociedade. Hoje, ano de 2012, ao olhar para trás, percebemos que muita coisa mudou, embora outras ainda permaneçam vergonhosamente entre nós. 
Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente

Como não se espantar com a insistência canalha dos que querem e exercem o nepotismo em pleno século XXI? e a sociedade que passa a mão por cima? como chegarmos no ano de 2012 e em cidades como José da Penha, onde não há médico todos os dias, sendo que há dinheiro para isso e o cidadão, sobretudo os mais pobres, não escolhem a hora de ficarem doentes, de ter um ataque cardíaco ou outra doença mais grave? e a vida vai passando e vamos fazendo parte de um circo interminável de faz-de-conta. Que república é essa? onde hoje, apesar da lei de acesso a informação, os representantes tentam cada vez mais esconder seus atos, suas práticas quando deveriam amar a transparência? ora, esses mesmos representante s não vieram de marte. São nossos parentes, amigos, vizinhos. Todos eles saem de dentro de nós. Temos república de verdade?
Creio que já passa da hora de não mais discutirmos a transparência, a falta de médicos, o aumento dos investimentos na educação ou a prisão de quem assalta os cofres públicos. Isso deve ser vencido em nome dos debates sobre ciência, tecnologia, patentes, riquezas agregadas, previdência, futuro das nossas águas, do pré-sal, da proteção às nossas fronteiras, de verdade, e outros.  Ai conseguiremos avançar ainda mais na consolidação das 'coisas públicas', para todos os brasileiros. Por enquanto, resta-nos utilizar as armas que temos para um dia quando presenciarmos os canalhas de sempre rejeitarem o poder ou os grandes clãs preferirem ganhar dinheiro na iniciativa privada do que como representantes. Ai, sim, poderemos dizer que realmente temos uma República cabalizada.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

E O POVO TROCOU UMA GRANDE MULHER PARA VER ISSO...

Juiz decreta inelegibilidade de Paulinho Freire

A 69ª Zona Eleitoral decretou a inelegibilidade do atual prefeito e vereador eleito de Natal, Paulinho Freire, do Partido Progressista (PP). A justiça acatou pedido do Ministério Público Eleitoral, diante da reincidência da prática de conduta vedada durante a campanha deste ano. Além da inelegibilidade, foi aplicada multa de R$ 10.641,00. De acordo com a sentença, o secretário Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), Alcedo Borges, também considerado culpado por prática de conduta vedada, cedeu espaço nas casas de passagens, entidades ligadas à secretaria que originalmente servem como abrigo de crianças e adolescentes, para reuniões de apoiadores de Paulinho Freire. Além disso, foram devolvidos servidores terceirizados da Ativa, com atuação junto à Semtas, por não serem adeptos da candidatura do vice-prefeito à Câmara Municipal. Dentre as práticas que foram reconhecidas pela justiça como conduta vedada está a pressão para que pessoas que prestam serviços terceirizados à Prefeitura, através da Ativa, votassem em Paulinho Freire para vereador. Treze pessoas compareceram à Promotoria Eleitoral, denunciando o fato. No último dia 5 de setembro, foram publicados os avisos prévios de 192 funcionários da Ativa, que não teriam declarado apoio ao então candidato. Tais avisos prévios foram revogados no dia seguinte, comprovando que serviam como forma de pressionar os funcionários. Um outro fato demonstrado pelo Ministério Público e reconhecido na sentença consistiu na distribuição de santinhos na Semtas. Os santinhos eram acompanhados de uma folha para inclusão dos dados pessoais dos servidores, os quais deveriam ainda acrescentar informações de mais cinco pessoas. Parte desse material (233 santinhos) foi apreendida em salas da secretaria, após busca e apreensão realizada pela equipe de fiscalização da 3ª Zona Eleitoral. A ação inicial do MP Eleitoral apontou ainda ameaças de demissões e possíveis reuniões com prestadores de serviços. A participação do então candidato Paulinho Freire nos fatos foi considerada provada pela sentença em razão do benefício que ele obteve com as reuniões de servidores nas casas de passagem, sempre com o objetivo de ampliar o número de adeptos à sua campanha, e também porque foi comprovada testemunhalmente sua interferência junto ao setor de recursos humanos da Ativa.

TEMOS CERTEZA, DIANTE DA SEDE DE JUSTIÇA QUE EXERCEMOS, QUE EM MUITAS E MUITAS OPORTUNIDADES, O POVO ESCOLHE O PIOR PARA SI. PREFERE OS CANALHAS, AS BANDIDAS, OS LADRÕES EM VEZ DE GENTE HONESTA E DE IDEIAS DECENTES. O DINHEIRO, O MEDO, A COMPACTUAÇÃO, A ILUSÃO E OUTROS LEVAM AS PESSOAS A USAREM PARTE DA DEMOCRACIA PARA EXERCEREM O MAL. E ISSO TAMBÉM É DEMOCRACIA. 


FÁTIMA BEZERRA, NÓS AMAMOS VOCÊ

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA. É IMPORTANTE LER


O PT E O JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470
O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.
1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa
O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado. A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente. Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.
Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.
Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez. Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.
2. O STF deu valor de prova a indícios
Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas. À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais. Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.
3. O domínio funcional do fato não dispensa provas
O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação. Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...
Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito. Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.
4. O risco da insegurança jurídica
As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País. Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte. Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais. Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna. Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.
5. O STF fez um julgamento político
Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes. Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470. Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas. Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos. No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos). Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT. Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação. Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.
A luta pela Justiça continua
O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo. Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres. A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente. Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6ª.economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém. Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal. Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente. É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas. Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.
São Paulo, 14 de novembro de 2012.
Comissão Executiva Nacional do PT.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

MAIS UM PASSO NA TRANSPARÊNCIAS DAS COISAS DE INTERESSE PÚBLICO


Câmara aprova projeto que detalha impostos de produtos e serviços em nota fiscal


Contra a vontade do governo, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (13) projeto que obriga os comerciantes a colocarem nas notas fiscais o valor dos impostos federais, estaduais e municipais que incide sobre o preço da mercadoria ou do serviço. Como já foi aprovada no Senado, a proposta segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. A votação foi simbólica, sem registro no painel eletrônico, e contou com a posição contrária apenas de lideranças do governo. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a aprovação da proposta não garante que não haverá vetos da presidente. "Não há compromisso com sanção presidencial", disse. Nas negociações no plenário, petistas tentaram uma manobra na qual seria votado outro projeto semelhante, de 2005, de autoria do então deputado Eduardo Paes --à época no PSDB, hoje prefeito do Rio pelo PMDB. Não houve sucesso na tentativa. "O PSOL vai votar sim a esse projeto de transparência porque é um direito do cidadão conhecer quanto paga de imposto embutido no preço dos produtos", disse o líder do partido, Ivan Valente (SP). "Esse projeto, veio de um movimento organizado da sociedade civil, encabeçado pelas associações comerciais, e recolheu mais de 1,5 milhão de assinaturas. Essas assinaturas foram colocadas aqui no Congresso Nacional e, por uma questão de estratégia, para uma aprovação mais célere", afirmou o líder do PSD, Guilherme Campos (SP). Após a aprovação, integrantes do partido defenderam uma revisão do sistema tributário do país, para que a renda e o patrimônio sejam mais taxados do que o consumo. "Nossa estrutura de imposto é muito mais calcada no consumo do que na renda. É preciso rever isso. As pessoas têm o direito de saber quanto pagam, mas muito mais do que isso devem saber que quem paga mais são os pobres, e não os ricos", disse o deputado Amauri Teixeira (PT-BA). De acordo com a proposta, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a informação sobre os valores dos tributos poderá constar em painel afixado em local visível do estabelecimento. Ao todo, deverão ser discriminados nas notas nove tributos: ICMS, ISS, IPI, IOF, IR, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS, Pasep, Cofins e Cide.

AOS POUCOS, OS CIDADÃOS BRASILEIROS VÃO CONHECENDO SEUS DIREITOS ATRAVÉS DO CONHECIMENTO, DA TRANSPARÊNCIA E DA REVELAÇÃO DO QUE, ANTES, SEMPRE ESTEVE ESCONDIDO. FALTA AVANÇARMOS NOS MUNICÍPIOS, NAS CAIXAS PRETAS QUE SÃO AS PREFEITURAS. LÁ ESTÃO OS MAIORES BANDIDOS DESSA NAÇÃO.

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA: VOCÊ LEU, VIU, VERIFICOU AS PROVAS DO APELIDADO MENSALÃO?


NOTA: Injusta sentença - por José Dirceu
José Dirceu divulga nota sobre sentença (Foto Mário Agra, arte Ricardo Weg / PT)

Dediquei minha vida ao Brasil, a luta pela democracia e ao PT



Nesses últimos duros anos na certeza de minha inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos. Na ditadura, quando nos opusemos colocando em risco a própria vida, fui preso e condenado. Banido do país, tive minha nacionalidade cassada, mas continuei lutando e voltei ao país clandestinamente para manter nossa luta. Reconquistada a democracia, nunca fui investigado ou processado. Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputado e, agora, condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou inocente. A pena de 10 anos e 10 meses que a suprema corte me impôs só agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo, que recorreu a recursos jurídicos que violam abertamente nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de jurisprudência que beneficia os réus. Um julgamento realizado sob a pressão da mídia e marcado para coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e seus candidatos. Um julgamento que ainda não acabou. Não só porque temos o direito aos recursos previstos na legislação, mas também porque temos o direito sagrado de provar nossa inocência. Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e foram solidários

José Dirceu



O VERDADEIRO MENSALÃO EXISTE NA SUA CIDADE, CARO LEITOR, ONDE SEU PREFEITO FAZ ALIANÇAS COM OS CLÃS, SATISFAZENDO-OS COM CARGOS, ENVELOPINHOS, COMBUSTÍVEL PÚBLICO EM TROCA DO SILÊNCIO, DO VOTO COMPRADO E DAS PALMAS. E AINDA SE DIZEM HONESTOS.

E O POVO ACHA ISSO NORMAL...


Construtoras dominam doações para PT e PSDB

Dados parciais do TSE mostram que construtoras e setor imobiliário doaram ao menos R$ 7,6 mi para as campanhas do PT de Fernando Haddad e do PSDB de José Serra em SP


 Construtoras e empresas do setor imobiliário doaram pelo menos R$ 7,6 milhões em São Paulo aos comitês de campanha do PT e do PSDB, partidos que disputaram o 2.º turno na eleição para a Prefeitura com Fernando Haddad e José Serra, respectivamente. O valor representa 62% das doações depositadas diretamente nas contas abertas duas legendas na capital paulista. Os petistas receberam R$ 4,6 milhões do setor de construção civil e do mercado imobiliário, o que representa 75% das doações feitas aos comitês financeiros da legenda. Já os tucanos obtiveram dessas empresas R$ 3 milhões - o equivalente a 49% dos depósitos feitos em suas contas. Construtoras e empresas do mercado imobiliário fizeram nove das dez maiores doações recebidas diretamente pelo comitê que financiou parte da campanha de Haddad, prefeito eleito, e das candidaturas a vereador do PT. No caso de Serra e de seus aliados, o setor representou sete dos dez maiores repasses. Parcial. Os números são apenas uma pequena parcela das doações recebidas pelos candidatos a prefeito e vereador nas eleições deste ano. Mais de 80% dos repasses aos comitês financeiros não podem ser rastreados, pois foram feitos de maneira indireta por diretórios nacionais, estaduais e municipais. Os dados sobre doações aos comitês financeiros do PT e do PSDB foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nessas contas, o PT recebeu R$ 36,7 milhões e os tucanos arrecadaram R$ 33,9 milhões. Os recursos repassados diretamente às contas de Haddad e de Serra só serão divulgados no fim de novembro, pois os candidatos que disputam o 2.º turno têm prazo de um mês para prestar contas após a votação.

E O POVO É ENGANADO. NECESSITAMOS DE UMA REFORMA POLÍTICA E DO FINANCIAMENTO EXCLUSIVAMENTE PÚBLICO DE CAMPANHA. PORQUE SE NÃO FOR ASSIM, CONTINUAREMOS SENDO ENGANADOS. ATENTEM BEM: INCLUSIVE NOS CONCURSOS PÚBLICOS DE ALGUMAS CIDADES ONDE AS CARTAS MARCADAS FAZEM QUEM ESTUDA DE OTÁRIO. A CULPA É DO POVO.