segunda-feira, 13 de maio de 2013

A MP DOS PORTOS EXISTE TAMBÉM NA SUA CIDADE

Medida provisória é importantíssima para o Brasil


Nos últimos dias o Brasil passa a acompanhar a votação ou não da medida provisória que dá um suporte financeiro e logísticos maior para os nosso portos, além da abertura para o capital privado construir outros canais de escoamento para a nossa produção. Como é de se esperar, os 'canalhas' que são oposição fazem de tudo para barrar, os que 'dizem' que são a favor fazem as negociatas, atrás dos verdadeiros mensalões. Por exemplo:

O Canalha: "ministra, vou votar com o governo desde que libere a minha emenda"
Outro canalha: "ministra, é preciso liberar aquelas nomeações para que possamos nos unir enquanto base de apoio"
mais um canalha: "Fala pra presidenta que nós só votamos se tiver alguma contrapartida"

Esses canalhas não querem saber se é bom ou não para o país. Eles querem MESADA. Não apoiam o governo por convicção mas por conveniência. Fora aqueles que atuam para defender o interesse de empresários nefastos. Quem não se lembra que FHC deu o porto de Santos para o senhor Daniel Dantas explorar. Aquele mesmo que fora preso e teve dois habeas corpus em menos de 48 horas pelo ministro indicado por FHC que recebeu dinheiro da lista do caixa-dois do PSDB de Minas.

QUEM É A QUADRILHA NESSE PAÍS, FALA PARA MIM?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

OS TEMPOS SÃO OUTROS, GRAÇAS A DEUS ATRAVÉS DA DEMOCRACIA

PF prende secretário estadual de obras do Acre e o sobrinho do governador que é do PT

A Polícia Federal, maior instituição com credibilidade no país, usufruindo da autonomia que nunca tinha antes do governo das esquerdas, deflagrou uma operação em que prendeu, dentre outras pessoas, o secretário de obras daquele estado Wolvenar Camargo e o sobrinho do governador do PT, Tião Viana, o jovem Tiago Paiva. A suspeita é de cartel, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Em nota, o governador Tião Viana respaldou a operação e reafirmou que o seu governo não tolera qualquer desvio de conduta de quem quer que seja.

TUDO DEVE SER APURADO E SE COMPROVADO, COMO PARECE SER, CADEIA PARA TODOS, A COMEÇAR PELO SOBRINHO DO GOVERNADOR. FICAMOS FELIZES EM SABER QUE NÃO IMPORTA A COR DO PARTIDO. HÁ DEZ ANOS A PF INVESTIGA TODO E QUALQUER CIDADÃO, INCLUSIVE O EX-PRESIDENTE LULA QUE NÃO É MELHOR QUE NENHUM OUTRO CIDADÃO: TODOS DEVEM OBEDIÊNCIA À LEI E À MORAL. ERROU, PAGOU. NÃO ESQUECENDO DE QUE DEVE SEMPRE HAVER O CONTRADITÓRIO, A AMPLA DEFESA E PROVAS PARA CONDENAR ALGUÉM, SEJA QUEM FOR.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

E NO DIA DO PROGRAMA DO PT NA TV...


Circo e fogo

09MAI
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), descartou nesta quarta-feira a  possibilidade de deixar o partido. Ao mesmo tempo, reafirmou que “torce” para  que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não seja candidato a presidente.  Para Gomes, uma candidatura de Campos é “incensada”, mas “os apoios não são  sinceros”. Em palestra em São Paulo no Instituto Fernand Braudel de Economia  Mundial, o governador do Ceará disse ainda que a campanha à sucessão no Planalto  foi antecipada pelo PT porque havia “muita intriga” entre o ex-presidente Luiz  Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. — Acho que estava havendo muita intriga entre Lula e Dilma e uma situação de  desconforto para Lula, que teve de mostrar que não é candidato à Presidência.  Mas isso criou um grande problema para Dilma — avaliou o governador do  Ceará. Cid Gomes considerou “boatos” as informações de sua eventual saída do PSB,  mas confirmou que, ao final do governo, no ano que vem, deixará por um tempo a  vida política. Ele disse querer passar dois anos em Washington, trabalhando no  Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição com a qual já  trabalhou. Gomes descartou a possibilidade de ser candidato ao Senado, liberando  a vaga na campanha para partidos aliados. — O PSB é o partido de que gosto e participo e que permanecerei. Não  considero a hipótese de sair do PSB —disse ele. Para o governador do Ceará, a candidatura de Campos tem sido incentivada pela  oposição, que, com o gesto, gostaria de dividir a base aliada do governo. Ele  também inclui entre os apoiadores integrantes de partidos aliados que desejam  ganhar mais espaço no governo. — Penso que o melhor é manter uma aliança com o PT nesta eleição. O PSB deve  manter a aliança, mas tensionando e buscando levar o governo mais à esquerda.  Uma candidatura de Eduardo (Campos) é hoje muito incensada, mas isso é  artificial. Os apoios não são sinceros. Estão dando corda para ver o circo pegar  fogo. A toda a oposição interessa a candidatura de Eduardo, assim como para  todos aqueles que têm demandas não atendidas — disse ele. Para Cid Gomes, uma eventual saída do PSB do governo libera os dois  ministérios mantidos pela legenda, o que agrada a partidos do arco de aliança do  governo. — A candidatura interessa muito para fragilizar (o governo) ou para melhorar  os espaços dos que já estão na base aliada. Sou a favor de um projeto nacional  para o partido, mas que não deve ser agora. Cid Gomes defendeu que o partido apoie Dilma à reeleição, mas que deixe claro  que vai disputar o cargo em 2018. Mas, uma eventual candidatura própria em 2014,  segundo ele, serviria para minar os projetos regionais do PSB: — Com a candidatura, vamos ter dificuldades de formar os nossos palanques  regionais. O PSB pode conseguir uma aliança com o PTB, mas a troca seria de dar  ao PTB o governo de Pernambuco. Uma candidatura põe em risco o avanço que  queremos no plano regional — disse Cid Gomes, afirmando que a prioridade é  manter o PSB nos seis estados governados pela legenda (Ceará, Pernambuco,  Paraíba, Piauí, Espírito Santo e Amapá). Apesar de se posicionar contra a candidatura própria da legenda, Cid Gomes  foi cauteloso ao falar de Eduardo Campos. Ele disse ter sido colocado em posição  antagônica ao governador de Pernambuco, mas teceu elogios ao companheiro de  legenda. — Eu torço para que Eduardo não seja candidato. Mas uma coisa é achar que  temos de manter uma aliança com o PT e outra é ser contra a candidatura. Eduardo  é o governador mais popular do Brasil.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

PASTOR FANFARRÃO É PRESO SUSPEITO DE ESTUPROS E APOIO AO CRIME


Pastor é preso no Rio suspeito de abusar sexualmente de seis fiéis


O pastor Marcos Pereira da Silva, 56, presidente da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso por policiais civis na noite de terça-feira (7), na rodovia Presidente Dutra, altura de São João de Meriti, Baixada Fluminense, sob suspeita de abusar sexualmente de seis fiéis, entre elas, sua ex-mulher. Os crimes, segundo a polícia, ocorreram no apartamento que ele mora em Copacabana, zona sul. O imóvel, que fica na avenida Atlântica em frente à praia, está avaliado em R$ 8 milhões. Os abusos também aconteciam, segundo a polícia, na igreja, localizada na Baixada Fluminense. "As provas de estupro contra o pastor são convincentes. Nós temos 30 depoimentos no inquérito com denúncias contra ele", disse o delegado titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), Márcio Mendonça. A investigação ficou a cargo da Dcod após denúncia do líder da ONG AfroReggae, José Júnior, feita há um ano, de que o pastor teria envolvimento com o tráfico de drogas. O pastor é reconhecido por seu trabalho, iniciado nos anos 90, de ressocialização de criminosos no Rio. Segundo a polícia, Marcos Pereira também é investigado por quatro homicídios, lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, o pastor aproveitava momentos a sós com fiéis para abusar sexualmente delas. A imprensa teve acesso aos depoimentos das vitimas, mas não divulga os nomes delas para preservá-las. "Ele falava que elas estavam endemoniadas e tinham que lavar seus corpos com ele para se livrarem do mal. Usava momentos de vulnerabilidade das vítimas para se aproveitar e ainda praticava orgias com elas - em atos sexuais com mulheres e homens", diz o delegado.

DEPOIS DO DEVIDO PROCESSO E COM PROVAS SOBRE ESTA ACUSAÇÃO, A VONTADE DO POVO DE BEM É QUE ELE APODREÇA NA CADEIA. ELE É DA ASSEMBLEIA DE DEUS

terça-feira, 7 de maio de 2013

ESSE É O POVO QUE QUER VOLTAR AO PODER


Testemunha diz que verba desviada da FDE foi usada em campanha eleitoral DO PSDB de Taubaté (SP)


Um engenheiro que ajudou a coordenar a campanha eleitoral do prefeito de Taubaté, Ortiz Jr. (PSDB), disse ao Ministério Público que a prestação de contas foi fraudada para camuflar a entrada de recursos desviados da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). O pai do prefeito, José Bernardo Ortiz, presidiu a FDE até outubro do ano passado, quando foi afastado do cargo por decisão judicial. Ele á acusado de ter fraudado uma licitação para a compra de 3,5 milhões de mochilas, no valor de R$ 32,4 milhões. O mesmo juiz decretou o bloqueio dos bens de pai e filho. O Ministério Público apura a suspeita de que a licitação das mochilas foi superfaturada e direcionada. Em troca, o grupo de empresas beneficiado teria dado 5% do valor do contrato (R$ 1,62 milhão) para a campanha de Ortiz Jr, reeleito no ano passado. No começo de março, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que inicialmente havia defendido Ortiz das suspeitas, demitiu-o da presidência da fundação que cuida de compras e obras da Secretaria da Educação. A fraude consistia em forjar doações, segundo o engenheiro Francisco Carlos de Azeredo Oiring. O próprio engenheiro aparece na prestação de contas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) como doador de R$ 10.500, mas afirmou que "não doou efetivamente qualquer valor à campanha". Profissionais que trabalhavam na campanha assinavam recibos de doação eleitoral no mesmo valor que recebiam da campanha pelos serviços prestados, segundo o depoimento. O engenheiro mencionou 38 casos, com nomes e valores, em que as doações foram inventadas ou o suposto doador recebeu o dinheiro de volta. O engenheiro afirmou que o valor total que aparece na prestação de contas, de R$ 1,5 milhão, não corresponde à realidade. Para ele, a campanha de Ortiz Jr. gastou de R$ 5 milhões e R$ 7 milhões.

PORQUE QUANDO É O PT NÃO TEM PROVAS E AS TESTEMUNHAS MUDAM SUA VERSÃO. PORQUE QUE QUANDO É O 'DEM' E O 'PSDB' TEM VÍDEOS, GRAVAÇÕES TELEFÔNICAS, PROVAS DOCUMENTAIS AUTÊNTICAS E TESTEMUNHAS CONTUNDENTES?

FÁTIMA BEZERRA, UMA MULHER DIFERENTE


Fátima por Natal

07MAI
Da assessoria de imprensa de Fátima Bezerra, a deputada federal do Rio Grande do Norte que está perto de ser candidata ao Senado no próximo ano, recebo a informação de que ela fez ontem, na Câmara, um pronunciamento para detalhar os projetos de urbanização integrada que estão sendo realizados em Natal com a sua ajuda.
São obras orçadas em cerca de R$ 348.453.236,31 milhões.
“Desde o inicio do ano que tenho feito a ponte entre a prefeitura de Natal e o Ministério do Planejamento para tratar dos investimentos do PAC. Atendendo pedido do prefeito Carlos Eduardo e da secretária de Planejamento, Virgínia Ferreira, articulamos várias audiências com a ministra Miriam Belchior. Ressalto a última audiência em que foi feito detalhamento dos projetos para implantação do sistema
de urbanização integrada. A ministra Miriam é sensível e se comprometeu em resolver o problema dos bairros de Natal com a urbanização integrada. Nosso mandato está acompanhando de perto”, destacou Fátima no discurso.

Em Nossa Senhora da Apresentação e Lagoa Azul serão investidos cerca de R$ 164.538.926,37, no Planalto-Guarapes serão mais R$ 162.545.709,22. O último, no loteamento Novo Horizonte e Conjunto Brasil Novo, bairro Pajuçara, serão investidos R$ 21.368.600,72. Projeto prevê: Centros Integrado de Atendimento ao Trabalhador; Ecoponto, Ponto Jogo Limpo; Quadra Poliesportiva Modelo;
Urbanização de Praças; Centro de Controle de Zoonose; Unidade da Saúde da Família; Escola Municipal de Ensino Fundamental; Reassentamento das Comunidades; Programa Banheiro Legal; Trabalho SocioAmbiental; Parque Ecológico de Lagoa Azul; Ampliação e melhorias da rede de Abastecimento d’água e Drenagem e Pavimentação de diversas comunidades.
Segundo a secretária de Planejamento de Natal, Virgínia Ferreira, o objetivo da urbanização integrada é garantir a efetivação do direito à cidade e do cumprimento da função social da propriedade, de acordo com o Estatuto da Cidade, com a construção de uma Cidade
Saudável com Inclusão Social.

“É preciso lembrar o prejuízo que Natal acumulou nesses últimos quatro anos. É hora de recuperar o tempo perdido. A ministra Miriam, como sempre, tem sido muito atenta aos pleitos que o prefeito tem apresentado, tem sido muito sensível. Estou confiante que nós vamos
conseguir os recursos necessários para que ao longo desses quatro anos Natal possa avançar bastante no que diz respeito aos investimentos na infraestrutura urbana e social”, finalizou a deputada Fátima.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

UM DIA TODOS SABERÃO A VERDADE VERDADEIRA

Muito esquisito. Por que não se divulga? por Luis Fausto

Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.
Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica. Vou ver o que é o asterisco. E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013. A repórter viaja a convite do Supremo. É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.
Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo. Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente. Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens. Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa. Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo. Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou. Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações. Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora. Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional. Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.
Isto é Globo.
De volta à viagem de Costa Rica.
Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula. A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava prevaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação. A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência. A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos. Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens. Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida. É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.
Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.
E o Supremo, não tem noção disso?
É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra. Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo. Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

UM DIA TODOS SABERÃO DA VERDADE. NEM QUE DEMORE DÉCADAS TODOS SABERÃO.

ESTE GOVERNO NÃO PARA


Crédito para microempreendedores ficará mais barato, diz Dilma


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (6) que a taxa de juros do crédito para microempreendedores individuais será reduzida. De acordo com a presidente, a taxa do Programa de Microcrédito Produtivo e Orientado, o Crescer, passará de 8% para 5% no fim deste mês. Dilma defendeu o programa como um instrumento de geração de empregos e de formalização de pequenos negócios. "Hoje nós temos 120 mil empregos criados por esses pequenos negócios. Então, além de melhorar a sua própria renda, os microempreendedores estão contribuindo também para gerar empregos no país", disse Dilma no programa semanal de rádio "Café com a Presidenta". A presidenta disse que o Crescer, programa de microcrédito operado por bancos públicos, oferece até R$ 15 mil a pequenos empreendedores e emprestou R$ 4,6 bilhões até o fim do ano passado. Os microempreendedores têm acesso a esse crédito por meio do MEI (Programa do Microempreendedor Individual), que, segundo Dilma, deve chegar a 3 milhões de adesões "nos próximos dias". "Essas pessoas deixaram de ser trabalhadores informais, muitos também deixaram o seu emprego para se legalizarem e se tornarem microempreendedores", afirmou.

A DOR DE COTOVELO DESSES NEFASTOS OPOSITORES EM SUA GRANDE MAIORIA E DOS JORNALISTAS VENDIDOS ALÉM DOS QUE NÃO SE CONFORMAM COM A DEMOCRACIA É GRANDE, É ENORME. MAS É A DEMOCRACIA!

domingo, 5 de maio de 2013

REFLEXÃO DE UM ESTADISTA. FENOMENAL!


Valores perdidos

05MAI
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acha que o PT precisa recuperar “valores” que teriam sido “banalizados por conta da disputa eleitoral” e que precisa “provar que é possível fazer política com seriedade” no país. As declarações foram feitas por Lula numa entrevista que deu em fevereiro ao sociólogo Emir Sader e a um pesquisador argentino, Pablo Gentili, para o livro “10 Anos de Governo Pós-Neoliberal no Brasil – Lula e Dilma”, que será lançado no dia 13. Trechos do livro foram antecipados ontem pela revista “IstoÉ” e pelos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Globo”. “O PT precisa voltar a acreditar em valores que a gente acreditava e que foram banalizados por conta da disputa eleitoral”, diz Lula na entrevista, ao refletir sobre as mudanças sofridas pelo partido depois de dez anos no poder. Sem fazer menções explícitas ao escândalo do mensalão, que abalou seu primeiro mandato, Lula diz na entrevista que o PT aprendeu a fazer alianças para governar, mas cometeu “os mesmos desvios que criticava” antes. “Você pode fazer o jogo político, aliança política, coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política”, afirma o ex-presidente. “O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como tarefa dele.” Ecoando discurso adotado pelo PT para se contrapor ao resultado do julgamento do mensalão, Lula defende na entrevista reformas no sistema eleitoral e o financiamento público das campanhas. “Às vezes tenho a impressão de que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade”, conclui. Sem mudanças, diz, a política ficará “mais pervertida que em qualquer outro momento”. O Supremo Tribunal Federal concluiu que o apelidado 'mensalão' foi um esquema de compra de apoio político que distribuiu milhões de reais a partidos que aderiram a Lula após sua chegada ao poder, mobilizando recursos públicos e empréstimos bancários mesmo sem provas. Os petistas negam que tenha havido compra de votos no Congresso e alegam que o suposto mensalão era apenas um esquema de caixa dois para financiar dívidas contraídas pelo PT e pelos partidos aliados nas eleições de 2002. Lula faz na entrevista apenas uma breve menção ao caso, para criticar a mídia: “Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse”, diz ele. Descrevendo-se como “um indesejado que chegou lá”, Lula afirma que houve uma tentativa de acabar com seu governo e o PT após o mensalão, e ataca a oposição. “Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças”, afirmou. Sobre a presidenta Dilma Rousseff, Lula disse ter enfrentado resistência até mesmo de amigos quando decidiu lançá-la como sua sucessão. Ele diz na entrevista que ouviu que ela não tinha experiência e não era “do ramo”. Sua resposta, segundo afirmou, foi de que era preciso surpreender o Brasil com a “novidade” de eleger uma mulher para a Presidência da República.

FALTA MUITO! SOMOS LENTOS! MAS HOUVE MUDANÇA, SIM

Ações anticorrupção aumentam prisões por crimes contra gestão pública

O número de detentos no sistema penitenciário brasileiro por crimes contra a administração pública, como corrupção e peculato, cresceu 133% entre dezembro de 2008 e dezembro de 2012 - sete vezes mais que o aumento da população carcerária total. Atualmente, 2.703 pessoas cumprem pena no Brasil por esses motivos, entre funcionários públicos e particulares sem ligação com o governo. Ainda assim, ocupam menos de 1% das celas do País. Os dados são do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça que compila dados prisionais das 27 unidades federativas. Entre todos os crimes contra a administração pública, o que registrou maior crescimento foi o peculato - cometido por servidor que se apropria de bem público no exercício do cargo. O aumento de prisões por esse crime foi de 220% desde 2008. Segundo o Depen, os números levam em conta apenas condenações, e não prisões temporárias. A série histórica começa em 2005, mas foi só em 2008 que os registros começaram a ser informados com detalhes pelo órgão. Antes disso, o número só havia ultrapassado a barreira dos 2 mil presos em 2007. No ano seguinte, as prisões desabaram, mas voltaram a crescer constantemente até chegar aos atuais valores

Cerco. Dados de outros órgãos federais reforçam a tese de aumento nas punições de funcionários públicos. A Controladoria-Geral da União (CGU) expulsou 564 servidores acusados de irregularidades em 2011, mais que o dobro que no início da década passada. E as prisões de servidores feitas pela Polícia Federal atingiram o auge entre 2006 e 2008, quando quase 400 pessoas por ano foram presas nas operações do órgão. Entre as mudanças apontadas por especialistas como responsáveis pelo aumento nas punições, estão a criação de novos órgãos de controle, como a própria CGU (nascida em 2001), além de aprovação de leis mais rígidas, como a da Ficha Limpa e a da compra de votos. Além disso, há novas técnicas para descobrir crimes, como o monitoramento do patrimônio dos servidores para detectar enriquecimentos incompatíveis com a renda, adotado na cidade de São Paulo. Se há avanços, também existem desafios para combater a corrupção endêmica no Brasil. "Ainda temos muito o que fazer na área das licitações, no financiamento das campanhas e no funcionamento de órgãos de controle, principalmente os Tribunais de Contas", afirma ela.

sábado, 4 de maio de 2013

VEJA O TIPO DE GENTE QUE CRITICA LULA E DILMA

Por Luis Fausto, grande jornalista

Passado que condena

04MAI
O senador potiguar José Agripino Maia, presidente nacional do Democratas, continua tentando apagar e esconder o seu passado nada glorioso. Ontem, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a sua assessoria divulgou uma nota em que ele diz que o livre exercício da imprensa é patrimônio da democracia e garantiu que sempre lutará e apoiará medidas que ampliem a independência dos meios de comunicação. “A liberdade de expressão é patrimônio da democracia brasileira e por isso eu sou um de seus maiores entusiastas e incentivadores”, bradou o senador que nasceu politicamente na Arena, passou pelo PDS, foi do PFL e agora comanda a cria chamada DEM. Esqueceu-se, ou não quis lembrar, do seu primeiro governo no Rio Grande do Norte – começo dos anos 80 do século passado. Naquela época, para calar a imprensa que não comungava com os seus atos e as suas ideias, ele simplesmente cortava toda a propaganda institucional dos jornais independentes.
O Mossoroense e Tribuna do Norte foram suas vítimas preferidas.
Lembra, José?

NÃO SE DEIXEM ENGANAR COM O PRIMEIRO PALADINO DA MORAL QUE GRITA E PULA FALANDO DE COMBATE À CORRUPÇÃO, DE MORALIZAÇÃO, ETC, ETC, ETC. LEIA, REFLITA, ANALISE O PASSADO DE CADA UM E O QUE PENSAM OS SEUS REPRESENTANTES

O MAL DA FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO BRASIL


Estados resistem a divulgar salários de servidores públicos

Às vésperas do primeiro aniversário da Lei de Acesso à Informação, os Estados ainda não embarcaram na cultura de transparência que a nova legislação instituiu. Levantamento da imprensa mostra que ao menos 40 órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário estaduais não divulgam nomes e vencimentos dos servidores num só documento. A exigência de publicação dos salários de forma individualizada consta na lei para funcionários do Executivo federal e foi seguida por outros Poderes nessa esfera. A expectativa à época em que a norma entrou em vigor, em 16 de maio, era que Estados e o Distrito Federal passassem a divulgar os dados. Os órgãos estaduais menos transparentes são as Assembleias. Somente uma delas, a do Espírito Santo, publica a lista com os salários de todos os funcionários. Dez Casas não divulgam nenhuma informação e outras informam apenas dados parciais, sem os nomes dos servidores. O Legislativo do Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a disponibilizar a relação de setembro do ano passado, mas não houve atualização. Duas Assembleias (SC e RN) publicam os salários, mas a consulta é feita por nome do servidor, o que impossibilita a identificação de vencimentos fora do padrão. Parte dos Legislativos está impedida de publicar as informações por força de decisões ou normas estaduais. Em decisão provisória, o desembargador Corrêa Vianna, do TJ-SP, citou "o direito à vida privada e à intimidade" para justificar o veto à divulgação dos vencimentos da Assembleia paulista. No Rio Grande do Sul, uma lei estadual proíbe a divulgação do nome dos servidores, o que impede também o governo do Estado e o TJ de informar os vencimentos de forma individualizada. Nos Executivos estaduais, 12 Estados e o Distrito Federal ainda não divulgam as informações. No Judiciário, resolução do Conselho Nacional de Justiça de 2012 deu força à divulgação dos salários. Outra exigência da norma que caminha a passos lentos é a possibilidade de os cidadãos fazerem pedidos de informações pela internet: 13 governos estaduais, 15 TJs e 18 Assembleias ainda não têm um sistema para receber essas solicitações. A lei exige a criação de Serviços de Informações ao Cidadão (SICs) e a possibilidade de envio de pedido de informações pela internet. Segundo especialistas ouvidos pela imprensa, cabe ao Ministério Público exigir o cumprimento dessa parte da norma, que se estende aos Estados.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

QUEM É O RELATOR DESSA PROPOSTA? QUAL O PARTIDO DELE?

Chegou a hora de punir os corruptores

Mais de dez anos após se comprometer a responsabilizar empresas por práticas como o pagamento de suborno em troca de vantagens, o Brasil finalmente começa a dar sinais de que terá uma lei anticorrupção. Em abril deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pune de forma mais efetiva as companhias responsáveis por práticas ilícitas dentro e fora do país. O projeto aguarda um parecer da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir ao Senado Federal. A nova lei determina que as empresas devolvam aos cofres públicos os prejuízos causados por atos ilícitos, além de estipular a aplicação de multas. A empresa ainda ficará sujeita à perda de bens e à suspensão ou interdição parcial das suas atividades. Nos casos mais graves, a empresa poderá ser fechada. Esta regra vale para as companhias conhecidas como fantasmas ou laranja, aquelas criadas com o intuito exclusivo de facilitar a prática de atos ilícitos ou ocultar beneficiários. Hamilton Fernando Cota Cruz, assessor especial da Controladoria Geral da União (CGU), órgão responsável por monitorar a transparência do governo federal, prevê mudanças no comportamento do setor privado. “Com a lei, o empresariado vai ter de começar a se preparar e adotar mecanismos de controle interno para evitar o pagamento de propina.”
Empresários e deputados resistiram ao projeto
O projeto demorou três anos para ser votado desde que foi enviado pelo Executivo, em fevereiro de 2010. Durante mais de um ano, aguardou a criação de uma comissão para discutir o tema, que só começou a trabalhar em maio de 2011. Depois, a proposta sofreu forte oposição de empresários e de deputados dentro da comissão, liderados por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Entre as principais mudanças feitas no projeto do Executivo, está a diminuição do valor das multas que podem ser aplicadas às empresas. A proposta original previa multas de 1% a 30% do faturamento bruto anual. Caso isso não seja possível, o valor iria de 6 mil reais a 6 milhões de reais. A proposta do relator do projeto na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), determina multas de 0,1% a 20% do faturamento bruto anual, com os mesmos limites. Zarattini também transferiu para o Judiciário a possibilidade de cassar o direito das empresas de obter financiamentos, um das mais graves formas de punição. Antes, os órgãos de controle poderiam tomar medidas administrativas contra os corruptores. Agora, as punições correm o risco de ficar paradas, se arrastando nos corredores já superlotados da Justiça. Cota Cruz, da CGU, diz que as modificações não comprometeram o projeto. “Não é o texto que a gente mandou, mas estamos satisfeitos. Do jeito que está, vai ser um mecanismo muito importante do combate ao suborno.” Zarattini, relator do projeto na Câmara, acredita que as concessões feitas foram suficientes e que agora o projeto está “amarrado” com os setores que eram resistentes a ele. “Da forma como ele foi aprovado [na comissão especial da] Câmara, acredito que não terá grande resistência no Senado”, diz o deputado.
Brasil está atrasado na elaboração da lei
A aprovação do projeto pode encerrar um longo período de negligência do poder público brasileiro com empresas corruptas. O Brasil se comprometeu a ter uma lei que punisse o suborno cometido por empresas fora do país em 1997, quando assinou uma convenção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O acordo foi ratificado por um decreto presidencial no ano 2000, mas o governo brasileiro só apresentou um projeto uma década depois, em 2010. Em todo este período, o poder público continuou brando na punição a empresas corruptoras. A principal pena prevista atualmente é a proibição de manter contratos com o Poder Público, mas não há qualquer responsabilização criminal nem administrativa. A lei, sozinha, não vai servir para mudar a cultura de corrupção e impunidade no país. “É necessário ter a execução da lei. Você tem lugares no mundo em que há leis, mas estão em situações piores que o Brasil”, diz David Stulb, diretor internacional dos serviços de investigação de fraudes e disputas da Ernst & Young e membro da ONG Transparency International. “As palavras no papel não valem nada sem o esforço do governo”, afirma. Os resultados do Brasil serão avaliados pela OCDE. Em fevereiro do ano que vem, uma delegação da entidade deve fazer uma visita ao país para avaliar as medidas tomadas. Uma análise dos relatórios sobre o Brasil será realizada em junho de 2014 na reunião do grupo de trabalho sobre suborno da organização. A CGU espera que o projeto seja aprovado antes do próximo contato com a OCDE. Em entrevista à imprensa, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, diz que o Brasil tem passado “situações desagradáveis” por não possuir uma lei. “O Brasil vai ficar numa situação muito constrangedora agora em novembro, que é o prazo da nova avaliação pela OCDE. Estamos há quilômetros de atraso.” Agora, cabe ao Senado decidir quanto tempo o Brasil continuará constrangido.
A GLOBO E A VEJA NÃO FALAM. OS CANALHAS NÃO DIVULGAM. MAS NÓS AMAMOS A VERDADE. E SEMPRE QUE HÁ PROJETOS ASSIM, O PT É DESTAQUE.

VOCÊS SABIAM DISSO, ESTUDANTES DE DIREITO?


Controversa carreira

29ABR
De Paulo Nogueira,no Diário do Centro do Mundo:
E eis que o ministro Gilmar Mendes está metido em mais uma controvérsia. Para ajudar os leitores do Diário a se situarem, montamos um grupo de perguntas e respostas sobre Gilmar.
Quem indicou Gilmar Mendes para o STF?
Fernando Henrique Cardoso.
Como a indicação de Gilmar Mendes para o STF foi recebida por juristas ilibados?
No dia 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicou um artigo do professor Dalmo Dallari, a propósito da indicação de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, sob o título de Degradação do Judiciário.
Qual era o ponto de Dallari?
“Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado”, afirmou Dallari, “não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional.”
Por quê?
Gilmar, segundo Dallari, especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. “Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito”, escreveu Dallari. “No governo Fernando Henrique, o mesmo Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.”.
Como Gilmar, no cargo de advogado- geral da União, definiu o judiciário brasileiro depois de suas derrotas judiciais?
Ele fez uma afirmação textual segundo a qual o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.
Como os juízes responderam a isso?
Em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um juiz observou que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.
Havia alguma questão ética contra Gilmar quando FHC o indicou?
Sim. Em abril de 2002, a revista Época informou que a chefia da Advocacia Geral da União, isto é, Gilmar, pagara R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público – do qual o mesmo Gilmar é um dos proprietários – para que seus subordinados lá fizessem cursos.
O que Dallari disse desse caso?
“Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo”, afirmou Dallari.
Em outros países a indicação de juízes para o STF é mais rigorosa?
Sim. Nos Estados Unidos, por exemplo, um grande jurista conservador, Robert Bork, indicado por Reagan, em 1987, foi rejeitado (58 votos a 42), depois de ampla discussão pública.
Como o Senado americano tratou Bork?
Defensor declarado dos trustes, Bork foi arrasado pelo senador Edward Kennedy A América de Bork – disse Kennedy – será aquela em que a polícia arrombará as portas dos cidadãos à meia-noite, os escritores e artistas serão censurados, os negros atendidos em balcões separados e a teoria da evolução proscrita das escolas.
O caso foi tão emblemático que to bork passou a ser verbo. Mais tarde, em outubro de 1991, o juiz Clarence Thomas por pouco não foi rejeitado, por sua conduta pessoal. Aos 43 anos, ele foi acusado de assédio sexual – mas os senadores, embora com pequena margem a favor (52 votos a 48), o aprovaram, sob o argumento de que seu comportamento não o impedia de julgar com equidade.
Na forte campanha contra sua indicação as associações femininas se destacaram. E o verbo “borquear” foi usado por Florynce Kennedy, com a sua palavra de ordem “we’re going to bork him”.
Já no Supremo, Gilmar continuou a agir contra os interesses dos índios, como fizera antes?
Sim. Em 2009, o governo cedeu aos guaranis-caiovás a terra que eles ocupavam então. Em 2010, o STF, então presidido por Gilmar Mendes, suspendeu o ato do governo, em favor de quatro fazendas que reivindicam a terra.
A mídia tem cumprido seu papel de investigar Gilmar?
Não, com exceção da Carta Capital. Na edição de 8 de outubro de 2008, a revista revelou a ligação societária entre o então presidente do Supremo Tribunal Federal e o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
O que é o IDP?
É uma escola de cursinhos de direito cujo prédio foi construído com dinheiro do Banco do Brasil sobre um terreno, localizado em área nobre de Brasília, praticamente doado (80% de desconto) a Mendes pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.
O que a Carta Capital revelou sobre o IDP?
O autor da reportagem, Leandro Fortes, revelou que o IDP, à época da matéria, fechara 2,4 milhões em contratos sem licitação com órgãos federais, tribunais e entidades da magistratura, ” volume de dinheiro que havia sido sensivelmente turbinado depois da ida de Mendes para o STF, por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Quem dava aulas no IDP, segundo a Carta Capital?
O corpo docente do IDP era formado, basicamente, por ministros de Estado e de tribunais superiores, desembargadores e advogados com interesses diretos em processos no Supremo. “Isso, por si só, já era passível de uma investigação jornalística decente”, escreveu em seu blog o autor da reportagem. “O que, aliás, foi feito pela Carta Capital quando toda a imprensa restante, ou se calava, ou fazia as vontades do ministro em questão.”
O jornalista deu algum exemplo?
Sim. Na época da Operação Satiagraha, dois habeas corpus foram concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, em menos de 48 horas. Em seguida, conforme Leandro Fortes, “a mídia encampou a farsa do grampo sem áudio, publicado pela revista Veja, que serviu para afastar da Agência Brasileira de Inteligência o delegado Paulo Lacerda, com o auxílio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, autor de uma falsa denúncia sobre existência de equipamentos secretos de escuta telefônica que teriam sido adquiridos pela Abin”.
Como Gilmar reagiu às denúncias?
A Carta Capital e o repórter, por revelarem as atividades comerciais paralelas de Gilmar Mendes, acabaram processados pelo ministro.
Mendes acusou a reportagem de lhe “denegrir a imagem” e “macular sua credibilidade”. Alegou, ainda, que a leitura da reportagem atacava não somente a ele, mas serviria, ainda, para “desestimular alunos e entidades que buscam seu ensino”.
Como a justiça se manifestou sobre o processo?
Em 26 de novembro de 2010, a juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou improcedente a ação de Gilmar Mendes e extinguiu o processo.
O que ela disse?
“As informações divulgadas são verídicas, de notório interesse público e escritas com estrito animus narrandi. A matéria publicada apenas suscita o debate sob o enfoque da ética, em relação à situação narrada pelo jornalista. (…) A população tem o direito de ser informada de forma completa e correta. (…) A documentação trazida com a defesa revela que a situação exposta é verídica; o que, aliás, não foi negado pelo autor.”
É verdade que Ayres Brito, que prefaciou o livro de Merval Pereira sobre o Mensalão, proferiu aula magna no IDP?
Sim.
Procede a informação de que, em pleno Mensalão, Gilmar foi ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram tratados como “petralhas”?
Sim.
E agora, como entender a crise entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso?
Nas palavras do colunista Janio de Freitas, esta crise “não está longe de um espetáculo de circo, daqueles movidos pelos tombos patéticos e tapas barulhentos encenados por Piolim e Carequinha. É nesse reino que está a “crise”, na qual quase nada é verdadeiro, embora tudo produza um efeito enorme na grande arquibancada chamada país”.
É verdade que o Congresso aprovou um projeto que submete decisões do Supremo ao Legislativo?
Não. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, como explicou Janio de Freitas, nem sequer discutiu o teor do projeto que propõe a apreciação de determinadas decisões do STF pelo Congresso. “A CCJ apenas examinou, como é de sua função, a chamada admissibilidade do projeto, ou seja, se é admissível que seja discutido em comissões e eventualmente levado a plenário”, explicou Jânio. “A CCJ considerou que sim. E nenhum outro passo o projeto deu.”
E qual foi a atitude de Gilmar neste caso?
Ele afirmou que os parlamentares “rasgaram a Constituição”. Isso só é equiparável, segundo Jânio, à afirmação de Gilmar de que “o Brasil estava sob “estado policial”, quando, no governo Lula, o mesmo ministro denunciou a existência de gravação do seu telefone, jamais exibida ou comprovada pelo próprio ou pela investigação policial”.

SALVE-SE QUEM PUDER

Homicídios diários crescem 50% a mais no RN

A média diária de homicídios registrada no Rio Grande do Norte cresceu 50%. De acordo com números divulgados pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos e Cidadania (COEDHUCI), a polícia contabilizou 959 assassinatos no ano passado, o que representou 2,6 mortes por dia. Já no primeiro quadrimestre deste ano, o número de homicídios chegou a 471, ou seja, são 3,9 mortes a cada dia. Se a média continuar a mesma, serão mais de 1.400 homicídios até o fim do ano. Para evitar esse crescimento, o delegado geral da Polícia Civil do RN propôs, ontem, a criação de um “pacto pela segurança pública”. Os números revelam que a violência cresceu de forma assustadora em todo Estado, especialmente na Região Metropolitana de Natal (RMN). Mas os dados não explicitam, por exemplo, as dificuldades encontradas por policiais civis e militares no combate à criminalidade. Os investimentos públicos no setor não acompanharam o avanço de quadrilhas e grupos responsáveis pelo domínio do tráfego de drogas. Concomitantemente, o desaparelhamento das policiais contribui para o cenário que se apresenta. Na tentativa de fornecer à sociedade uma resposta devido aos homicídios registrados no último feriado, bem como fortalecer o enfrentamento ao crime, mesmo com a estrutura defasada, o delegado geral da Polícia Civil,  Fábio Rogério, reuniu, na tarde de ontem, os delegados dos municípios que compõem  a RMN. O encontro, realizado à portas fechadas, serviu para definir as estratégias norteadoras dos próximos dias. “O que definimos aqui foi a criação de um pacto pela segurança pública. Sabemos das  dificuldades, mas temos que enfrentar essa situação”, asseverou.


NOSSO ESTADO TINHA TUDO PARA SER O MENOS PERIGOSO DO BRASIL. NOSSA MAIOR FRONTEIRA É COM O MAR, ESTAMOS MAIS DISTANTES DOS GRANDES CENTROS, NOSSA GEOGRAFIA É FAVORÁVEL. JÁ OS NOSSOS GOVERNANTES...