sexta-feira, 20 de abril de 2012

O COMPORTAMENTO DE ROGÉRIO MARINHO E SÉRGIO GUERRA


Protógenes vai pedir a cassação de Sérgio Guerra e Rogério Marinho


O deputado e delegado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) pretende pedir ao Conselho de Ética da Câmara a cassação dos deputados Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Rogério Marinho (PSDB-RN) por quebra de decoro parlamentar. Segundo imagens que obteve recentemente, gravadas pelo circuito interno da Câmara, Guerra indicou e Marinho destruiu um cartaz pedindo a CPI da Privataria Tucana que estava na porta do gabinete de Protógenes. Será chumbo trocado, já que Guerra pediu a cassação de Protógenes ao Conselho de Ética por causa das gravações telefônicas obtidas durante a operação Monte Carlo, que flagraram o deputado comunista conversando com Dadá (ou Chico), o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias Araújo. A denúncia contra Protógenes foi primeiro divulgada pelo Estadão. O deputado sustenta que herdou um relacionamento profissional com Dadá de quando o sargento atuou na Operação Satiagraha, como agente lotado na Agência Brasileira de Informações (ABIN). As gravações foram usadas numa tentativa de evitar que Protógenes fosse indicado para atuar na CPMI do Cachoeira, recém-instalada no Congresso, o que acabou acontecendo por decisão do PCdoB.

O DESESPERO PAIRA FORTEMENTE SOBRE BRASÍLIA MAS PRECISAMENTE SOBRE O NINHO SUJO DA POLÍTICA NACIONAL: PSDB E OS DEMOS: OS IRMÃOS INSEPARÁVEIS

AOS POUCOS...


Governador de GO é sócio em avião de R$ 4 mi, diz Cachoeira

Em diálogo captado pela Polícia Federal, o empresário Carlinhos Cachoeira diz que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é dono de um avião Cessna, que custou R$ 4 milhões, em sociedade com dois empresários, informa setores da imprensa nacional. Na gravação, em abril de 2011, Cachoeira fala para o ex-vereador Wladimir Garcez, -- segundo a PF, seu "assessor direto"-- que Perillo é dono de metade do avião. "Aquele cara do Porcão, o Hélder, esse cara, ele é socio do Marconi num um avião aí com o Rossine viu... Ele é um Cessna, 2010, pagou R$ 4 milhões, um trem assim. E Marconi tem 50%, o Rossi 25% e o esse Hélder, do Porcão, tem 25%. Tá voando com eles ai", diz Cachoeira.

OUTRO LADO

O GOVERNADOR NEGA TER POSSUÍDO AVIÃO. ENTÃO QUE VENHA A CPI E DESCAVAQUE TUDO. 



NOTA DO BLOG:




VOCÊ É FAVORÁVEL A TER UMA CPI PARA APURAR AS DENÚNCIAS NO SEU MUNICÍPIO? DE PESSOAS QUE GANHAM SEM TRABALHAR? DE DESVIO DE DINHEIRO DO FUNDEB? DE MERENDA? E DO NEPOTISMO DE ADMINISTRADORES E SECRETÁRIAS (OS)? QUEM ESTÁ COM A JUSTIÇA, MEU DEUS?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

COMO ESTÃO OS BICOS GRANDES NESSA HORA?


'Deltaduto' financiava campanhas eleitorais, aponta investigação da PF

Empresa de fachada repassou verba a pessoas jurídicas doadoras em 2010; Perillo foi beneficiado


BRASÍLIA - O rastreamento do dinheiro injetado pela Delta Construções em empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, e ligadas ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, revela que a empreiteira carioca montou um “deltaduto” para irrigar campanhas eleitorais. A CPI do Cachoeira, que será instalada na quinta-feira, 19, no Congresso, vai investigar os negócios do contraventor e seus elos com a construtora e políticos. Empresas que receberam recursos da Alberto e Pantoja Construções Ltda., cuja única fonte de renda identificada pela Polícia Federal era a Delta Construções, abasteceram cofres de campanhas em Goiás, área de influência da organização criminosa de Cachoeira. Segundo as investigações da Operação Monte Carlo da PF, a construtora de fachada (a Alberto e Pantoja) registrou operações atípicas durante o ano eleitoral, período em que movimentou R$ 17,8 milhões. Duas empresas, que embolsaram R$ 210 mil da Pantoja, doaram R$ 800 mil a candidatos. Entre eles, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o deputado federal Sandes Júnior (PP-GO), ambos citados nas investigações da PF por supostas relações com a quadrilha. Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, um mês depois das eleições, Perillo recebeu R$ 450 mil da Rio Vermelho Distribuidora, de Anápolis (GO). A empresa também doou R$ 30 mil para a candidata a deputado federal Mirian Garcia Sampaio Pimenta (PSDB). A Rio Vermelho é citada em laudos da PF que mostram, a partir da quebra de sigilo bancário, transferências feitas pela Alberto e Pantoja em 2010 e 2011. O atacadista recebeu R$ 60 mil da empresa, que tem como procurador Geovani Pereira, homem de confiança de Cachoeira. De acordo com a Rio Vermelho, a doação para Marconi foi legal e está registrada no TSE. Com relação ao repasse da Alberto e Pantoja, a empresa afirma que o valor é referente à venda de um carro para Cachoeira.

Marconi Perillo. Este não é o primeiro elo entre o governador de Goiás e as investigações da Monte Carlo. A então chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, pediu demissão depois que escutas telefônicas mostraram a servidora passando informações sigilosas sobre as operações policiais que tinham como alvo o esquema do contraventor. Perillo, que já confirmou ter se encontrado com Cachoeira, também é citado em conversas de integrantes da quadrilha que mostram a influência do grupo em seu governo, incluindo nomeações para cargos-chave. Doadora de R$ 300 mil para a campanha do deputado federal Sandes Júnior (PP), a Midway International recebeu R$ 150 mil da construtora investigada pela PF. A empresa de suplementos alimentares transferiu o dinheiro em duas parcelas de mesmo valor (R$ 150 mil) em 22 e 28 de setembro de 2010. Sandes Júnior também é citado em grampos da Monte Carlo. A Midway doou ainda R$ 20 mil para o ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Wilton Batos Colle, da Midway, informou que pediu um empréstimo para uma empresa de Anápolis para fazer a doação. “Queria doar dinheiro para um grande amigo nosso, o deputado Sandes Júnior, mas estávamos sem dinheiro no caixa naquela época.” Segundo o empresário, a empresa escolhida para a operação foi a Libra Factoring, de um irmão de Cachoeira, também investigada no inquérito da PF. “Foi uma operação legal e declarada. Só não sabíamos que quem estava fazendo o negócio era essa Pantoja”, argumentou.

FAISCAS

Relator do suposto mensalão afirma que ministro César Peluso é amargurado



Joaquim Barbosa, que assume a vice-presidência do STF, também negou pretensões eleitorais


BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa rebateu nesta quarta-feira, 18, as críticas feitas pelo presidente do tribunal, Cezar Peluso, a ele, à ministra Eliana Calmon, corregedora-nacional de Justiça, e ao futuro da Corte. "O Peluso se acha", afirmou. "Na verdade ele tem uma amargura. Em relação a mim então...", acrescentou. Na entrevista, Peluso insinuou que Barbosa teria alimentado planos eleitorais por conta da relatoria do processo do mensalão. Barbosa negou que tenha algum dia falado sobre pretensões políticas com alguém. "Eles estão inventando essa história. Eu jamais falei com qualquer pessoa sobre candidatura", disse. O ministro também saiu em defesa da corregedora-nacional de Justiça. Na sua entrevista, Peluso afirmou que Eliana Calmon não deixará nenhum legado quando terminar seu mandato no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Peluso e Eliana Calmon entraram em conflito ao discutir os poderes correcionais do CNJ. Peluso queria que o Conselho só abrisse investigações depois que as corregedorias dos tribunais locais investigassem magistrados suspeitos. Eliana Calmon defendia poderes mais amplos, por julgar que as corregedorias locais são, na maior parte das vezes, corporativistas.
"A Eliana ganhou tudo (no embate com Peluso). Ele não sabe perder", afirmou Barbosa. E, ao contrário da avaliação de Peluso, o relator do mensalão elogiou o trabalho da ministra e disse que ela só não fez mais porque Peluso não permitiu. "Ela fez muito, não obstante os inúmeros obstáculos que ele tentou criar", disse. Joaquim Barbosa assume nesta quinta-feira, 19, a vice-presidência do STF. Na presidência, o ministro Carlos Ayres Britto substituirá Peluso. Inicialmente, Barbosa não quis comentar as declarações do colega. Disse que responderia apenas na sexta-feira para não estragar a cerimônia de posse. No entanto, resolveu falar e acrescentou que responderá mais enfaticamente depois da posse.
Planos políticos. Em sua entrevista, Peluso citou uma conversa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para insinuar os supostos planos políticos de Eliana Calmon e Joaquim Barbosa. "Basta lembrar de quando o ministro Joaquim Barbosa acatou o recebimento da denúncia contra os envolvidos no episódio do mensalão. Foi aplaudido em um bar do Rio de Janeiro, foi lançada a candidatura dele, e ele até gostou da ideia. Quando você se vê dentro da mídia, sendo o foco, tudo centralizado em você, tudo pode passar pela cabeça", afirmou Peluso. "Perguntei ao presidente Sarney, ele é meu amigo, se achava que a ministra Calmon tinha intenções políticas. Ele disse: 'Se até pela cabeça do ministro Joaquim Barbosa passou isso, pode passar pela cabeça dela'. Mas ela disse que não. Mas ela se sente bem nessa postura", afirmou Peluso. Na opinião do presidente da Corte, o ministro Joaquim Barbosa, a despeito dos problemas de saúde, cumprirá os dois anos de mandato na presidência da Corte, que assume em novembro deste ano. Mas disse não saber como o ministro se relacionará com os colegas, com advogados e com a magistratura. “Ele é uma pessoa insegura, se defende pela insegurança. Dá a impressão que de tudo aquilo que é absolutamente normal em relação a outras pessoas para ele parece ser uma tentativa de agressão. E aí ele reage violentamente”, disse. Peluso questionou, na entrevista, a eficiência do novo sistema previdenciário do funcionalismo público, dizendo que "ninguém que tenha capacidade e decência irá procurar emprego no setor público" a partir de agora. Também criticou a presidente Dilma Rousseff por frustrar o aumento do salário dos magistrados e servidores do Judiciário. "A Presidência descumpriu a Constituição, como também descumpriu decisões do Supremo. Mandei ofícios à presidente Dilma Rousseff citando precedentes, dizendo que o Executivo não poderia mexer na proposta orçamentária do Judiciário, que é um poder independente, quem poderia divergir era o Congresso. Ela simplesmente ignorou", disse. Além disso, o presidente do STF criticou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), a quem responsabiliza pelo fracasso de sua proposta de mudança na Constituição para antecipar o trânsito em julgado de processos judiciais para o julgamento em segunda instância. Hoje, um processo só transita em julgado depois que todos os recursos possíveis sejam julgados, podendo o caso só terminar depois do julgamento pelo STF. "A PEC só não foi votada porque o Dornelles complicou. Quem o senador Francisco Dornelles representa? Ele é do PP ou do BB - dos bancos e bancas. Estes são os grandes interessados na discussão do sistema", afirmou. "O Dornelles é senador pelo Rio de Janeiro, mas de fato representa os interesses dos bancos e representantes das grandes bancas de advocacia de Brasília. Ele travou a votação da PEC", afirmou Peluso.

NOSSA SOLIDARIEDADE AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA E A GRANDE ELIANA CALMON. O BRASIL PRECISA MUITOS DE PESSOAS COMO SUAS EXCELÊNCIAS.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

ESSE É SERRA

Serra diz que dá "voto de confiança" a Perillo

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra disse nesta terça-feira que dá "um voto de confiança" ao governador de Goiás, Marconi Perillo, seu colega de partido. O goiano é citado em gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que levou à prisão do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e motivou um pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso. Escutas telefônicas feitas com autorização judicial reveladas esta noite pelo "Jornal Nacional" mostram o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB) discutindo com Cachoeira um encontro com o governador de Goiás. Na conversa, o vereador dá a entender que o encontro foi pedido por Perillo. Serra, que ministrava desde as 19h uma palestra da Fiesp (Federação das Industrias de São Paulo) ressaltou não conhecer o conteúdo das novas gravações, mas disse dar "um voto de confiança" ao governador de Goiás. "Eu não conheço [o teor das gravações], mas, sinceramente, dou um voto de confiança ao Marconi Perillo. E acho que ele está aberto a qualquer investigação que haja", afirmou Serra. O ex-governador disse ainda que seu partido, o PSDB, o mesmo de Perillo, está "mergulhado" nos trabalhos de instalação da CPI que investigará as relações de Cachoeira com políticos e empresários no Congresso.

ESSE É LULA

Lula diz a aliados que CPI tem de ser feita 'doa a quem doer'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu anteontem no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vários parlamentares para discutir a CPI do Cachoeira. Ele despachou, separadamente, com o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o antecessor Cândido Vaccarezza (PT-SP) e os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Renan Calheiros (PMDB-AL). A despeito dos receios da presidente Dilma Rousseff, Lula disse que a CPI tem de ser feita "doa a quem doer". Ele atribuiu ao empresário Carlinhos Cachoeira um "esquema" para destruir o seu governo, desde o caso Waldomiro Diniz, em 2004, passando pela denúncia de propina nos Correios --que resultou no mensalão--, um ano depois. Líderes partidários protocolaram na noite de ontem o pedido de abertura da CPI. A comissão, que obteve o número mínimo de assinaturas nesta terça-feira, vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais com políticos, servidores públicos e empresários. Para a CPI ser instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso, prevista para a próxima quinta-feira. A reunião deve ser presidida pela vice-presidente do Legislativo, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), já que o presidente José Sarney (PMDB-AP), internado em São Paulo, pediu licença do cargo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

PARECE MENTIRA MAS NÃO É

FHC defende CPI e diz que Brasil cansou de corrupção

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta terça-feira (17) a instalação de uma CPI no Congresso para apurar o caso Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, a corrupção no país continua "assim porque você não tem punição" e uma CPI seria a a oportunidade de o Congresso crescer. "Então, eu acho que não dá. Chegou o momento de o Congresso assumir suas responsabilidades com serenidade", afirmou o ex-presidente. "Acho que é bom [CPI], porque o país precisa muito passar a limpo as questões com serenidade. Nós cansamos de ver o grau de corrupção existente. [Com] Isso, eu não estou criticando A, B ou C, porque infelizmente atinge a quase todos. Digo, não pessoas, mas partidos. Acho que o país cansou", completou. FHC afirmou ainda que é possível fazer política no país sem caixa 2. "É preciso fazer, dá para fazer. Se não dá, tem que criar condições para fazer. É uma questão de ter respeito ao povo. Claro que dá." Apesar da mobilização inicial pela instalação de uma CPI mista, o temor de que as investigações respingem em membros do PT ou do Palácio do Planalto fez integrantes do partido começarem a trabalhar pelo adiamento da investigação no Congresso. O PSDB, de FHC, é a favor da CPI. A afirmação do ex-presidente foi dada após cerimônia de apresentação de um documentário sobre a sua vida, chamado "A Construção de Fernando Henrique". O vídeo foi produzido pela TV Câmara. Hoje, a apresentação foi de cerca de nove minutos, mas o material tem 57 minutos e estréia prevista para o dia 19, às 21h30, no canal da TV Câmara. Em seu discurso, FHC agradeceu a homenagem e disse que gostaria de ser lembrado pelo seu papel na consolidação da democracia. "Gostaria de ser lembrado não só pela estabilidade da moeda, pelo social, porque os demais governos avançaram mais nessa área, mas pelo papel na democracia", disse, enfatizando o papel importante do Congresso. Ele também falou sobre a importância de os diversos governos trabalharem pelo bem do povo e do país. O tucano foi elogiado, inclusive, pelo petista Marco Maia (RS), presidente da Câmara. "Ninguém pode questionar o papel na consolidação da democracia, o profundamento político social e o respeito ao povo."

ANOS ATRÁS ISSO SEQUER SERIA  IMAGINÁVEL. HOJE, DEVIDO À EVOLUÇÃO POLÍTICA EM NÍVEL NACIONAL, PERSONALIDADES ABAFADORAS DE CPIs COMO O EX-PRESIDENTE SOCIÓLOGO, VEEM A OPORTUNIDADE DE TENTAR LIMPAR SEU PASSADO, FAZENDO TAL DECLARAÇÃO. O ESCLARECIMENTO DOS ELEITORES NACIONALMENTE "OBRIGA" PESSOAS DESSA ESTIRPE A MUDAR DE OPINIÃO MESMO A CONTRA-GOSTO. OBRIGADO PT PELO PODER. SUA PRESENÇA PROPORCIONA CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESSA.

PENSEM NAS ENTRELINHAS

A grande mídia procurou na semana que passou reorganizar as forças da oposição

A semana que passou foi quente. Novos lances específicos ocorreram dentro da permanente disputa na atualidade brasileira sobre quem vai predominar na direção da vida e do pensamento nacional: ou a pequena elite rica ou a maioria da população. A primeira tem grande presença nas instituições públicas e profundas raízes ideológicas na sociedade, se vincula às elites do capitalismo internacional, tem uma mídia poderosa. A segunda está bem representada hoje no Poder Executivo nacional, tem boa presença no Congresso e nos poderes locais, dispõe de movimentos organizados e militância com forte atuação na disputa econômica, política e ideológica.  Na frente de batalha econômica, o governo e o capital financeiro continuaram na semana passada seu jogo de braço, onde o lado do governo quer a queda dos juros cobrados pelos bancos. Na frente de batalha política, a grande mídia privada comandou um movimento da oposição para sair da defensiva no caso Demóstenes & Cachoeira e ir para o ataque. Quando veio à luz o elo entre o senador e o chefe da organização criminosa, o DEM quis se livrar logo de seu líder, e do assunto. O PSDB ficou perplexo. A grande mídia privada partiu em auxílio do DEM tentando embaralhar a cena com notícias negativas sobre o PT. A ação do lado governista resultou na viabilização de uma CPMI, que o campo adversário não teve como recusar, sob pena de desacreditar seu discurso moralizante já abalado pela descoberta do verdadeiro Demóstenes. A grande mídia procurou na semana que passou reorganizar as forças da oposição.  Municiada pela turma do Demóstenes, mirou no governo petista do Distrito Federal, e na empresa Delta, que toca muitas obras federais. Secundarizou os fatos e os personagens centrais do caso Demóstenes & Cachoeira. Buscou diluir o DEM e o PSDB no que seria um pluripartidário ‘partido da corrupção’. Abriu campanha dizendo que a CPMI é para desviar a atenção do mensalão. Tentou atemorizar o governo e os partidos governistas, sugerindo um clima de arrependimento por terem permitido a CPMI, do tipo ‘o governo está indo tão bem, que pena vir uma CPMI para perturbar’. Na verdade, quem tem muito a temer com os desdobramentos do caso Demóstenes & Cachoeira é a oposição e a grande mídia privada. Em particular o DEM, que se recolhe gravemente ferido pelo caso Demóstenes, antes o fora pelo caso Arruda, à espera de quem será o próximo. Ou o PSDB, preocupado com as relações entre o governador de Goiás e Cachoeira. Ou a revista Veja, que foge e teme. Na semana anterior sua capa destacava um assunto de 2 mil anos ( o santo sudário). A desta semana traz um assunto de sete anos atrás (o mensalão). Ela trata com polidez seus velhos parceiros de jornalismo, Demóstenes e o bando de Cachoeira, e investe com superagressividade contra o PT. A oposição agora tem arranhada sua credibilidade pela dúvida sobre quantos falsos moralistas como Demóstenes há entre eles. Esta é uma excepcional oportunidade de reafirmar à sociedade que o PT, o governo Dilma, muitos aliados, e os movimentos sociais, querem moralizar os costumes políticos, inegável aspiração popular. Os governos Lula e Dilma já fizeram muito neste sentido, especialmente com o impulso e a liberdade de investigação dadas à Polícia Federal e à CGU, com a autonomia reconhecida da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público Federal, inéditas em relação a governos anteriores. Agora dá para fazer mais. Que tal uma reforma, por exemplo, que tire do setor privado o financiamento da política? A grande mídia e a oposição divergem da atual condução da economia essencialmente vinculada à distribuição da renda; da forma como se ampliam os direitos democráticos do povo com respeito aos movimentos sociais; da política internacional soberana que se pratica. E o país está indo muito bem nisso. Se virem quebrado o monopólio que pretenderam ter da bandeira contra a corrupção, vão perder mais terreno na grande luta de poder que se trava na atualidade brasileira. É o que temem.

CANALHA É CANALHA EM TODO LUGAR. A DIFERENÇA É O TAMANHO ROUBO E A FALTA DE VERGONHA DE QUEM ROUBA, CORROMPE, CONCORDA COM O ROUBO E FAZ TUDO PARA ABAFAR OS DESMANTELOS, TENTANDO MANCHAR QUEM DENUNCIA AS PODRIDÕES DOS PORÕES. VAMOS ACORDAR!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

E NA SUA CIDADE TEM FUNCIONÁRIOS FANTASMAS?

Em PE, 450 funcionários mortos estão em folha de pagamento

Fantástico mostra que houve desperdício de R$ 300 milhões de 2009 a 2010.
Mais de R$ 2 milhões foram gastos com gente que já morreu, diz TCE.




Uma reportagem feita pelo Fantástico mostra o escândalo dos funcionários fantasmas. Um levantamento feito em Pernambuco constatou a existência de traficante condenado recebendo salário, servidores morando a milhares de quilômetros do local de trabalho e até mortos na folha de pagamento. Ao todo, 450 funcionários públicos estão enterrados em cemitérios de Pernambuco. Os nomes deles aparecem numa auditoria do Tribunal de Contas do Estado. Durante dois anos, os auditores estudaram as planilhas de pagamento dos municípios pernambucanos. A conclusão é de que, só nesse período, de 2009 a 2010, foram desperdiçados R$300 milhões em dinheiro público. Mais de R$ 2 milhões, gastos em nome de gente que já morreu. No levantamento do TCE, o Recife aparece com o maior número de casos: 65. E o pior é que os fantasmas não estão só nos cemitérios.

Outros problemas

A administração do dinheiro público em Pernamubuco é assombrada por muitas outras irregularidades. O estado atingiu uma marca inacreditável: dos seus 184 municípios, 159 respondem a processos no Tribunal de Contas. São quase todos: 86% das cidades. No município de Verdejante, no Sertão pernambucano, durante o período investigado pelos auditores, a folha salarial da prefeitura traz o nome de Severino Dantas de Sá, que é presidiário. Quando foi contratado estava foragido. Na época, Severino estava bem mais longe, a dois mil quilômetros de distância da pequena Verdejante. Ele cumpria pena de sete anos de prisão por tráfico de drogas, em Brasília, em regime semi-aberto. Em agosto de 2008 ele fugiu do presídio e só voltou dois anos depois quando foi recapturado pela polícia. Transferido para Salgueiro, a 35 quilômetros de Verdejante, Severino confirmou que foi funcionário público.

Repórter: O senhor trabalha pra prefeitura de Verdejante?
Severino: Não.
Repórter: O senhor já trabalhou pra prefeitura de lá?
Severino: Já.
Repórter: Em que período?
Severino: Trabalhei no período de 2009 até meados de outubro de 2010.
Repórter: O prefeito não tinha ciência de que o senhor deveria estar cumprindo pena quando foi contratado?
Severino: Não, não tinha ciência.
Severino: Quando eu fui recapturado, ele me demitiu imediatamente.
Ao tentar explicar o erro na contratação, o prefeito de Verdejante, Haroldo Silva Tavares, acaba revelando uma prática que leva a tantos casos de mau uso do dinheiro público no Brasil: o preso que virou funcionário é primo dele. "Inclusive a própria família que é dele, é nossa, dizia que ele não tinha mais problema na Justiça e eu não fui averiguar mais a fundo", diz Tavares. Para a cientista política Roseli Coelho, as fraudes contaminam todo o serviço público brasileiro. “Você está esfregando na cara do funcionário público que trabalha que ele é um idiota, que ele é um trouxa, que outros mais espertos que ele tão ganhando o salário e não tão trabalhando”, afirma.
Pará

Em Belém, o Ministério Público investiga desde 2011 a contratação de fantasmas pela Assembleia Legislativa do Pará. “Nós já detectamos neste primeiro momento, no primeiro levantamento, perto de 100 funcionários fantasmas”, diz o promotor Arnaldo Azevedo. O prejuízo já chega a R$ 20 milhões. Funcionários da Assembleia estão entre as 40 pessoas denunciadas. O Ministério Público afirma que o golpe usava inocentes, gente que não sabia que estava na folha de pagamento e que não se beneficiou da fraude. Como Ivonete Silva. “Nunca recebi um centavo”, diz ela, que está desempregada. Mas, na folha da Assembleia, Ivonete era assessora especial e recebia mais de R$10 mil por mês. O nome do vendedor Ricardo Rafael Monteiro da Silva também está na folha de pagamento. Em nome dele, um salário de mais de R$ 15 mil. “Eu ganho um salário mínimo e tem gente se aproveitando do meu nome”, diz ele. Em Belém, então, o desvio do dinheiro era feito com "laranjas", quer dizer: pessoas que têm nome e documentos usados sem que elas saibam. O salário, claro, era embolsado pelos golpistas. "A todo momento se detecta uma pessoa que figurou nos quadros da Assembleia como funcionário mas que nunca trabalhou, muitas não sabem nem onde fica o prédio da Assembleia Legislativa", diz o promotor Azevedo.

Mato Grosso

Mas nem sempre são laranjas. Em Cuiabá, uma auditoria na folha de pagamento da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso encontrou 32 fantasmas. Trinta e um recebiam os salários, eram coniventes com a fraude. Nenhum deles jamais trabalhou na secretaria. Houve quem recebesse, em quatro anos, mais de um R$ 1 milhão. Total do prejuízo: quase R$ 13 milhões. A polícia começa a investigar a fraude.

Mais problemas

Em Pernambuco, além de mortos que continuam a receber salários, o Tribunal de Contas descobriu outro descaso com o dinheiro do contribuinte. Você imagina que alguém possa morar a quase três mil quilômetros do emprego? A distância não é problema para a contratação de funcionários. As prefeituras pagam salários até para servidores que moram em estados que não fazem divisa com Pernambuco. São 3,8 mil contratados que não dão expediente, mas o o contracheque deles não falta. Segundo o relatório, o prejuízo nesses casos foi de R$ 34 milhões em dois anos. Mirandiba, no Sertão Pernambucano. Uma cidade como tantas outras que precisam de serviços de saúde, de educação, de segurança. Mas Mirandiba contrata servidores que moram longe. Em Brasília, tentamos entrevistar Jorge Luiz Furtado de Sá. Ele aparece como motorista na folha de pagamento de Mirandiba. Encontramos a casa da família dele. A irmã estranha que Jorge tivesse emprego numa cidade de Pernambuco.

Irmã: Lá de Mirandiba? Não, porque ele trabalhava aqui, como é que ele era funcionário lá?
E conta que o irmão deixou Brasília de repente.
Irmã: Eles juntaram as coisas, querida, e anoiteceu e amanheceu e foram embora, a família toda. Meu irmão, a mulher e os filhos.
Em São Paulo, a reportagem chegou mais perto de um dos fantasmas de Mirandiba. Maria Clara da Silva é contratada como auxiliar de serviços.
Senhora: Chega correspondência dessa pessoa aqui, entendeu?
O produtor do Fantástico em São Paulo encontra uma pista de Maria Clara.
Produtor: Mas sempre chega correspondência dela aí?
Senhora: Maria Clara.
Produtor: E ela passa pra pegar?
Senhora: Para pegar.
A moradora indica o caminho da casa que seria de Maria Clara. Mas o lugar está vazio. Por telefone, ela não quis explicar a situação.
Produtor: A gente precisa esclarecer, porque você tem um cargo lá e você não mora lá.
Maria Clara: Mas aí o meu advogado procura você e conversa com você.
Em Mirandiba, descobrimos que a mãe de Maria Clara trabalha no lugar dela.
Mãe: Ela adoeceu lá e está lá mas ela vem. E eu trabalho e recebo o dinheiro.
Outro lado

Bartolomeu Tiburtino é prefeito de Mirandiba desde 2009. Ele diz que as irregularidades começaram antes da gestão dele. “E nós vamos tomar as medidas cabíveis pra poder contornar essa situação”, afirma o prefeito. As prefeituras foram notificadas pelo Tribunal de Contas para apresentar as suas defesas. Algumas instauraram processos administrativos para apurar as próprias irregularidades. Não há nenhuma garantia de que os pagamentos irregulares foram suspensos. Segundo o TCE, com os R$ 300 milhões desperdiçados em Pernambuco, seria possível construir 1,2 mil postos de saúde. Ou 6,2 mil casas populares. Ou ainda 167 novas escolas. “Nós já denunciamos isso ao Ministério Público Federal. O Ministério Público vai estudar e ver os indícios de improbidade e os indícios de crime em relação a essas questões e efetivamente nós vamos solicitar de forma firme a devolução desses recursos pelos responsáveis”, afirma a presidente do TCE, Teresa Duere.


MUDA, BRASIL. PARA O TEU BEM: MUDA O QUE NÃO PRESTA

sábado, 14 de abril de 2012

OBRIGADO, SENHOR! DEUS CURA QUEM MERECE. QUEM MERECE!


Lula participa de 1º evento público após diagnóstico de cura

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã deste sábado (14), da inauguração do CEU (Centro Educacional Unificado) Regina Rocco, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O nome do local, que fica no bairro da Vila São Pedro, é uma  homenagem à mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia.


A cerimônia é o primeiro evento público de Lula após a confirmação do desaparecimento do câncer na laringe – diagnosticado em outubro de 2011. Além do prefeito Luiz Marinho, Lula terá companhia da senadora Marta Suplicy, do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do candidato à prefeitura de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad. Baseado em projeto de Marta, o CEU é o primeiro dos quatro que a prefeitura promete abrir até o fim do ano. 

Encontro com Dilma

Lula também encontrou-se nesta sexta-feira (13) com a presidente Dilma Rousseff no escritório da Presidência da República, em São Paulo. Durante a conversa, que durou mais de duas horas, eles abordaram o quadro político nacional.

QUEREMOS SABER

Suposto mensalão é incomum e exige julgamento peculiar, diz Aires Brito

Caso será principal missão do ministro, que assume o STF nesta quinta.
Escândalo do mensalão, de 2005, foi o maior do governo Lula.


Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para dar posse na próxima quinta-feira (19) ao novo presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, 69 anos. Logo no início do mandato, o jurista sergipano terá a missão de organizar o julgamento de um dos principais processos da história do tribunal, o chamado mensalão. A ação penal, que apura a responsabilidade de 38 réus no suposto esquema de compra de apoio político durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, espera somente a liberação do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, para entrar na pauta de julgamentos. Nos bastidores, os ministros já discutem mudanças na rotina do tribunal para julgar o caso. O risco de prescrição, o número de réus, que terão uma hora cada para se defender, as 600 testemunhas ouvidas e a complexidade dos fatos narrados nos autos vão exigir uma força-tarefa para que o julgamento ocorra antes do período eleitoral. Para o presidente eleito do STF, um caso “incomum” precisa de uma “tramitação peculiar”, mas Ayres Britto afirma que o tratamento especial não pode ser entendido como parcialidade. “É um processo incomum por essas características e, como há risco de prescrição pelo tempo transcorrido, exige uma tramitação peculiar, sessões de julgamento formatadas num modo peculiar. Sem que isso signifique absolutamente perda de isenção da nossa parte”, disse. Entre as alternativas em debate, estão realizar sessões todos os dias da semana e não apenas às quartas e quintas-feiras, como de costume, e estender o julgamento durante o recesso de julho. O novo presidente do STF pratica meditação, escreve e publica livros de poesia e recomenda aos colegas juízes mais cinema, teatro e literatura. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida aos canais de imprensa.


DESENROLAR!


As manobras do esquema Cachoeira


Na condição de réu, o senador Demóstenes Torres teve acesso às peças do inquérito Monte Carlo. Agora, está selecionando informações para, em conluio com jornalistas do esquema Cachoeira, jogar o foco das investigações na Construtora Delta. Sabendo-se das ligações de Cachoeira com a Delta, é até risível matéria informando sobre as tratativas do bicheiro para conseguir acesso a altos executivos da empresa - como se fosse uma figura menor aproximando-se da toda poderosa Delta. A lógica da estratégia Cachoeira-Demóstenes-aliados é simples. A Delta é parte do universo a ser investigado; Cachoeira é o todo. Focando na Delta, tenta-se tirar do foco o chefe da quadrilha, Cachoeira, seu principal lugar-tenente, Demóstenes, assim como as ligações midiáticas da estrutura criminosa. De quebra, desestimulam-se peemedebistas - já que a Delta tem relações com o governador Sérgio Cabral Filho - e petistas - relações com o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz. Nos próximos dias, haverá um aumento da chantagem de alguns veículos sobre políticos. É um jogo intimidatório pesado. Parlamentares escolhidos para a CPI serão alvo de represálias do esquema criminoso. Haverá também a estratégia de misturar factóides com fatos objetivos, visando embolar o entendimento da opinião pública. A CPI de Cachoeira mostrará se o país poderá aspirar a um lugar no mundo moderno, se dispõe de instituições capazes de enfrentar toda sorte de poderes - do Executivo, Judiciário, Legislativo ao até agora intocado poder midiático. Se se quiser, de fato, passar o país a limpo, o Congresso terá que pagar para ver, assim como parece estar sendo a posição do Executivo. Seria medida de prudência jornais e jornalistas se darem conta de que rompeu-se a muralha do silêncio e do medo. Veículos e jornalistas que entrarem no esquema correrão o risco de serem indiciados pela Justiça. Está chegando ao fim a era da plena impunidade para o mau jornalismo e para o uso de dossiês criminosos.

TEMOS CACHOEIRAS PERTO DE NÓS? QUEM? POR QUÊ? VOCÊ VOTA NELES? POR QUÊ? VOCÊ É CRISTÃO? TEME OS CASTIGOS DE DEUS? E DEUS O QUE ACHA DISSO TUDO?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

QUEM PODERÁ NOS AJUDAR?


Escândalo potiguar agora é notícia nacional


O Ministério Público do Rio Grande do Norte investiga um suposto esquema de fraudes no pagamento de precatórios organizado dentro do Tribunal de Justiça do Estado. Os desvios ultrapassaram R$ 11 milhões, segundo o Tribunal de Contas do Estado, que também apura o caso. A ex-chefe da divisão responsável pelos pagamentos, Carla Ubarana Leal, disse em depoimento que entregou dinheiro proveniente das fraudes a desembargadores durante cinco anos. Ela afirmou que entregava envelopes com dinheiro aos ex-presidentes do TJ Osvaldo Cruz (2007-2008) e Rafael Godeiro (2009-2010), em salas e na garagem do tribunal. Ambos negam envolvimento. "A verba vinha do banco. Chegou R$ 90 mil, eu já separava a parte do desembargador Osvaldo, botava dentro da bolsa. A entrega era feita a ele todo final de tarde, no Tribunal de Justiça, em um envelope pardo amarelo, em notas de R$ 100, para fazer o menor volume possível", disse Leal. A servidora chefiava o setor desde 2007, mas foi afastada em janeiro após ser alvo de operação do Ministério Público e da Polícia Civil. Segundo as investigações, ela tinha ajuda do marido, George de Araújo Leal, e de outras três pessoas. O casal está em prisão domiciliar, após negociar delação premiada -medida em que o preso tem benefícios com a colaboração. Os precatórios são dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça, que devem ser pagas cronologicamente. Em depoimento, Carla disse que o grupo ganhou com rendimentos de uma conta na qual eram depositados valores de alguns processos. Os valores entravam e saíam para pagar todos os processos, mas não havia controle da origem do dinheiro em cada caso. Bastava haver fluxo em caixa. O suposto esquema teria começado quando ela descobriu uma "sobra" de R$ 1,6 milhão que não estava vinculada a nenhum processo. Segundo ela, Cruz, à época presidente do TJ, pediu que ela tentasse dividir o dinheiro "sem dono". Carla diz que passou a distribuir valores para contas de uma empresa do marido e de três "laranjas". A partir de então, usou cheques e guias de pagamento duplicadas. Em alguns casos, os dois desembargadores sob suspeita teriam assinado pedidos de transferência direta aos beneficiados. A investigação ficará a cargo do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Os dois ex-presidentes negam qualquer ato criminoso. Cruz declarou que ficou "absolutamente surpreso" ao ter o nome relacionado ao caso. "Não me envolvi, não cometi nenhum ilícito." Godeiro afirmou ser "vítima de atitude torpe, cavilosa e caluniosa" em troca de "prêmio concedido a uma ré confessa".


SOMENTE VOCÊ PODE MUDAR ISSO. VAMOS COMEÇAR PELA NOSSA PRÓPRIA CIDADE. VAMOS REFORMAR O JUDICIÁRIO, O PARLAMENTO, O EXECUTIVO. PARA ISSO, PRECISAMOS COLOCAR NA POLÍTICA OS BONS, OS HONESTOS, OS DE BOA VONTADE. ACORDEMOS, COMPANHEIROS! NÓS PODEMOS! NÓS DEVEMOS! 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CADÊ A MORAL?

Deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP) estranha silêncio da mídia sobre envolvimento de Veja com contraventor



O Congresso Nacional deverá instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas relações obscuras do contraventor Carlinhos Cachoeira com parlamentares e setores da mídia. Ao analisar o envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) com as atividades criminosas de Carlinhos Cachoeira, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) fez uma ligação de senadores que tem uma falsa postura ética com setores da mídia brasileira. “Esse assunto no Senado não é novo, pois lá tem muitos senadores que fazem muitos discursos de honestidades e de ética, e tem uns dois, inclusive, do Rio Grande do Sul e o outro do Paraná, que também estavam recebendo dinheiro de ex-governadores, e um dizia que doava para entidades e o outro dizia que doava não sei para quem. Então essas questões para nós são muito tranqüila, que é a questão do Demóstenes, que também demonstrou a outra face da imprensa”, declarou. Devanir estranhou o fato de a imprensa estar calada com relação ao envolvimento da revista Veja no caso. “Este fato demonstrou o outro lado da imprensa. Ninguém fala da questão da Veja, ninguém fala do jornalista; fala do governador, fala do senador, fala dos parlamentares; fala do Demóstenes, fala do Cachoeira, fala do jogo do bicho, mas niguém fala da imprensa. Além do Demóstenes, nós queremos saber os outros senadores, deputados, quando apura, mas eu quero saber também sobre fica este conluio do contraventor com a mídia brasileira”.

NOTA DO BLOG: NÓS APOIAMOS A CPI DO CACHOEIRA, DOA A QUEM DOER. ESTE BLOG TEM COMO PROPÓSITO A POLITIZAÇÃO DOS SEUS LEITORES HONESTOS PARA ENFRENTAMENTO DOS CANALHAS QUE REPRESENTAM O MAL, O ROUBO, A CORRUPÇÃO, E TUDO QUANTO NÃO PRESTA.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

SIM, NÓS QUEREMOS


Em Harvard, Dilma diz que Brasil deve superar atraso na educação

Presidenta encerrou visita oficial aos Estados Unidos com palestra em universidade.




A presidenta Dilma Rousseff encerrou na noite desta terça-feira sua visita oficial aos Estados Unidos com um discurso na Universidade de Harvard, onde discutiu a necessidade de se melhorar a educação no Brasil e enumerou os avanços econômicos do país nos últimos anos. A presidenta também teve que se esquivar de questões delicadas dos estudantes da universidade, principalmente em relação à questão dos imigrantes brasileiros nos EUA e à situação política na Venezuela. Em uma palestra de pouco menos de uma hora na Kennedy School of Government, a escola de governo de Harvard, Dilma classificou como 'gravíssimo' o atraso na educação no Brasil. Afirmando ser necessário resolver o problema "da creche à pós-graduação", ela afirmou que é preciso resolver alguns "deficits" que existem na pesquisa científica no Brasil, para que priorize a inovação. "Não podemos dar mais importância a uma publicação do que uma patente. Nós temos que dar importância à patente."

Educação.
 A primeira visita de Dilma aos EUA teve como foco a questão da cooperação entres dois países principalmente nas áreas de educação e inovação. Entre as principais pautas estava o programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas para alunos brasileiros em universidades do exterior. Em Harvard, Dilma participou de atos de assinatura de acordos entre a universidade e o Ministério da Educação que preveem projetos conjuntos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, além da criação de uma bolsa para um professor-visitante brasileiro. "O Brasil tem de correr muito para estar à altura dos desafios que nos apresentam no caso da ciência, tecnologia e inovação", disse. Aos citar as parcerias entre o governo e a universidade, Dilma provocou risos na plateia quando afirmou que o "Brasil precisa de Harvard", mas que considerando que o país é hoje a sexta maior economia do mundo, "é bom para Harvard se aproximar do Brasil".