quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

VITÓRIA DO POVO, VITÓRIA DA TRANSPARÊNCIA. VITÓRIA ATÉ DE GILMAR MENDES


Supremo decide por 6 a 5 que CNJ tem autonomia para investigar juízes

Maioria entendeu que conselho pode abrir processos contra magistrados.
Ação contestava competência do órgão para fazer isso antes dos tribunais


Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 votos a 5 que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem autonomia para investigar e punir juízes e servidores do Judiciário. Com o resultado, perde  efeito decisão liminar (de caráter provisório) do ministro Marco Aurélio Mello que reduzia a autonomia do CNJ. ção proposta em agosto do ano passado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) contestava a competência do órgão para iniciar investigações e aplicar penas administrativas antes das corregedorias dos tribunais. No processo, a entidade questionava a legalidade da resolução 135 do CNJ, que regulamenta processos contra magistrados e prevê que o conselho pode atuar independentemente da atuação das corregedorias dos tribunais. Desde quarta-feira (1º), quando a votação foi interrompida devido à primeira sessão do ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ministros decidiram debater a legalidade de cada item da resolução. O 12º artigo da resolução, que trata exatamente da autonomia do conselho para investigar e punir, foi examinado isoladamente pela Corte nesta quinta. “Para os processos administrativos disciplinares e para a aplicação de quaisquer penalidades previstas em lei, é competente o Tribunal a que pertença ou esteja subordinado o Magistrado, sem prejuízo da atuação do Conselho Nacional de Justiça”, diz o artigo. Os ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Cezar Peluso e Celso de Mello foram a favor da limitação dos poderes do CNJ, com base na invalidação desse artigo. Gilmar Mendes, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Rosa Maria Weber e José Antonio Dias Toffoli por sua vez, votaram contra. Os ministros que saíram vencidos no julgamento admitiram que o conselho possui competência para iniciar investigações, mas destacaram que o órgão precisa motivar a decisão de agir antes das corregedorias e que essa atuação precisa ser justificável. Para a maioria do Supremo, porém, essa exigência de motivação já limitaria a atuação do CNJ. Após o término da sessão, Marco Aurélio Mello criticou a decisão da maioria do Supremo. “É um super órgão a quem o Supremo deu uma carta em branco. Só espero que não haja um despejo do Supremo do prédio que ele hoje ocupa”, afirmou. 

Observações

Após o voto de Celso de Mello, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, que já se manifestou durante o julgamento pela necessidade de o CNJ motivar eventual atuação concorrente às corregedorias, decidiu fazer "breves observações". “A função do CNJ não é extinguir, anular, decapitar as corregedorias dos tribunais, mas remediar a deficiência de sua atuação. Portanto, me parece que, do ponto de vista do funcionamento do sistema, a questão é saber se o Conselho Nacional de Justiça voltou seus olhos para essas deficiências dos corregedores que não cumprem seus deveres”, disse Peluso.
Outros artigos

O primeiro artigo analisado pelos ministros ainda na quarta-feira foi o 2º, segundo o qual "considera-se Tribunal, para os efeitos desta resolução, o Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal Pleno ou o Órgão Especial, onde houver, e o Conselho da Justiça Federal, no âmbito da respectiva Competência administrativa definida na Constituição e nas leis próprias." A AMB, autora da ação Contra a autonomia do CNJ, questionava a legalidade do artigo pelo fato de o conselho ser definido pela Constituição como "órgão administrativo" e não tribunal. No entanto, todos os ministros do Supremo, com exceção do presidente da Corte, entenderam que o vocábulo "tribunal" foi utilizado apenas para deixar claro que o CNJ está submetido às normas previstas na resolução.



Publicidade de processos
Os ministros também analisaram nesta quinta os artigos 4 e 20 da resolução 135 do CNJ. A AMB pediu a derrubada do artigo 4, sobre sigilo na imposição das sanções de advertência e censura aos magistrados. O artigo 20, por sua vez, estabelece que os julgamentos de processos administrativos disciplinares contra juízes será público. Para a associação, a divulgação das sessões é contrária ao interesse público, porque desacredita o Poder Judiciário. O plenário do Supremo rejeitou os pedidos. “O respeito ao Poder Judiciário não pode ser obtido por meio de blindagem destinada a proteger do escrutínio público os juízes e o órgão sancionador”, afirmou o relator, Marco Aurélio Mello. O ministro Luiz Fux foi voto vencido. Ele defendeu que processos disciplinares contra magistrados sejam sigilosos, para que seja respeitado o princípio da dignidade humana. O ministro Marco Aurélio rebateu: “O sigilo é uma balela, pois a existência do processo vem a baila e passa a ser do conhecimento popular.” Para o ministro, o sigilo dá a entender, por vezes, que o delito é maior ainda do que o de fato cometido.
Regras de investigação

Os ministros também analisaram os artigos 8º e 9º. O artigo 8º diz que os corregedores e presidentes de tribunais, quando tiverem ciência de irregularidades, são obrigados a “promover a apuração imediata dos fatos”, em observância aos termos estabelecidos pela resolução. Já o artigo 9º diz que a denúncia de irregularidades pode ser feita por qualquer pessoa, por escrito e com confirmação da autenticidade. O artigo afirma ainda que quando o “fato narrado” não configurar infração, o procedimento contra o magistrado deverá ser arquivado e o fato precisará ser comunicado em 15 dias à Corregedoria Nacional de Justiça. A maioria do Supremo manteve eficácia dos artigos, alterando apenas detalhes da redação.

Recurso
Os ministros também decidiram manter o artigo 10, que diz: “Das decisões referidas nos artigos anteriores caberá recurso no prazo de 15 (quinze) dias ao Tribunal, por parte do autor da representação.” A AMB questionava a competência do CNJ para instituir recurso em procedimento disciplinar em trâmite nos tribunais. O relator votou pela supressão do artigo, mas não foi acompanhado pela maioria. Os ministros apenas pediram a supressão do trecho: “por parte do autor da representação”. O objetivo é garantir a todas as partes interessadas a possibilidade de recorrer das decisões dos tribunais. Os ministros também debateram trecho da resolução do CNJ que prevê a aplicação da Lei 4.898, de 1965, a magistrados que tenham cometido abuso de poder. A maioria dos magistrados do Supremo decidiu invalidar o artigo, pois, segundo eles, em caso de abuso de poder, devem ser aplicadas as sanções previstas na Lei Orgânica da Magistratura.

NOTA DO BLOG: A PRESSÃO POPULAR ATRAVÉS DA OPINIÃO PÚBLICA, O LADO DA VERDADE E A OBVIEDADE DAS INSURGÊNCIAS OBSCURAS DE DENTRO DO SEIO DAS TOGAS FEZ COM QUE, GRAÇAS A DEUS, PREVALECESSE ALGO QUE ESTÁ DANDO MUITO CERTO NESTE PAÍS: O CNJ. ATÉ GILMAR MENDES - DIGA-SE - POR INCRÍVEL QUE PAREÇA FEZ PARTE DESSA LUTA DO LADO DO BEM. CABE A NÓS, ELEITORES, PRESSIONARMOS COM TODAS AS ARMAS PARA QUE UM OUTRO PODER ( LEGISLATIVO) APROVE O FIM DO VOTO SECRETO CONGRESSUAL. ASSIM, CONSEGUIREMOS MAIS VITÓRIAS. INCLUSIVE EM JOSÉ DA PENHA.

ONDE ESTÁ O RESPEITO A DEUS? ONDE ESTÁ O AMOR? SERÁ QUE VALE TUDO MESMO PARA TER PATRIMÔNIO AQUI NA TERRA?


Esquema de desvio de remédios em SP era comandado da prisão


O líder da quadrilha presa nesta quinta-feira suspeita de desviar remédios de hospitais públicos comandava o esquema do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, de acordo com o Ministério Público. A operação conjunta da Promotoria com a Polícia Civil de São Paulo prendeu 11 suspeitos de integrar a quadrilha, que desviava remédios caros para tratamento contra o câncer. O líder do grupo estava preso desde 2009, mas teve outro mandado de prisão decretado por novas suspeitas. Ele é suspeito de fazer ligações de dentro da cadeia para coordenar o esquema. Segundo a polícia, ele será transferido para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), que restringe as ações do detento. De acordo com a Promotoria, a quadrilha furtava medicamentos de alto custo da rede estadual de saúde, com a ajuda de funcionários públicos, e os revendia para farmácias e distribuidoras. O desvio era feito da seguinte forma: um paciente recebia alta ou morria, e o remédio que ele tomaria não voltava para o estoque do hospital e era desviado. Segundo a investigação, os medicamentos eram revendidos por R$ 7.000 a R$ 7.500 para distribuidoras e farmácias. O prejuízo aos cofres públicos foi de pelo menos R$ 10 milhões. Além dos 11 presos, mais oito pessoas são investigadas. Cada funcionário que fazia o desvio de remédio recebia R$ 1.000 de pagamento. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos hospitais Brigadeiro, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer e Samaritano. Uma funcionária do Brigadeiro está entre os presos. Em vídeo divulgado pela TV Globo, ela aparece tentando esconder caixas de remédios no hospital.Na casa dos acusados, em farmácias e distribuidoras foram apreendidos vários tipos de medicamentos de origem controlada destinados a tratamento contra o câncer. Segundo a Promotoria, os remédios não eram armazenados corretamente pois tinham que ser refrigerados. A operação "Medula 3" foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate) e pela Corregedoria Geral da Administração, ligada à Casa Civil do governo do Estado. Além da capital paulista, o grupo é suspeito de atuar no Rio de Janeiro e na Baixada Santista.


SAIBA MAIS


A operação de hoje foi a terceira leva de prisões contra acusados de desviar remédios de hospitais públicos. Em maio de 2010, seis pessoas foram presas suspeitas de participar de roubos a um posto de distribuição de remédios da rede pública na zona sul de São Paulo. O prejuízo chegou a R$ 8 milhões. O alvo dos roubos foi o remédio Mabthera, uma droga de alta tecnologia contra o câncer do sistema linfático. Cada caixa custa cerca de R$ 8.000, mas em razão de descontos obrigatórios definidos por lei, a Secretaria da Saúde paga perto de R$ 6.000 e o entrega gratuitamente aos pacientes cadastrados. Em setembro de 2009, nove pessoas foram presas na primeira investida contra o desvio de remédios. Na ocasião, a polícia informou que o prejuízo chegava a R$ 40 milhões. A quadrilha usava 13 distribuidoras para vender os remédios para hospitais e clínicas de 20 Estados e o Distrito Federal --entre eles o Fleury Hospital-Dia, em Higienópolis (região central de SP). Meses depois das primeiras prisões, remédios desviados foram apreendidos em Maringá (PR) e mais quatro suspeitos foram presos em cidades do interior de São Paulo acusados de roubar caminhões com medicamentos.

NOTA DO BLOG: QUEM NÃO SE ARREPENDER A TEMPO, QUEM NÃO DEIXAR DE ROUBAR, DESVIAR, PRATICAR PECULATO E APOIAR ESSES DESMANDOS AQUI NA TERRA NÃO HERDARÃO EM NENHUMA HIPÓTESE O PARAÍSO DO SENHOR. E NÃO ADIANTA DEPOIS DE MORTO, OS FAMILIARES FAZEREM REZAS E MAIS REZAS, MISSAS E MAIS MISSAS, NÃO. O SENHOR QUER A MUDANÇA EM VIDA. ELE QUER O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO E NÃO UMA CONVENIÊNCIA PARA LIVRAR A PELE DOS MALES QUE PLANTOU AQUI. DEUS NÃO É BESTA COMO MUITOS PENSAM. ANTES DAS CRÍTICAS, EU ADIANTO QUE ESSAS PALAVRAS SAIRAM DA BOCA DE DEUS E NÃO DA MINHA. EU APENAS AS REPITO. ELAS ESTÃO ESCRITAS NA PALAVRA DELE.

A DESMORALIZAÇÃO DA SOCIEDADE


Presos reabrem túnel e fogem novamente da Penitenciária de Alcaçuz

Segundo diretor da penitenciária, presos só precisaram escavar cerca de 30 cm para reabrirem o túnel.


Cinco presos conseguiram fugir da Penitenciaria Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na manhã desta quinta-feira (2), reabrindo um antigo túnel, no pavilhão 1. De acordo com o diretor da penitenciária, tenente coronel Zacarias Mendonça, os presos só precisaram escavar cerca de 30 cm para reabrirem um antigo túnel. A fuga foi percebida por um dos guariteiros, no momento em que os presos saiam do túnel. Ele alertou a guarda e conseguiu evitar uma fuga em massa. Nessa sexta-feira (27) o batalhão de Choque realizou uma revista rigorosa no pavilhão e encontrou 20 celulares, mais de 20 trouxinhas de maconha, nove facas artesanais, além de dezenas de chips de telefonia móvel, carregadores e até mesmo uísque.

NOTA DO BLOG: ENQUANTO QUESTÕES COMO ESSA, NÃO FIZEREM PARTE DA CONSCIÊNCIA ELEITORAL DO NOSSO POVO A TENDÊNCIA É FINGIRMOS QUE ESTAMOS SEGUROS, ENQUANTO OS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA FINGEM QUE SÃO PAGOS DIGNAMENTE, AO PASSO QUE O GOVERNO FINGE QUE ADMINISTRA BEM. ISSO É UMA VERGONHA PARA A NOSSA SOCIEDADE. MENOS DE 15 DIAS DEPOIS OUTRA FUGA. COMO É QUE ENTRA TANTA COISA ILEGAL NOS PRESÍDIOS. CADÊ OS INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA? UMA VERGONHA NACIONAL.