quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MAIS UM AVANÇO IMPORTANTE


Assembleia de SP aprova Ficha Limpa

Efeitos não são retroativos e funcionários nomeados em cargos em comissão que estão inelegíveis não precisam ser demitidos; presidente da Casa tem 15 dias para promulgar a proposta


A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta-feira, 29, por unanimidade, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que institui os critérios da Lei da Ficha Limpa para nomeações nos cargos de confiança nos três poderes do Estado. De autoria do deputado Orlando Morando (PSDB), líder do partido na Casa, a proposta foi votada em dois turnos e tem 15 dias para ser promulgada pelo presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB) - por se tratar de uma emenda constitucional, não precisa ser sancionada pelo governador. Os efeitos da PEC não são retroativos, ou seja, os funcionários nomeados em cargos em comissão que estão inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa não precisam ser exonerados. Segundo Morando, sua assessoria entendeu ser inconstitucional a exoneração de funcionários que foram indicados quando o regime de contratação era outro. Na semana passada, na esteira da aprovação da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador Geraldo Alckmin anunciou que pretendia publicar até o fim do mês de março um decreto impedindo a nomeação de servidores con condenação em órgão colegiado para cargos de confiança no Executivo paulista.
Na ocasião, o governador afirmou que o decreto seria retroativo e valeria para os atuais servidores, que poderiam ser exonerados de seus cargos caso se encaixassem nas condições de inelegibilidade da Ficha Limpa. "Vamos formatar o decreto que, pronto, vai ser divulgado e publicado", disse Alckmin na ocasião. "Ele não é só para os novos funcionários, mas para todos, independentemente do tempo que tiverem de serviço".

PARABÉNS, TUCANOS! SE CONTINUASSEM ASSIM, O PT DIMINUIRIA CERTAMENTE. A LEI APROVADA FOI UM REFERENDO DA LEI FEDERAL DA FICHA LIMPA MAS É UMA SINALIZAÇÃO. POR QUE O PSDB NÃO ATUA RÁPIDO E APROVA O FIM DO VOTO SECRETO? ESSE PARTIDO SÓ TERIA A GANHAR? PENSEM NISSO!

SERRA "SEM-PALAVRA" FAZ SUA PRIMEIRA PROMESSA


Serra diz que, se eleito, cumprirá os quatro anos de mandato


Em sua primeira entrevista após entrar na corrida eleitoral de São Paulo, o ex-governador José Serra afirmou que não disputará as eleições de 2014 e que cumprirá "o mandato de prefeito por quanto tempo o mandato durar, ou seja, até 2016". Questionado se prometeria não abandonar o cargo, disse: "Vou cumprir os quatro anos, isso é mais que uma promessa". Eleito em 2004 para a Prefeitura de São Paulo, o tucano renunciou o cargo dois anos depois para disputar o governo de São Paulo. Na época, chegou a assinar um documento em que se comprometia a cumprir os quatro anos do mandato. O ex-governador, que oficializou sua intenção de concorrer nas prévias do PSDB nesta terça-feira (28), justificou a entrada na disputa eleitoral dizendo ser fruto de uma necessidade e "gosto". "Necessidade por conta do quadro político e gosto por que gosto de ser prefeito. Conheço a cidade e sua gente". Ele, no entanto, não descartou voltar a disputar à Presidência no futuro. Disse que um sonho pode permanecer adormecido por muito tempo. "Estou no auge da minha energia." Questionado se falava sobre a disputa eleitoral pela Presidência em 2018, disse preferir não fazer conjecturas.

 PRÉVIAS

Em reunião tensa na noite de ontem, a Executiva municipal de São Paulo decidiu adiar para 25 de março a prévia que vai definir o candidato tucano na cidade. A consulta interna estava marcada anteriormente para acontecer no próximo domingo, dia 4. Andrea Matarazzo e Bruno Covas, que também estavam na disputa e abriram mão em favor de Serra, estiveram no evento de hoje, além de outros dirigentes do PSDB. Continuam na disputa o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Tripoli.

NOTA DO BLOG: PODE ATÉ SER QUE ELE CUMPRA ESSA PROMESSA. MAS, PELO HISTÓRICO, PELA ARROGÂNCIA E PELA FORMA DE FAZER POLÍTICA POR VAIDADE E FOME PELO PODER SEMPRE ACIMA DO QUE O POVO LHE CONFERIU, SERRA NÃO MERECE SER LEVADO A SÉRIO. É, DEFINITIVAMENTE, O QUE PODEMOS CHAMAR, COM ARGUMENTOS, DE FANFARRÃO. E PEDIMOS DESCULPAS À TURMA DA FANFARRA.

ECONOMIA


Setor público tem superávit primário recorde de R$ 26 bi em janeiro


BRASÍLIA - As contas do setor público fecharam o mês de janeiro com superávit primário de R$ 26,016 bilhões, segundo dados do Banco Central. Enquanto as contas do Governo Central tiveram superávit de R$ 20,233 bilhões, os governos regionais (Estados e municípios) tiveram um saldo positivo de R$ 5,236 bilhões. Esse desempenho favorável das contas dos Estados e municípios ajudou a aumentar o resultado em janeiro. O superávit é recorde. Esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro desde o início da série em 2001. Esse resultado favorável foi obtido não só por um esforço fiscal maior do Governo Central, obtido graças ao anúncio da arrecadação, mas também por conta de um desempenho muito forte dos Estados, que registraram superávit primário de R$ 4,624 bilhões. Os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 612 milhões. O resultado primário superou as estimativas mais otimistas dos analistas consultados pelo AE Projeções. As 13 instituições do mercado financeiro consultadas detinham estimativas para o dado de janeiro que variavam de R$ 22,7 bilhões a R$ 25,4 bilhões. As empresas estatais, por outro lado, também registraram um superávit de R$ 547 milhões. Enquanto as empresas estatais federais tiveram um superávit de R$ 186 milhões, as empresas estatais estaduais registraram um resultado positivo de R$ 454 milhões. Já as municipais registraram déficit primário de R$ 92 milhões. Em 12 meses até janeiro, o superávit primário das contas do setor público consolidado subiu de 3,11% para 3,30%, o equivalente a R$ 136,978 bilhões.

Resultado nominal
O setor público consolidado encerrou janeiro com superávit nominal de R$ 6,355 bilhões. O valor mostra reversão quando comparado a igual mês de 2011, quando o setor público amargou déficit nominal de R$ 1,532 bilhão. Entre os componentes para o resultado do mês passado, os governos regionais responderam pela maior fatia do resultado, com saldo nominal positivo de R$ 3,749 bilhões, sendo que a maioria dessa cifra foi obtida pelos governos estaduais, que terminaram o mês passado com o desempenho positivo de R$ 3,536 bilhões. No acumulado em 12 meses até janeiro de 2012, o setor público amarga déficit nominal de R$ 100,076 bilhões, o equivalente a 2,41% do PIB. O porcentual é inferior do que o resultado em dezembro de 2011, quando correspondia a 2,61% do PIB. 
Dívida
A dívida líquida do setor público voltou a subir em janeiro e alcançou o equivalente a 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês passado. Segundo o Banco Central, o valor é superior aos 36,5% registrados em dezembro de 2011. O aumento do indicador no mês passado aconteceu especialmente graças à variação cambial de 7,3%, o que aumentou o indicador em 1 ponto porcentual, e à apropriação de juros, que somou outro 0,5 ponto à dívida. Segundo o BC, a dívida líquida em janeiro equivalia a R$ 1,544 trilhão. 
Juros
As despesas com juros do setor público somaram em janeiro R$ 19,661 bilhões. O valor é um pouco maior do que os gatos com juros em janeiro do ano passado, que somaram R$ 19,281 bilhões. Em 12 meses até janeiro, os gastos com juros somam R$ 237,054 bilhões, o equivalente a 0,71% do PIB. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, informou que a conta para pagar juros da dívida pública no mês passado é o maior resultado da série histórica. Em entrevista para comentar o desempenho das contas públicas em janeiro de 2012, Maciel informou que, a despeito desse recorde, a perspectiva para a conta de juros é de queda nos próximos meses. Segundo ele, a despesa acumulada em 12 meses deverá recuar do patamar atual correspondente a 5,71% do PIB para 4,3% até o fim do ano. Entre os fatores que devem contribuir para a redução dessa conta, está o efeito acumulado da redução do juro básico da economia, a taxa Selic, desde agosto do ano passado e a esperada desaceleração dos índices de inflação, como o IPCA e IGP-M, que também remuneram parcela importante da dívida pública.
Governos Regionais
Um dos destaques das contas públicas no mês de janeiro foram os governos regionais, especialmente os estaduais. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, a economia feita para o pagamento de juros da dívida, o chamado superávit primário, em janeiro pelo conjunto dessas instâncias - Estados e municípios - e também a realizada exclusivamente pelos governos estaduais foram as maiores da série. Maciel explicou que o crescimento da economia favorece os números e ajuda na arrecadação de impostos. Ele citou, por exemplo, que a arrecadação com o ICMS tem crescido a um ritmo próximo de 13% nos últimos meses. "Isso tem ajudado bem", disse. Maciel informou que os dados registrados até agora não mostram aumento expressivo nos repasses federais aos governos regionais, o que, em tese, também poderia ajudar essas instâncias. No acumulado em 12 meses, o superávit primário dos governos regionais também é o maior da série, informou Maciel.

VERDADE OU ESTRATÉGIA?


Pré-candidato à reeleição, prefeito de Curitiba quer reduzir seu salário


Pré-candidato à reeleição, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anunciou nesta quarta-feira (29) que pretende reduzir seu salário em 30%. Ducci enviará hoje à Câmara Municipal um projeto de lei para diminuir, em definitivo, o vencimento do chefe do Executivo municipal: caso o projeto seja aprovado, seu subsídio passará de R$ 26.723 para R$ 18.706 mensais. Com a medida, Ducci repete os passos de seu antecessor, o atual governador Beto Richa (PSDB), de quem foi vice-prefeito. Na época em que estava na prefeitura, Richa já havia tentado reduzir o subsídio, depois que um levantamento mostrou, em 2007, que seu salário era o maior entre todos os prefeitos do país (era de R$ 19 mil). Após críticas, o tucano tentou baixar um decreto para diminuir o vencimento, mas não conseguiu, já que o valor é estabelecido pela Câmara Municipal, por meio de lei ordinária. Richa, então, optou por devolver 20% do valor total todo mês aos cofres públicos --prática que também foi adotada por Ducci desde que assumiu a prefeitura, em março de 2010. Atualmente, Ducci devolve 30% do salário líquido, ou cerca de R$ 8.000. Caso o projeto de lei seja aprovado, o prefeito não irá mais devolver o percentual.

REAJUSTE

Além de anunciar a intenção de reduzir seu próprio salário, Ducci também anunciou, nesta quarta-feira, um reajuste de 10% a todos os servidores públicos municipais a partir de abril. "É o maior reajuste concedido aos servidores desde o Plano Real", discursou o prefeito nesta manhã, em evento com a presença de vereadores, secretários e diretores de núcleo. Além de Ducci, são pré-candidatos à Prefeitura de Curitiba os políticos Gustavo Fruet (PDT), Ratinho Júnior (PSC), Rafael Greca (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Dr. Rosinha (PT), entre outros.

NOTA DO BLOG: VERDADE OU POLÍTICA DE POPULISTA, A NOTÍCIA NÃO DEIXA DE SER BOA INCLUSIVE PARA EXEMPLO A OUTROS PREFEITOS, ALÉM DE AGUÇAR A POPULAÇÃO QUANTO A QUESTÕES COMO ESSA. O DESPERTAR DO POVO É FUNDAMENTAL. TEM PREFEITO QUE VIVE NÃO COM O SEU SALÁRIO, MAS COM AS GORDURAS DAS VERBAS DO POVO.

MUDANÇAS MINISTERIAIS


Marcelo Crivella assumirá pasta da Pesca no lugar de Luiz Sérgio


O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta-feira (29) mais uma troca na Esplanada dos Ministérios: Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ) deixará a pasta da Pesca e Aquicultura e será substituído pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). A mudança foi divulgada pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, na manhã de hoje. Segundo nota da Presidência, Luiz Sérgio prestou "inestimável contribuição ao governo". "À frente da Secretaria de Relações Institucionais e, depois, como responsável pela pasta da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio desempenhou com dedicação e compromisso com o país todas as tarefas que lhe foram atribuídas pela presidenta Dilma Rousseff", diz trecho da nota. O texto diz ainda que a mudança permitirá incorporar à Esplanada um "importante partido aliado da base do governo" --o texto menciona o fato de que o ex-vice-presidente José Alencar pertencia a essa legenda.

EVANGÉLICOS

A troca deve acalmar a bancada evangélica no Congresso Nacional, que sofreu atritos recentes com o governo --Crivella é um dos representantes do segmento. No mês passado, em palestra no Fórum Social Mundial, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) declarou que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela "nova classe média", que estaria sob hegemonia de setores conservadores. O ministro afirmou que foi mal compreendido. A ministra Ideli Salvatti (Relações Internacionais) evitou fazer relação entre o nome de Crivella e a bancada evangélica. A mudança, segundo ela, "foi no sentido de integrar um partido que durante todo o período do governo do presidente Lula, na pessoa do vice-presidente José Alencar, (...) sempre foi um partido extremamente aliado, firme e atuante na defesa das ações do governo". Ideli reforçou ainda que o governo tem "o maior respeito" pela atuação do PRB, um "precioso aliado". Antes de assumir o ministério da Pesca, Luiz Sérgio foi ministro da pasta de Relações Institucionais, responsável por fazer a ponte entre o Planalto e o Congresso Nacional. Ele foi alvo de críticas, no entanto, dos próprios aliados, que o consideraram um interlocutor sem grande peso no palácio. Em junho do ano passado, ele foi trocado por Ideli e assumiu a função da ministra, na pasta da Pesca. Agora, Luiz Sérgio deve retornar à Câmara dos Deputados.