sexta-feira, 7 de outubro de 2011

07/10/2011 - 06h03

Prêmio Nobel da Paz em 2011 fica com trio de mulheres

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DE SÃO PAULO
Atualizado às 06h39.
O trio de mulheres Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee, ambas liberianas, e Tawakkul Karman, do Iêmen, venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2011, conforme anunciou nesta sexta-feira o comitê Instituto Norueguês do Nobel, que entrega o prêmio, em Oslo, na Noruega.
O prêmio foi concedido a elas por "sua luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres na participação do processo da construção da paz".
Diferentemente dos anos posteriores, o anúncio de quem havia sido escolhido foi lido apenas em inglês e, segundo o comitê informou antes do evento começar, o texto possuía 21 linhas, um total relativamente alto para o padrão visto nas justificativas passadas.
Jim Watson/France Presse
Presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf
Presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf
"Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo ao menos que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o comitê.
JUSTIFICATIVA
O anúncio lembrou que em 2000, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que tornava, pela primeira vez, a violência contra mulheres em conflitos armados um assunto de segurança internacional. "Isso destacava a necessidade de as mulheres se tornarem participantes em pé de igualdade com os homens nos processos de paz".
Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente em uma nação africana, a Libéria. Desde que tomou posse, em 2006, ela vem contribuindo para assegurar a paz no país, segundo o anúncio, para promover o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o status da mulher na sociedade.
Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres independentemente de diferenças étnicas e religiosas na Libéria para colocar um fim na guerra no país e assegurar a participação feminina nas eleições. Ela vem promovendo a influência da mulher no oeste africano.
Lisa Poole/Associated Press
Ativista da Libéria Leymah Gbowee
Ativista da Libéria Leymah Gbowee
Tawakkul Karman, mesmo nas situações mais difíceis antes e durante a Primavera Árabe, teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela busca da democracia e da paz no Iêmen.
"O comitê espera que Sirleaf, Gbowee e Karman ajudem a colocar um fim na opressão das mulheres que ainda ocorre em muitos países e a deixar claro o grande potencial que as mulheres representam para a democracia e para a paz".
O comitê do prêmio Nobel havia anunciado em março que foram indicados 241 candidatos à categoria, um número recorde. O prêmio, que inclui 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhões), será entregue em dezembro.
VENCEDORES 2011
Este é o penúltimo anúncio do Prêmio Nobel em 2011.
Na segunda-feira, o americano Bruce Beutler, o biólogo francês Jules Hoffman e Ralph Steinman, canadense radicado nos EUA, três cientistas que desvendaram segredos do sistema imunológico, abrindo caminho para novas vacinas e tratamentos contra o câncer, foram anunciados como vencedores do Nobel de Medicina --ou Fisiologia.
Hani Mohammed/Associated Press
Tawakkul Karman, ativista do Iêmen
Tawakkul Karman, ativista do Iêmen
Na terça-feira, foram conhecidos os vencedores da categoria Física. Ganharam os americanos Saul Perlmutter e Brian Schmidt e o também americano Adam Riess, que possui a cidadania australiana, pela descoberta da expansão acelerada do Universo por meio de observações de supernovas distantes.
Na quarta, o pesquisador israelense Daniel Shechtman venceu o Nobel de Química de 2011 por suas descobertas relativas a materiais cristalinos com estrutura atômica não periódica, encerrando o ciclo de laureados científicos.
Ontem, o Prêmio Nobel de Literatura foi para Tomas Tranströmer. A Academia premiou Tranströmer "porque, através de suas imagens translúcidas, ele nos dá um acesso novo à realidade".
Na próxima segunda-feira, será anunciado o vencedor do Nobel de Economia.
LAUREADOS DA PAZ
O Prêmio Nobel é entregue desde 1901 a personalidades de destaque nas áreas de ciências, literatura e paz, conforme estipulado no testamento do empresário Alfred Nobel, inventor da dinamite.
No ano passado, o dissidente chinês Liu Xiaobo foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz. Liu foi condenado a 11 anos de prisão, em dezembro de 2009, por escrever um manifesto com outros ativistas chineses pela liberdade de expressão e eleições multipartidárias no país.
Veja a lista dos vencedores do Nobel da Paz nos dez anos anteriores:
  • 2010: Liu Xiaobo.
  • 2009: Barack Obama
  • 2008: Martti Ahtisaari
  • 2007: Intergovernmental Panel on Climate Change, Al Gore
  • 2006: Muhammad Yunus, Grameen Bank
  • 2005: Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei
  • 2004: Wangari Maathai
  • 2003: Shirin Ebadi
  • 2002: Jimmy Carter
  • 2001: ONU, Kofi Annan
  • 2000: Kim Dae-jung

NOTA DO BLOG: O mundo precisa entender que a paz não se faz apenas com o descansar das armas. É preciso haver qualidade de vida para todos, diminuição das desigualdades, investimentos no ser humano, em educação, saúde, previsibilidade de vida com a segurança pública, etc. Em José da Penha, podemos perceber o descaso e a desmoralização de uma cidade rendida ao fracasso, ao previsível e ao insano. Isso, sem dúvida, é uma antagonia, pois sabemos todos que os homens e mulheres de bem são maioria. Dessa forma, o que nos falta? se temos a democracia como maior arma, instituições relativamente independentes, imprensa livre, voto universal, dentre outros? falta salário digno para os professores, investimentos com o dinheiro do FPM e não apenas verbas dos outros entes (Federal e estadual), saúde de excelência, transparência com a coisa pública, moralidade, que está tão distante. Dinheiro para isso tem e muito. O que falta é colocarmos a nossa vergonha teórica na prática. Só assim, a paz, será alcançada através dos desfrutes dos nossos impostos. Atentem e não desistam, cidadãos penhenses! a sua vida vida, a sua paz quem faz é você.

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